Postagem em destaque

SEJA UM PADRINHO DO TUDO EM CIMA!

Ajude este humilde blogueiro a continuar seu trabalho! Sempre militei e falei sobre cinema e outros assuntos sem ganhar absolutamente nada ...

sábado, 29 de agosto de 2009

Mais perdidos que cego em tiroteio... PSDB sem rumo agora vai elogiar programas sociais de Lula!

Com o sucesso do governo de centro esquerda de Lula e o fracasso das tentativas golpistas e da doutrina neoliberal, o PSDB (Partido Só De Bacana) ficou mais perdido que cego em tiroteio.

Sem rumo, sem discurso, sem propostas, o partido dos tucanos em cima do muro decidiu que agora o negócio é elogiar os programas sociais do governo Lula!

Sim, você leu direito. Eles, que até hoje cedo, chamavam o Bolsa Família de "bolsa esmola" e diziam que o sistemas de cotas raciais era "racismo às avessas", agora vão passar a tecer loas a tudo isso. E ainda vão ter que afirmar o tempo todo que, se eleitos para a Presidência da República, não vão acabar com esses programas.

E tudo isso só porque os sábios tucanos perceberam que milhões de brasileiros tiveram suas vidas melhoradas por esses programas e, obviamente, não vão dar seus votos a figuras elitistas que achincalham justamente as ações que os ajudaram a sair da miséria ou ter uma chance de entrar na faculdade, por exemplo.

O mais legal de tudo isso é que de agora em diante coisas como Eliane "Ai gente!" Cantanhede, Danuza "Coringa" Leão, Miriam Leitoa, Reinaldo "Esgoto" Azevedo, Djando Mainardi e mil outros sabujos da tucanada vão ter que engolir o orgulho e passar a seguir a nova "agenda" eleitoral do PSDB e falar bem do Bolsa Família e dos pobres!

Já estou até vendo os papagaios da direita, profissionais e amadores, que adoram postar em blogs anonimamente ou com nomes falsos, entrando em colapso com a nova ordem da chefia! Vai aumentar muito o número de suicídios no bairro Jardins em São Paulo, no mínimo...

Agora, leiam a notícia abaixo e rolem de rir!

PSDB quer abandonar crítica a projetos de Lula

Estratégia é dar visão positiva sobre programas sociais e esquecer discurso da ''porta de saída''

O comando nacional do PSDB está orientando o partido a dar uma "visão positiva" dos programas sociais do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral de 2010, afirmou ontem o presidente da legenda, senador Sérgio Guerra (PE). O parlamentar disse que a legenda não permitirá "nem de longe" a disseminação da ideia de que, se vencer, acabará com esses projetos - apenas o Bolsa-Família atende mais de 11 milhões de famílias. Segundo o senador, pesquisas mostram que as maiores dificuldades da legenda ocorrem em regiões onde há concentração dessas iniciativas do governo federal.

Agora, os tucanos deverão abandonar as críticas ao programa e reconhecer que seu desenvolvimento foi correto. "A orientação do partido é dar essa visão positiva dos programas, reconhecer os programas do governo Lula, elogiar o que têm de positivo e desenvolver propostas. Nada que tenha a ver com aquela história de porta de saída. Porta de saída é tudo que a gente precisa para se dar mal. Não é nada", disse Guerra.

Com medo de perder votos, o PSDB, assim, abandonará uma das principais críticas que fazia à área social do governo Lula - a de que seus programas tornariam os beneficiários dependentes da ajuda e sem alternativas para ter uma vida econômica sem ajuda do Estado. O senador comandou reunião da bancada federal tucana para discutir as eleições de 2010, no Hotel Sheraton Barra, da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio.

Guerra disse que todos ou quase todos os programas sociais foram inventados pelo PSDB (que governou o País de 1995 a 2002) e desenvolvidos pelo presidente Lula, com cujo governo acabaram identificados. "Achamos que o desenvolvimento foi correto. Isso é verdade", elogiou. "O que vamos ter é propostas para essa área social, muito precisas." Ele afirmou que, em 2006, no segundo turno, foi organizado no Nordeste um "projeto de massificação da ideia" de que o PSDB, se vencesse, acabaria com os programas sociais.

YEDA

Em análise reservada sobre a situação do partido nos Estados, Guerra avaliou que, no Rio Grande do Sul , onde a governadora tucana Yeda Crusius enfrenta acusações de corrupção, "acendeu a luz vermelha". O alerta foi causado por pesquisas eleitorais indicando que, no Estado, a pré-candidata presidencial do PT, Dilma Rousseff, ultrapassou o provável postulante tucano, governador José Serra, que estaria sofrendo desgaste por causa da crise política enfrentada pela governadora.

Uma assessoria do comando nacional tucano foi imposta a Yeda, revelou Guerra, que esteve recentemente com a governadora. "Ela precisa aceitar a ampla reforma de seu governo", disse, em exposição para os deputados e senadores.

No Rio, o lançamento da pré-candidatura de Marina Silva à Presidência pelo PV fez surgir novos problemas, segundo o senador. O PSDB não aceita que o deputado Fernando Gabeira (PV) seja candidato a governador com dois palanques - um com Marina, outro com Serra. Cerca de 30 parlamentares tucanos participaram do encontro, que começou na quinta-feira e terminou ontem. Do Estadão

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Max Carlos: Não se deixem seduzir pelas campanhas moralistas da mídia

Essa rápida montagem é dirigida a todos, particularmente aos amigos de "classe média" ou outros que se deixam por vezes seduzir pelas campanhas moralistas da grande mídia, que acabam pensando que o Gabeira é "legal", o Ali Kamel um "inteletual" (pois seus opusculos recebem a mesma promoção de propaganda que um "Harry Potter"). Esse mail se dirige aos que acabam pensando que O Globo (ou a FSP ou o Estadão) estão mesmo preocupados com moral do Senado e a chamda "opinião pública'.

Parece ultrapassado, mas não é: é mesmo de luta de classe que se trata: a classe que a grande mídia defende é a elite, ou seja ela mesma!

Vejam bem, por um lado um editorial de julho de 2008, em ocasião da operação da PF contra o banqueiro Daniel Dantas. Um dos muitos publicados naquele periodo para, por um lado, pedir o respeito das garantias constitucionais e, pelo outro, criticar a espetacularização das prisões. Preocupação, aliás, manifestada naquela ocasião pelo Presidente do STF.

Mas, quando o crime finenceiro é dos pobres, os maleteiros do Galeão que agem ilegalmente como cambistas, eles merecem a humiliação da teatralização da prisão, sem nenhum editorial "garantista", nem declaração escandalizada de algum membro do STF. Pelo contrário: prender banqueiro é um passo ideológico em direção ao Estado Policial. Prender maleteiro, é bendito "choque de ordem"!

Caros, na caiam na armaldilha do discurso moralista da elite e de sua mídia anti-democrática ! A corrupação está na imoralidade dos ricos que se apropriam a riqueza que apenas os pobres produzem.

Everardo, ex-secretário da Receita de FHC: Casos Petrobras e Dilma/Lina "são farsa"

Casos contra Petrobras e Dilma são "farsa e factóide", diz Everardo Maciel, ex-secretário da Receita de FHC

- por Bob Fernandes (http://terramagazine.terra.com.br)

O pernambucano Everardo Maciel mora há 34 anos em Brasília. Foi secretário executivo em 4 ministérios: Fazenda, Educação, Interior e Casa Civil, e foi Secretário da Fazenda no Distrito Federal. Everardo é hoje consultor do FMI, da ONU, integra 10 conselhos superiores, entre eles os da FIESP, Federação do Comércio e Associação Comercial de São Paulo e é do Conselho Consultivo do Conselho Nacional de Justiça.

Mas, nestes tempos futebolísticos, às vésperas de 2010, com tudo o que está no ar e nas manchetes e, em especial, diante do que afirma Everardo Maciel na entrevista que se segue, é importantíssimo ressaltar que ele foi, por longos 8 anos, "O" Secretário da Receita Federal dos governos Fernando Henrique Cardoso.

Dito isso, vamos ao que, sem meias palavras, afirma Everardo Maciel sobre os rumorosíssimos casos da dita "manobra contábil" da Petrobras - que desaguou numa CPI -, da suposta conversa entre a Ministra Dilma Rousseff e a ex-Secretaria da Receita Lina Vieira e da alardeada "pressão de grandes contribuintes", fator que explicaria a queda na arrecadação:

- Não passam de factóides. Não passam de uma farsa.

Sobre a suposta manobra contábil que ganhou asas e virou fato quase inquestionável, diz o ex-Secretário da Receita Federal de FHC:

-É farsa, factóide... a Petrobras tem ABSOLUTO DIREITO (NR: Destaque a pedido do entrevistado) de escolher o regime de caixa ou de competência para variações cambiais, por sua própria natureza imprevisível, em qualquer época do ano. É bom lembrar que a opção pelo regime de caixa ou de competência não repercute sobre o valor do imposto a pagar, mas, sim, a data do pagamento. Essas coisas todas são demasiado elementares.

E o caso Dilma/Lina?

- Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal. Se era banal deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era grave deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo.

E a queda na arrecadação por conta de alardeada pressão de grandes contribuintes?

-Farsa, factóide para tentar explicar, indevidamente, a queda na arrecadação.

Sobre essa mesma queda e alardeadas pressões, Everardo Maciel provoca com uma bateria de perguntas; que ainda não foram respondidas porque, convenientemente, ainda não foram feitas:

- Quais são os nomes dos grandes contribuintes, quando e de que forma pressionaram a Receita? Quando foi inciada a fiscalização dos fatos relacionados com o senhor Fernando Sarney? Quantos foram os contribuintes de grande porte no Brasil que foram fiscalizados no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período de anos anteriores e qual foi o volume de lançamentos? A Receita, em algum momento, expediu uma solução de consulta que tratasse dos casos de variações cambiais como os alegados em relação à Petrobras?

Com a palavra Everardo Maciel, Secretário da Receita Federal nos 8 anos de governo Fernando Henrique Cardoso:

Terra Magazine - Algo perplexo soube que o senhor, Secretário da Receita Federal por 8 anos nos governos de Fernando Henrique Cardoso, não tem a opinião que se imaginaria, e que está nas manchetes, editoriais e colunas de opinão, sobre o caso das ditas manobras contábeis da Petrobras, agora uma CPI?
Everardo Maciel - Independentemente de ter trabalhado em qualquer governo, meu compromisso é dizer a verdade que eu conheço. Então, a verdade é que a discussão sobre essa suposta manobra contábil da Petrobras é rigorosamente uma farsa.

Uma farsa, um factóide?
É exatamente isso. Farsa, factóide. E por quê? Porque não se pode falar de manobra contábil, porque a contabilidade só tem um regime, que é o de competência.

Traduzindo em miúdos, aqui para leigos como eu....
Eu faço um registro competência... quer dizer o seguinte: os fatos são registrados em função da data que ocorreram e não da data em que foram liquidados. Por exemplo: eu hoje recebo uma receita. Se estou no regime de competência, a receita é apurada hoje. Entretanto, se o pagamento desta receita é feito no próximo mês, eu diria que a competência é agosto e o caixa é setembro. Isso é competência e caixa, esta é a diferença entre competência e caixa, de uma forma bem simples.

Cabe uma pergunta, de maneira bem simples: então, Secretário, há um bando de gente incompetente discutindo a competência?
Eu não chegaria a fazer essa observação assim porque não consigo identificar quem fez essas declarações, mas certamente quem as fez foi, para dizer o mínimo, pouco feliz.

Por que o senhor se refere, usa as expressões, "farsa" e "factóide"?
Vejamos: farsa ou factóide, como queiram, primeiro para explicar indevidamente a queda havida na arrecadação. Agora, a Petrobras, no meu entender, tem ABSOLUTO DIREITO (NR: Destaque a pedido do entrevistado) de escolher o regime de caixa ou de competência para variações cambiais, por sua própria natureza imprevisível, em qualquer época do ano. É bom lembrar que a opção pelo regime de caixa ou de competência não repercute sobre o valor do imposto a pagar, mas, sim, a data do pagamento. Essas coisas todas são demasiado elementares. Para especialistas.

Então por que todo esse banzé no Oeste?
Não estou fazendo juízo de valor sobre a competência de ninguém, mas, neste caso, para o governo, me desculpem o trocadilho, o que contava era o caixa. E o caixa caiu. Para tentar explicar por que a arrecadação estava caindo, num primeiro momento se utilizou o factóide Petrobras. No segundo, se buscou explicações imprecisas sobre eventuais pressões de grandes contribuintes, às vezes qualificados em declarações em off como financiadores de campanha. Entretanto, não se identificou quem são esses grandes "financiadores de campanha" ou "contribuintes". Desse modo, a interpretação caiu no campo da injúria.

O senhor tem quantos anos de Brasília?
Não consecutivamente, 34 anos. Descontado o período que passei fora, 30 anos.

Diante desse tempo, o senhor teria alguma espécie de dúvida de que o pano de fundo disso aí é a eleição 2010?
Eu acho que nesse caso, em particular e em primeiro lugar, o pano de fundo era a sobrevivência política de uma facção sindical dentro da Receita.

Seria o pessoal que o atormentou durante oito anos?
Não todo tempo. E de qualquer sorte, de forma inócua.

Sim, mas me refiro para o que reverbera para além da secretaria,do que chega às manchetes... os casos da Petrobras, um atrás do outro.
Todos esses casos são, serão esclarecidos, e acabam, acabarão sendo esquecidos, perderão qualquer serventia para 2010. São factóides de vida curta. Depois disso chegamos à terceira fase do factóide.

Mais ainda? Qual é?
Aí vem a história do virtual diálogo que teria ocorrido entre a ministra-chefe da casa civil, Dilma Rousseff, e a secretária da receita, Lina Vieira. Não tem como se assegurar se houve ou deixou de haver o diálogo, mormente que teria sido entre duas pessoas, sem testemunhas. Agora tomemos como verdadeiro que tenha ocorrido o diálogo. Se ocorreu o diálogo, ele tem duas qualificações: ou era algo muito grave ou algo banal.

Sim, e aí?
Se era algo banal, deveria ser esquecido e não estar nas manchetes. Se era algo grave, deveria ter sido denunciado e chegado às manchetes em dezembro, quando supostamente ocorreu o diálogo. Ninguém pode fazer juízo de conveniência ou oportunidade sobre matéria que pode ser qualificada como infração. Caso contrário, vai parecer oportunismo.

À parte suas funções conhecidas, de especialista, por que coisas tão óbvias como essa que o senhor tá dizendo não são ditas? Já há dois meses essa conversa no ar sem que se toque nos pontos certos, óbvios...
Eu não sei porque as pessoas não fazem as perguntas adequadas...

Talvez porque elas sejam incômodas para o jogo, para esse amontoado de simulacros que o senhor aponta? Quais seriam as perguntas reveladoras?
Por exemplo: quais são os nomes dos grandes contribuintes, quando e de que forma pressionaram a Receita? Quando foi inciada a fiscalização dos fatos relacionados com o senhor Fernando Sarney? Quantos foram os contribuintes de grande porte no Brasil que foram fiscalizados no primeiro semestre deste ano, comparado com o mesmo período de anos anteriores e qual foi o volume de lançamentos? Ainda uma outra pergunta: a Receita, em algum momento, expediu uma solução de consulta que tratasse dos casos de variações cambiais como os alegados em relação à Petrobras? Respostas a isso permitiriam lançar luz sobre os assuntos.

Última pergunta, valendo-me de um jargão jornalístico: trata-se então de um amontoado de cascatas?
Não tenho o brilhantismo do jornalista para construir uma frase tão fortemente elegante e esclarecedora, mas, modestamente, prefiro dizer: farsa e factóide. Ao menos, no mínimo, algumas das coisas que tenho visto, lido e ouvido, não passam de factóides. Não passam de uma farsa.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Abaixo o fascismo: Moradores de rua botam fogo na "Veja"

Está no sítio da Revista do Brasil:

Vídeo publicado no YouTube mostra moradores de rua em manifestação no Centro de São Paulo ateando fogo na revista Veja, da editora Abril. O protesto ocorreu na quinta-feira (19), Dia Nacional de Luta da População em Situação de Rua. O protesto estava relacionado a reportagem da publicação da reportagem "Profissionais da esmola" na edição da semana passada da Veja São Paulo.

A reportagem de capa acusa moradores de rua de "se fantasiar com uma roupa surrada" para ganhar "dinheiro fácil". O fato de o artigo 60º da Lei das Contravenções Penais, que qualificava a mendicância como contravenção, ter sido revogado em 17 de julho é ponto de partida do texto.

O vídeo foi publicado pelo perfil "Gira", e inclui a música "Esmola", de Duda e Moleque de Rua. Além da revista em chamas, lideranças dos moradores de rua qualificam a publicação de "fascista" e lembram as críticas feitas pela Veja ao padre Julio Lancelotti em 2007.

Pensamento do dia: Frase de Lula na Bolívia



"Enfrentamos a ira dos poderosos que não se conformaram em perder o poder ; eles sabem que aqui na Bolívia, um índio, cocaleiro e no Brasil, um metalúrgico, sindicalista estão fazendo mais do que eles fizeram em todo o século XX."
- Presidente Lula ao Presidente Evo Morales, em Chimoré, Bolívia (22/08/09)

Dormi no ponto: Maioria APROVA Lei Anti Fumo do Serra (mas com ressalvas)

O leitor mais atento já deve ter percebido que eu errei ao afirmar que a maioria dos votantes da minha esquente não aprova a Lei Anti Fumo do Zé Serra, o imperador de São Paulo.

Por distração minha, não somei o número dos que aprovam a Lei, mesmo com ressalvas (a maioria), que dá o resultado de 55% contra os 43% que não a aprovam.

Falha nossa. Ao invés de corrigir o texto abaixo, prefiro publicar essa correção.

Peço desculpas a todos.

sábado, 22 de agosto de 2009

Resultado da enquete do Tudo Em Cima: Maioria reprova Lei Anti fumo do Serra

Para minha surpresa, a enquete realizada aqui pelo Tudo Em Cima mostrou que a maioria dos votantes (43%) reprova a Lei Anti Fumo do governador Zé Serra.

Mesmo entre os que aprovam (37%), só o fazem com ressalvas, pois acham a aplicação da Lei autoritária e que existe um excesso de marketing pró Serra feito pela mídia corporativa. Apenas 18% dos votantes aprovam a Lei completamente.

Eu estou entre os que optaram pela segunda opção. Não sou fumante e acho extremamente desagradável ter que engolir fumaça de quem insiste em fumar em locais fechados, principalmente restaurantes, barzinhos e boates. Quem aqui não chegava de uma balada e tinha que tirar toda a roupa, joga-la no cesto de roupa suja e ir correndo tomar um banho, de tanto que estava fedendo a cigarro?

Se a maioria dos fumantes fosse mais sensata e evitasse cuspir a fedorenta fumaça cancerígena de seus cigarros na cara dos outros, talvez Leis como essa não fossem necessárias. Mas, que nada, todos nós sabemos que a maioria dos fumantes se acha no direito de dar suas tragadas onde bem entende, mesmo que seja dentro de um elevador ou num restaurante. É claro que existem excessões, mas elas existem apenas para confirmar a regra.

Digo tudo isso porque fiquei surpreso com o resultado da enquete. Ao que me parece, essa Lei do Serra, que está sendo super explorada pelos seus marketeiros e sabujos da mídia golpista, está sendo um verdadeiro tiro no pé do tucano. Andei conversando inclusive com conhecidos meus que são 100% anti-Lula e, portanto, eleitores do PSDB por tabela (como é a maioria de seus eleitores mesmo) que estão revoltadíssimos com o Zé Serra. Chegaram a afirmar que nunca mais votariam nele! E não porque não concordam com a Lei, mas sim pela maneira antidemocrática e autoritária que ela vem sendo aplicada.

Uma dessas pessoas chegou até a me dizer que "esse tipo de coisa tem que ser debatida com a sociedade e não aplicada assim de forma autoritária". Ao que eu respondi: "Pois é, amigo, o problema é que a direita nunca discute nada com a sociedade. Esse negócio de debater e dialogar com o povo é coisa de socialista, lembra??". Nem preciso dizer que esse cara vivia tirando sarro da minha cara, dizendo que a esquerda não serve para nada pois vive debatendo e conversando e não faz nada. Nada como ver a água batendo na bunda dessas pessoas para variar um pouco...

Qual sua opinião sobre a Lei Anti Fumo em São Paulo?
- Concordo totalmente: 33 (18%)
- Concordo, porém a aplicação está sendo muito autoritária pelo PSDB e há um excesso de marketing pró-Serra: 68 (37%)
- Não concordo, pois sou fumante: 0 (0%)
- Não concordo, pois é discriminatória e não foi discutida com a sociedade: 78 (43%)
- Não sei: 1 (0%)

Total de Votos: 180

Valter Pomar: A direita joga verde

A verdade é que a direita não se incomoda com a defesa das utopias e do meio ambiente, desde que essa defesa não se materialize em atos de governo. Por isso, dirão o que for necessário para impedir uma vitória do PT nas eleições de 2010, pois sabem muito bem que nesta quadra da história não haverá presidente de esquerda, nem defesa efetiva do meio ambiente, sem o Partido dos Trabalhadores.

- por Valter Pomar, secretário de relações internacionais do PT

Não sei se a senadora Marina Silva decidiu se fica ou sai do PT, se disputa ou não a presidência da República. Mas sua eventual candidatura já está sendo comemorada pela direita brasileira.

O troféu da babação foi para Danuza Leão, autora de um artigo intitulado “Quem tem medo da doutora Dilma” (Folha de S.Paulo, 16 de agosto). Segundo Danuza, “não existe em Dilma um só traço de meiguice, doçura, ternura (....) Lembro de quando Regina Duarte foi para a televisão dizer que tinha medo de Lula (....) Não lembro exatamente de que Regina disse que tinha medo, mas de uma maneira geral era medo de um possível governo Lula. Demorei um pouco para entender o quanto Regina tinha razão. Hoje estamos numa situação pior, e da qual vai ser difícil sair, pois o PT ocupou toda a máquina, como as tropas de um país que invade outro. Com Dilma seria igual ou pior (...) Minha única esperança, atualmente, é a entrada de Marina Silva na disputa eleitoral, para bagunçar a candidatura dos pe tistas (....) Seja bem-vinda, Marina. Tem muito petista arrependido para votar em você e impedir que (...) Dilma Roussef passe para o segundo turno”.

De maneira menos boçal, variantes deste raciocínio foram matéria de capa da Época (“Marina embaralha o jogo eleitoral de 2010”), da IstoÉ (“o Brasil não é só PT e PSDB”), bem como de textos publicados em Veja (que ainda não deu capa) e outras publicações.

Os que comemoram, não acreditam e geralmente não desejam que Marina possa ser presidente; acham apenas que ela pode atrapalhar uma terceira vitória do PT. Ou seja: sua candidatura é vista como linha auxiliar do PSDB, mais ou menos como o Partido Verde se comporta em vários estados do Brasil.

Como ficaria mal falar isto de maneira explícita, a grande imprensa faz três movimentos diversionistas: a) apresenta Marina como candidata de quem “manteve viva a utopia”; b) destaca a importância de incluir o meio ambiente no debate presidencial; c) diz que o Brasil deve escapar da falsa polarização entre PT e PSDB.

A verdade é que a direita não se incomoda com a defesa das utopias e do meio ambiente, desde que essa defesa não se materialize em atos de governo. Por isso, dirão o que for necessário para impedir uma vitória do PT nas eleições de 2010, pois sabem muito bem que nesta quadra da história não haverá presidente de esquerda, nem defesa efetiva do meio ambiente, sem o Partido dos Trabalhadores.

Neste sentido, a crítica à “falsa polarização PT e PSDB” tem o mesmo objetivo daquele discurso que fala que não existem mais diferenças ideológicas: quem se beneficia de ambos é a direita, que opera nos marcos do senso comum e das personalidades, não precisando demarcar diferenças, nem construir organizações coletivas.

Infelizmente, existem setores do PT que alimentam este discurso. Por exemplo, não por coincidência, a senadora Marina Silva, que em artigo intitulado “Renda básica na política” (FSP, 9/2/ 2009) defende que PT e PSDB, que “têm sido as forças mais estáveis no comando do país”, se unam “pelo resgate da política e por meio de um alinhamento ético”. Política de alianças adotada no Acre, segundo consta.

Acontece que estes dois partidos organizam a disputa política brasileira, exatamente porque representam dois projetos nacionais opostos e contrapostos: o neoliberal e o democrático-popular. Não é a disputa entre PT e PSDB que cria esta contraposição; é esta contraposição na vida real (algo que nossos velhos chamavam de luta de classes) que se traduz na disputa política entre os dois partidos.

Que essa disputa às vezes assuma formas mesquinhas, rebaixadas, pouco claras ou elegantes, é outro assunto. Mas enquanto aquela contradição de projetos for dominante na sociedade brasileira, enquanto petistas e tucanos representarem projetos opostos, não haverá aliança estratégica entre eles.

Neste sentido, quem tiver a ambição de construir uma terceira via entre PT e PSDB, viverá o mesmo dilema do PSOL em 2006: no segundo turno, dividir-se entre Alckmin e Lula. A direita sabe disto e joga verde apenas para colher serra. Motoserra.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Será que já caiu a ficha da moça? Marina Silva contesta O Globo

Deu no blog do Altino:

Trecho do aparte da senadora Marina Silva (sem partido-AC) ao discurso do senador Pedro Simon (PMDB-RS):

- A mesma posição eu vou manter aqui em relação ao Presidente Lula, porque não é uma questão de circunstâncias. Hoje, meu querido Senador Simon, tem uma matéria no jornal O Globo que não foi feita por nenhum desses jornalistas que nos acompanham aqui. Foi um correspondente lá do Estado do Pará que colocou na primeira página algo que é inteiramente incoerente com tudo o que eu disse e coloquei na carta que assinei embaixo. A manchete é a de que eu disse que o Governo é insensível para as questões sociais. E pega uma série de frases de uma palestra que dei, em um contexto de uma análise que eu faço da Amazônia, da questão das hidroelétricas, e as coloca ali. Digamos que, quanto às frases pinçadas, mal direcionadas, ainda vá lá. Mas dizer que eu, Marina Silva, disse que o Governo do Presidente Lula é insensível às questões sociais! Eu que já disse, inúmeras vezes, desta tribuna e em todas as manifestações que fiz, que foi a melhor política social que tivemos; que saímos de R$8 bilhões para R$30 bilhões investidos em política social.

O novo joguete da direita A rede Globo e Marina Silva

- por Altino Machado

Direto de minhas fontes na imprensa:

Orientações específicas da direção do jornal O Globo para a cobertura da campanha de Marina Silva: mantê-la presa ao tema ambiental, destacar todas as declarações que a contraponham a Lula e a Dilma, apresentá-la como uma candidata idealista, dar destaque a declarações de militantes e aprofundar a ruptura com o PT.

- Acaba de ser criada a "Editoria Marina Silva" - afirma uma fonte.

Já aconteceram duas reuniões informais -na quarta-feira e ontem- das quais os editores saíram dando dicas, o que evidencia tratar-se de um plano que vem de cima.

Querem inflar a candidatura dela, mas marcando-a como alguém fora da realidade. Mais ou menos o mesmo que fizeram com Fernando Gabeira na eleição do Rio. Também fizeram com Carlos Minc, chamando atenção para os coletes dele e esquecendo a questão ambiental.

No caso de Marina Silva, provavelmente vão dar destaque à questão ambiental para evitar levar o debate para o tema do modelo econômico.

No tema ambiental, tem saído várias reportagens nos jornais paulistas elogiando José Serra nessa questão, o que certamente equivale a uma vacina anti-Marina Silva.

A Justiça bloqueou as obras do Rodoanel em São Paulo por conta de irregularidade nos pagamentos, mas existem ações por questões ambientais obstruindo o projeto e os jornais omitem.

A ex-seringueira e ex-ministra do Meio Ambiente hoje já é manchete do Globo: "Marina diz que Lula é insensível a causas sociais".

A Rede Globo sabe o que está fazendo. É muito fácil marcar Marina Silva como uma mulher idealista e fora da realidade. Basta pinçar umas frases, como costumam fazer as editorias de política, ou entrevistar alguns dos assessores dela, ou mesmo o Fernando Gabeira.

Destaco agora a análise do jornalista Luciano Martins Costa sobre as pragas do ofício em "O jornalismo declaratório" - a íntegra está no Observatório da Imprensa:

"Marina entra no jogo

A senadora Marina Silva ganhou subitamente, como possível candidata à Presidência da República, uma exposição que a imprensa nunca lhe proporcionou nos cinco anos em que ocupou o Ministério do Meio Ambiente.

Ela é o tema da manchete do Globo nesta sexta-feira.

Mas não por conta de um plano de governo ou de uma entrevista na qual eventualmente explica por que considera importante disputar a sucessão do presidente Lula da Silva.

Marina é capa do Globo porque declarou – ou teria declarado – que o atual governo é insensível à causas sociais.

Como em todos os casos de jornalismo declaratório, seria arriscado analisar uma frase descatada sem conhecer o contexto em que foi proferida, mas pode-se arquivar o texto na pasta da campanha eleitoral de 2010.

Como se sabe, declarações de campanha eleitoral têm valor muito relativo: elas valem apenas no contexto da campanha.

Observe-se, por exemplo, as coleções de frases que os jornais resgatam anos depois que foram ditas, em contextos políticos muito diferentes, para tentar convencer o leitor de que tal ou qual declarante não tem coerência.

Embalada na oportunidade de ocupar espaço na imprensa por conta de sua saída do Partido dos Trabalhadores, Marina Silva trata de aproveitar a oportunidade.

Mas deve saber que suas frases serão pinçadas daqui a um tempo e expostas aleatoriamente, ao sabor das intenções dos editores.

Jogo duro

Essa é uma das grandes armadilhas nas relações de personalidades com a imprensa, e muito especialmente no caso dos protagonistas da cena política.

Uma frase dita hoje para justificar um rompimento pode ser usada daqui a alguns meses para criticar uma aliança.

Se Marina Silva quer conduzir uma campanha diferente do que temos visto por aqui, precisa começar a selecionar muito bem o que vai dizer na frente de jornalistas ou de interlocutores com acesso à imprensa.

O jogo em que ela está entrando admite caneladas e os árbitros são ao mesmo tempo chefes de torcida organizada."

Conspiração contra Dilma desmascarada: Senadores fingiram não conhecer marido de Lina Vieira

Foi uma conspiração inventada pela bancada de senadores demo-tucanos contra a Ministra Dilma Rousseff, para desgastar sua imagem com mentiras. Por trás estava o dedo de FHC e José Serra.

- por Zé Augusto (http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/)

Todos viram o publicitário Alexandre Firmino dando instruções à esposa Lina Vieira, ex-secretária da Receita Federal, em seu depoimento no Senado (vídeo acima).Os senadores Jarbas Vasconcelos e Garibaldi Alves já se reuniram com Alexandre Firmino, no tempo que ele era secretário-executivo do Ministério da Integração Regional de FHC.

Esse cargo era o segundo posto no ministério, logo abaixo do ministro. Durante algum tempo ele foi ministro interino. Praticamente todos os senadores que eram parlamentares ou governadores do Norte e Nordeste, durante o segundo mandato de FHC, o conheciam.Tasso Jereissati, José Agripino Maia, Mão Santa, Heráclito Fortes, Arthur Virgílio Neto, etc.Todos o conheciam muito bem. E todos fizeram cara de paisagem, na sessão do Senado, como se nunca o tivessem visto antes.

Alexandre Firmino participava dos encontros e convênios da SUDAM (Superintendência de desenvolvimento da Amazônia) e SUDENE (Superintendência de desenvolvimento do Nordeste). A SUDAM e SUDENE chegaram a ser extintas por FHC no fim do governo por excesso de corrupção. Só a SUDAM deixou um rombo de mais de 2 bilhões na época de FHC.Jornalistas veteranos de Brasília também conheciam, e ficaram caladinhos, sem informar nada ao ouvinte ou leitor.

Foi uma conspiração inventada pela bancada de senadores demo-tucanos contra a Ministra Dilma Rousseff, para desgastar sua imagem com mentiras. Por trás estava o dedo de FHC e José Serra. Uma vergonha termos no Brasil partidos, políticos e imprensa de oposição com tamanha falta de caráter, capaz de agir com este tipo de ardil sujo e criminoso.

-------------------------

Outra informação importante, posta no blog do Luis Nassif:

- Por zanuja
Ora, ora, ora, parece q d. Lina tem muito mais coisas para explicar ao distinto público. Por exemplo, como o marido dela responde a um processo no STF juntinho de Roseana Sarney por improbidade adminitrativa? O dito processo está c a Ministra Carmem. Os laços de amizade da família de d.Lina com a família do senador Sarney é antiga. Se alguém estava querendo atrasar o andamento da investigação do Fernando Sarney, com certeza NÃO era a Ministra Dilma. Não senhor. Tem mais. A PF ameaçou prender a cúpula da Receita Federal, D. Lina no meio, po que estavam atrasando as investigações e por conta disso a Justiça mandou correspondência p a Receita solicitando “agilidade nas investigações”.

Rir é o melhor remédio Charges que dizem tudo e mais um pouco









quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Diga-me com quem tu andas... Parte 2: Marido de ex-secretária foi Ministro de FHC

Quando a gente diz que esses "escândalos" envolvendo secretárias e afins tem dedo de tucanos e demos, muita gente não acredita. Agora, mais uma farsa está desmontada. Leiam o texto abaixo do Zé Augusto no blog Amigos do Presidente Lula e comprovem.

Imaginem agora se fosse o contrário: o marido de uma mulher que acusasse o governo Serra de alguma maracutaia tem ligações com o PT ou com outro partido de esquerda. Era manchete em todos os panfletões da direita.

Observem se alguém do PiG vai falar sobre essa revelação. Vão ignorar até onde der - e se não der mais, vão dar um jeito de defender o sujeito contra a furiosa KGB Lulista que quer difamar o pobre coitado...

- André

Confirmado: Marido de Lina Vieira foi Ministro de FHC


Alexandre Firmino, assistindo o depoimento da mulher Lina Vieira no Senado

O maridão de Lina Vieira (ex-secretaria da Receita Federal), aquela que inventou uma reunião, sem data, nem hora, com a Ministra Dilma Rousseff, chama-se Alexandre Firmino de Melo Filho.

Foi Ministro da Integração Nacional do governo FHC, interino por quase um ano, no período de 20.08.1999 a 17.07.2000.



Antes de assumir como ministro, foi secretário executivo do ministério.

Alexandre Firmino é publicitário e economista. Sua agência "Dois A Publicidade" já atendeu o governo do Rio Grande do Norte (governo do PSB da base governista) e a Prefeitura de Natal (governo demo-tucano do PV, apoiado por Agripino). Também é sócio em gráfica.



Falta confirmação se trabalhou em campanhas políticas. Há boatos de que já trabalhou na campanha de um famoso senador do DEMos do Rio Grande do Norte. A confirmar.

Bons policiais sabem que para desvendar um crime que parece inexplicável, uma boa pista é a motivação.

Pois apareceu a clara motivação política para toda essa encenação.

Tudo indica que a bancada de senadores demo-tucanos conspiraram de novo, com a mãozinha de FHC e Serra por trás desse teatro todo.

Você leu isso em algum jornal ou blog do PIG? Viu no Jornal Nacional ou em outro canal da TV? Não leu, nem viu. A mídia sonegou essa informação, participando da encenação.

E qualquer jornalista mais experiente em Brasília sabia disso. Noblat, para dar apenas um exemplo, já trabalhou na campanha de José Agripino Maia, para goerndador do Rio Grande do Norte, nas eleições de 1990, e conhece os bastidores do poder no Rio Grande do Norte.

Alê Porto analisa: A saída de dois senadores do PT

Não podemos ter receio das 'contradições da sociedade', pois é ela que nos alimenta todos os dias. Na verdade, a crítica da atuação do partido na crise do Senado é uma triste capitulação de alguns senadores à chamada 'opinião publicada'. Essa, senadora, que lhe incensa agora, mas que não pensará duas vezes em lhe humilhar (como já fez várias vezes quando era ministra) se sua candidatura não estiver servindo aos seus propósitos.

- por Alê Porto

Ontem, dia 19 de agosto de 2009, o Partido dos Trabalhadores perdeu dois senadores de sua já mirrada bancada. Pela manhã a senadora e ex-ministra Marina Silva finalmente botou um ponto final na já irritante novela de sua migração para o Partido Verde, dos deputados federais Zequinha Sarney (MA), Vittorio Medioli (MG) e Fernando Gabeira (RJ).

Eu tenho uma militância ecológica já de algumas décadas, mas nunca me imaginei filiado a um partido que, em tese pelo menos, tenha uma bandeira temática por mais relevante que ela seja. A questão ambiental não pode estar desassociada a outras lutas, como inclusão social e redução da pobreza. O ministro da Cultura Juca Ferreira, filiado ao PV, foi muito feliz quando disse nessa tarde que "a sustentabilidade tem que ser articulada com outras demandas humanas. Os ambientalistas não podem ter uma postura da luta por uma causa tão transcendental que substitua as outras".

E por isso, mesmo me considerando um defensor da causa ambiental, nunca troquei o PT pelo PV. Nunca defendi um Partido da Educação, um Partido da Infra-Estrutura, um Partido da Cultura por mais relevantes que sejam esses temas. O PT, ao contrário, sempre incorporou todas essas frentes. Numa panorâmica do Brasil, mesmo que superficial, eu percebo que nosso maior desafio não é o ambiental, mas a exclusão social e a miséria, que são causadores em grande parte de nossas mazelas ambientais. Longe de mim querer minimizar o grande desafio ecológico desse milênio, mas ainda temos chagas mais profundas e urgentes a enfrentar, além disso, também não posso concordar com os que acreditam que a questão ambiental não está tendo um tratamento sustentável com o ministro Carlos Minc. Seu foco na inclusão dos trabalhadores e nas mazelas urbanas tem que ser incentivadas com entusiasmo. Minc coloca com muita propriedade o saneamento ambiental um alvo prioritário de sua gestão.

Por isso, antes de tentar desmoralizar a opção de Marina (que eu considero equivocada), prefiro destacar o papel de quem fica no PT e no governo. Por fim, concordo com o presidente do partido Ricardo Berzoini quando ele afirma que o partido não deveria tomar seu mandato na marra, mas ao mesmo tempo espero que ela tome essa iniciativa. Esse mandato é do PT e o presidente Lula está precisando de senadores mais compromissados com a defesa do governo contra os ataques da oposição escrita, falada, televisionada e política. É o que eu espero dela em nome de sua coerência.

Quanto ao senador paranaense Flávio Arns, ao contrário, deve ter o seu mandato reivindicado pelo partido, justamente pela forma vergonhosa como anunciou sua saída. Nós é que temos vergonha de vossa excelência, senador. Não que ele faça alguma falta, pois o Brasil mal notou sua passagem pela Câmara Alta nesses anos. O que esse senador fez, o que ele falou, que projetos relevantes aprovou? Ele já sabia que dificilmente teria legenda para voltar ao senado em 2010, pois o PT do Paraná já decidiu pela candidatura de Gleisi Hoffmann.

Arns era tucano, secretário de educação do governo Álvado Dias (PSDB-PR) nos anos 1990. Deixou o PSDB quando não aceitou retirar sua assinatura de uma CPI que investigaria o governo Fernando Henrique Cardoso. Com ele saíram os irmão Álvaro e Osmar Dias. O mínimo que se poderia dizer de Arns é que ele após tantos anos, ainda não entendeu o que é, e qual o preço a ser pago pela governabilidade. Ser governo tem ônus e bônus e todos sabem que para políticos como Arns nada melhor do que ser oposição, sem ter a menor responsabilidade sobre os destinos da nação.

Precisamos sim fazer um grande desagravo ao ministro Carlos Minc e colocar esse projeto de senador Flávio Arns em seu devido lugar, qual seja o limbo da história.

Acabo de ler um infeliz entrevista da senadora Marina Silva que sou obrigado a comentar.

Em entrevista à Jovem Pan, Marina Silva lamentou que o Partido dos Trabalhadores confunda seus ideais com o governo Lula. "Confundir o partido com o governo faz com que se veja envolto em contradições e prejuízos, não só para o partido, mas para questões da sociedade. É correto trabalhar a governabilidade, que não é algo que se possa conquistar a qualquer custo e preço. Tem que se respeitar a autonomia do partido. O PT tem uma contribuição na luta pela inclusão social e defesa dos direitos humanos, além da redemocratização do país. Ao se deparar com a realidade de dar sustentação ao governo, se depara com a realidade de contradições que está vivendo", reiterou.

Como assim não confundir o partido do presidente da República com seu governo? Não há confusão possível, pois esse é o governo do Partido dos Trabalhadores. Pode não ser o governo acalentado por nossas utopias históricas, em parte porque precisamos reavaliar algumas dessas utopias e em parte porque o partido não deu ao governo maioria parlamentar que pudesse garantir liberdade de ação.

E o que governo Lula tem de mais próximo da utopia petista é justamente a 'luta pela inclusão social e defesa dos direitos humanos, além da redemocratização do país'. Se a senadora não reconhece isso já deveria estar fora do partido há alguns anos, pois nesse campo as conquistas do governo vêm de há muito tempo e é o que garante os altos índices de popularidade do presidente Lula. A inclusão social é a nossa grande utopia e se tem uma área na qual o PT deve se orgulhar em se confundir com o governo é essa.

Não podemos ter receio das 'contradições da sociedade', pois é ela que nos alimenta todos os dias. Na verdade, a crítica da atuação do partido na crise do Senado é uma triste capitulação de alguns senadores à chamada 'opinião publicada'. Essa, senadora, que lhe incensa agora, mas que não pensará duas vezes em lhe humilhar (como já fez várias vezes quando era ministra) se sua candidatura não estiver servindo aos seus propósitos.

E agora a senhora precisará agora do PV para lhe defender.

Espelho, espelho meu... Quem é mais feia do que eu?

Pegando emprestado uma idéia do amigo Esquerdopata:

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Diga-me com quem tu andas... Marido de secretária é marqueteiro de Agripino, do DEMo

O jornalista Luiz Antônio Magalhães deu em seu blog Entrelinhas uma boa pista do que pode ter movido a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira. Vejam só que interessante:

"O marido de Lina Vieira chama-se Alexandre Firmino. É sócio da agência de publicidade Dois.A, de Natal. Tudo isto é fato. Também é fato que a Dois.A realizou campanhas para o senador José Agripino Maia (DEM-RN). Dois e dois são quatro, mas em alguns casos podem também ser cinco".

Para quem não se lembra, Agripino Maia, vulgo Tião Gavião, é aquele sujeito que foi humilhado pela Dilma durante uma dessas CPIs da vida, quando a ministra lembrou que durante a ditadura militar ambos lutavam de lados opostos. Ela a favor da liberdade e da democracia, ele a favor dos ditadores e torturadores.

Enfim, diga-me com quem tu andas que eu direi quem tu és... Precisa dizer algo mais?

Pesquisa Vox Populi: Serra 30%, Dilma 21%, Ciro 17%

O jornal da Jornal da Band da noite desta terça-feira (18) divulgou os resultados de uma pesquisa do Vox Populi em que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) tem 30% dos votos para presidente da República em 2010 e a ministra Dilma Rousseff tem 21%. É a primeira vez que um instituto de pesquisa aponta apenas 9 pontos de distância entre Serra e Dilma.

O jornal da Jornal da Band da noite desta terça-feira divulgou os resultados de uma pesquisa do Vox Populi em que o governador de São Paulo, José Serra (PSDB) tem 30% dos votos para presidente da República em 2010 e a ministra Dilma Rousseff tem 21%. É a primeira vez que um instituto de pesquisa aponta apenas 9 pontos de distância entre Serra e Dilma.

No mesmo cenário, Ciro Gomes (PSB) aparece em terceiro, com 17%, e Heloisa Helena, (PSOL), tem 12%. Com entrevistas coletadas entre 31 de julho e 4 de agosto, a pesquisa não testou o nome da senadora Marina da Silva, que anunciou hoje seu desligamento do PT e deve se candidatar à Presidência pelo PV.

Em um segundo cenário, sem Ciro, Serra alcança 36%, Dilma 24%, e Heloisa Helena 16%.

Dilma Rousseff aparece em primeiro lugar, com 25% das intenções de voto, quando o candidato tucano é o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). Aécio fica em segundo, com 21%, seguido por Heloisa Helena, com 18%

Em um cenário com Aécio e Ciro, Dilma aparece com 21%, em um empate técnico com Ciro, que tem 20%. Outros 17% dos entrevistados preferem Aécio, e 12%, Heloísa Helena.

A margem de erro da pesquisa encomendada pela Band é de 2,2 pontos percentuais. Dois mil eleitores foram ouvidos em 24 Estados. Por ser a primeira pesquisa da série, não é possível apontar tendências ao recuo ou avanço das intenções de voto em cada candidato.

A pesquisa Datafolha publicada pela Folha de S.Paulo no último domingo (16) – porém com entrevistas coletadas há menos tempo, entre os dias 11 e 13 – mostra os presidenciáveis nas mesmas posições podém com números bem diferentes.

No cenário com Serra, Dilma, Ciro e Heloísa, o governador paulista aparece com 37% (7 pontos a mais que no Vox Populi) e a ministra com 16% (5 pontos a menos). Ciro figura com 15% (2 pontos a menos). Apenas Heloísa Helena tem os mesmos 12% nas pesquisas dos dois institutos. O Datafolha ouviu os eleitores sobre dois cenários em que aparece o nome de Marina, que tevem em ambos 3% das intenções de voto.

Da redação, com Jornal da Band

Lula afirma: Povo não abaixa mais a cabeça para "formadores de opinião"

Cooptação de Marina pela direita comprovada: O PiG agora alisa quem antes atacava

Se alguém ainda tinha dúvidas de que a ex-ministra Marina Silva está em processo de cooptação pela direita, agora não precisa ter mais. Basta ver as capas de duas semanais que competem com a Veja para ver quem publica mais mentiras e manipulações grotescas: IstoÉ (ou QuantoÉ) e Época (a Veja light).

A mesma mídia golpista que ontem tratava Marina Silva como uma louca varrida, agora a alisa com capas e matérias generosas, pintando-a como uma nova "alternativa" para a próxima eleição. Ora, qualquer analista político do mais fraquinho sabe que uma candidatura desse tipo só serve para dividir e enfraquecer a esquerda.

Quem aqui não lembra do PiG dando destaque e alisando a maluca da Heloísa Helena nas últimas eleições? Eles só pararam quando perceberam que o discurso reacionário e fundamentalista dela estava tirando mais votos do Picolé de Chuchu do que do Lula!

Agora, com Marina Silva, vemos mais do mesmo. Chega a ser cansativo isso. E o mais triste é ver gente achando que, só porque ela merece o respeito pela sua história e luta, não deve ser criticada pela sua óbvia cooptação pela direita.

Fraude da Folha confirmada: Vox Populi mostra crescimento de Dilma

Meu amigo Esquerdopata denunciou a fraude da pesquisa eleitoral publicada pela Folha de S.Paulo. A diferença entre o que saiu no jornal da "ditabranda" e o que apurou o Vox Populi é gritante. Confiram:

O lamentável fogo amigo: Companheiro de guerrilha virtual não gostou da minha charge

O blogueiro Eduardo Guimarães, cuja luta quase "quixotesca" contra o PiG merece nosso respeito e admiração, não gostou da charge que fiz sobre a capa da Playboy postada logo abaixo e me atacou, embora sem citar meu nome, em seu Cidadania.

Respeito o direito do Eduardo e de quem quer que seja de não ter gostado da minha charge, agora insinuar que eu estaria usando as mesmas táticas da direita já é demais. A direita falsifica documentos, fotos e faz montagens anonimamente para que pareçam reais, enquanto eu fiz apenas uma charge, obviamente falsa e assinada com o nome do meu blog.

Eu sei aceitar críticas e se errei posso mudar meu ponto de vista. Fiz a charge como gozação em cima do ridículo que é essa farsa toda. Não foi minha intenção ofender ninguém muito menos ser machista ou misógeno, apenas tentei retratar de forma humorística mais esse "escândalo" inventado pela direita e seus lacaios. Até porque é bem plausível que a nova musa da direita saia sim pelada na Playboy. E não seria a primeira nem a última. Felizmente para mim, os leitores do meu blog parecem ter entendido a brincadeira, até porque não tenho intenção nenhuma de ser levado a sério e já deixo isso bem claro a partir do banner de entrada do meu blog.

Sinceramente, eu não entendo muito bem essa posição do Guimarães de me atacar em público quando poderia ter me mandado um email com sua opinião. Ele quer provar o que para quem, afinal? Lamentável essa postura. Não esperava por isso.

O pior é que esse tipo de atitude apenas insufla os ultra-esquerdistas que, como um tal de José Antônio que se diz mais um "petista desiludido", adoram posar de donos da verdade e vestais da ética e da moralidade, mas cujos discursos radicais e lições de morais tediosas beiram o ridículo e parecem ser o outro lado da moeda do reacionarismo fundamentalista.

Vou parar por aqui. Deixa pra lá. Esse tipo de picuinha só interessa à direita raivosa. De minha parte, continuarei criando e escrevendo o que me der na telha, sem ligar para patrulhamentos sejam de direita ou de esquerda. E quem não gostar do que eu faço, é fácil: basta cair fora do meu blog e não voltar mais.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Mais do mesmo: A secretária e o manjado jogo de factóides de direita

Eu nem ia comentar esse novo "escândalo" envolvendo a tal da ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira e a Ministra Dilma Russeff por um motivo muito simples: é mais do mesmo.

Como não tem projeto, nem propostas para o Brasil, a oposição demo-tucana vive de inventar "escândalos" movidos a factóides plantados na mídia venal, a qual não passa de um dos braços de controle da elite predatória que suga o Brasil desde que os portugas invadiram essas terras.

Se você não acredita, então pense um pouco. Uma ex-secretária da Receita afirma à Folha de S. Paulo (o jornal da "ditabranda" e a da ficha falsa da Dilma) que teve uma reunião secreta com a Ministra, na qual ela pediu para fazer alguma coisa espúria para beneficiar o Sarney. Como se uma Ministra de Estado fosse precisar do serviço de uma secretária de terceiro escalão para fazer algo do gênero! Enfim, quem disse que é preciso lógica ou verossimilhança para inventar um factóide?

A "denúncia" é apresentada por toda a mídia golpista como sendo um "escândalo", onde repetem como papagaios o que foi divulgado pela Folha. A tal secretária não apresenta nenhuma prova, nem mesmo uma agenda para confirmar a tal reunião. Não lembra a data da reunião, nem a hora, nem nada.

Não importa. A máquina de criar "escândalos" já está azeitada e funcionando. Enquanto a mídia golpista e seus lacaios amestrados fazem alvoroço em torno das "denúncias", os parlamentares demo-tucanos exigem que ela seja ouvida em CPIs ou comissões.

Ao ser ouvida, a ex-secretária não nega as acusações, mas não apresenta novamente nenhuma prova e também repete que não lembra a data da reunião, nem a hora, nem se estava vestida ou pelada, nem se a ministra estava com mau hálito ou não. A farsa é desmascarada, porém a mídia golpista e seus capitães do mato continuarão martelando as mentiras até ninguém mais dar bola para o assunto ou até outro "escândalo" ser inventado.

Nesse meio tempo, a ex-secretária posará nua para a Playboy e será convidada para os programas da Lucianta Gimenez e da Ana Maria Praga para falar de sexo, corte e costura e das maladades praticadas pela ministra Dilma...

Fala sério, você já viu esse filme antes, não?

Olha, é tanta besteira junta que só mesmo boçais de marca maior, daqueles que acham que o Lula é a reencarnação do Satanás e Dilma a esposa do Belzebu, podem levar a sério isso tudo. Depois dizem que o espectador do Jornal Nacional é a cara do Homer Simpson e tem gente que reclama!

Mas, confesso, dá para dar boas risadas com essas táticas da direita, pois são as mesmas que eles usam desde que D. Pedro I quis dar a "independência" ao Brasil.

A nova campanha da direita já começou: A demonização de Dilma

É esse o exercício que está em andamento agora, em minha modestissima opinião. Aumentar a rejeição à Dilma. Da mesma forma que fizeram com Marta Suplicy em São Paulo. Mulher, sim, mas destemperada. Mulher, sim, mas descontrolada. Mulher, sim, mas não dá para confiar nela. Os marqueteiros planejam. A mídia executa. Estou certo de que é um plano milimetricamente traçado e de longo prazo.

- por Luiz Carlos Azenha

O plano vem se desenrolando conforme o combinado. Falta saber apenas quem combina, quem transmite as ordens, quem é responsável por desencadeá-lo dentro das organizações jornalísticas.

Quem pegou pesado primeiro, para se preservar, foi a Folha de S. Paulo, com a ficha falsa da Dilma. O jornal tinha todos os elementos para derrubar a matéria por qualquer critério jornalístico, inclusive se obedecesse ao próprio manual de redação. Mas optou por criar uma segunda versão do "testando hipóteses".

Quando digo "se preservar" é pelo fato de que a Folha controla um dos institutos de pesquisa, o Datafolha. Não pode cair na orgia midiática que O Globo faz com a verdade factual.

"Testando hipóteses" é uma das contribuições geniais do Ali Kamel -- não o ator pornô, o diretor de Jornalismo da Globo -- para nossos focas. É a teoria segundo a qual um jornalista pode chutar a versão que lhe der na telha durante uma cobertura, até acertar. Mais recentemente, Kamel inventou o "mais ou menos crente em Deus", que atribuiu ao presidente Lula. É como dizer que uma mulher está meio grávida.

É impossível confirmar ou desmentir a ficha, afirmou candidamente o jornal dos Frias. Nada me tira da cabeça que foi um "teste de hipóteses" real, usando os leitores como cobaias. Depois de publicar a informação sobre "Dilma terrorista", os marqueteiros de Serra devem ter saído às ruas para fazer pesquisas qualitativas sobre o poder que a denúncia teve de influenciar eleitores.

Isso é comum nos Estados Unidos. Aqui, não sei. Testo hipóteses. Pode ser que sim, pode ser que não. Mas acho que faz sentido. Porque me parece que a estratégia de demonização persiste. Demonizar diretamente. E por associação. Demonizaram o Sarney, quando finalmente a mídia brasileira descobriu que Sarney... é Sarney. Demonizaram o Sarney mirando a Dilma.

Diogo Mainardi entregou o ouro na edição mais recente da revista Veja, ao tentar ligar Dilma a gente que, supostamente, teria recebido dinheiro de traficantes de cocaína de Medellin:

"A Igreja Universal, nos últimos dias, atrelou sua imagem à de Lula. É a mesma estratégia empregada por José Sarney. Um apoia o outro. Um defende o outro. Edir Macedo está com Lula e com Dilma Rousseff. Agora e em 2010. Se a Igreja Universal tem um Diploma de Dizimista, assinado pelo Senhor Jesus Cristo, Dilma Rousseff tem um Diploma de Mestrado da Unicamp, supostamente assinado pelo senhor Espírito Santo. O senhor Edir Macedo e o senhor Lula se entendem. Eles sabem capitalizar a fé".

A isso se chama, em marketing político, de definir a matriz de pensamento. Quem acha que isso não dá resultado está errado. Os marqueteiros não atiram mais na grande massa eleitora. Eles hoje fazem planejamento voltado para os nichos do mercado, como quem corta salame. Podem perceber, sempre usando pesquisas, que o voto da classe média urbana em José Serra não está firme. Que precisam aumentar a rejeição aos adversários do Serra. Assim sendo, desenvolvem a estratégia e as ferramentas específicas para aquele tipo de eleitorado.

É esse o exercício que está em andamento agora, no exato momento em que você lê esse texto, em minha modestissima opinião. Aumentar a rejeição à Dilma. Da mesma forma que fizeram com Marta Suplicy em São Paulo. Mulher, sim, mas destemperada. Mulher, sim, mas descontrolada. Mulher, sim, mas não dá para confiar nela. Os marqueteiros planejam. A mídia executa. Estou certo de que é um plano milimetricamente traçado e de longo prazo.

E Serra, como vocês sabem, não tem qualquer escrúpulo. É só ver o que ele fez para eliminar Roseana Sarney da competição em 2002: usou promotores, a Polícia Federal e a mídia. Instrumentos aos quais ele continua tendo acesso, se não no plano federal, em nível estadual. Isso e mais a mídia.

PS: Se eu fosse o marqueteiro da Dilma, faria que nem o marqueteiro do Reagan, Michael Deaver, fez com o ator de cinema: só colocaria a Dilma em cenários bonitos, com crianças, sorridente. Deaver dizia: esqueçam as palavras, olhem as imagens. A vantagem do marqueteiro de Dilma é que ela tem cérebro. E fazer Serra parecer simpático vai ser uma luta.

PS2: Não olhem para a Folha. Olhem para o jornal gratuito, distribuído aos milhares nas ruas de São Paulo, que roda o dia todo dentro de ônibus e táxis. Jornal simples. Textos curtos. Hoje a manchete era a espetacular vantagem de Serra sobre Dilma em São Paulo. Mais de 30 pontos!, ele gritava em uma das manchetes.

Cai outra falácio demo-tucana: Brasil atravessa bem a crise e não é mérito de FHC!

Deu no blog Entrelinhas, do jornalista Luiz Antonio Magalhães:

Brasil atravessa bem a crise e o mérito não é de Fernando Henrique Cardoso!

Está muito bom o artigo abaixo, publicado no excelente Terra Magazine, de Bob Fernandes. O professor Julio Gomes de Almeida, mostra como as políticas públicas do governo Lula estão ajudando o país a superar a crise econômica.

É, parece que desta vez os tucanos não vão poder dizer que os méritos do bom momento da economia nacional devem ser atribuídos ao ex-presidente FHC, aquele que quebrou o país três vezes e até hoje acredita em ter implantado os "bons fundamentos" da economia nacional...

O segredo do crescimento do comércio

- por Julio Gomes de Almeida, professor da Unicamp e ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda.

As políticas públicas de investimento e de rendas são muito combatidas no Brasil, mas a crise econômica mostrou como podem ser importantes e não somente como instrumento de desenvolvimento da infraestrutura e da redução das desigualdades sociais, mas também como mecanismo anticíclico.

Os dados do varejo nacional para o primeiro semestre mostram que poucos setores da economia contribuíram tanto para sustentação do nível de emprego e renda na economia brasileira como o comércio. O volume de vendas aumentou 4,4%. Em parte, esse desempenho resultou de ações das empresas do setor para manter o crédito à clientela no período em que os bancos paralisaram a concessão de novos financiamentos e aumentaram enormemente o custo do crédito para as famílias e para o consumidor, especialmente entre os meses de outubro de 2008 e fevereiro desse ano.

Também foi consequência de seguidas promoções e rebaixas de preços promovidos pelo setor para incentivar suas vendas. A dura negociação de preços das empresas do varejo empurrou para a indústria uma parte significativa do ônus das reduções de preços, fator responsável por um encolhimento das margens industriais entre o último trimestre de 2008 e o primeiro trimestre de 2009. Em certos segmentos, foram relevantes também as reduções e isenções de impostos que o governo promoveu como nos casos de automóveis, produtos da chamada linha branca e materiais de construção.

Mas o fator de fundo que protegeu o nível de atividade do setor foi a preservação da renda e do emprego a partir precisamente de políticas governamentais como os programas de investimento do PAC, a complementação de renda da população mais pobre a partir do "Bolsa Família", o aumento do salário mínimo, o seguro desemprego, dentre outros. Em todos esses casos, diante da crise internacional o governo brasileiro reafirmou os gastos e investimentos anteriormente programados, como, por exemplo, no caso dos investimentos do PAC e do aumento do salário-mínimo previsto para fevereiro de 2009.

Mas de forma geral o governo foi além e ampliou o horizonte desses programas, além de instituir outras iniciativas, dentre elas o programa "Minha casa, minha vida", para a construção de habitação popular. No caso dos investimentos do PAC, aumentou as inversões programadas para a Petrobrás a partir da exploração das reservas de petróleo do pré-sal, anunciou programas novos como o trem de alta velocidade e vem confirmando investimentos de infra-estrutura para a realização da Copa do Mundo de futebol em 2014. No "Bolsa Família", reajustou seus valores recentemente (em 10%) e ampliou o prazo do seguro-desemprego.

Em si a reafirmação dos programas públicos e sua ampliação têm relevância direta porque ajudam a manter o gasto doméstico em um momento em que as inversões privadas, as vendas para o exterior e as compras a crédito por parte dos consumidores brasileiros declinaram fortemente. Mas há ainda um fator que atua ao nível das expectativas. As ações tomadas pelo governo amenizaram o efeito psicológico da crise sobre o ânimo de todos os agentes econômicos, especialmente do consumidor, o que ajudou a reduzir o seu receio de desemprego e preservou suas decisões de gasto em consumo, especialmente o gasto com base na sua renda. Também contribuiu para que no âmbito das expectativas empresariais de curto prazo os empresários contivessem suas decisões de dispensas de mão de obra, o que ajudou a segurar a onda de demissões que se apresentou na virada de 2008 para 2009.

Esses fatores tiveram influência relevante nas vendas do varejo. De um modo geral, se pode afirmar que os setores que mais sofreram as dificuldades causadas pelo agravamento da situação internacional desde o último trimestre do ano passado foram aqueles mais dependentes de crédito. Já os setores mais associados à renda real da população tiveram um desempenho mais regular e positivo.

É digno de registro o setor de produtos alimentícios e bebidas, o segmento de maior peso na composição do varejo brasileiro. Sua evolução foi de 6,8% no primeiro semestre com relação ao mesmo período de 2008, performance esta que reflete a preservação da renda real da população. Crescimentos ainda maiores foram registrados em artigos farmacêuticos e de perfumaria, com aumento de 11,8%; outros artigos de uso pessoal e doméstico, +9,5% e livros, jornais, revistas e papelaria, +8,6%, todos esses segmentos do comércio em que o poder de compra da população tem um papel determinante.

Já o setor dependente do crédito por excelência, como móveis e eletrodomésticos enfrentou queda de 2,3% a despeito da redução de impostos que incentivaram as vendas de geladeiras, fogões e máquinas de lavar. Em material de construção, as vendas reais caíram 10%. O segmento de automóveis teve aumento de 5,3%, mas é amplamente reconhecida no setor a relevância absoluta para esse resultado do incentivo tributário que o governo concede desde o fim do ano passado na aquisição de veículos.

É importante observar que o setor varejista não só teve um bom desempenho no conjunto do primeiro semestre do ano, como está mostrando uma aceleração em seu crescimento. Em maio na comparação com abril registrou aumento de 0,4%, mas a evolução já foi maior em junho, 1,7%. Isso significa dizer que o setor inicia o segundo semestre com uma tendência de aceleração em seu movimento. É uma boa perspectiva, que faz com que as projeções de seu crescimento para o ano possam ficar na faixa de uma evolução como 6%. Bem abaixo do crescimento de 10% em 2008, mas um magnífico resultado se são levadas em conta as dificuldades de um ano de crise.

Demolida mais uma falácia demo-tucana Bolsa Família tem porta de saída sim

O texto abaixo demole a falácia demo-tucana de que não existe "porta de saída" no programa Bolsa Família. Leiam e comprovem.

- André

Aumento da renda faz 2 milhões de famílias deixarem programa federal

Do início do programa Bolsa Família, em 2003, até julho deste ano, 1,96 milhão de famílias saíram das condições de pobreza e extrema pobreza e deixaram de receber o benefício, de até R$ 140,00 por pessoa, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

Outras 50.643 pediram voluntariamente o desligamento do programa desde 2003 por não precisarem mais do auxílio e para ceder lugar a outras famílias. “O processo de transferência de renda tem proporcionado mudanças tanto do ponto de vista individual das famílias, mas também nas comunidades”, explicou a secretária nacional de Renda e Cidadania do MDS, Lúcia Modesto, responsável pelo programa.

Jornal Hora do Povo

domingo, 16 de agosto de 2009

Apeser dos ataques constantes do PiG Lula mantém aprovação de 67%

“Uma pesquisa estimulada do Datafolha, publicada na edição deste domingo do jornal Folha de S.Paulo, aponta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve sua aprovação durante a crise no Senado. A atuação de Lula em seu segundo mandato é tida como ótima/boa por 67% dos entrevistados, uma redução de dois pontos percentuais (dentro da margem de erro) ante os 69% obtidos por ele em maio. A avaliação regular subiu de 24% para 25% e ruim/péssimo de 6% para 8%. O levantamento entrevistou 4,1 mil pessoas, em 171 municípios, entre os dias 11 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A crise do Senado tem foco no presidente da casa, o senador José Sarney (PMDB-AP). Ele é alvo de uma série de denúncias que incluem cometer irregularidades na administração da Casa, empregar pessoas ligadas à sua família e desviar dinheiro público por meio de uma fundação que leva o seu nome.

Com o resultado da pesquisa divulgada pelo jornal, Lula está a apenas três pontos de seu recorde pessoal (70%), obtido em novembro de 2008.

Se por um lado Lula conseguiu manter seu nível de aprovação, o mesmo não se pode dizer do Congresso Nacional. No mesmo levantamento, o Datafolha apontou que as casas legislativas do País tiveram 44% de péssimo, 36% de regular e 14% de ótimo/bom, ante 34% de péssimo, 41% de regular e 19% de ótimo/bom obtidos no levantamento de maio.”

sábado, 15 de agosto de 2009

Cai a máscara de mais um hipócrita: Heródoto Barbeiro, defensor da democracia de araque

O blogueiro do Cloaca News, colega de guerrilha virtual contra a ditadura midiática da direita, lembrou bem de algo que eu queria falar faz tempo. É sobre o jornalista Heródoto Barbeiro, mais um daqueles hipócritas e falso moralistasta que hoje posa de defensor das democracias e vestal da ética (quando, obviamente, é para falar mal do Lula ou de qualquer outro político de esquerda), mas que no passado não muito distante esteve alinhado com o que há de mais podre no mundo. Confiram abaixo.

- André

A HISTÓRIA QUE HERÓDOTO APAGOU

Rebatizado no Budismo como Gento Ryotetsu, na condição de monge leigo, o paulistano Heródoto Barbeiro, de 63 anos, é o que podemos chamar de um homem hiperativo multimídia.

Há 16 anos comandando o Jornal da CBN, emissora do Sistema Globo de Rádio, da qual é Gerente de Jornalismo, Barbeiro é também o apresentador do programa Roda Viva, na TV Cultura, canal tucano de São Paulo.

Formado em História, Direito e Jornalismo, Barbeiro já fez muita coisa na vida antes de se tornar famoso. Uma de que se orgulha é ter sido professor de madureza ginasial, em priscas eras, e de cursinho pré-vestibular. Curiosamente, seu nome original de batismo homenageia o grego homônimo, nascido em Halicarnasso, 484 anos antes de Cristo, considerado o "Pai da História".

Escritor, articulista em jornais, revistas e internet, conferencista e até ativista ambiental, a biografia de Heródoto Barbeiro na Wikipédia diz ainda que ele foi, "durante muitos anos, simpatizante do Partido dos Trabalhadores (PT)". Existe, porém, algo em seu laureado curriculum vitae que ele não costuma rememorar publicamente: sua ligação com o partido que deu sustentação política à ditadura militar instalada no Brasil, nos anos 60.

Nas eleições de 1974, Heródoto Barbeiro, ostentando o número 143, foi candidato a deputado federal pela ARENA - Aliança Renovadora Nacional, fazendo dobradinha com seu ex-colega de cursinho Paulo Kobayashi, falecido em abril de 2005. Conhecido como Professor Koba, é ele quem aparece na foto abaixo, posando diante do outdoor da campanha eleitoral. "Faça seu professor deputado", ordenava o slogan da dupla.

A informação - e a foto histórica que Barbeiro quer esquecer - podem ser encontradas no fascículo 11 da coleção "A ditadura militar no Brasil: a história em cima dos fatos", publicada pela revista Caros Amigos.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...