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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Mais uma realização do PSDB: Vejam como Jundiaí é conhecida no Brasil...

O "Guia do Paulistão 2009" do jornal "Lance!" traz um mapa com as principais cidades do Estado de São Paulo onde são destacados resuminhos das características mais conhecidas de cada uma delas.

Clique nas figuras abaixo e veja em tamanho real pelo que Jundiaí é hoje reconhecida no país inteiro... Mais uma realização do governo do PSDB!

Parabéns aos tucanos por mais essa conquista que envergonha a população da nossa sofrida cidade, a qual é "governada" nos últimos 20 anos pelo mesmo grupo de compadres!


Resultado da enquete: O que você mais gosta de ver no Tudo em Cima?

- Críticas de Filmes: 9 (10%)

- Análises Políticas: 27 (32%)

- Sátiras e Charges: 15 (18%)

- Criticas ao PiG: 25 (30%)

- Odeio tudo (mas visito sempre): 6 (7%)

Total: 82 votos

Golpe Militar em Honduras: Lula fala grosso contra direita anti-democrática



Do portal G1

Itamaraty ordena que embaixador brasileiro em Honduras fique no Brasil
Brian Michael Fraser Neele estava de férias quando ocorreu golpe militar.


Ministro Celso Amorim determinou que ele não retorne agora a Honduras.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, determinou ao embaixador brasileiro em Honduras, Brian Michael Fraser Neele, que não retorne ao país da América Central, até uma nova ordem. Neele estava de férias quando ocorreu o golpe militar naquele país contra o presidente Manuel Zelaya. A assessoria de imprensa do Itamaraty não informou desde quando o embaixador estava de férias nem em que local.

A crise política em Honduras que levou à detenção e ao exílio do presidente Manuel Zelaya pelo Exército do país, neste domingo, teve origem num enfrentamento do mandatário com os outros poderes estabelecidos do país: o Congresso, o Exército e o Judiciário.

A decisão do governo brasileiro é mais um passo para isolar politicamente o novo governo golpista de Honduras. O presidente Lula disse nesta segunda-feira (29) que o golpe é "inaceitável". Segundo ele, é preciso manter o país isolado até que o governo democraticamente eleito retorne ao poder.

A decisão do governo brasileiro se soma à pressão exercida por outros países contra o golpe militar. Países latino-americanos que integram o grupo de esquerda Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) anunciaram nesta segunda-feira (29) que também vão retirar seus embaixadores de Honduras.

Charge do Latuff: Golpe da direita em Honduras

Eu participei do seminário: Propostas Concretas para a Democratização da Comunicação

Eu participei, a convite do PCdoB de Jundiaí, do seminário Propostas Concretas para a Democratização da Comunicação realizado pelo portal Vermelho, que aconteceu nos dias 27 e 28 de junho em São Paulo. Foram dois dias de palestras e debates muito interessantes com vários estudiosos e políticos envolvidos no assunto, entre eles as deputadas federais Manuela D'Avilla (PCdoB) e Luiza Erundina (PSB).

No site Vermelho você pode encontrar a cobertura completa do evento. Confira aqui.

De minha parte, fiz a mesma pergunta duas vezes no primeiro dia de debates e não obtive respostas satisfatórias dos palestrantes. Basicamente, eu queria saber o que a esquerda organizada estava fazendo para garantir o direito de expressão na internet e porque não aproveitavam o espaço democrático criado pela nova tecnologia. Ao meu ver, a esquerda organizada (partidos, políticos, movimentos sociais, sindicatos), com raras excessões, não usam ou usam muito mal as ferramentas de comunicaão disponibilizadas pela internet.

Por isso, sobra quase que unicamente para os blogueiros fazerem o contraponto e a denúncia ao PiG (Partido da imprensa Golpista) e as análises políticas que ninguém nunca vai ver na mídia corporativa (que visa o lucro acima de tudo e de todos). E já existem movimentos que visam censurar ou calar os blogueiros, como o AI-5 Digital do senador Azeredo (PSDB), ou por meio de processos, ameaças ou difamações em sites e blogues anônimos (vide o caso do Chefe de Gabinete da ex-vereadora Soninha). O próprio PiG já começa a demonstrar seu incomodo com os blogueiros claramente, seja em editoriais, análises ou matérias mentirosas e repletas de distorções, que buscam justificar o nosso apoio ao governo Lula a uma suposta "bolsa mídia" completamente irreal.

Enfim, minha pergunta foi finalmente respondida pela deputada federal Manoela D'Avilla, que foi a única que demonstrou real conhecimento sobre o poder da internet no contra-ataque ao PiG e a ideologia da direita e ainda apresentou propostas concretas para que os blogueiros sejam representados na Conferência Nacional de Comunicação, que vai acontecer no final deste ano.


Crítico-spam agradece à deputada Manoela pela preocupação com os blogueiros

Firmeza de Lula: ''Não tem contemporização'' com os golpistas de Honduras

''Não podemos aceitar que alguém veja alguma saída para o seu país fora da democracia. E o Zelaya ganhou as eleições. Portanto, ele deve retornar à presidência de Honduras. É a única condição para que a gente possa estabelecer relações com Honduras'', afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, numa dura condenação do golpe em Honduras. ''Não tem contemporização'', disse Lula no programa de rádio Café com o Presidente, que falou também das recentes conquistas dos trabalhadores rurais. Veja a íntegra.

Apresentador: Olá você em todo o Brasil. Eu sou Luciano Seixas e começa agora, o Café com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula. Olá, presidente, como vai? Tudo bem?

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva: Tudo bem, Luciano.

Apresentador: Presidente, uma ação de destaque da semana passada, foi o acordo entre governo, trabalhadores e usineiros, para melhorar as condições de trabalho nos canaviais. Podemos dizer que essa foi uma conquista coletiva, não é, presidente?
Lula: Luciano, antes de falar no acordo dos canavieiros com os usineiros, eu acho importante lembrar o que aconteceu a semana passada, para a agricultura brasileira que foram coisas extremamente importantes. Primeiro, nós fomos a Congoinhas, lá no estado do Paraná comemorar a luz elétrica na casa número 2 milhões. Ou seja, isso foi uma coisa extraordinária, porque nós atingimos a meta do IBGE e conseguimos atender dez milhões de pessoas.

Depois nós fomos a Londrina lançar o Plano Safra, que foi o plano, sabe, mais importante da agricultura, porque nós fizemos um investimento de R$ 107 bilhões e uma série de vantagens, ou seja, um aumento de mais de 37% no dinheiro que nós disponibilizamos para a agricultura, para que a gente possa garantir a agricultura brasileira, cada vez produzindo mais, cada vez vendendo mais e cada vez barateando mais o preço, aqui no Brasil.

E a terceira coisa importante que aconteceu foi o Ministério da Pesca, ou seja, finalmente, nós conseguimos criar o Ministério da Pesca. Fizemos o lançamento do Ministério em Itajaí, lá em Santa Catarina.

E a coisa mais importante, que para mim é histórica, foi o acordo nacional, feito entre os trabalhadores com os usineiros. Na verdade, é um acordo de adesão. E nós não tínhamos a expectativa de que tantos empresários iriam participar. O fato de terem assinado um acordo de adesão, mais de 300 empresários, no dia do lançamento, é uma coisa extremamente importante, porque o etanol passou a ser uma coisa importante na nova matriz energética, que nós queremos construir no mundo. Um combustível renovável, menos poluente e grande gerador de emprego.

Mas nós tínhamos um problema internacional: os nossos adversários, que não querem utilizar biocombustíveis, acusavam que a cana-de-açúcar era trabalho penoso, que era trabalho escravo. Então, nós trabalhamos com os usineiros a idéia de que era preciso humanizar as relações de trabalho entre os trabalhadores e os usineiros. Eu estou convencido de que isso vai ser bom porque, quanto melhor for a imagem da produção de etanol, mais vantagem comparativa nós teremos na disputa comercial no mundo. Mas tinha um ranço com relação às condições dos trabalhadores. A imagem é sempre muito negativa, aqueles trabalhadores chamados de 'bóia-fria' comendo comida gelada, não tendo água gelada para beber, não tendo banheiro.

Apresentador: Presidente, quais são os principais pontos desse compromisso e o que ele vai dar a todos os envolvidos?
Lula: No acordo nos previmos 18 itens que asseguram ao trabalhador cortador de cana o direito à cidadania. Por exemplo, uma coisa importante é que nós acabamos com o atravessador, que era chamado de 'gato', na contratação do cortador de cana. O cidadão sai de um estado para vir cortar cana na safra no outro estado e, muitas vezes, esse trabalhador não era bem tratado.

Será assegurado maior transparência na aferição da cana cortada. Os trabalhadores terão conhecimento prévio sobre o preço a ser pago e a forma da medição. Havia muita queixa de que os trabalhadores cortavam cana e que eles não participavam da pesagem da cana. Portanto, eles se sentiam enganados. Os trabalhadores receberão equipamentos de proteção individual em toda a cadeia produtiva.

Eu acho que, embora esteja apenas começando, é uma revolução que aconteceu no Brasil, porque convenceu os usineiros e convenceu os trabalhadores de que quanto mais a gente agir corretamente e cumprir a lei, tratar as coisas com carinho, cuidar do trabalhador com carinho, mais a gente vai ter respeitabilidade no exterior.

Apresentador: Você está ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio do Presidente Lula. Presidente, a América Latina está chocada com o golpe de estado em Honduras. Como é que o senhor vê essa situação?
Lula: Olhe, eu fiquei sabendo ontem, logo cedo quando levantei, do golpe. Conversei com o presidente de El Salvador, conversei com o presidente Lugo (do Paraguai), conversei com a presidente Michelle Bachelet (do Chile), conversei com o ministro Celso Amorim, que comunicou ao nosso embaixador na OEA (Organização dos Estados Americanos), e nós achamos que não tem contemporização, não tem meio termo, nós temos que condenar este golpe.

Nós não podemos aceitar ou reconhecer qualquer novo governo que não seja o presidente do Zelaya, porque ele foi eleito diretamente pelo voto, cumprindo as regras da democracia. E nós não podemos aceitar mais, na América Latina, alguém querer resolver o seu problema de poder pela via do golpe, porque nós não podemos aceitar que alguém veja alguma saída para o seu país fora da democracia, fora da eleição livre e direta. E o Zelaya ganhou as eleições.

Portanto, ele deve retornar à presidência de Honduras. É a única condição para que a gente possa estabelecer relações com Honduras. E portanto, se Honduras não rever a posição, vai ficar totalmente ilhado no meio de um contingente enorme de países democráticos.

Apresentador: Muito obrigado, presidente Lula e até a próxima semana.
Lula: Obrigado a você, Luciano, e até o próximo Café com o Presidente, que iremos fazer diretamente da França.

Apresentador: O Café com o Presidente volta na próxima segunda-feira. Até lá.

Movimento contra a direita golpista: Hondurenhos convocam greve geral contra o golpe

- do site Vermelho, do PCdoB

As forças populares de Honduras convocaram uma greve geral com início nesta segunda-feira (29), em apoio ao presidente constitucional da república, Manuel Zelaya. Neste domingo Zelaya foi vítima de um golpe militar. Tropas do exército entraram na residência presidencial, atirando, sequestraram Zelaya e o conduziram a força para a Costa Rica. À tarde, o Parlamento, sem a presença dos deputados legalistas, depôs Zelaya e empossou em seu lugar o presidente do Legislativo, Roberto Micheletti.

O presidente da federação Unitária de Trabalhadores de Honduras, Juan Carlos Barahona, disse à Agência Bolivariana de Notícias, em entrevista por telefone, que ''o povo vai manter a resistência'', concentrando-se diante da sede do governo e exigindo a volta do presidente eleito pelo povo em 2005.

''Também nos outros departamentos do país o povo está nas ruas, mobilizado'', disse Barahona.

Os militares golpistas ameaçaram impor um toque de recolher em Tegucigalpa, mas Barahona disse que ele não será obedecido. ''A decisão que temos é de continuar nas ruas. Ninguém irá para casa nem abandonará essa luta'', afirmou.

''Vamos desafiar esse toque de recolher dos golpistas e militares gorilas'', agregou. O termo ''gorila'', usado na América Latina do século passado para designar militares truculentos e golpistas, voltou subitamente à atualidade depois do golpe.

''Pela primeira vez, dignidade''

A representante do Sindicato dos Trabalhadores no Registro de Pessoas, Maritza Somoza, informou que a iniciativa da greve geral é apoiada por todos os trabalhadores, pelas confederações de organizações sindicais de Honduras.

A sindicalista salientou que o movimento sindical hondurenho tem uma profunda motivação para apoiar o presidente. Argumentou que o governo de Zelaya foi o único que deu dignidade aos trabalhadores.

''É a primeira vez que um presidente nos dá dignidade'', disse Maritza. Ela observou que, em resposta a essa dignidade, a bandeira do povo hondurenho será agora a convocação da Assembléia Nacional Constituinte .

''A bandeira do povo hondurenho já não é a consulta, da qual participávamos de maneira simbólica, mas agora vai será a convocação da Assembléia Nacional Constituinte. Agora o que queremos é um governo que esteja diretamente nas mãos do povo'', disse a líder sindical.

Ela descreveu esse processo como ''o despertar do povo hondurenho''. ''Este povo já foi apático, nunca tínhamos visto que as pessoas respondessem como agora''.

Maritza descreveu que, enquanto os trabalhadores apóiam o presidente Zelaya, a burguesia foge do país, tirando de Honduras os seus filhos e interesses económicos. Disse que o governo constitucional perdoou uma dívida de mais de 8,7 milhões de lempiras (moeda de Honduras) de várias empresas privadas, mas a burguesia continua a hostilizá-lo.

Deputado vê 37 cidades mobilizadas

O deputado Marvin Ponce, do partido Unificação Democrática, que apóia Zelaya, avaliou que existem 50 mil pessoas em 37 cidades dispostas a resgatar o mandato presidencial truncado pelo golpe. Para Ponce, a mobilização acontecerá mesmo que haja repressão, pois a única saída para a crise é o retorno do presidente, o fim do ''governo usurpador'' e o julgamento dos deputados que estão apoiando o golpe.

O deputado Tomas Andino Mencias, do mesmo partido, esclareceu que ele e seus companheiros não participaram da sessão do Congresso que entregou o poder a Micheletti. Segundo Mencias, os parlamentares legalistas estão sendo presos.

Oito ministros também teriam sido presos, entre eles Patricia Rodas, ministra de Relações Exteriores, que fez um chamamento à resistência popular antes de ser detida. Patricia foi presa por militares encapuzados e armados, na presença dos embaixadores da Venezuela, de Cuba e da Nicarágua, que a visitavam para hipotecar-lhe apoio.

Condenação mundial

Enquanto Honduras prepara a greve geral, a reação mundial ao golpe deste domingo prenuncia um forte isolamento das forças que sequestraram e depuseram Zelaya. No entanto, Barahona condenou duramente o comportamento da mídia mercantil de Honduras.

''Se a comunidade internacional está nos apoiando, é graças aos meios de comunicação de países irmãos, porque aqui em Honduras toda a mídia está com os golpistas, exceto uma única emissora'', explicou.

A OEA (Organização dos Estados Americanos) convocou uma reunião de emergência na sua sede em Washington, para discutir a crise hondurenha. O secretário-geral da Organização, José Miguel Insulza (chileno), pronunciou-se com clareza:

''Estamos evidenciando uma ruptura da ordem constitucional, que só pode ser catalogada como um golpe de Estado'', afirmou Insulza. Ele informou que estava em contato telefônico com o presidente derrubado, que se encontra em San José da Costa Rica. E propôs que a OEA o envie a Honduras, para realizar gestões ''para reconstituir a institucionalidade e a democracia''.

Veja também:

Zelaya acusa cúpula militar; Honduras resiste ao golpe
Golpe militar da direita em Honduras; condenação geral

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Presente pelas 10 mil visitas: Governo do PSDB é isso aí...

Pessoal, estou impressionado. Em apenas duas semanas meu blog atingiu a marca de 10 mil visitantes!

Sei que tem blogues por aí que recebem o dobro de visitas num mesmo dia, mas dentro da minha modesta pretensão 10 mil em duas semanas é visita pacas! Agradeço a todos vocês que vem até aqui ler as besteiras e devaneios que escrevo.

E, de presente, publico abaixo um video que mostra bem o que é um governo do PSDB, narrado pelo próprio vice-grão-mór do Partido Só De Bacana, José "Nosferatu" Serra (tem até uma charge minha no meio, aquela da filha do FHC):



P.S.: Dei uma atualizada também na minha lista de filmes comentados e subi a coluna para facilitar o acesso de todos!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Ego inflado: Minha charge no site do Paulo Henrique Amorim!

Confiram uma charge criada por mim no abre da matéria "Como a direita age na blogosfera", no site Conversa Afiada, do Paulo Henrique Amorim.



Cliquem aqui para ver aqui no meu blog a charge original.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Assassinos Econômicos: Como destruir economias e subjugar países aos EUA

Os dois vídeos abaixo mostram depoimentos de um ex-assassino econônico, John Perkins, que estão no filme "Zeitgeist Adendum". Perkins escreveu o excelente livro "Memórias de um Assassino Econômico". Confiram!



segunda-feira, 22 de junho de 2009

Fatos incontestáveis: Diferença entre FHC, de direita, e Lula, de esquerda

Bira Dantas: Diploma de jornalismo não é mais obrigatório

- por Bira Dantas

Essa foi a decisão do STF (e não do governo, vejam bem, antes de sair falando que o Lula - que não tem diploma - acabou com o diploma de jornalista). Mesmo sem a obrigatoriedade do diploma, os jornalistas continuarão a ser necessários. Para editar um jornal, o responsável vai ter que ter MTB, de todo o jeito.

Os cursos superiores vão continuar a formar profissionais que serão contratatados pelas empresas jornalísticas, seguindo tabela salarial e jornada de trabalho já definidos em dissídio coletivo.

A única coisa é que para ser um articulista, colunista, cobrir matérias especiais, ser designer, produtor gráfico, ilustrador, chargista, fotógrafo, diagramador, não vai mais ser obrigatório ter o diploma.

Isto eu acho positivo.

Eu tenho MTB, conquistado graças a meu trabalho diário como chargista.
O sindicato dos Jornalistas reconheceu isto em 1982, assim como a FENAJ.
Assim como reconheceu a importância de Henfil, Millôr, Cláudio Abramo, Paulo Francis, Fortuna, Jaguar, Ziraldo e tantos outros.

Aliás, o que falar de alguém do tamanho de um Ziraldo? Um editor brilhante, redator inspirado, ilustrador maravilhoso? Falar que um gigante destes teria que ter um diploma seria trágico. Sobretudo se comparado com o nível da maioria de jornalistas que saem com o diploma na mão.

O que as universidades de Jornalismo devem fazer é investir em Qualidade de Ensino, mostrar que o Jornalismo se aprende na prática e com leitura de livros.
Técnica se aprende no dia-a-dia.

Ortografia não.

Tem de vir do ensino fundamental e médio.

Um jornalista tem de ser bem informado e bem formado.

Economia, Ilustração, Política, Cinema, Arquitetura, Esportes, Música, Agronomia, Quadrinhos, Religião, Pintura, História, Geografia, Educação, Medicina, Animação, Ética, estes são os assuntos que um jornalista tem dominar.

Ler pelo menos 4 jornais por dia e 4 revistas por semana.

Assistir a 3 programas de notícias na TV e surfar na Internet diariamente.
Saber, pelo menos mais 2 línguas estrangeiras. Ter senso crítico, ir a fundo nos assuntos, não sair por aí repetindo o que o dono do órgão de imprensa quer.
Refletir sobre o mundo e sobre o impacto que uma notícia errada pode ter na sociedade. Respeitar o leitor e respeitar o fato verdadeiro. Não ter preconceito, mas sim, cultura.

E não usá-la para pisar em quer que seja, e sim para entender melhor o outro e o mundo.

Não usar a "fonte" como escudo para se eximir de culpa, nem se aproveitar das "benesses" que o poder e os poderosos oferecem.

Hoje eu publico minhas charges em quase 10 jornais, e assino coluna em um jornal e um site de internet.

Se exigissem a matrícula de jornalista, eu teria para apresentar, mas acharia de uma grande pobreza de espírito.

O que importa é o conteúdo. Um diploma não garante isso

Vote na enquete: O que mais gosta de ver no Tudo em Cima?

Leitores e leitoras, por favor, votem na enquete ao lado. Quero saber o que vocês mais gostam de ver aqui no meu blog.

Obrigado!

Direita selvagem em ação: Hipocrisia e falso-moralismo do jornalismo de esgoto da Veja

A capa do panfleto de extrema-direita chamado "Veja" desta semana é um primor de hipocrisia, cinismo e falso-moralismo. Só os membros da juventude do PSDB, os moradores dos bairros Jardins e os sócios do Tênis Clube podem levar a sério esse lixo ideológico travestido de "jornalismo imparcial".

Sim, a "revista" que defende o banqueiro bandido Daniel Dantas e tenta criminalizar seus algozes, aquela que tem entre seus "vomitadores de opinião" pistoleiros especialmente contratados para assassinar reputações como Django Mainardi e Reinaldo Azevedo, que divulga denúncias de áudio sem provas, vem agora bradar "basta de impunidade!".

Mais uma vez esse esgoto do pseudo-jornalismo tupiniquim ataca a política e os políticos de forma generalizada com os objetivos de: 1) enfraquecer José Sarney, que é um dos políticos mais nojentos do Brasil há meio século mas aliado pontual do governo Lula e 2) convencer a massa de incautos que consomem esse lixo de que política é uma coisa ruim e que a democracia não funciona, argumento que visa aumentar a sensação de quem bom mesmo é, quem sabe, uma boa e velha ditadura cívico-militar de direita para botar "ordem nas coisas".

Seria cômico se não fosse trágico. Cômico porque o ridículo dessa estratégia é tão óbvio que qualquer ser humano que tenha ao menos um neurônio funcionando pode perceber. E trágico porque, acreditem, existem muitas pessoas por aí que levam a sério esse tipo de porcaria grotesca que Vejas e similares enfiam suas goelas abaixo.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Filmes: "A Culpa é do Fidel!"

SIMPLES E TOCANTE

Filme fracês mostra que a falta de capacidade de diálogo com os filhos não é "privilégio" apenas da direita!

- por André Lux, crítico-spam

É incrível a capacidade que os cineastas franceses tem de contar histórias humanas de forma sempre simples, porém tocante. É o caso desse “A Culpa é do Fidel!”, dirigido por Julie Gravas, filha do famoso Costa Gravas, cineasta de esquerda que realizou vários filmes políticos engajados em denunciar os males causados pela direita mundo afora.

E essa relação entre pai e filha torna o filme ainda mais interessante, pois, apesar de ser baseado numa obra da italiana Domitilla Cammile , o “A Culpa é do Fidel!” tem óbvias referências autobiográficas à vida da diretora. Afinal, trata-se da história de uma menina de nove anos que é criada por país esquerdistas que vivem engajados em causas em favor da democracia e da luta contra o fascismo, seja na Espanha de Franco ou no Chile (o filme começa em 1970 e termina na época do golpe militar contra Allende).

A história é sempre contada pelo ponto de vista da menina Anna (a ótima Nina Kervel-Bey), que não entende a luta dos pais e acaba se portando como uma verdadeira “fascistinha” (ou “múmia”, que é como os chilenos chamavam os reacionários em seu país). Esse é um dos aspectos mais interessantes do filme: a falta de diálogo entre país e filhos. O casal de esquerda, super engajado em causas humanitárias e democráticas, esquece de aplicar suas crenças dentro de casa e alienam a filha mais velha, que acaba sendo influenciada negativamente por uma empregada cubana que odeia Fidel Castro e todos os “barbudos vermelhos”, pelos avós ricos e reaças e pela educação rígida que recebe numa escola católica de freiras! Pior que eu mesmo já conheci pessoas assim: ultra-libertárias de esquerda na rua, mas que agem como verdadeiras tiranas dentro de casa. Ou seja: a falta de capacidade de diálogo com os filhos não é "privilégio" apenas da direita!

O filme mostra de maneira exemplar a confusão mental da criança (ela acredita, por exemplo, que o objetivo dos “barbudos vermelhos” é realmente provocar uma guerra nuclear e roubar as casas e os bens das pessoas boas!), e a falta de capacidade de seus pais em passarem para ela seus valores e crenças ideológicas. Há um cena muito engraçada, que mostra o medo estampado no rosto da menina quando seu pai chega de viagem barbudo!

Com o passar do tempo e do contato constante com os vários “barbudos” que vivem em sua casa e com suas babás (refugiadas ajudadas pelos pais), a pequena Anna vai aos poucos começando a questionar suas próprias crenças e certezas o que, obviamente, começa a fazê-la confrontar os reacionários que a influenciavam, principalmente as freiras católicas.

Tudo isso é tratado como bom humor, sem melodramas, mas com muita propriedade e delicadeza, até chegar ao final extremamente singelo e tocante. Não deixem de ver, principalmente se você também for de esquerda e estiver pensando em ter filhos...

Cotação: * * * *

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Nasce um novo blog: PCdoB de Jundiaí



Visite e divulgue o novo blogue do Partido Comunista do Brasil de Jundiaí, que vai trazer informações, notícias e denúncias importantes para todos.

Clique aqui e vá para o blogue do PCdoB de Jundiaí.

Filmes: "O Exterminador do Futuro: A Salvação"

TIRO NA ÁGUA

Como filme de ação e aventura dá para o gasto. Mas tem muito pouco a ver com os “Exterminadores” originais.

- por André Lux, crítico-spam

Não havia necessidade alguma de fazer mais uma continuação de “O Exterminador do Futuro”, filme de ficção científica que hoje é considerado um clássico do gênero e que foi praticamente refilmado com muito mais dinheiro anos depois pelo próprio criador do personagem, James Cameron.

Mas os executivos de Roliudi não têm jeito. Mesmo depois de uma terceira continuação bem fraca e de uma série de televisão (“As Crônicas de Sarah Connor"), eles insistem em inventar um filme que agora se passa no futuro, mostrando o início da luta de John Connor contra as máquinas.

Pior que nem achei esse “Exterminador do Futuro: A Salvação” tão ruim quanto estão dizendo. O filme é bem divertido e cheio de sequências de ação bem produzidas, efeitos especiais decentes e barulhos ensurdecedores (minha esposa saiu do cinema xingando e com dor de cabeça!). Porém, é um tiro na água, pois por mais que inventem, nós já sabemos que o protagonista não vai morrer já que ficou estabelecido nos filmes anteriores que ele vai virar o líder máximo da resistência humana.

Assim, o personagem vivido por Christian Bale (o novo “Batman”) é um peso morto, que se arrasta pelo filme até o final sem graça. Ciente disso, o esforçado ator não tem o que fazer a não ser lutar e fugir dos diversos tipos de máquinas assassinas que o perseguem filme adentro. Nem mesmo a aparição rápida de um Schwarzenneger criado digitalmente chega a empolgar, até porque o diretor McG (dos horríveis “As Panteras”) não consegue fugir daqueles velhos clichês irritantes, do tipo “monstro pega o herói pelo pescoço e, ao invés de mata-lo ali mesmo, joga-o do sobre uma barra de ferro do outro lado da sala”...

No fim, o personagem mais interessante acaba sendo Marcus Wright, feito pelo ator Sam Worthington, que pelo menos carrega um mistério com ele. Mesmo assim, a solução que inventaram para explicar suas ações não foge daquele velho clichê “tudo ocorreu de acordo com o que nós, os vilões, planejamos” que o George Lucas esgotou completamente ao filmar as prequels de Star Wars.

Enfim, como filme de ação e aventura dá para o gasto. Mas tem muito pouco a ver com os “Exterminadores” originais.

Cotação: * * 1/2

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Trilhas Sonoras: "Batman: O Cavaleiro das Trevas"

ESCOLHA INFELIZ

As partituras de Zimmer são rasas, limitam-se a pontuar a ação e ele é incapaz de compor música complexa para orquestra. 

- por André Lux, crítico-spam

O diretor Christopher Nolan acertou em praticamente todos os ingredientes ao fazer os novos filmes do “Batman”, mas foi muito infeliz em um dos mais importantes: a escolha do compositor de suas trilhas sonoras. 

No caso, foram os compositores, já que contratou uma dupla inusitada: o péssimo Hans Zimmer (“Gladiador”, “Falcão Negro em Perigo”, “A Rocha”) e o irregular James Newton Howard (“Sexto Sentido”, “O Príncipe das Marés”, “Neve Sob os Cedros).

De cara já há um problema nessa escolha: o “estilo” dos dois compositores não tem nada a ver um com o outro (coloco entre aspas, pois dizer que Zimmer possui estilo é uma ofensa aos músicos decentes). 

Pelo que li em entrevistas e análises de entendidos no assunto, Zimmer ficou responsável pelos temas principais e pelas cenas de ação e suspense, enquanto Newton Howard musicou as partes mais melancólicas dos filmes (como o tema de Harvey Dent e do triângulo amoroso entre os protagonistas). 

Mas, a grosso modo, quase 80% da trilha tem a assinatura inconfundível de Hans Zimmer e só de vez em quando aparecem alguns sinais do toque do outro compositor. Azar nosso.

Em “O Cavaleiro das Trevas”, Zimmer não procurou desenvolver seu tema para o Batman, deixando-o rolar praticamente da mesma forma que no filme anterior. Pesado e sombrio o tema é registrado nos níveis mais baixos e graves da orquestra, sem muita variação ou qualquer nuance. 

É quase um tema minimalista que parece dizer o tempo todo “esse cara é nervoso e carrancudo”. Assim, perde-se a chance de explorar musicalmente os conflitos internos do personagem, seus medos, dúvidas e desvios psicológicos. 

Zimmer, o abominável: prova viva de que não é
preciso estudar ou ter talento para fazer sucesso
Só para comparar, o mestre Jerry Goldsmith criou três momentos diferentes dentro do mesmo tema para o protagonista de “Patton”: uma introdução com trompetes no ecoplex remetendo às crenças espirituais do general, outra passagem mais sóbria para definir o código de honra incorporado por ele e outra puramente militarista. 

Assim, com um só tema, Goldsmith trouxe à tona três elementos distintos do personagem principal, dando voz a características mencionadas apenas de relance no roteiro.

Mas, Zimmer não é Goldsmith. Assim, sua aproximação ao material é o reflexo de suas limitações. Suas partituras para os filmes do “Batman” são rasas e se limitam a pontuar a ação nas telas. Soma-se a isso a total incapacidade do sujeito em compor música complexa para orquestra. 

Suas orquestrações são ridículas, sem contraponto, harmonia, fuga ou qualquer outra técnica que poderia elevar a música a patamares minimamente interessantes. Tudo é pasteurizado e, via de regra, temos a sensação de que todos os membros da orquestra, mais os solistas e o sintetizador estão tocando a mesma nota, ao mesmo tempo. Sensação que aumenta ainda mais por culpa da mixagem pesada que deixa o som “achatado” e não dá qualquer chance para nuances no desempenho dos músicos.

Em “O Cavaleiro das Trevas”, Zimmer criou um tema para o Coringa que é de um simplismo de dar dó: nada mais do que um zumbido de uma nota só tocada pelo cello, sampleado e acompanhado por guinchos de guitarra e sons que se assemelham a alguém jogando um gato em cima do sintetizador. 

No filme até que funciona, pois contribui para aumentar o clima enervante que emerge do personagem, porém da mesma forma que o tema do Batman, não ajuda em nada para expandi-lo além do que se vê na tela.

Justiça seja feita: a trilha musical de Zimmer para os dois “Batman” funciona razoavelmente bem junto como as imagens, o que no caso dele é algo surpreendente, já que estou acostumado a vê-lo (ou seria ouvi-lo?) destruindo filmes de ação e aventura com sua mesmice barulhenta ou passando em brancas nuvens quando o assunto são comédias ou dramas. 

E não adianta querer me convencer que a trilha é ótima, pois ela funciona junto com as imagens. Para mim, uma boa trilha sonora é aquela que, além de funcionar dentro do filme, traz à tona elementos “escondidos” na trama ou nos personagens. Cito como exemplo disso, o tema que Bernard Herrman criou para o misterioso “Rosebud” em “Cidadão Kane”. 

Ouvidos mais atentos vão perceber que Herrman “entrega” o mistério logo de cara juntando o tema ao objeto na cena do menino na neve. Ou Goldsmith “explicando” por meio da música que o unicórnio de “A Lenda” está perdoando os erros do protagonista. Além disso, claro, uma boa partitura deve ser musicalmente interessante fora do filme.


O álbum com a trilha sonora de “O Cavaleiro das Trevas” traz 14 faixas editadas em forma de suíte, com nomes que remetem a diálogos do filme, mas não deixam claro para qual cena foram compostas – pecado que enfurece todos os colecionadores de música de cinema. 

A primeira, “Why So Serious?” tem mais de nove minutos e traz, basicamente, o tema do Coringa em diversas variações, o que vai fazer você lamentar ter perdido todo esse tempo da sua vida com algo tão estúpido. 

Lançaram depois mais uma versão da trilha, num álbum com dois CD, trazendo ainda mais músicas que ficaram de fora da primeira edição. Enfim, mais do mesmo...

Repleta de momentos bombásticos e barulhentos, a trilha do novo “Batman” funciona como uma injeção de testosterona na veia – não é a toa, portanto, que a maioria dos fãs de Hans Zimmer são adolescentes nervosos. 

Como eu disse, até funciona junto com o filme, mas se quiser ouvir em casa... prepare a Neosaldina!

Cotação: * *

Crise Econômica: Ajuda solidária do novo filme de Michael Moore

segunda-feira, 15 de junho de 2009

PiG ataca a blogosfera: Liberdade e diversidade incomodam ex-donos da verdade!

Os jagunços do PiG (Partido da imprensa Golpista) vira e mexe atacam a blogosfera independente, tentando acusar os blogueiros de serem pagos para defenderem o governo Lula, o PT e qualquer outra coisa que cheire a esquerda. Obviamente, estão julgando-nos a partir de suas próprias realidades. Afinal, são eles que recebem "mensalão" do PSDB para parir mentiras e distorções para que a realidade se encaixe nos delírios da turma do Partido Só De Bacana e seus apêndices.

Mas o que realmente incomoda esses capitães do mato pós-modernos (que se auto-proclamam "formadores de opinião") é o fato de, com a internet, o acesso à informação saiu do controle deles e, graças à blogosfera e às poucas publicações assumidamente de esquerda, a população pode escolher como quer se informar.

Abaixo, fiz dois esqueminhas para ilustrar isso, confiram (clique nas imagens para vê-las em tamanho real):



sábado, 13 de junho de 2009

Dois pesos e duas medidas do PiG: Cobertura dos fatos descaradamente cínica e hipócrita

Estava eu dando uma geral nos canais da minha TV, quando me deparei com a seguinte notícia na Band News: "Ahmadinejad manda polícia bater em oposicionistas no Irã".

Interessante. Se, para a imprensa brasileira mercantil, um grupo de oposicionaistas ao governo iraniano foi espancado por policiais a mando do governante, por que no caso da USP eles usam manchetes como "Protesto na USP termina em confronto com a PM"? Ué, empregando a mesma lógica que usaram com o presidente Ahmadinejad, não deveriam dizer algo como "Serra manda a PM espancar e prender grevistas na USP"?

Por que não o fazem então? A resposta é simples: a mídia de direita faz oposição ao governo Ahmadinejad e é a favor do governo Serra. Puro e simples. Todo o resto é papo furado, hipocrisia e cinismo, pois qualquer um que não tenha QI de ameba sabe que as polícias agem de acordo com ordens de seus superiores - e caso não o façam, são imediatamente repreendidas por eles. Alguém viu o Serra condenar a violência da PM contra estudantes, professores e funcionários desarmados da USP? Pois é...

Antes que os lambe-botas da truculência do PSDB venham dizer bobagens sobre meus argumentos para tentar desviar o foco da discussão, adianto-me e deixo claro que não estou defendendo o governo do Ahmadinejad. Nem estou discutindo isso. Estou apenas escancarando o parcialismo e a falta de isenção da nossa imprensa golpista e neoliberal, que esconde seu partidarismo atrás de slongans mentirosos e falso-moralismo.

Governo PSDB em Jundiaí: SERVIÇOS PÚBLICOS OU PRIVADOS?

- por Cesar Tayar, presidente do PPS de Jundiaí

A cada dia que passa ficam cada vez mais evidentes o descaramento e a desfasatez dos coronéis tucanos no que diz respeito ao uso da máquina pública em benefício de seus interesses particulares.

As fotos ao lado (clique nelas para vê-las em tamanho real) atiram no rosto do munícipe o cinismo e a impunidade que imperam em Jundiaí.

Como podemos observar na 1ª foto, ali está um caminhão da Secretaria Municipal de Serviços Públicos realizando serviços dentro do Multi Modas Center, shopping de propriedade da família do prefeito interino Miguel Haddad; na outra foto, podemos observar uma placa autorizando a população a estacionar na Av. Antonio Frederico Ozanan, bem em frente ao mesmo shopping.

Oras bolas, será que o prefeito interino Miguel Haddad passou a escritura da prefeitura em seu nome e não estamos sabendo?

Brincadeiras à parte, meus amigos, esta tem sido a política em Jundiaí nos últimos 20 anos. O público se misturando com o privado.

Só com um pequeno detalhe: O público pagando a conta e o privado recebendo os dividendos. Assim é gostoso, é ou não é ?

Só que isso, companheiros, é para os poucos privilegiados que nasceram com a estrela de fazerem parte do grupo político que aí está há duas décadas. Para o povo restam apenas as migalhas da miséria social em que está mergulhado e sem perspectivas de sair dela.

Túlio Viana sobre prisões na USP: Ordem partiu dos superiores hierárquicos do comandante

- por Túlio Viana

Antonio Arles enviou-me o vídeo abaixo, alertando-me para um fato que passou despercebido pelos jornalões (ou teriam simplesmente tentado esconder?): o comandante da operação na USP Cláudio Lobo declarou para a rede Globo (aos 2 min do vídeo):

“Existe uma ordem pra prender alguns líderes que estão incitando esta greve. A juíza expediu uma ordem de reintegração de posse e liberdade de ir e vir. Eles não estão acatando.”

Como assim ordem de prisão?

A ordem de reintegração de posse tem natureza civil e, portanto, jamais ordenaria a prisão de quem quer que seja. A juíza cível, aliás, é incompetente para ordenar prisões, salvo no caso de pensão alimentícia.

Então havia duas ordens: uma da juíza (de reintegração de posse) e outra de prisão. O comandante não deixa claro quem deu a ordem de prisão e a repórter lamentavelmente perde a oportunidade de fazer a pergunta-chave: de quem foi a ordem de prisão, comandante?

Como até o momento ninguém noticiou a existência de uma ordem de prisão por parte de um juiz criminal e não há nada na lei que a justificaria, somos obrigados a concluir que esta ordem partiu dos superiores hierárquicos do comandante.

É claro que nenhum coronel da polícia militar em sã consciência daria uma ordem desta repercussão sem consultar antes o Secretário de Segurança, que por sua vez certamente consultaria o Governador do Estado.

É bom lembrar que uma eventual ordem de prisão dada por quem quer que seja na polícia ou no governo do estado para prender líderes de uma manifestação política é absolutamente ilegal, pois a Constitução da República garante em seu art.5º, LVII, que:

“ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei.”

Como não havia ordem judiciária, pois juiz cível não é competente para expedir mandado de prisão, e não se tratava de flagrante delito, pois a greve é direito garantido constitucionalmente, logo, é preciso investigar:

- quem deu a tal ordem de prisão dos líderes da greve?
- qual o fundamento jurídico da tal ordem de prisão?
- a legalidade desta ordem de prisão.

Vamos aguardar as cenas do próximo capítulo e a atuação dos “jornalistas investigativos” e do Ministério Público do Estado de São Paulo na apuração dos fatos.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Realidade paralela: A invasão da USP pela PM vista pelos lambe-botas

Inspirado no blog do Professor Hariovaldo (que, pasmem, muito reaça leva a sério!), resolvi fazer minha versão da invasão da USP pela PM pela visão de um playboy boçal lambe-botas dos tucanos, leitor de Veja e Folha de S.Paulo. Confiram!



















quinta-feira, 11 de junho de 2009

Lambe-botas dos tucanos me ataca: Fascismo escancarado mais uma vez

Vejam só o tipo de pérola que os pitbulls-lambe-botas anônimos do PSDB defecam em meu blog. Claro que são tão covardes quanto seus ídolos, portanto, escondem-se sob nomes falsos ou anonimato.

Reparem como demonstram o mesmo tipo de raciocínio dantesco que os senhores de escravos deviam usar na época em que possuir um ser humano como se ele fosse uma mobília era algo protegido por leis ou quando "livrar o mundo do comunismo" era desculpa para se praticar barbaridades. Pior de tudo é que o sujeito se diz ser aluno da USP! Mais uma prova que fazer faculdade não isenta ninguém de ser boçal e reaça.

Grifei em azul (a cor da tucanalhada) as partes mais grotescas para que, quem sabe, sirvam de registro histórico para as futuras e, esperamos, mais civilizadas gerações:

"Não me importa que você publique ou deixe de publicar meu comentário, seu débil mental: você é o único que precisa conhecê-lo. Cabe a mim dizer o que você finge não saber: que quem deu ordem de ação para a polícia não foi o governador, mas sim o juiz da comarca competente. Que a polícia foi ao campus em cumprimento de mandado judicial, para garantir o livre trânsito de pessoas que estavam sendo cerceadas por alguns fanáticos que julgam ter abolido em assembléia o direito alheio de ir e vir. Que, sabendo disso, o SINTUSP e o movimento estudantil convocaram uma manifestação cujo objetivo declarado era fechar o portão principal da universidade. (Os panfletos que eu, aluno, recebi, falavam em um grande "trancaço".) Que, portanto, eles deram à polícia exatamente o motivo pelo qual ela deveria fazer uso da força. Que, mesmo assim, a polícia só fez uso da força depois que 4 policiais desarmados foram cercados e hostilizados por uma turba, tal como documentou aquele vídeo que você já viu. (http://www.youtube.com/watch?=zYnvT4nqK3M&feature=channel_page)

Os manifestantes queriam o confronto e tiveram o que queriam. Mas é claro que você prefere ignorar os fatos para exercitar livremente suas fantasias ideológicas. Esta mentira está na base de toda a sua consciência."


Mas nem preciso responder, pois o companheiro zéjustino o fez com maestria (grifei os melhores trechos em vermelho, a cor da esperança):

"A PM é o "exército" dos Estados. O des-governador tucano poderia interferir sim. Se o des-governador de São Paulo tivesse um mínimo de caráter teria negociado com os trabalhadores e os alunos da universidade. Mas isso iria contra seus princípios tucanos que prega a violência policial contra os movimentos sociais. Universidade não é lugar de violência policial. O "anônimo" que fez os comentários agressivos ao blogueiro, covarde como todos aqueles que agridem e não tem coragem e nem caráter para mostrar a face, demonstrou para todos nós aqui que é um despreparado para o conflito democrático. O "anônimo" está muito bem representado numa das charges apresentadas neste blog (aquela do sujeito lambendo as botas do meganha. Mais um pouco e estará babando nos ovos do "heróico" soldado)."

Vergonha: ex-presidente da UNE manda PM invadir a USP

Todo mundo sabe que Serra é um covarde. Quando era presidente da UNE vivia fazendo manifestações e apoiando greves, mas quando a coisa ficou feia e os milicos tomaram o poder com apoio da elite, ele foi um dos primeiros a fugir e se esconder, deixando amigos e amigas para trás na luta contra a ditadura.

Agora, que está no poder, usa métodos tão ou mais truculentos que a ditadura militar, que ele dizia combater do exterior (devia ser com apoio mental). Tudo isso para agradar a velha elite golpista e seus papagaios de pirata amestrados... Lamentável.

- André

Vergonha: ex-presidente da UNE manda PM invadir a USP

Quem conhece bem o governador de São Paulo, José Serra, diz que ele nada tem de impulsivo. Cerebral e determinado, Serra agiu de caso pensado e escolheu o seu lado quando mandou a Polícia Militar jogar bombas e atirar balas de borracha nos grevistas da Universidade de São Paulo (USP). O ex-presidente da UNE, nos idos de 1964, e provável presidenciável tucano em 2010, quer provar a seu eleitorado conservador que aquilo foram pecadilhos de juventude.

Por Bernardo Joffily, no Vermelho.

Serra visto por Luc Gilberstein Algum dia algum sociólogo ou politicólogo se debruçará sobre essa curiosa e muito brasileira peculiaridade camaleônica de nossa direita conservadora: apresentar candidatos viracasacas, egressos do campo da esquerda.

Assim foi com o ex-presidente Fernando Henrique, que flertou com o marxismo, exilou-se durante a ditadura e colaborou com o semanário alternativo Opinião, antes de se tornar o presidente da privataria neoliberal. Assim é com o governador paulista, que presidiu a UNE como militante da AP (Ação Popular), discursou no célebre comício de 13 de março de 1964, pressionando pelas reformas de base de João Goulart, e também conheceu o exílio.

A lista incluiria o vice de Serra no Palácio dos Bandeirantes, Alberto Goldman, ex-PCB, o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) e o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE). E seria longa – numa mistura de mimetismo esperto e confissão de que a direita no Brasil oculta sua verdadeira cara.

Porém o hoje distante passado de Serra (como o de FHC e dos outros citados) não o impede de ''ter lado'', como diria o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No caso, o lado da carcomida oligarquia que, no Brasil, sempre considerou a questão social como um caso de polícia.

Serra aparentemente nem se apercebe da aberração que foi o envio da tropa de choque da PM na terça-feira (9) para espancar funcionários, estudantes e professores em greve dentro do campus da USP, por ordem de um ex-presidente da UNE. Seu passado de líder estudantil em nada estorva seu presente de governador truculento e presidenciável do conservadorismo.

Balas de borracha, bombas de efeito moral e gás de pimenta são o seu discurso diante da greve. Até parece que se inspirou no presidente do Peru, Alan Garcia (outro viracasaca!...), que dias antes enviou sua polícia atirar de helicópteros contra uma manifestação de indígenas amazônicos, no massacre de Bagua.

Em contraste com Serra, o governo Lula inaugurou no Brasil uma atitude sem precedentes diante dos movimentos de massas, radicalizando um comportamento que apenas se esboçou nas gestões de Juscelino (1956-1960) e Jango (1960-1964). Sua marca, reconhecida até pelos movimentos sociais mais críticos, é a acessibilidade, o diálogo e a tolerância no tratamento dos inevitáveis conflitos de interesses.

Esta é uma das perguntas cruciais que o eleitor brasileiro provavelmente será chamado a responder na eleição presidencial de 3 de outubro de 2010. O Brasil vai prosseguir no caminho inaugurado por Lula? Ou retrocederá aos métodos que Serra exibiu?

Charges: Serra, o truculento ditador de São Paulo











terça-feira, 9 de junho de 2009

Humor negro: Serra, do PSDB, é democrático pra burro!


ARTE SOBRE FOTO DE MÁRCIO FERNANDES, DO ESTADÃO

Fascismo do PSDB em ação: Serra manda PM espancar estudantes da USP!

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), mandou (novamente) a sua truculenta Polícia Militar invadir a USP e descer o cacetete nos estudantes, professores e funcionários que faziam uma manifestação pacífica.

Depois, quando a gente diz que Serra é um autoritário e que o seu PSDB (Partido Só De Bacana) são de direita, tem gente que reclama. E pensar que esse sujeito irresponsável e violento, com o apoio irrestrito do PiG, quer ser o próximo presidente do Brasil!

Não se espantem se amanhã, no mesmo PiG, aparecer o Serra dizendo, na maior cara de pau, que a violência da PM foi provocada por "petistas infiltrados" na multidão. E pior é que tem gente que vai acreditar...

















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