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sábado, 3 de julho de 2010

Carta Capital: Por que apoiamos Dilma?

Abaixo vocês vão ver um exemplo de coragem e honestidade vindo do editor-chefe de uma revista semanal que faz parte da mídia corporativa brasileira. Em editorial, ele declara de forma clara qual candidato a revista que comanda apóia para as próximas eleições à presidência. Ou seja, trata seus leitores com respeito e inteligência. Coisa que 99,9% dos editores-chefes dos outros veículos da mesma mídia corporativa jamais teriam coragem - ou permissão - de fazer. Leiam e comprovem.

Por que apoiamos Dilma?

Resposta simples: porque escolhemos a candidatura melhor

- por Mino Carta, editor-chefe da Carta Capital

Guerrilheira, há quem diga, para definir Dilma Rousseff. Negativamente, está claro. A verdade factual é outra, talvez a jovem Dilma tenha pensado em pegar em armas, mas nunca chegou a tanto. A questão também é outra: CartaCapital respeita, louva e admira quem se opôs à ditadura e, portanto, enfrentou riscos vertiginosos, desde a censura e a prisão sem mandado, quando não o sequestro por janízaros à paisana, até a tortura e a morte.

O cidadão e a cidadã que se precipitam naquela definição da candidata de Lula ou não perdem a oportunidade de exibir sua ignorância da história do País, ou têm saudades da ditadura. Quem sabe estivessem na Marcha da Família, com Deus e pela Liberdade há 46 anos, ou apreciem organizar manifestação similar nos dias de hoje.

De todo modo, não é apenas por causa deste destemido passado de Dilma Rousseff que CartaCapital declara aqui e agora apoio à sua candidatura. Vale acentuar que neste mesmo espaço previmos a escolha do presidente da República ainda antes da sua reeleição, quando José Dirceu saiu da chefia da Casa Civil e a então ministra de Minas e Energia o substituiu.

E aqui, em ocasiões diversas, esclareceu-se o porquê da previsão: a competência, a seriedade, a personalidade e a lealdade a Lula daquela que viria a ser candidata. Essas inegáveis qualidades foram ainda mais evidentes na Casa Civil, onde os alcances do titular naturalmente se expandem.

E pesam sobre a decisão de CartaCapital. Em Dilma Rousseff enxergamos sem a necessidade de binóculo a continuidade de um governo vitorioso e do governante mais popular da história do Brasil. Com largos méritos, que em parte transcendem a nítida e decisiva identificação entre o presidente e seu povo. Ninguém como Lula soube valerse das potencialidades gigantescas do País e vulgarizá-las com a retórica mais adequada, sem esquecer um suave toque de senso de humor sempre que as circunstâncias o permitissem.

Sem ter ofendido e perseguido os privilegiados, a despeito dos vaticínios de alguns entre eles, e da mídia praticamente em peso, quanto às consequências de um governo que profetizaram milenarista, Lula deixa a Presidência com o País a atingir índices de crescimento quase chineses e a diminuição do abismo que separa minoria de maioria. Dono de uma política exterior de todo independente e de um prestígio internacional sem precedentes. Neste final de mandato, vinga o talento de um estrategista político finíssimo. E a eleição caminha para o plebiscito que a oposição se achava em condições de evitar.

Escolha certa, precisa, calculada, a de Lula ao ungir Dilma e ao propor o confronto com o governo tucano que o precedeu e do qual José Serra se torna, queira ou não, o herdeiro. Carregar o PSDB é arrastar uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, coisa de presidiário. Aí estão os tucanos, novos intérpretes do pensamento udenista. Seria ofender a inteligência e as evidências sustentar que o ex-governador paulista partilha daquelas ideias. Não se livra, porém, da condição de tucano e como tal teria de atuar. Enredado na trama espessa da herança, e da imposição do plebiscito, vive um momento de confusão, instável entre formas díspares e até conflitantes ao conduzir a campanha, de sorte a cometer erros grosseiros e a comprometer sua fama de “preparado”, como insiste em
afirmar seu candidato a vice, Índio da Costa. E não é que sonhavam com Aécio...

Reconhecemos em Dilma Rousseff a candidatura mais qualificada e entendemos como injunção deste momento, em que oficialmente o confronto se abre, a clara definição da nossa preferência. Nada inventamos: é da praxe da mídia mais desenvolvida do mundo tomar partido na ocasião certa, sem implicar postura ideológica ou partidária. Nunca deixamos, dentro da nossa visão, de apontar as falhas do governo Lula. Na política ambiental. Na política econômica, no que diz respeito, entre outros aspectos, aos juros manobrados pelo Banco Central. Na política social, que poderia ter sido bem mais ousada.

E fomos muito críticos quando se fez passivamente a vontade do ministro Nelson Jobim e do então presidente do STF Gilmar Mendes, ao exonerar o diretor da Abin, Paulo Lacerda, demitido por ter ousado apoiar a Operação Satiagraha, ao que tudo indica já enterrada, a esta altura, a favor do banqueiro Daniel Dantas. E quando o mesmo Jobim se arvorou a portavoz dos derradeiros saudosistas da ditadura e ganhou o beneplácito para confirmar a validade de uma Lei da Anistia que desrespeita os Direitos Humanos. E quando o então ministro da Justiça Tarso Genro aceitou a peroração de um grupelho de fanáticos do Apocalipse carentes de conhecimento histórico e deu início a um affair internacional desnecessário e amalucado, como o caso Battisti.

Hoje apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff com a mesma disposição com que o fizemos em 2002 e em 2006 a favor de Lula. Apesar das críticas ao governo que não hesitamos em formular desde então, não nos arrependemos por essas escolhas. Temos certeza de que não nos arrependeremos agora.

5 comentários:

Anônimo disse...

Já pensou? Eu prefiro Guerrilheira a entreguistas.

Anônimo disse...

Se eu morasse no Rio, iria ao eroporto recepcionar a Sel. Nacional de Futebol, c/ alegria e aplausos.

Parabéns ao Dunga, q montou 1 eqipe de acordo c/ seus conceitos, peitando a outrora poderosa Der Gøbbels, essa sim, a grande perdedora.

Ela, bem como o PIG esportivo - sabidamente DEMo - fizeram o possível p/ ver o Brasil ridicularizado,dentro e fora dos gramados.

Dunga tratou seus comandados como atletas, cortando as azinhas (e azonas tmbm), dos q qereiam/qerem ver 1 picadeiro de bizarrices e exotismos n nossa eqipe, ou pior, o puteiro do Parreira, cafetinado por ela mesma - Rede Esgoto.

Inté,
Murilo

Ademir Augusto Giorni disse...

Ola André, não vou comentar nada,
mas, o que eu quero é vc me indique daquele livro que vc leu
e achou que melhorou oseu jeito de viver, te acalmou, porque não consigo mais encontrá-lo no site.

um abç.

Ademir/São Roque/SP.

Fernando Pessoa disse...

Mais do(s) Mesmo(s)

"Ei menino branco o que é que você faz aqui
Subindo o morro pra tentar se divertir
Mas já disse que não tem
E você ainda quer mais
Por que você não me deixa em paz?
Desses vinte anos nenhum foi feito pra mim
E agora você quer que eu fique assim igual a você
É mesmo, como vou crescer se nada cresce por aqui?
Quem vai tomar conta dos doentes?
E quando tem chacina de adolescentes
Como é que você se sente?"
(...)

Renato Russo era um poeta, por isso tinha a liberdade de cantar proibidões há 30 anos atrás. Numa das suas antológicas composições ele vaticinou o “faroeste caboclo” que se torna a vida de quem brota de herói na capital do país: Santo Cristo, além de não conseguir tirar foto com o Lula, toma chumbo pelas costas do “Jeremias Traidor”.

E por falar em Brasília, agora que os botinudos do Dunga voltaram pras suas mansões na Europa, vou me atrever a falar sobre o que pode acontecer no cenário político da “pátria de chuteiras” se não usarmos com parcimônia e sapiência a nossa arma (“winchester 22”) da democracia.

Dilma, Serra e Marina são os candidatos que a TV mostra pra gente. Existem outros, mas estes não interessam ao sistema corporativo que controla a opinião do brasileiro. Dilma é do partido dos trabalhadores (PT) e vai ganhar as eleições porque seu adversário, além de careca, representa um pensamento conservador ultrapassado (o neoliberalismo). O PT tomou da geração tucana anterior o monopólio “gramsciano” de tocar mentes e corações. Tomou, e não foi à toa, uma vez que acompanhamos uma sensível melhora no padrão de vida de milhares de pessoas (as classes média-baixas que agora detêm 10% das riquezas nacionais) e outra espetacular melhora na vida de outros cidadãos (classes muito altas – 200.000 pessoas que controlam 85% das riquezas). Este novo pensamento que o PT instalou no poder, que admite uma transferência mínima de renda para os pobres através de políticas compensatórias, é o social-liberalismo, diferente do neoliberalismo, e distante também da social democracia européia.

A Marina até seria uma boa candidata, mas ela não está aí pra ganhar. Está óbvio que ela entrou nessa pra assegurar a vitória de Dilma (“só os profetas enxergam o óbvio”), e sem querer subestimar a sua inteligência, o partido que ela se filiou (PV) até outro dia mesmo era aliado do governo central, ou pior, quando não são aliados de tucanos e democratas (sic).

Por outro lado, a esquerda democrática radical não consegue se unir. Apresentam dois candidatos: o servidor aposentado (promotor) do Ministério Público e fundador do PT, Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), e o metalúrgico sindicalista Zé Maria (PSTU), mas, por não terem visibilidade alguma na mídia, são “esquecidos” pela grande maioria dos brasileiros.

Infelizmente quem realmente estará assumindo as rédeas da nação com a vitória de Dilma é o PMDB. Não o histórico Movimento Democrático Brasileiro, mas o partido de Temer, Sarney, Renan, Sérgio Cabral e Picciani. Não sei se são melhores que Serra, Aécio, Artur Virgilio e Cesar Maia. Aqui no Rio a gente conhece muito bem a “marra” dessa turma, e embora o PMDB nacional seja uma reunião de caciques e coronéis de cores, sotaques, penas e chicotes diferentes, acho que a coisa não muda de figura quanto entra em questão a indelével luta de classes e as liberdades democráticas. Em suma, são todos mais do mesmo, só que malhado!

André Lux disse...

Ademir, veja este link: http://tudo-em-cima.blogspot.com/2010/05/vale-pena-conhecer-essencia-do.html

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