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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ato falho: Capacho do Frias expõe partidarismo de coleguinhas "insuspeitos"


O "vomitador de opinião" do jornal Folha do Serra, um tal de Marcelo Coelho, respondeu ao meu texto abaixo (postado por um leitor na seção de comentários em seu blog) com algo que me fez rir:

"[...] Não acho que simpatias pelo PSDB transformem alguém em direitista, haja vista os direitismos extremados que se manifestam por aí. [...]"

Primeiro, agradeço ao sr. Coelho por confirmar o que todo mundo já sabia, mas que eles negam até a morte: são partidários e nem um pouco isentos.

Segundo, pergunto: onde é que encontramos, nos textos e nos blogs desses "insuspeitos" jornalistas declarações claras e honestas dessas simpatias pelo PSDB?

Quem frequenta meu blog, por exemplo, sabe que eu deixo claro sempre que posso que sou de esquerda e simpatizo como o PT.

Já o senhor Coelho e seus coleguinhas "insuspeitos" JAMAIS fizeram isso e APENAS usam seus espaços para criar sofismas e distorcer os fatos para atacar o PT e outros esquerdistas, como Chávez ou Evo Morales, ao mesmo tempo que tentam vender as ideologias defendidas pelos tucanos e demos como se fossem "leis da natureza" - e não meras idelogias.

Sinceramente, vale a pena passar tanto vexame só para agradar o patrãozinho playboy?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Caiu a máscara de mais um: Marcelo Coelho atira no próprio pé para defender patrão

Mais um "vomitador de opinião" da Folha de S.Paulo acaba de atirar no próprio pé com um espingarda calibre 12 ao tentar justificar e defender a conduta grotesca cometida em editorial recente, onde o playboyzinho Frias, dono do jornal, chamou de "ditabranda" a Ditadura que prendeu, torturou e matou centenas de brasileiros.

É o senhor Marcelo Coelho, que até hoje ainda enganava muita gente com sua conversa mole. Mas, os tempos são difíceis. A publicidade anda escassa (por causa da crise que eles mesmos ajudaram a inflar) e os jornalões estão cada vez mais acuados - de um lado por leitores mais críticos e de outro pela blogosfera indepedente, que demole sem dó nem piedade as mentiras e distorções que eles publicam como "verdade única".

Assim, os capos da mídia corporativa devem estar cada vez mais nervosos ao verem seus lucros cairem (será que vai dar para trocar de iate no final do ano?) e, com certeza, exigem fidelidade canina de seus lacaios travestidos de "jornalistas" e "formadores de opinião". Chegou a hora de retribuir os anos de moedas que receberam sem fazer nada de produtivo, exceto escrever asneiras numa folha de jornal, não é mesmo?

Entre as muitas pérolas escritas pelo cidadão em seu blog (que é pago pela Folha, portanto de independente não tem nada), o senhor Coelho escreveu algo que é capaz de fazer gargalhar o mais rabugento dos mortais. Confira:

"Acontece que, se fizermos a conta, João Pereira Coutinho e Luiz Felipe Pondé estão cercados de Clóvis Rossi, Fernando Barros e Silva, Eliane Cantanhede, Ruy Castro, Carlos Heitor Cony, Marcos Nobre, Fernando Gabeira, Janio de Freitas e este que vos fala, grupo insuspeito de afinidades com a direita."

Menos, senhor, muitos menos. Ninguém aqui é bobo. Todo mundo está careca de saber que esses "jornalistas" que citou tem relações até mesmo carnais com a fina flor do tucanato paulista - alguns chegam a dividir suas alcovas com marketeiros do PSDB!

Se esses senhores realmente acreditam que o PSDB não é um partido de direita, o problema é deles. Agora, dizer que Cantanhede, Cony, Gabeira, Rossi e outros são "insuspeitos de afinidades com a direita" é ofender nossa inteligência!

Mas, vejam só como são as coisas: esses caras não conseguem enganar mais ninguém. É só ver a enxurrada de comentários negativos que está recebendo em seu texto sobre a "ditabranda" para termos uma idéia do tamanho do estrago que o tiro no pé causou. Clique aqui para ir até o blog do sujeito e divirta-se.

Eu disse: uma das melhores coisas que a chegada do Lula ao governo fez foi obrigar um monte de gente que posava de liberal, democrata e isento a tirar suas máscaras e mostrar suas verdadeiras faces. Hoje, a máscara de mais um se espatifou no chão...

É ver para crer!

Mafiosos da Mídia mostram a cara: Para eles, a Ditadura foi mesmo branda...

Como todo mundo já deve saber, um desses asnos de terno e gravata que se prostituem para o PiG em troca de uns trocados e tapinhas nas costas, chamou na Folha de S. Paulo (panfleto neoliberal do PSDB) de "ditabranda" a Ditadura que destruiu o Brasil por 21 anos e prendeu, torturou e/ou matou centenas de brasileiros - inclusive velhos, mulheres e crianças.

O que dizer de alguém que escreve uma asneira dessas, exceto que se trata de um asno? Humano é que não é. Se bem que chamá-lo de asno é uma ofensa a esse animal irracional, porém pacato e inofensivo.

Tudo bem o sujeito não gostar do regime cubano ou dos presidentes eleitos democraticamente Hugo Chávez e Evo Morales, agora precisa tentar reescrever a história e ofender qualquer pessoa de bom senso inventando um termo grotesco só para agradar o playboy ridículo que lhe paga o salário?

Acho que todo mundo está careca de saber que TODA a imprensa tupiniquim não apenas apoiou, como clamou pelo Golpe Cívico-Militar que derrubou o presidente João Goulart, democraticamente eleito, colocando em seu lugar um bando de milicos babões que, entre outras aberrações, transformaram o Brasil no país mais desigual e corrupto do mundo.

Sim, existiram exceções e muitos jornalistas que trabalhavam para essa imprensa golpista e anti-democrática certamente eram contra o apoio dado à Ditadura pelos donos da mídia. Jornalistas que pagaram caro pela sua rebeldia contra o arbítrio e a covardia, como Vladmir Herzog, morto depois de ser barbaramente torturado pelos cães de guarda do regime apoiado pelos Frias, Mesquitas, Marinhos e outros mafiosos que vendem mentiras que visam atender seus interesses financeiros ou políticos travestidas de "informações".

Hoje, posam de vestais da defesa da democracia e da ética, porém ficaram milionários mamando nas tetas daquele governo de exceção, enquanto centenas de pessoas eram barbaramente torturadas e assassinadas covardemente.

Alguns, mais caras-de-pau, exibem provas de que foram censurados para dizer que nunca foram favoráveis ao regime. Mentira! A Folha, por exemplo, nunca sofreu qualquer tipo de censura. O Estadão, jornal cujos ex-donos lamentam o fim da escravidão até hoje, chegou a ser censurado, mas não por defender a volta da democracia e sim por ter apoiado a ala dos milicos que foi derrotada no golpe-dentro-do-golpe que aconteceu em 1968.

A rede Globo então, nem se fala. Funcionava como porta-voz oficioso da Ditadura e assim permanece até hoje - não ficaria chocado se soubesse que Ali Kamel, o torquemada da central de "jornalismo" da Globo, tem uma foto do general Garrastazu Médici, o carrasco, pendurada em cima da sua cama.

O meu amigo blogueiro Eduardo Guimarães, do Cidadania.com, está organizando mais um protesto em frente ao feudo dos Frias. Eu estarei lá. Confira abaixo a programação e compareça! Precisamos mostrar a esses canalhas desumanos que eles não detém mais o monopólio da palavra e da opinião.

PROTESTO CONTRA A "DITABRANDA" DA FOLHA
DIA: Sábado, 7 de março,
HORÁRIO: às 10 horas da manhã.
LOCAL: Folha de São Paulo, Rua Barão de Limeira, no centro de São Paulo.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Qualquer semelhança... não é mera coincidência!

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado".

- Karl Marx, in Das Kapital, 1867.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Homenagem: Jerry Golsmith completaria 80 anos em fevereiro

No último dia 10 de fevereiro teria sido comemorado o 80º aniversário do compositor Jerry Goldsmith. Infelizmente, ele perdeu a luta contra o câncer e faleceu em 21 de julho de 2004.

Goldsmith é meu compositor favorito. Não devo passar mais de três dias sem ouvir alguma coisa que ele criou. Tenho hoje mais de 150 CDs com suas trilhas sonoras (parei de contar faz tempo). E olha que ele criou música para muitos filmes realmente horríveis!

Sua trilha mais famosa é a do filme "A Profecia", que lhe rendeu seu único Oscar, e é confundida por muita gente com Carmina Burana, que não tem nada a ver exceto o uso de coral de vozes.

Não sei dizer qual trilha dele gosto mais, mas arriscaria dizer que é a de "Alien - O Oitavo Passageiro" ou a de "Jornada nas Estrelas - O Filme".

É muito estranho ser abalado de forma tão forte pela morte de alguém que você nunca conheceu de perto. Falei dessa dor em um texto que escrevi no dia que recebi a notícia de sua morte. Ele foi originalmente publicado no hoje falido site E-pipoca, na época em que eu o editava em caráter de caridade. Clique aqui para ler.

Confira abaixo a filmografia do mestre (não sei dizer se contém realmente todos os filmes para os quais compôs a trilha sonora):

Timeline (2003) (rejeitado)
Looney Tunes: Back in Action (2003)
Star Trek: Nemesis (2002)
The Sum of All Fears (2002)
Along Came A Spider (2001)
The Last Castle (2001)
Hollow Man (2000)
The Haunting (1999)
The Mummy (1999)
The Thirteenth Warrior (1999)
Deep Rising (1998)
Mulan (1998)
Small Soldiers (1998)
Star Trek: Insurrection (1998)
U.S. Marshals (1998)
Air Force One (1997)
The Edge (1997)
Fierce Creatures (1997)
L.A. Confidential (1997)
Chain Reaction (1996)
City Hall (1996)
Executive Decision (1996)
A Family Thing (1996)
The Ghost and the Darkness (1996)
Star Trek: First Contact (1996)
Congo (1995)
First Knight (1995)
Powder (1995)
Star Trek: Voyager (1995)
Angie (1994)
Bad Girls (1994)
I.Q. (1994)
The River Wild (1994)
The Shadow (1994)
Dennis the Menace (1993)
Malice (1993)
Matinee (1993)
Rudy (1993)
Six Degrees of Separation (1993)
The Vanishing (1993)
Basic Instinct (1992)
Forever Young (1992)
Love Field (1992)
Medicine Man (1992)
Mom and Dad Save the World (1992)
Mr. Baseball (1992)
Not Without My Daughter (1991)
Omen IV: The Awakening (1991)
Sleeping with the Enemy (1991)
Gremlins 2: The New Batch (1990)
The Russia House (1990)
Total Recall (1990)
The 'burbs (1989)
Criminal Law (1989)
Leviathan (1989)
Star Trek V: The Final Frontier (1989)
Warlock (1989)
Rambo III (1988)
Rent-a-Cop (1988)
Extreme Prejudice (1987)
Innerspace (1987)
Lionheart (1987)
Hoosiers (1986)
Link (1986)
Poltergeist II: The Other Side (1986)
Baby... Secret of the Lost Legend (1985)
Explorers (1985)
King Solomon's Mines (1985)
Legend (1985)
Rambo: First Blood Part II (1985)
Gremlins (1984)
The Lonely Guy (1984)
Runaway (1984)
Supergirl (1984)
Dusty (1983)
Psycho II (1983)
The Return of the Man from U.N.C.L.E. (1983)
Twilight Zone: The Movie (1983)
Under Fire (1983)
The Challenge (1982)
First Blood (1982)
Inchon (1982)
Poltergeist (1982)
The Secret of NIMH (1982)
The Final Conflict (1981)
Night Crossing (1981)
Outland (1981)
Raggedy Man (1981)
The Salamander (1981)
Caboblanco (1980)
Alien (1979)
The Great Train Robbery (1979)
Players (1979)
Star Trek: The Motion Picture (1979)
The Boys from Brazil (1978)
Capricorn One (1978)
Coma (1978)
Damien: Omen II (1978)
Magic (1978)
The Swarm (1978)
Contract on Cherry Street (1977)
Damnation Alley (1977)
High Velocity (1977)
Islands in the Stream (1977)
MacArthur (1977)
Twilight's Last Gleaming (1977)
The Cassandra Crossing (1976)
The Last Hard Men (1976)
Logan's Run (1976)
The Omen (1976)
Babe (1975)
Breakheart Pass (1975)
Breakout (1975)
A Girl Named Sooner (1975)
Medical Story (1975)
The Reincarnation of Peter Proud (1975)
Take a Hard Ride (1975)
The Terrorists (1975)
The Wind and the Lion (1975)
Chinatown (1974)
S*P*Y*S (1974)
A Tree Grows in Brooklyn (1974)
Winter Kill (1974)
Ace Eli and Rodger of the Skies (1973)
The Don Is Dead (1973)
Hawkins on Murder (1973)
Indict and Convict (1973)
One Little Indian (1973)
Papillon (1973)
Police Story (1973)
The Red Pony (1973)
Shamus (1973)
The Culpepper Cattle Company (1972)
Lights Out (1972)
The Man (1972)
The Other (1972)
Pursuit (1972)
The Brotherhood of the Bell (1971)
Crawlspace (1971)
Crosscurrent (1971)
Do Not Fold
Spindle
or Mutilate (1971)
Escape from the Planet of the Apes (1971)
The Going Up of David Lev (1971)
The Homecoming - A Christmas Story (1971)
The Last Run (1971)
The Mephisto Waltz (1971)
Wild Rovers (1971)
The Ballad of Cable Hogue (1970)
Patton (1970)
Rio Lobo (1970)
A Step Out of Line (1970)
Tora! Tora! Tora! (1970)
The Traveling Executioner (1970)
100 Rifles (1969)
The Chairman (1969)
The Illustrated Man (1969)
Justine (1969)
Bandolero! (1968)
The Detective (1968)
Planet of the Apes (1968)
Sebastian (1968)
The Flim Flam Man (1967)
Hour of the Gun (1967)
In Like Flint (1967)
The Karate Killers (1967)
Warning Shot (1967)
The Blue Max (1966)
One of Our Spies Is Missing (1966)
The Sand Pebbles (1966)
Seconds (1966)
Stagecoach (1966)
To Trap a Spy (1966)
The Trouble With Angels (1966)
The Agony and the Ecstasy (1965)
In Harm's Way (1965)
Morituri (1965)
Our Man Flint (1965)
A Patch of Blue (1965)
The Satan Bug (1965)
Von Ryan's Express (1965)
Fate Is the Hunter (1964)
Rio Conchos (1964)
Seven Days in May (1964)
Shock Treatment (1964)
The Spy With My Face (1964)
A Gathering of Eagles (1963)
Lilies of the Field (1963)
The List of Adrian Messenger (1963)
The Prize (1963)
The Stripper (1963)
Take Her
She's Mine (1963)
Freud (1962)
Lonely Are the Brave (1962)
The Spiral Road (1962)
The Crimebusters (1961)
The General with the Cockeyed ID (1961)
The Expendables (1960)
Studs Lonigan (1960)
City of Fear (1959)
Face of a Fugitive (1959)
Black Patch (1957)
Don't Bother to Knock (1952).

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Baixaria e machismo Blogueiro da Folha ataca candidata do PT



O desespero das "penas de aluguel" da direita está cada dia mais visível. Incapazes de influenciar a maioria da população com suas mentiras e distorções como faziam no passado, "jornalistas" e "vomitadores de opinião" apelam cada vez mais para a baixaria e para o destempero.

Mesmo que o governo Lula tivesse sido um desastre em todos os sentidos - o que não é, felizmente - ele teria que ser comemorada por um simples fato histórico: a eleição do ex-metalúrgico nordestino à Presidência da República obrigou todos esses canalhas desumanos e sem escrúpulos a tirarem suas máscaras de "isentos", "sérios" e "imparciais" e expôs para quem quiser ver suas verdadeiras faces e a serviço de quem empregam sua força de trabalho.

Pior é que continuam posando de jornalistas apartidários, respeitáveis, guardiães da moralidade e da ética, mesmo que suas mentiras e canalhice já estejam estampadas em suas testas em letras garrafais!

No fundo, pessoas como esse tal de Josias de Souza (cabo eleitoral do autoritário José Serra travestido de "jornalista"), não passam de covardes inseguros que, incapazes de assumirem e defenderem em público suas verdadeiras crenças e ideologias, passam apenas a atacar e ofender aqueles que fazem o que ele borram as calças só de pensar em fazer. Se forem mulheres então, aí seus ódios e frustrações se manifestam de maneira ainda mais violenta.

O mais triste é que nem são tão bem pagos assim para servir de capachos das elites econômicas. Fazem esse tipo de nojeira por míseros trocados e em troca de serem convidados para jantares e festinhas da high society, nas quais são tratados com o desprezo que merecem.

É isso que virou o "jornalismo" da imprensa grande no Brasil. Grotesco é pouco.

Se quiser protestar, fique à vontade: ombudsman@uol.com.br; josias@uol.com.br

Blogueiro da Folha emprega baixaria e
machismo para atacar candidata do PT

Foi a forma que o blogueiro Josias de Souza, da Folha(*) Online, encontrou para comentar o jantar que a ex-prefeita de São Paulo e ex-Ministra do Turismo, Marta Suplicy, ofereceu à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), no domingo (15/02).

- por Alberto Oliveira, no site Coversa Afiada.

Imagine uma notícia sobre evento que reúna duas figuras importantes do partido do governo: ambas presidenciáveis e que exercem ou exerceram cargos de ministro de Estado.

Imagine também que as duas personalidades citadas são do sexo feminino; aparecem na foto, que supostamente ilustra esse texto hipotético, à frente de outras três mulheres – aliás, só há mulheres na suposta foto.

E, por fim, suponha que o título a encabeçar o texto em questão seja uma composição na qual se sobressaem as palavras VADIA e VAGABUNDA.

Por mais que a descrição acima pareça um quadro fictício, ela aconteceu de fato.

Foi a forma que o blogueiro Josias de Souza, da Folha (*) Online, encontrou para comentar o jantar que a ex-prefeita de São Paulo e ex-Ministra do Turismo, Marta Suplicy, ofereceu à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), no domingo (15/02).

A fotografia que ilustra o blog traz, em primeiro plano, Marta e Dilma, sob o título “Notas vadias de um domingo de notícias vagabundas”.

Em tempo: esse texto é de autoria de Alberto Oliveira, um dos editores do Conversa Afiada. O Conversa Afiada agradece ao amigo navegante que chamou a nossa atenção para essa manifestação típica do PiG (**) de São Paulo.

(*)Já estava na hora de a Folha tirar os cães de guarda do armário e confessar que foi “Cão de Guarda” do regime militar. Instigado pelo Azenha – clique aqui para ir ao Viomundo – acabei de ler o excelente livro “Cães de Guarda – jornalistas e censores do AI-5 à Constituição de 1989”, de Beatriz Kushnir, Boitempo Editorial, que trata das relações especiais da Folha (e a Folha da Tarde) com a repressão dos anos militares. Octavio Frias Filho, publisher da Folha (da Tarde), não quis dar entrevista a Kushnir

(**)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Direita leva outra na cabeça: Chávez vence referendo com mais de 54% dos votos

A direita venezuelana, golpista, racista e elitista (igual a todas as outras direitas, por sinal), levou outro duro golpe na cabeça dado pela maioria da população do país.

Do blog do Esquerdopata:

Chávez vence referendo com mais de 54% dos votos

Apesar do terrorismo da direita que promoveu um desabastecimento no país e da já tradicional campanha de ódio e golpismo da mídia corporativa, os venezuelanos disseram SIM à reforma eleitoral proposta pelo presidente.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Decifrando o código: Por que Matrix é de esquerda?

"Não é possível explicar a ninguém o que é a Matrix. Você tem que ver com seus próprios olhos..."

- por André Lux, crítico-spam

É incrível o número de pessoas que dizem "adorar" a trilogia Matrix, mas que coçam a cabeça e fazem cara de interrogação quando confrontados com as várias alegorias e subtextos dos filmes.

Aí, quando você pergunta por que, afinal, gostam de Matrix, respondem algo como: "Pô, puta filmão! Tem um monte de tiro, porrada e efeitos especiais animais!".

Sim, tem mesmo, mas além disso, a trilogia Matrix consegue passar nas entrelinhas sérios questionamentos sobre a realidade que nos cerca, inclusive política, sem precisar ser panfletário ou maniqueísta. 

Ou seja, diverte e faz pensar - aqueles que conseguem, é claro.

Para mim, os irmãos Wachawsky fizeram um filme de esquerda porque questionam os princípios básicos dos mecanismos de dominação atuais usados pelas elites econômicas para escravizar o resto da população.

O que é a Matrix, em última instância, senão uma óbvia alegoria para o circo midiático usado para deixar a maioria das pessoas vivendo em uma realidade virtual, ilusória, quase que em estado dormente enquanto são oprimidos e escravizados pela busca do lucro ilimitado? 

Os romanos chamavam isso de "pão e circo" - hoje é só circo mesmo, porque o pão só pagando.

Se não acredita em mim, repare na cor da pílula que Neo deve tomar para sair da Matrix e na cor da que deve tomar se quiser continuar vivendo na ilusão... Preciso dizer mais?



O bacana da trilogia Matrix é que ela começa nos convencendo que Neo é o "novo Jesus Cristo", alguém dotado de poderes especiais, praticamente sobrenaturais, que tem a missão de salvar os seres humanos do julgo das máquinas.

Tratado como terrorista pelas "autoridades" daquele mundo virtual, Neo tem que lutar também contra seus próprios semelhantes, contra aqueles a quem deseja salvar, mas que podem ser usados pelos agentes a qualquer hora. 

Mais uma alegoria óbvia: os agentes Smith só conseguem "entrar" dentro de quem é alienado da realidade em que vive. 

Lembram do traidor Cypher (o Judas da trilogia) dizendo "a ignorância é uma benção"? Pois para muitos é mesmo.



Assim, Neo e seus amigos realmente acreditam, como Che Guevara e tantos outros revolucionários, que é por meio da luta armada que conseguirão vencer as máquinas e libertar seu povo oprimido. 

E fazem isso com grande elegância em cenas de primor técnico, ao som da trilha sonora vibrante de Don Davis.

Agora, veja abaixo como fica a cabecinha daquelas pessoas que torcem e vibram com Neo, mas chamam gente como Che e Fidel Castro de terroristas, ao descobrirem que foram enganados pela Matrix e que serão obrigados a reverem seus conceitos pré-históricos...



Mas, surpresa! No final da trilogia, descobrimos junto com os protagonistas que as máquinas, em sua infinita capacidade lógica de manipulação da primitiva e emocional mente humana, haviam incorporado o conceito de "salvador" dentro da Matrix simplesmente para sanar uma falha sistêmica.

Ou seja, Neo não era nem o novo Jesus Cristo, nem o novo Che Guevara, mas sim apenas mais um peão no jogo de controle feito pelas máquinas para continuar escravizando a raça humana. 

Aqui mais uma alegoria clara: religião é algo que existe apenas para controlar as mentes e as ações das pessoas, fazendo-as acreditar que suas felicidades se encontram fora delas, nas mãos de um deus ou salvador ao qual devem orar e, preferivelmente, temer.



Neo tinha de ser convencido pela Oráculo, um programa criado para simular as emoções humanas e trazer equilíbrio à Matrix, que era realmente o salvador, só para descobrir no final de sua jornada que era apenas o carregador do código que iria dar um "reload" na Matrix e iniciar sua nova versão. 

Até que o sistema ficaria instável e um novo Neo apareceria para fazer tudo de outra vez.

Mas, as máquinas não previram que Oráculo iria adqurir sensibilidades humanas e agiria para desestabilizar a equação criada pelo Arquiteto, a fim de promover a paz entre homens e máquinas. 

Assim, na versão Neo 7.0, Oráculo incluiu dois itens a mais na jornada do "salvador": o amor por Trinity e um vírus no agente Smith que o levaria a contaminar toda a Matrix.



O primeiro item leva Neo a optar por salvar sua amada ao invés de dar "reboot" na Matrix e salvar a humanidade, enquanto o segundo leva a Matrix à beira da destruição. 

Portanto, Oráculo causa uma revolução ao forçar as máquinas a fazerem as pazes com os humanos, pois somente o Neo do mundo real poderia voltar à Matrix para destruir o virus Smith.

Enfim Neo torna-se realmente o "salvador" e sacrifica-se, não para alcançar a glória ou dar uma lição de moral, mas sim para salvar a humanidade da opressão e da ilusão... Simplesmente genial!



Claro que não vou agradar a todos com essa minha interpretação da trilogia Matrix, mas tudo bem. 

Como disse o próprio Morpheus, "Não é possível explicar a ninguém o que é a Matrix. Você tem que ver com seus próprios olhos..."



Mas o vídeo abaixo, que chamo de "Matrix para Lesados", talvez dê uma força!

Rir é o melhor remédio: Dá-lhe criatividade!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Danem-se trabalhadores e empresários: Tucanos querem ver o Brasil quebrar!

Ontem eu vi uma notícia que me deixou perplexo:

FHC pede a PSDB que boicote no Congresso medidas anticrise de Lula
Deputados saíram da casa de FHC com a recomendação de exercerem mais fortemente a oposição no Congresso em relação a medidas do governo Lula, incluindo aquelas voltadas para impedir o avanço da crise internacional", afirma a jornalista Carmen Munari, em reportagem da Reuters. (link para o texto completo).


Sinceramente, que tipo de pessoa é essa que exige que seus lacaios prejudiquem as ações do governo que têm como objetivo amortecer os efeitos da crise mundial no Brasil?

Porque, vejam, uma coisa é você fazer oposição política àquilo que não concorda ou que entende como ruim, prejudicial ao país e seus cidadãos. O PT fez isso toda sua vida e muitas vezes até exagerou - e pagou caro por isso. Porém, não é disso que estamos falando. Falamos de uma ação coordenada para impedir o governo de tentar ajudar os empresários e os trabalhadores para que não sofram os efeitos da crise.

Os tucanos, via seu Czar FHC, o pavão misterioso, apostam no "quanto pior, melhor". E só fazem isso porque acham que quantos piores foram os efeitos da crise no país, mais chances têm de voltar ao poder! Pura mesquinhez política de quem tem sede por poder e não sabe viver sem mamar nas tetas do Estado!

Depois, quando a gente xinga esses tucanos de canalhas insensíveis e desumanos tem gente que esperneia, se ofende. Ora, tenham paciência!

Olha, eu nunca votei num tucano em minha vida e vi meus candidatos petistas várias vezes sendo derrotados por essa gente do PSDB ou seus aliados direitistas. Tudo bem, faz parte do jogo democrático. A gente fica chateado porque sabe que os membros desses partidos de direita fatalmente vão aplicar políticas que beneficiam só sua patota e prejudicam a maioria da população do país. Mas, em todos esses anos que acompanho e debato política, eu nunca vi ninguém torcer para que o governo dos caras desse errado e que o Brasil, por tabela, fosse para o buraco!

Até porque, se o Brasil quebrar, todos nós que vivemos de salário quebramos também! É um questão de sobrevivência pura e simples, não se trata nem de algo ideológico ou filosófico. Eu não gostei de ver o FHC ser eleito duas vezes, porém torci muito para que todas aquelas besteiras e mentiras deslavadas que ele vendia como "soluções mágicas para os problemas do país" dessem certo. Torci mesmo, de verdade!

Porém, a realidade bateu na porta: FHC quebrou o país três vezes, foi obrigado a ir mendigar empréstimos no FMI e usava como desculpa para tanta incompetência (ou safadeza) a "conjuntura internacional ruim". Agora, que a conjuntura internacional é REALMENTE péssima, temos um governo que luta com unhas e dentes para garantir a segurança dos trabalhadores e dos empresários.

E o que fazem os representantes das elites predadoras que devoram o Brasil desde que Cabral invadiu essas terras? O que fazem os mesmos pilantras e salafrários que detonaram o país e jogaram o desemprego nas alturas quando eram governo? O que faz a imprensa e seus jagunços, o braço midiático dessa elite e seus políticos? Eles torcem contra o Brasil e ainda atuam para prejudicar as ações do governo!

Sabem por quê? Simples: porque nunca passaram necessidade em suas vidas. Já nasceram em bercinho de ouro, ficaram ricos usurpando dinheiro público ou vivem gravitando em volta dois dois primeiros. Mas, ao contrário de usar esse acesso a tantos privilégios para crescerem como seres humanos e lutar por igualdade e justiça social, vão para o lado oposto, ficando cada vez mais desumanos e canalhas.

Para essas pessoas sem coração e sem a menor sensibilidade cívica (incluindo aí os jornalistas e analistas econômicos que se vendem por trocados), "pobres são pobres porque querem, porque não se esforçaram na vida, porque são vagabundos".

Que importa para esses mauricinhos e patricinhas que a crise piore e o Brasil sucumba junto? Quem vai perder seus empregos é a rale, o "zé povinho" (como eles nos chamam entre as quatro paredes de seus country clubs), não é mesmo? Afinal, o deles está garantido, certo? Não têm com o que se preocuparem...

É por isso que eu não canso de falar: pense mil vezes antes de dar seu voto a esse tipo de gente sem escrúpulos, sem caráter e sem humanidade.

Porque é só com seu voto que você pode realmente puní-los, pois a única coisa que interessa a esses robôs movidos a dinheiro e ganância é estar no poder - mas não para excercê-lo em nome do bem de todos, mas sim em nome dos interesses próprios e dos coleguinhas que os apóiam e patrocinam...

Simplesmente revoltante!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

14 anos de PSDB em São Paulo: Caos na educação pública

Assistam ao vídeo abaixo e testemunhem o caos na educação de SP após 20 anos de (des)governo do PSDB no Estado... E o pior é que quem elege esses tucanos são aqueles mesmos tiozinhos que vivem falando que "o problema do Brasil é que o pobre não tem educação". Sem comentários!





Retirado do blog do Esquerdopata.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Filme: "Che - Parte 2: A Guerrilha"

ÁRIDO DEMAIS

Com um material tão rico e explosivo em mãos, chega a ser imperdoável o resultado frio e alienante que Soderbergh atingiu.

- por André Lux, crítico-spam

A segunda parte do épico “Che” tem os mesmos defeitos da primeira. É por demais contemplativa, fria, chega a ser árida até. E com um agravante: foca-se totalmente na fracassada luta armada comandada por Guevara na Bolívia, culminando com seu assassinato covarde pelo exército boliviano sob ordens da CIA quando já era prisioneiro. Ou seja, é totalmente anticlimática.

Por mais que se admire a coragem do diretor Steven Soderbergh em aceitar tão controversa empreitada, não dá para entender algumas de suas opções estéticas.

A mais estranha delas foi filmar quase tudo em planos abertos e distantes, o que não dá maiores oportunidades aos atores e impede qualquer aprofundamento dos personagens - ao ponto de todos parecerem meros coadjuvantes, inclusive o próprio Che (mal dá para perceber a presença de Rodrigo Santoro, como Raul Castro, ou mesmo Matt Damon, que faz ponta como um padre). Além disso, o cineasta joga os eventos de forma caótica e confusa, o que vai deixar a maioria dos espectadores alienados e, por fim, entediados.

Parece que Soderbergh ficou tão preocupado em parecer neutro e fugir de qualquer tipo de panfletarismo (tanto de esquerda quanto de direita) que se esqueceu do principal: contar uma história. Embora ambos os filmes tenham uma perfeita reconstituição dos fatos (mostra, inclusive, o respeito que os guerrilheiros tinham pelos camponeses e a participação ativa do governo dos EUA no treinamento e combate à guerrilha), o distanciamento e a secura como tudo é apresentado impede que entremos na trama ou mesmo vivenciemos o drama dos personagens.

“Che” passa ao largo também de qualquer aprofundamento ideológico ou político, exceto por meia dúzia de frases soltas que, tiradas do contexto e sem qualquer peso, viram mera citação, quase clichês. Benício Del Toro, na maioria das cenas, parece um robô, sempre com a mesma expressão sorumbática. Nem mesmo a cena do assassinato brutal do Che passa qualquer emoção - e o que deveria ser a derradeira cena para o ator é absurdamente filmada por meio de uma câmera subjetiva!

Com um material tão rico e explosivo em mãos, chega a ser imperdoável o resultado frio e alienante que Soderbergh atingiu. Às vezes “Che” parece querer ser um épico do Akira Kurosawa, tipo “Ran” ou “Kagemusha”, mas sem aqueles momentos de total arrebatamento em que o mestre subvertia a estética acadêmica até então dominante e sacodia o espectador pelo pescoço.

Walter Salles em “Diários de Motocicleta” abordou a juventude de Guevara e o início de sua tomada de consciência, conseguindo um resultado muito mais humano e tocante sem ser panfletário e tendo um material bem menos forte para trabalhar.

Apesar de tudo, não deixa de ser curioso analisar a fracassada luta de Guevara na Bolívia com a realidade atual da América Latina, que se liberta do julgo imperialista estadunidense e da opressão de suas elites econônicas, depois da eleição de vários políticos de esquerda, como Lula, Evo Morales, Hugo Chaves e afins.

O que vem ao encontro do que Guevara responde a um de seus algozes quando este lhe pergunta o que havia conquistado na Bolívia, já que a população pobre não aderiu à guerrilha: “Não sei. Talvez nosso fracasso ajude a despertar os oprimidos”. Nada mais profético...

Cotação: * 1/2

O maior câncer do Brasil: Protesto contra a Globo ao vivo... na Globo!

Vejam a cara da repórter da Globo, é impagável!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

"Coronéis" de Jundiaí em desespero: Procurador dá mais 2 pareceres contra Haddad!

Com isso, cai por terra esta cantilena toda do prefeito interino que diz estar sofrendo perseguição política, estar sendo injustiçado e outras balelas mais.

- por Cesar Tayar, do blog do Beduíno.

Pois é meus amigos. O cerco está se fechando. À medida em que as 7 cassações vão sendo analisadas, em seu mérito, no TRE o prefeito interino Miguel Haddad (PSDB) fica cada vez mais longe da prefeitura. Já é uma convicção geral que teremos novas eleições em Jundiaí.

Nesta semana que passou o Procurador Regional Eleitoral, Dr. Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, emitiu mais 2 pareceres confirmando as sentenças do Dr. Marco Aurélio Stradiotto, ou seja, pela cassação de Miguel Haddad e pela realização de novas eleições no prazo de 20 a 40 dias. Estes 2 pareceres foram relativos aos processos sobre o uso da Guarda Municipal no Horário Eleitoral Gratuito da campanha tucana e sobre a distribuição de carteirinhas aos Vigilantes Noturnos feita pela Polícia Civil com a presença dos candidatos do PSDB.

Com isso, cai por terra esta cantilena toda do prefeito interino que diz estar sofrendo perseguição política, estar sendo injustiçado e outras balelas mais.

Essa atitude do alcaide interino é conhecida na linguagem forense como "JUS ESPERNIANDI", ou seja, o direito ao desespero. Portanto, vamos tirar nosso título de eleitor da gaveta e deixá-lo na cabeceira da cama pois, em breve, ele será usado novamente, pelo eleitor jundiaiense, com o objetivo de passarmos a limpo para sempre a política de nossa cidade.

Hipocrisia escancarada: A indignação seletiva do PiG

Quando a gente diz que o PiG (Partido da imprensa Golpista) é hipócrita e cínico e dá nó em pingo de água para tentar prejudicar o governo do PT, tem gente que reclama.

Leia então o texto abaixo do Jurandir Paulo, do blog Abundacanalha, e veja mais um exemplo de "indignação seletiva" dos jagunços do PiG.

- André

"E o mundo dos blogs continua dando olé no cartel da mídia tupiniquim. O blog Abobrinhas Psicodélicas acaba de publicar fato que ajuda a entender a parcialidade da campanha italiana pela extradição de Cesare Battisti, e de como o assunto tem que ser entendido pelo seu lado ideológico, onde nossa mídia afunda em deslavada torcida.

No ano passado a justiça italiana deu asilo político ao militar uruguaio Jorge Troccolli, envolvido em mais de uma centena de assassinatos e torturas, participante ativo da “Operação Condor”. A justiça italiana usou como base jurídica um tratado assinado entre os dois países em 1879.A mídia não pode dizer agora que nada sabia. Seus arquivos registraram a prisão, como aqui no Estadão. Apenas agora olham para o outro lado.

E viva a mídia do povo!"

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ainda sobre o caso Battisti: Vale a pena ler o texto de Giuseppe Cocco

Muito bom o texto abaixo sobre o caso Battisti e as reações de Mino Carta, publicado no site da revista Fórum. Vale a pena ler, pois como eu disse, trata-se de um assunto extremamente complexo!

- André

CartaCapital e o país de Pinocchio

- Por Giuseppe Cocco, 52, cientista político, doutor em história social pela Universidade de Paris, é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre outras obras, escreveu, com Antonio Negri, "Glob(AL): Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada".

No Brasil, as vivas polêmicas suscitadas pelo caso Battisti foram e são atravessadas por dois grandes vieses. Obviamente, um deles tem origem na Itália. O outro, só um pouco menos óbvio, é fato da conjuntura política brasileira.

A violenta reação da classe política italiana à decisão brasileira de conceder “refúgio” a Battisti tem dois determinantes.

O primeiro diz respeito à composição fortemente reacionária do atual executivo italiano presidido por Berlusconi. Se o berlusconiano ministro do exterior, Frattini, chamou de volta o embaixador, foram os pós-fascistas a ameaçar com a suspensão do “amistoso” de futebol entre Brasil e Itália; e um deputado da "Lega Nord" a declarar que o Brasil é conhecido por suas “dançarinas” e não por seus juristas.

O segundo determinante diz respeito à composição da classe política italiana considerada em conjunto. Até o Presidente italiano, apesar de seu pouco peso (o regime italiano é parlamentar, e quem 'manda' é o Primeiro Ministro), o pós-comunista Napolitano, protestou veementemente e de maneira deselegante, em carta aberta ao presidente brasileiro.

A cobertura da grande mídia brasileira não traz nenhuma novidade. Quando se trata de Bolívia e Equador, ela prega firmeza e critica a postura conciliatória do governo brasileiro. Quando se trata de Itália, ela repercute (e dá legitimidade a) a pressão italiana, sem nenhuma preocupação com a firmeza “nacional” que a mesma mídia prega nos outros casos. A elite é isso mesmo: “forte com os fracos e fraca com os fortes”!

CONTINUE LENDO O TEXTO NESTE LINK.
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Síndrome do "coitadismo": Mino Carta surta e tira o time de campo!

Quem acompanha meu blog sabe do apreço que tenho pela revista CartaCapital e pelo seu editor-chefe, o venerável jornalista Mino Carta.

Inclusive, já tive três cartas publicadas na revista - todas elogiosas -, sendo que uma delas me deu o prêmio "Carta do Mês" e um ano de assinatura grátis da revista.

Assim, sinto-me à vontade para criticá-lo agora.

O Mino Carta exagerou em suas críticas no caso Battisti. Não apenas ofendeu o Ministro Tarso Genro, como todos aqueles esquerdistas que defenderam o asilo político dado ao sujeito - e olha que ali têm pessoas como Emir Sader, Rui Martins, Dalmo Dallari, entre muitos outros que, assim como o Mino, merecem nosso respeito e admiração, pois não são meros papagaios da direita ou ultra-esquerdistas utópicos.

Mesmo porque esse caso é extremamente complexo e obscuro. Até entre as esquerdas não há unanimidade em relação ao Battisti e à atuação das Brigadas Vermelhas e semelhantes. Tem gente, por exemplo, que diz que eram financiados pela CIA para provocar caos na Itália e, assim, impedir que um governo de centro fosse consolidado. Isso no auge da guerra fria. Ou seja, de comunistas não tinham nada, exceto o nome, fator que se encaixaria no perfil de bandido pregado no tal de Battisti por muitos que condenam suas ações. Outros afirmam que as Brigadas é que estavam certas, pois os políticos daquela época - inclusive os que se diziam socialistas - estavam todos no bolso da Máfia italiana. Assim, o tal governo de centro-esquerda que se desenhava não passava de uma farsa a serviço da Máfia...

Enfim, por mais que os argumentos do Mino Carta tenham coerência e lógica, parece que ele levou a coisa excessivamente para o lado pessoal e deu uma de "dono da verdade", tornando-se intransigente e intolerante com o contraditório. Assim, qualquer um que não concordasse com ele virava motivo de chacota e contribuia, segundo ele, para o "febeapa". Ele chegou a citar reportagem da revista "Veja" para tentar mostrar que estava certo! Sinceramente, quando nossa opinião coincide com a dos mafiosos da editora Abril, é sinal de que algo está errado, de que é hora de rever conceitos...

Direito dele agir assim, é claro. Porém, se optou por essa linha de ação, devia então estar preparado para receber críticas à altura de seu comportamento radical e arrogante. Mas, não, ao perceber que o repúdio às suas opiniões estava se tornando cada vez maior, Mino preferiu se fazer de vítima e tirar o time de campo, dando uma de indignado com o que ele chama de "esquerda festiva". Pior, ainda saiu jogando merda no ventilador a respeito de Lula e seu governo, com argumentos sem sentido e que beiram a histeria.

Muito estranha a posição dele. Parece que o Mino não se deu conta que, na internet, é "bateu, levou". São tempos novos e a crítica imediata, instantânea, faz parte do jogo. Já se foram os tempos em que jornalistas, críticos de arte, analistas econômicos e afins ficavam lá em cima do "Monte Olimpo" vomitando suas opiniões e verdades sobre a cabeça dos pobres mortais, que no máximo reagiriam enviando uma carta de protesto ao órgão que os publicou.

Se fosse assim, todos nós blogueiros já teríamos surtado e fugido da raia. Eu não vivo sendo atacado pelas costas por papagaios e capitães-do-mato modernos da direita em seus sites, blogs e aqui nos comentários do meu próprio blog? Já fui vilipendiado até por profissionais da opinião que, revoltados por terem sido pegos de calças curtas escrevendo asneiras em seus textos, partiram para o ataque chulo. Fazer o quê? Vou chorar, me fazer de coitado? Que nada! Ainda bem que eles reagiram assim, pois é um incentivo a mais para mim. Já pensou se me elogiassem?

É claro que ninguém gosta de ser atacado e ofendido, ainda mais pelas costas. Numa hora dessas, é até compreensível que a pessoa acabe se exaltando e faça uma besteira. Ainda mais para quem é novo na internet e não está acostumado com a velocidade das reações.

Por isso, espero que o Mino Carta reveja sua decisão e, mais calmo, perceba que errou e volte à cena. Ele é um excelente jornalista e uma pessoa bastante coerente e ética. Com sua "aposentadoria" forçada (e extremamente tola, na minha opinião) perdem o jornalismo e o Brasil.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Para nosso orgulho: Aprovação de Lula bate recorde e chega a 84%!

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governo federal registraram em janeiro deste ano a melhor avaliação positiva na história da pesquisa CNT/Sensus, que começou a ser divulgada em 1998.

Segundo o levantamento, o governo do petista recebeu avaliação positiva por 72,5% dos entrevistados, contra 5% que avaliam negativamente o governo. Entre os entrevistados, 21,7% avaliaram o governo Lula como regular.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve 84% de aprovação entre o eleitorado. Somente 12,2% dos entrevistados desaprovaram o presidente, enquanto 3,9% não responderam. Em dezembro de 2008, a aprovação do desempenho pessoal do presidente estava em 80,3% e a desaprovação, em 15,2%. Nas últimas 13 rodadas da pesquisa, Lula vem apresentando melhora no índice de aprovação.

Em setembro de 2005, durante a crise do mensalão, Lula era aprovado por apenas 50% dos entrevistados. O governo tinha obtido melhor índice na série histórica da pesquisa, iniciada em 1998, em janeiro de 2003, quando Lula assumiu a presidência com 83,6% de avaliação positiva.

A avaliação positiva do governo Lula está em 72,5%, segundo a pesquisa. Em dezembro de 2008, este mesmo índice estava em 71,1%. Esta também é a melhor avaliação de um governo em toda a série histórica.

De acordo com o presidente da CNT, Clésio Andrade, o presidente Lula apresenta índices altos de aprovação em função de uma forte esperança do eleitorado, centrada no discurso do presidente Lula e nas medidas que o governo está tomando. “Tudo o que ele [Lula] fala, o povo acredita. Se ele fala que a crise vai passar, o povo acredita, isto justifica a sua popularidade”, destacou o presidente da CNT.

A 95ª. Pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 26 e 30 de janeiro, em 136 municípios das cinco regiões brasileiras. Dois mil eleitores foram questionados. A margem de erro é de 3%.

Texto retirado do site Vermelho.

E, nas palavras do Eduardo Guimarães, outra boa notícia:

"Conforme o previsto, a aprovação de Lula disparou neste mês, de 80% para 84% , no auge do alarmismo, e Serra, na pesquisa espontânea sobre intenção de voto para presidente em 2010, caiu de 10,3% para 8,7%, enquanto que Dilma subiu de 1,7% para 2,5%, o que não me causou surpresa nenhuma, porque só um cego não vê que o Brasil está sendo bem administrado em meio a crise e que a mídia e a oposição torcem contra e tentam alarmar a população."

Administração do PSDB em Jundiaí: Quando o público serve aos interesses do privado

Reproduzo o texto abaixo do blog do Beduino, do Cesar Tayar, presidente do PPS de Jundiaí (que aqui está aliado à esquerda). Ele com certeza sabe do que está falando...

Leiam e vejam o tipo de administração que domina Jundiaí há 20 anos!

Pior que esse problema com a saúde pública só afeta as pessoas mais pobres, já que a elite e a classe média têm plano privado - pelo qual pagam verdadeiras fortunas quando é obrigação do Estado proporcionar atendimento médico-hospitalar a todos - e nunca botaram um pezinho sequer num hospital público.

Ou seja, em governo do PSDB o pobre que se foda, não é mesmo?

SAÚDE PÚBLICA E INTERESSES PRIVADOS!

- por Cesar Tayar, do blog do Beduíno

Não vou falar aqui do tal Hospital Regional, que Miguel Haddad prometeu em campanha e agora diz na imprensa que "provávelmente" ele virá daqui a 2 anos; também não vou falar aqui do tal AME, cujas verbas foram liberadas na Imprensa Oficial do Município há 1 ano e que Miguel Haddad diz que "provávelmente" sairá daqui a 1,5 ano. Essa historinha que vou contar aqui é muito interessante.

A Casa de Saúde agonizou durante anos sem a prefeitura mexer uma vírgula para salvá-la. Veio a UNIMED e comprou o hospital. No dia do anúncio da compra, a prefeitura comunica a desapropriação do hospital dizendo que ali seria o hospital regional a ser gerido pelo governo do estado. Então, os médicos da UNIMED perguntaram: Por que a prefeitura não desapropriou o Hospital e Maternidade Jundiaí, que estava fechado e abandonado, ao invés da Casa de Saúde ?

Começam aí momentos de pura emoção. O Hospital da avenida Jundiaí havia sido comprado pela SOBAM onde um dos donos, Dr. Arnaldo Martins dos Reis, é membro do diretório do PSDB. Ficava claro que se a UNIMED comprasse a Casa de Saúde ela, com um hospital nas mãos, seria uma enorme concorrente da SOBAM. Assim ficou evidente o grande prejuízo que a administração municipal tinha causado à UNIMED no intuito de favorecer a SOBAM, cujo dono era membro do PSDB.

Veio a campanha eleitoral e sabem o que aconteceu ? A direção da UNIMED apoiou o candidato Miguel Haddad, do mesmo partido que tinha causado todo aquele prejuízo à cooperativa médica. Muito bem. Há algum tempo a UNIMED decidiu que iria comprar um terreno para construir seu hospital, já que a Casa de Saúde era coisa do passado. Dois terrenos foram apontados para a compra: O primeiro, de 16.000 m2, atrás do Maxi-Shopping, um lugar nobre para um hospital particular; o segundo era atrás da UNIP, de 10.000m2, em um lugar ruim, no meio do mato e à beira da anhanguera, onde só havia uma estradinha minúscula, de terra, como acesso.

Pois bem. A direção da UNIMED decidiu comprar este terreno à beira da anhanguera, que é de propriedade da família Benassi. Questionados sobre o acesso, um dos proprietários disse: " Podem comprar tranquilos pois é certeza que logo logo a prefeitura vai trazer o asfalto até aqui ". É claro que um hospital e o asfalto da prefeitura vão valorizar muito os terrenos ao redor, onde serão realizados vários empreendimentos das empresas Benassi.

Aí está, meus queridos blogueiros. Os negócios continuam. Enquanto isso, no final da semana passada, a Unidade Básica de Saúde do bairro Almerinda Chaves fechou porque não tinha médico, deixando toda a população da região desassistida.

Esta é a gestão técnica prometida pelo prefeito interino Miguel Haddad.

Fórum Social Mundial 2009: Uma foto histórica!



Leia texto sobre o Fórum neste link:
Governos foram a coisa mais parecida com "outro mundo possível" em Belém.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Resposta a um leitor: As sete cassações de Haddad e o caos em Jundiaí

Recebi o seguinte comentário do leitor Lucas, sobre as sete cassações do candidato do PSDB a prefeito Miguel Haddad, em Jundiaí:

"Sem ser muito tendencioso na minha colocação, acredito que hoje, dias após a decisão do Stradiotto, nada aconteceu, Miguel Haddad está de volta à prefeitura e o TRE derrubou varios dos processos. Jundiaí é uma cidade que há 20 anos possui o melhor desenvolvimento humano entre as cidades grandes e médias de São Paulo, gerou mais empregos com carteira assinada que em Campinas, dentre tantas outras atribuições positivas, que nao foram fruto de um só Prefeito, mas de todo um processo.

Enfim.. amo minha cidade, e quero o melhor para os meus filhos no futuro, assim como todo jundiaiensse.

(André, acredito no direio de expressao das opiniões divergentes, por isso peço que aceite a minha colocação)"


Minhas resposta:

Prezado Lucas, sua opinião é válida e bem vinda, porém os fatos não conferem com suas afirmações.

Primeiro: Ao contrário do que divulga a grotesca imprensa da Jundiaí (que é tucana até os ossos e faz a Veja parecer uma revista "isenta"), o TRE não derrubou nenhum dos sete processos de cassação contra Haddad e seu vice. O que houve foi somente a concessão de liminares que dão direito ao candidato cassado a continuar prefeito, até que todos os processos sejam julgados. As sentenças do juiz Stradiotto continuam todas valendo e Haddad continua cassado, mas infelizmente, segue "governando" graças às benditas liminares. Imagino se um cidadão comum, como eu e você, conseguiria liminares assim quase instantâneas... Enfim, como qualquer cidadão de "primeira classe" costuma dizer: "Para os amigos, tudo. Para os inimigos, a Lei".

Segundo: Jundiaí tem sim vários pontos positivos, mas a imensa maioria deles beneficia apenas as classes médias (altas) e as elites econômicas da cidade. As classes menos favorecidas têm sido sistematicamente "expulsas" da cidade durante as sucessivas administrações do PSDB, cuja maior preocupação na cidade diz respeito à especulação imobiliária - não é a toa que os caciques do tucanato são grandes donos de terras, construtores e/ou incorporadores.

Assim, enquanto testemunhamos em Jundiaí o lançamento de diversos novos mega-empreendimentos de alto padrão no estilo "condomínio fechado", que só serão usufruidos por quem tem alta grana, temos um sistema de transporte público de péssima qualidade, sucateado, que cobra o preço mais alto do Estado. Mas esse é um problema que só afeta os pobres que precisam usar ônibus e, por esse e outros motivos (como aumento do IPTU), são obrigados a fugirem para cidades-dormitório como Várzea Paulista, Campo Limpo, Francisco Morato e afins, enquanto continuam trabalhando em Jundiaí. Ou seja, para os tucanos e sua patota, pobre bom é aquele que trabalha aqui em Jundiaí, mas mora longe e não "enfeia" a cidade.

Além disso, com a falência do transporte público e o super inchaço da cidade graças aos inúmeros mega-empreeendimentos, Jundiaí já tem um trânsito caótico que não comporta o grande número de novos moradores (ricos) que têm se mudado para seus condomínios-fechados, mas que precisam vir com seus carrões de luxo toda hora até a cidade para os afazeres e obrigações do dia-a-dia. Isso gera, além do caos no trânsito, danos irreparáveis ao meio ambiente e aumento da violência. Qual a solução para isso segundo a turma do PSDB? Construir mais ruas, canalizar rios, cortar árvores, duplicar avenidas... Imagine só como ficará a cidade daqui a alguns anos! Será uma miniatura de São Paulo, não?

Não vou nem entrar na questão da Saúde por aqui, pois seria chover no molhado... Chamar de absurda a situação é pouco.

Enfim, é uma questão de sensibilidade social. Conheço pessoas que acham certo esse tipo de política elitista e higienista, pois consideram os pobres como membros de uma casta inferior que têm mesmo que ficar bem longe dos bem nascidos que, por direito divino, podem aproveitar de tudo que há de bom no mundo. Outro dia conversava com um sujeito sobre os problemas absurdos causados pela nova rodoviária aos usuários do transporte e aos moradores da região. A justificativa dele? "Ah, o povo é que tem que se adaptar às mudanças!". Pois é, nem preciso dizer que essa pessoa nunca colocou os pezinhos dentro de um ônibos urbano da cidade, né?

Engraçado é que são essas as mesmas pessoas que chiam um monte quando, por exemplo, têm que pagar duas ou três conduções para suas faxineiras, sem as quais não conseguiriam manter a própria casa minimamente limpa, quando seus funcionários chegam atrasados ao trabalho ou quando perdem duas horas presos num engarrafamento...

Aposto que você conhece um monte de gente assim, não? Mas, tudo bem. Eles já tem uma resposta pronta para justificar tudo isso: "É culpa da oposição rancorosa!". Sei...

DVD: "Machuca"

TRÁGICO E DOLOROSO

Assista este filme para entender porque, afinal, ninguém tem coragem de se assumir como sendo de “direita” na América Latina...

- por André Lux, crítico-spam

Você já se perguntou por que ninguém tem coragem de admitir que seja de “direita” na América do Sul? Assista “Machuca” e vai saber a resposta.

Este filme chileno do diretor Andrés Wood se passa durante os últimos meses do governo socialista de Salvador Allende, quando o padre que dirige uma escola para crianças da classe média alta implanta uma política do governo que reserva vagas para alunos oriundos das classes pobres.

Um desses meninos é justamente o Machuca do título, que acaba ficando amigo de Gonzalo, um filho das “elites” e provável alter-ego do próprio cineasta (o filme termina com uma frase em homenagem a um padre real, que obviamente deve ter semelhanças com o personagem de "Machuca").

A amizade dos dois representa o abismo que existe entre as classes sociais, o qual fica escancarado quando um vai visitar a casa do outro. Gonzalo, que mora numa bela residência, tem um pai boa praça, porém ausente e alienado, enquanto sua mãe é a personificação da “dondoca” suburbana fútil e louca por dinheiro (ao ponto de ser amante de um político rico do qual recebe vários “presentes” chiques). A irmã do menino namora uma boçal violento e agressivo que faz parte do “Comando de Caça a Comunistas” chileno.

Já Machuca mora numa favela com a mãe, a irmã e um tio. Seu pai é um bêbado que aparece só para arrancar dinheiro da mãe e dar porrada nos filhos. Só por curiosidade, li um profissional da opinião dizendo que o filme “falha” ao mostrar a pobreza de forma idílica! Concordo com ele, afinal quem é que não sonha em morar num barraco feito de tábuas e lonas enquanto recebe uns sopapos do pai bêbado e cafetão dia sim, dia não?

Enfim, dessa improvável amizade acompanhamos os dois meninos passando por várias situações que servem para reforçar o caos político promovido pelos golpistas que se abatia sobre o país. O tio de Machuca ganha a vida vendendo bandeiras dos partidos de direita e de esquerda nas várias passeatas contra e a favor do governo. E leva os garotos juntos, que ignorantes do que se passava, saiam alegremente repetindo os jargões dos manifestantes, seja de qual tendência eram representantes.

Mas as coisas começam a mudar para Gonzalo quando encontra o namorado truculento da irmã e a própria mãe numa das passeatas, durante a qual a irmã de Machuca é humilhada e agredida por fazer parte da “ralé”. Em outra cena emblemática e muito triste, os pais da high society protestam numa reunião do colégio contra a presença das crianças pobres que, nas palavras deles, não devem se misturar com seus filhos. Uma das mães pobres faz então um tocante discurso sobre a trágica história de toda sua família, só para ser acusada por uma dondoca de “ressentida, rancorosa, volte para o lugar de onde veio!”.

Não quero revelar mais da trama, mas basta dizer que o filme segue o ritmo dos golpistas até a sangrenta derrubada do governo socialista pelos milicos do general Pinochet, que lançaram sobre o Chile a mais brutal e selvagem ditadura da América Latina. Ditadura que foi notável também por ter sido o primeiro regime a implantar - sobre o cadáver de milhares de cidadãos que ousaram lutar por um mundo mais justo e menos desigual - a nefasta ideologia neoliberal, que hoje colocou o mundo de joelhos.

Nem preciso dizer que o final de “Machuca” será terrivelmente trágico e doloroso. E basta assisti-lo para entender porque, afinal, ninguém tem coragem de se assumir como sendo de “direita” por essas bandas...

Cotação: * * * *
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