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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Lição de vida: A grandeza de um homem diante do escárnio

Eu preciso muito desabafar, não como jornalista, nem como assessor de político ou militante partidário, mas simplesmente como ser humano.

Testemunhei algo que simplesmente embrulhou meu estômago além de qualquer coisa que já vi na minha vida, mesmo em se tratando de política que, sabemos, atrai todos os tipos de torpeza e monstruosidade. Nunca pensei que o desrespeito e o escárnio por outro ser humano em um momento de dor incomensurável pudesse tomar tamanho vulto.

Hoje foi um dia triste para todos nós do PCdoB de Jundiaí. Faleceu a mãe do nosso camarada Pedro Bigardi, que está bem no meio de uma luta feroz para se reeleger deputado estadual. Não se fez campanha na cidade e fomos todos prestar homenagem à falecida e apoio ao nosso amigo e companheiro de luta nesse momento de profunda tristeza.

Eu recentemente perdi um Tio que muito amava e sei como é difícil passar por essa situação. Naquela hora terrível, você quer ter ao lado apenas pessoas queridas, familiares, amigos, apoiadores, em suma, pessoas que desejam o seu bem ou que ao menos sempre te trataram com respeito e dignidade.

Mas eis que, exatamente naquele momento de dor extrema que é um velório, aparece para dar seus "pêsames" ao Pedro Bigardi ninguém menos do que o sr. Sidney Mazoni, o editor-chefe do "Jornal de Jundiaí", uma pessoa que, por meio do poder ilimitado que tem no referido veículo de imprensa, dedica sua vida para destruir tanto política quanto pessoalmente Bigardi com a publicação constante de notícias mentirosas, manipulações grosseiras e comentários maldosos e depreciativos - ao ponto de causar revolta e indignação nos próprios jornalistas que trabalham para ele!

Quem é da cidade sabe do que estou falando e quem acompanha meu blog há algum tempo deve ter uma pequena noção do que faz o citado "Jornal de Jundiaí" contra Bigardi e seus apoiadores (eu, inclusive).

A presença do sr. Mazoni causou um mal estar geral. Ao meu lado, camaradas cerraram os punhos e os dentes e tiveram que se segurar para não acabar fazendo uma besteira. Eu fui um deles, confesso. Provavelmente sentindo o clima que provocou, o dito cujo baixou a cabeça e saiu praticamente correndo do local, escondendo-se entre a multidão.

Em momentos como esse, você para e faz uma reflexão sobre o que move um ser humano a ser tão baixo. Sabem, uma coisa é o cara usar o poder que tem para tentar acabar com a carreira política de alguém por motivos inconfessáveis. Muitos dirão que faz parte do jogo, tipo "quem está na chuva é para se queimar". Tudo bem, pode até ser. Mas será que precisa ir ao velório da mãe da pessoa que você quer destruir? Será que não há limites para o cinismo e a hipocrisia dessa gente?

Alguns vão dizer que o gesto do sr. Mazoni foi "bonito". Mas não foi mesmo. Num momento desses, de dor e consternação, durante o qual tudo que a pessoa deseja é estar cercado de amor, carinho e apoio, será mesmo que ela precisa ter que encarar alguém que tanto mal fez e faz a ela e à sua família? Qualquer pessoa com o mínimo de sensibilidade e caráter saberia disso.

Seria a mesma coisa se, no funeral de sua esposa, o Lula tivesse que receber os "pêsames" de um Reinaldo Azevedo, Otavinho Frias ou algum outro "jornalista de esgoto", essas criaturas desumanas e sem escrúpulos que publicam textos chamando o presidente de "assassino", "apedeuta", "petralha" e "estuprador", entre outras baixarias inomináveis.

Olha, se fosse comigo eu partiria para a ignorância. E todo mundo ia me dar razão, tenho certeza, numa hora de forte emoção como aquela.

Mas eu não tenho a grandeza e o discernimento do Pedro Bigardi, que enfrentou com dignidade e altivez o desrespeito e o escárnio escancarados de alguém que tão mal fez e faz à sua vida e à sua família, que obviamente sofre toda vez que vê o nome de seu ente querido sendo jogado na lama em manchetes na capa de um jornal que finge ser "imparcial".

Nesse momento eu passei a admirar ainda mais o Pedro e entender porque ele é tão querido e respeitado por sua esposa, por sua filha, por seus apoiadores e por uma parcela cada vez maior da população de Jundiaí e região.

Quanto ao sr. Mazoni... não há mais o que se dizer, exceto que hoje, mais do que nunca, sinto-me profundamente orgulhoso de também ser difamado por ele em seu jornal. Jamais terei a grandeza do Pedro Bigardi, é verdade, mas pelo menos escolhi o lado certo da batalha. E isso me dá muita força!

Peço desculpas por esse meu desabafo, inclusive ao companheiro Pedro Bigardi por estar talvez narrando fatos que ele não gostaria de tornar público. Pode ser que eu até seja punido por isso.

Não tem problema. Sou homem o suficiente para arcar com as consequências dos meus atos. Há momentos na vida que você simplesmente precisa se levantar e tomar uma atitude. No meu caso, é tornar público até que ponto chega a falta de caráter, de respeito e de humanidade de algumas pessoas dessa direita hidrófoba e grotesca que emporcalha o nosso querido país.

Mas vamos levantar a cabeça e continuar na luta, haja o que houver.

7 comentários:

Ricardo Melo disse...

Sobre o fato relatado por você, André, posso dizer que não estou surpreso.

Creio que todos conhecemos ao menos um caso em que um sociopata acumula poder, não para mostrar profissionalismo, mas sim para dar vazão aos seus desvios. Esse é exatamente o caso do dito Mazoni. Os seus infelizes companheiros de trabalho sabem do que estou escrevendo.

Por favor, mande pessoalmente ao Pedro Bigardi os meus sentimentos, certamente esse é um momento crítico em sua vida.

Renato Lima disse...

André, também estou com você. Se alguém que me ataca pelas costas covardemente na mídia aparecece no enterro da minha mãe fingindo sentir muito ia sair de lá numa ambulância! Mas eu sou apenas humano.

Parabéns ao Pedro Bigardi pela força sobre humana de resistir à provocação de um psicopata num momento trágico como o que está vivendo.

Anônimo disse...

Não duvido nada que esse senhor tenha ido ao velório realmente para provocar alguma reação do deputado ou de algum de seus apoiadores ou familiares. Aí ele poderia posar de vítima em seu jornal para tentar prejudicar o Bigardi.

Realmente nojo é a única palavra que me vem a mente.

FERNANDO ZINGRA disse...

André, vou resumir o que esse individuo merece: NADA! Nem um minuto de nosso valioso tempo! Nunca pense em atitudes drásticas, pois estaria se colocando no mesmo nível dele!

Anônimo disse...

um dia ele acha o dele...

Edmílson Antonio disse...

Só podia ser amigo do Willian Waack mesmo não ???

Antonio Carlos disse...

Camarada André...

Você está do lado correto.

Coragem é virtude!

Responder pelos atos é virtude, ninguém tira!

É PCdoB, o Partido Vivo!

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