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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Reflexões depois da tempestade (em copo d'água)

Esse dramalhão todo que atingiu alguns blogs de esquerda nos últimos dias serviu pelo menos para que a gente analise a questão e tire algumas conclusões. As minhas foram essas:

1) Não aconteceu "racha" nenhum na blogosfera progressista (ou de esquerda, se preferirem), simplesmente porque essa blogosfera é rachada por natureza. Temos centenas (milhares?) de blogs editados por pessoas dos mais variados tipos, gêneros e culturas. O que nos une é a luta contra o inimigo comum: a direita. De resto, podem acontecer discordâncias e debates acalorados o tempo todo sobre qualquer assunto. E isso é muito saudável, desde que seja feito de maneira sensata e respeitosa. E outra: ninguém é melhor só porque tem o "blog mais velho" ou o "mais visitado" ou o com "mais comentários". Todos tem o seu valor e a sua importância.

2) Quem age movido por ego inflado, ataque de histeria (sejam homens ou mulheres) ou rancores pessoais e sai atirando para todos os lados vai fatalmente atingir aliados e o próprio pé. Enquanto isso acontece, nosso inimigo em comum se diverte e faz de tudo para jogar mais lenha na fogueira.

3) Podemos sempre contar com os patéticos militantes da ultra esquerda utópica para se aliar aos ególatras, histéricos e trolls da direita quando o alvo dos ataques é alguém da "esquerda traidora" (leia-se: qualquer um que não faça parte do grupelho deles) que eles tem ódio e rancor.

4) Críticas são sempre bem vindas, desde que não venham acompanhadas de ataques pessoais, generalizações canhestras, sofismas e soberba.

5) Tentar enquadrar e se apoderar de qualquer tipo de movimento social, como o feminismo, é inútil e estúpido, pois esse tipo de manifestação sociológica é por demais complexa e subjetiva para que alguém se julgue dono dele ou de seus conceitos. É aquela velha história: se você perguntar a dez mulheres feministas o que quer dizer feminismo (ou socialismo) provavelmente vai receber dez respostas diferentes.

6) Só porque uma pessoa se diz feminista isso não quer dizer que se trata automaticamente de uma santa, de esquerda ou que não possa ser alvo de críticas. Para entender isso, basta lembrar que Anna Ardin, uma das moças que está se deixando usar para incriminar o criador do Wikileaks, é uma ativista feminista conhecida na Suécia que escreveu em seu blog (annaardin.wordpress.com) um post com o título "Sete passos para uma vingança judicial", incluindo instruções sobre incriminar alguém usando acusações de teor sexual. Seu blog faz referências a outros como Generación Y (de Yoani Sánchez) e Desde Cuba, ambos de dissidentes cubanos. Preciso dizer mais?

7) Nenhum blogueiro ou blog de esquerda está isento de errar ou ser criticado por isso. Faz parte do jogo democrático e da liberdade de expressão que conquistamos a duras penas. O que acho condenável é alguém usar de artimanhas desonestas para fazer essa crítica, como por exemplo, enfiar acusações e insinuações maldosas contra blogueiros em um texto que finge defender o feminismo (ou qualquer outro tema altamente polêmico) apenas para se blindar de críticas tentando fazer valer a seguinte lógica absurda: "quem me criticar é machista". Isso é desonestidade intelectual da grossa, típica de quem escreve no PiG, e pode torrar o filme até do mais empedernido e respeitável "doutor".

8) Algumas pessoas simplesmente não tem maturidade e/ou alta estima suficiente para ver colegas de outros blogs ganhando a luz dos holofotes e aí começam a agir como crianças mimadas cujas chupetas foram roubadas. O episódio da entrevista com o Lula foi exemplar.

Por enquanto é só. Concordem ou discordem à vontade.

3 comentários:

Jbmartins-Contra o Golpe disse...

muito boa a interpretação, até mesmo por uqe todos tem sua opinião.

Anônimo disse...

De acordo!
No que diz respeito ao item 6,bom seria que se discutisse mais amplamente o que são os feminismos contemporâneos.
Decididamente as vozes nesse campo são discordantes,como em tudo na vida.
O fato é que aprendi muito lendo Roswitha Scholz e Marta Lamas. Mas aprendi muito mais ainda sobre o que pode ser um feminismo útil ao gênero humano,como um todo, ouvindo minha mãe,minhas avós,as empregadas domésticas e depois,já trabalhando como assistente social,as operárias e camponesas,as prostitutas,as catadadoras de papel, as quebradeiras de coco do Maranhão e por aí foi.
E assim concluí que ao gênero humano - mulheres e homens - o que interessa interessa mesmo é o progresso social,o desenvolvimento sustentável e a paz.
O resto é conversa para boi dormir ou passarinho mudar de galho.

Joel Bueno disse...

Concordo 100%.

E acrescento: ao exercer a crítica, pouco me importa a raça, o gênero, a nacionalidade, a idade ou qualquer outra característica pessoal do autor de um discurso. Me importa o discurso. Desqualificar o outro, ao invés de criticar o discurso, é negar o diálogo e insultar a inteligência.

Infelizmente, foi o que a gente mais viu nesse barraco virtual. Dos dois lados, diga-se de passagem.

E... sabe do que mais? Isso tudo não tem a menor importãncia.

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