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segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A bomba, virou traque e agora virou piada A repercussão que esqueceu a denúncia

- por Luis Nassif, em seu blog

Está gozadíssima a repercussão da tal denúncia da Veja, sobre os R$ 5 milhões que teriam sido pagos de propina para a MInistra-Chefe da Casa Civil, Erenice Guerra.

Como funcionam esses esquemas de fogo de exaustão da mídia? Um primeiro veículo solta a denúncia. Nos dias seguintes, os demais repercutem a denúncia e publicam matérias de apoio sobre outros temas envolvendo o personagem, muitos deles insignificantes, mas que servem de reforço para manter a denúncia em evidência.

A tal denúncia da Veja foi abatida em pleno vôo, por erros técnicos clamorosos:

1. Tratou o consultor da empresa que prestava consultoria como dono dela - a tal Via Net. O repórter não cuidou sequer de levantar o cargo correto.

2. Publicou um contrato padrão de assessoria - onde constava a "taxa de sucesso" de 6% - e não cuidou do básico: ler o objeto do contrato. A taxa se referia a eventuais financiamentos captados pela empresa de assessoria. O repórter aplicou o percentual sobre o total dos contratos da empresa junto aos Correios e apresentou como prova o contrato que o desmentia.

3. Tratou como suspeito o texto que fala que o assessor deve representar a assessorada em órgãos públicos e privados, mantendo regras éticas - texto padrão de qualquer contrato de assessoria.

4. No domingo, a Folha informou que a ANAC tinha renovado a concessão da empresa MTA, mesmo tendo parecer contrário de toda a diretoria. Mais uma barriga: o veto estava ligado apenas ao fato de faltarem documentos; depois de apresentados, a renovação ocorreu.

5. Durante todo final de semana, o repórter da Veja ficou acenando com a existência de gravações que comprovariam suas "denúncias". Truco! Quem tem mostra.

Conclusão: a repercussão ficou uma mula-sem-cabeça, apenas com as matérias de apoio, porque a denúncia principal (a tal propina de R$ 5 milhões) desapareceu completamente das matérias, -com a honrosaexceção do repórter Leandro Colon, da sucursal do Estadão em Brasilia, que continuou mencionando a informação furada da Veja.

Todas as matérias de apoio levantam a relevante informação de que, na cidade em que o maior número de postos de trabalho é no serviço público, parentes de Erenice também são funcionários públicos, alguns com cargos comissionados - uma noviddade tão grande quanto dizer que na família de Lula tem outros metalúrgicos.

3 comentários:

Alex disse...

TEM GENTE DETONANDO O PIG EM COMÍCIO...
OLHA QUE MARAVILHA LÁ NA BAHIA:

http://www.youtube.com/watch?v=Y3VRLXWkjdw&feature=player_embedded#!

Anônimo disse...

Tudo bem, mas não sei o que poderia ser 'gozadíssimo' nessa monstruosidade de calúnias de que a revista (NÃO)Veja faz meio de vida.

Mais um pouco, os jornalistas brasileiros 'concluirão' que cadeia para jornalistas caluniadores seria 'violência contra a liberdade de expressão'. Acho impressionante que NENHUM jornalista brasileiro perceba que não há violência maior contra a liberdade de expressão que a impunidade desses jornalistas-arapongueiros-bandoleiros que vivem acoitados nas redações dos jornalões brasileiros. TODOS os principais jornalões brasileiros e a revista (NÂO)Veja têm de ser FECHADOS a bem da liberdade de expressão.

Anônimo disse...

Escrevo para o redigente do último texto.

Você realemente é muito contraditório. Preza por um país sem ditadura, porém quer fechar o setor da mídia que é contra a sua ideologia política. Contraditório, não? O que você quer é amordaçar o setor que não lhe apóia, o que uma atitude comum de quem não quer a liberdade de expressão como ela deve ser, segundo os princípios da democracia.
Bom, mas esse não é o assunto da matéria.
Mudando de assunto, faço a seguinte pergunta-resposta?
Ainda foi provado que tal irregularidade não foi cometida?
Por que não duvidar?

Eu sinto que a política brasileira ainda é muito poeril. Ambas os lados (direita e esquerda) não sabem receber acusações ou simplesmente não adimitem falhas.
Bom, tomara que a verdade venha à tona, a favor ou não de Dilma.

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