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terça-feira, 13 de julho de 2010

Comédia: Você nunca vai rir igual depois de conhecer o Monty Python!


Os Pythons: Eric Idle, Graham Chapman, Michael Palin,
John Cleese, Terry Jones e Terry Gilliam

Se você ainda não conhece o Monty Python não sabe o que está perdendo! Formado pelos comediantes ingleses Eric Idle, Graham Chapman (já falecido), Michael Palin, John Cleese, Terry Jones e mais o reforço do estadunidense Terry Gilliam, o grupo começou seus trabalhos na BBC com o programa “The Monty Python Flying Circus” (O Circo Voador do Monty Python), que durou de 1969 até 1973 e conquistou o exigente público britânico com seu estilo de humor anárquico e muitas vezes de total non-sense.

O sucesso logo se tornou mundial quando o programa passou a ser exibido em outros países. Não demorou muito para os Pythons resolverem invadir os cinemas. O primeiro longa metragem deles foi “E Agora para Algo Completamente Diferente”, de 1971, que era somente uma coletânea de vários sketches do programa televisivo filmados em película.

Os outros três filmes do grupo estão entre as melhores comédias de todos os tempos e, felizmente, já foram lançados no Brasil em DVD. Confira abaixo um resumo de cada um deles e não deixe de procurar em sua locadora!

- “Monty Python Em Busca do Cálice Sagrado”: eleita como uma das dez melhores comédias pela crítica inglesa, essa produção é uma leitura hilariante da lenda do Rei Arthur e seus Cavaleiros da Távola Redonda, onde todos fazem múltiplos e impagáveis papéis (o campeão foi Eric Idle, com nada menos que 13 aparições diferentes!). Apesar do orçamento ser mínimo, a direção de Terry Jones e Terry Gilliam é inspirada e disfarça com maestria as limitações, usando-a inclusive a favor da trama. Um exemplo disso foi baterem duas cascas de coco para fingir que andam a cavalo, já que não tinham dinheiro para alugar os animais! O filme é entrecortado por alucinantes animações de Gilliam que servem como ponte para os diversos atos do roteiro. Os melhores momentos são sem dúvida o confronto entre Arthur e o Cavaleiro Negro, a aparição dos terríveis cavaleiros que dizem “Ni!”, o ataque do coelho assassino e a cena com o velho da ponte. A gozação é tanta que nem mesmo os letreiros de apresentação escapam!

- “A Vida de Brian”: sem dúvida a obra-prima do grupo, essa é uma sátira destruidora que atira para todos os lados e não erra o alvo quase nunca. O fanatismo religioso e a incapacidade das ideologias ditas de “esquerda” em se unirem em torno de um objetivo comum são os focos principais da gozação. Narra a trajetória do pobre Brian, filho de uma judia com um centurião romano chamado “Nojentus Maximus”, que é contemporâneo de Jesus Cristo (ele é visto apenas em um plano inicial em um de seus sermões da montanha), acaba sendo confundindo como mais um messias religioso e passa a ser perseguido por centenas de fanáticos. Por causa disso, quando foi lançado nos cinemas, “A Vida de Brian” sofreu ataques de grupos religiosos do tipo “Não vimos e não gostamos!” que só ajudaram a reforçar ainda mais o caráter satírico da produção. Mas esqueça os intolerantes que acusam o filme de ser anticristão, pois ele é somente uma comédia escachada que brinca sem pudores com assuntos polêmicos, mas sem nunca ser desrespeitoso com qualquer religião. Impossível não rir com esse filme que traz uma quantidade infinita de piadas e situações inacreditáveis de tão absurdas (Brian chega até a participar de uma batalha espacial!). A cena em que Michael Palin, como Pilatus, tenta convencer seus centuriões que tem um amigo chamado “Bigus Dickus” (algo como “Pintus Imensus”) é de fazer qualquer mortal chorar de tanto rir! Não deixe de ver.

- “O Sentido da Vida”: último filme do qual participam todos do grupo e o mais irregular, misturando humor fino com escatologia pura. É uma sucessão de várias sketches ao estilo do show televisivo no qual abordam tudo menos, é claro, o que seria o tal sentido da vida (embora façam menção a isso a todo momento, só para fazer de conta que realmente vão mostrá-lo!). Entre os momentos clássicos estão a famosa cena do gordo que explode num restaurante depois de tanto comer (e vomitar sobre a pobre faxineira), os peixes no aquário (que têm a cara dos membros do grupo) e o musical “Todo Esperma é Sagrado”. Antes do filme começar somos apresentados a um curta metragem dirigido por Terry Gilliam que era para fazer parte da atração principal, mas acabou sendo jogado para o prólogo e mostra um grupo de velhinhos que se revolta contra o sistema e toma o poder de uma firma de contadoria. Simplesmente genial.

Infelizmente o grupo se desfez logo após o último filme, embora tenha se encontrado em um programa de TV para ganhar um prêmio. Os membros do Python partiram para carreiras solo e alguns deles conseguiram bastante sucesso, como Terry Gilliam que virou um excelente cineasta e brindou o mundo com jóias como “Bandidos do Tempo”, “Brazil, O Filme” e “Os Doze Macacos”, e John Cleese que participa de várias superproduções como “Silverado”, “As Panteras Detonando” e virou inclusive o substituto de “Q” na série com o famoso agente secreto inglês, “James Bond” 007.

3 comentários:

lukas disse...

Nossa. Monty é o que há em matéria de humor. Não é assim, um Casseta e Planeta (risos) mas...
Valeu André. Chupei seu texto e coloquei lá no meu blog.
Abração.

Wadilson disse...

It's...

O Monty Python se dissolveu por conta da morte de Graham Chapman.
O Trabalho Sujo (http://www.oesquema.com.br/trabalhosujo/tag/monty-python) publica uns videos raros do grupo, inclusive de um programa na BBC do Eric Idle solo; muito legal ele e o George Harrison, absurdo.

O coletivo do Casseta Popular e Planeta Diário tinha o Monty Python como referência, mas nunca chegaram nem perto, não chegaram nem mesmo longe.

O programa acabou depois de 3 temporadas, pois os autores sabiam que a fórmula estava gasta (Casseta e Planeta tá mais que envelhecido há décadas no ar). Sem John Cleese, o restante fez uma quarta temporada pela metade.

Não é para qualquer um, isso eu descobri. O sujeito deve ter um parafuso a menos e um QI a mais para sentir satisfação com esses ingleses. Eu amo, adoro, eu si divirtu demais.

and now for something completely different...

Saudações

Ulisses disse...

E os encontros casuais? E "Um Peixe chamado Wanda"? Foram e ainda são ótimos!

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