sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Esse é o meu presidente... Lula mata a cobra e mostra o pau!

A casa está caindo para os "coronéis": Prefeito de Jundiaí do PSDB tem mandato impugnado

Deu no portal Terra:

Juíz do TRE impugna prefeito aoós recurso apresentado contra o atual prefeito tucano.

O mandato do prefeito de Jundiaí (SP), Miguel Haddad (PSDB), foi impugnado depois que o juiz da 281ª zona eleitoral da cidade, Marco Aurélio Estradiotto, acolheu um recurso feito pelo PCdoB. A decisão foi publicada ontem no Diário Oficial da cidade.

O registro da candidatura de Haddad e de seu vice, Luiz Fernando Machado, também do PSDB, haviam sido cassadas, em decisão em primeira instância, no final do ano passado.

Segundo a assessoria do TRE, ainda existem ações do Ministério Público (MP) e recursos de outros partidos políticos contra a eleição do tucano em andamento. Os recursos abertos acusam o prefeito de uso de dinheiro público nas eleições, abuso do poder econômico e pedido para novas eleições.

Será que finalmente nos veremos livres dessas pragas?


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Quer vencer a crise? Então desligue-se do PiG!

Que os capos do PiG (Partido da imprensa Golpista) e seus capitães-do-mato pós-modernos torcem contra o Brasil e criam factóides diários para agravar a situação política e econômica não é novidade para ninguém.

E fazem isso apenas para tentar desgastar o governo do PT (por ser de esquerda e, acima de tudo, por ter um nordestino sem um dedo no comando da nação), ignorando o fato de que com o agravamento da crise, milhares de seres humanos que vivem na corda bamba no desumano sistema capitalista (onde só o lucro interessa) vão perder seus empregos e ficarão em situação delicada.

Mas isso não significa nada para os "jornalistas" e "vomitadores de opinão" do PiG, afinal são quase todos mauricinhos e patricinhas que nunca passaram dificuldade na vida e, se bobear, ainda ganham mesada do papai e da mamãe - afinal, sejamos justos, não é fácil mesmo manter o guarda roupa em dia com o último grito da moda ou comprar o novo carro novo e litros de Gumex para passar no cabelo...

Por isso, não têm um pingo de humanidade, acham a exploração do homem pelo homem algo absolutamente normal e acreditam piamente que "o sujeito é pobre porque quer, não se esforçou na vida" - como se esses filhinhos de papai algum dia na vida fizeram qualquer tipo de esforço!

Claro que existem excessões, mas são cada vez mais raras e apenas servem para confirmar a regra.

Enfim, faça o que diz a placa abaixo. Afinal, enquanto o capitalismo existir, todos nós somos obrigados a nos vender para o sistema e tentar sobreviver de alguma maneira, pois na ditadura do capital você só é cidadão se tiver grana...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Vergonha para Jundiaí: Miguel Haddad (PSDB) é cassado pela 7ª vez!

- por Cesar Tayar, presidente do PPS Jundiaí

O Juiz Eleitoral de Jundiaí, Dr. Marco Aurélio Stradiotto de Moraes Ribeiro Sampaio, cassou o mandato do prefeito Miguel Haddad em decisão tomada no dia 23/01/09. Esta decisão foi devida à Ação de Impugnação de Mandato Eletivo nº 339/2008.

Dentre as alegações do magistrado destacamos o seguinte: " ...Ante o exposto, julgo procedente o pedido para cassar o mandato em exercício por Miguel Haddad e Luiz Fernando Machado, o que tem como conseqüência lógica a anulação dos votos por eles obtidos no pleito de 5 de outubro de 2008, viciado claramente por corrupção como apontado na inicial.... ".

Aí está a 7ª cassação colhida pelo PSDB pela enorme quantidade de crimes eleitorais cometidos nas eleições de 2008. Nesta sentença o Juiz Eleitoral determina, novamente, a realização de novas eleições em um período de 20 a 40 dias. Sem a menor sombra de dúvida, Jundiaí está sendo passada a limpo.

Mais do mesmo no caso Battisti: Direita e sua mídia fazem jogo de cena

Reluto em opinar sobre o caso Battisti porque se trata de um assunto muito complexo e delicado.

Porém, uma coisa é certa: a reação da direita, sua mídia e seus papagaios em relação ao asilo político dado ao sujeito é puro jogo de cena. Como sempre, estão interessados apenas em tentar desgastar o governo do PT e criar "crises institucionais" para poderem ganhar os holofotes midáticos novamente.

A imensa maioria dos que se arvoroçam como "defensores dos valores morais e dos bons costumes" e posam de verdadeiros bastiões da legalidade e do respeito aos valores democráticos são os mesmos que apoiaram a Ditadura Cívico-Militar que detonou o Brasil por 21 anos, assim como são os mesmos que hoje são contra a punição aos torturadores e assassinos que deitaram em rolaram quando os milicos golpistas estavam no poder.

Se não acredita em mim, então pense no seguinte cenário. Ao invés de dar asilo ao Battisti, o Ministro Tarso Genro resolve extraditar o sujeito. Você tem alguma dúvida que os mesmos "vomitadores de opinião" que vociferam contra ele por "acolher um terrorista bandido", iriam inverter o jogo e afirmar, com a mesma violência e uma grande dose de sarcamos, que o PT no poder trai seus "colegas" de ideologia e defenderiam o italiano, que seria mostrado como uma pobre vítima jogada na boca dos lobos por quem, no passado, "lutava pelos mesmo ideais"?

Ou seja, é a mesma hipocrisia, cinismo e falso moralismo de sempre que essa gente vomita todos os dias sobre os incautos.

Isso, meus caros, é a única coisa que importa nessa história toda. O resto é balela...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Filmes: "Che - O Argentino (Parte I)"

RETRATO PÁLIDO

Primeira parte da saga de Che Guevara acaba sendo excessivamente contemplativa e um pouco fria demais para um tema tão “caliente”.

- por André Lux, crítico-spam

Steven Soderbergh é um cineasta que não cansa de surpreender ao buscar novas e diferentes fontes de inspiração para suas obras, ao invés de render-se a fórmulas de sucesso fácil, alternando projetos puramente comerciais, tipo “Erin Brocovich” ou “Onze Homens e Um Segredo”, com outros bem mais arrojados e difíceis, como “Traffic” e “Solaris”.

Não causou surpresa, portanto, o anúncio de que iria dirigir uma biografia de Che Guevara, um dos controversos líderes da revolução cubana que se transformou num verdadeiro ícone e é até hoje odiado pela direita (que o enxerga como a encarnação de Belzebu na Terra) e celebrado pela esquerda (que o considera um dos maiores exemplos de coragem e dedicação na luta contra a opressão das elites).

O filme resultou num “épico” de mais de quatro horas e os realizadores optaram por dividi-lo em duas partes. Acabo de assistir à primeira, intitulada “Che – O Argentino”.

Começo dizendo que se trata de um filme difícil de classificar. Apesar de trazer Che no nome, não se trata de uma tentativa de biografá-lo. Apesar de ele aparecer em quase todas as cenas, o diretor não se preocupa em aprofundar a personalidade de Guevara, optando por uma narrativa não-linear, onde alterna ações da guerrilha na Sierra Maestra com uma viagem de Che aos EUA já como Ministro de Cuba, onde faz pronunciamentos na ONU, dá entrevistas e participa de festas – numa delas ironiza o infame senador McCarthy, agradecendo-o em nome da causa revolucionária pela fracassada tentativa de invadir Cuba pela Baia dos Porcos. A primeira parte termina com a vitória dos guerrilheiros e sua partida para Havana.

Assim, o filme é basicamente episódico, pulando de um evento para outro sem muita preocupação em situar a ação dentro da cronologia ou explicar o que está acontecendo. Mesmo a figura de Che é tratada com reverência e distanciamento, o que é reforçado pela atuação contida e metódica de Benício Del Toro, que literalmente encarna o personagem fisicamente. A opção de Soderbergh em filmar quase toda a parte da guerrilha em planos gerais aumenta ainda mais essa sensação de distanciamento.

Para quem conhece mais a fundo a história da revolução cubana, “Che” vai agradar porque traz uma recriação precisa de vários acontecimentos e diálogos descritos em muitos livros sobre o assunto. Não por acaso, o jornalista estadunidense John Lee Anderson, autor da biografia de Guevara, serviu como consultor especial ao projeto. Anderson é aquele sujeito que humilhou os autores da ridícula “reportagem” sobre Che, publicada em 2008 no panfleto de extrema-direita da editora Abril, a famigerada revista Veja.

Por outro lado, essa aproximação distanciada e nem um pouco didática confundirá a cabeça do espectador comum que, acostumado a se “informar” pela mídia grande, não vai conseguir entender direito o que se passa na tela e, por causa disso, fatalmente perderá o interesse. O que é sempre uma pena.

No final das contas, “Che – O Argentino” acaba sendo excessivamente contemplativo e um pouco frio demais para um tema tão “caliente”. Não tenta explicar a revolução cubana nem “entrar” na cabeça de Guevara, ficando num meio termo entre um documentário sobre as ações da guerrilha e uma pálida fotografia de um de seus líderes.

É claro que fica difícil avaliar um filme que foi concebido e filmado como um só, mas que assistimos separadamente, em duas partes. Pode ser que todas essas “lacunas” que apontei acima sejam resolvidas na parte dois. Vamos esperar para ver, então...

Cotação: * * 1/2

sábado, 24 de janeiro de 2009

Cine-Trash: "Highlander 2: A Ressurreição"

Depois do sucesso inesperado do primeiro “Highlander”, os produtores tiveram então a brilhante idéia de criar uma continuação com o único e exclusivo objetivo de ganhar mais dinheiro.

Conseguiram reunir novamente o diretor Russel Mulcahy e os astros Christopher Lambert e Sean Connery. Nasceu então “Highlander 2: A Ressurreição”, sem dúvida um dos filmes mais estúpidos da história do cinema, trash absoluto que vai fazer você rir o tempo todo.

Mas não tinha mesmo como funcionar um roteiro que tenta dar continuidade aos eventos descritos pelo primeiro filme, mesmo porque ele terminava de forma definitiva sem deixar portas abertas para seqüência. O jeito foi inventarem um "prólogo" que explica como os heróis tornaram-se imortais em primeiro lugar.

Assim, segundo o roteiro, vieram todos de um planeta distante aparentemente dominado por um general vilão (Michael Ironside, sempre divertido) e às voltas com uma guerra civil. Mas os mocinhos acabam presos e então são mandados (como forma de punição) para a Terra (?), onde além de tornarem-se imortais (??) vão ter que lutar entre si até que sobre apenas um (???). Quer dizer então que o terrível Kurgan, o vilão máximo do primeiro filme que corta a cabeça de todo mundo sem a menor piedade, era na verdade um ex-companheiro de revolução dos heróis?

Não satisfeitos em criarem um projeto totalmente absurdo, ainda esforçaram-se para destruir também o primeiro filme - que se torna ridículo se analisado à luz das "revelações" feitas na continuação!

A trama volta então para o presente (ou futuro?), quando o tal general alienígena resolve, assim do nada, mandar seus lacaios em busca do ex-imortal Macleod (Lambert). Eles brigam, cabeças são degoladas e, bingo, o Highlander volta a ser imortal! Por sinal, como é que o general poderia ainda estar vivo em seu planeta se seus inimigos tornaram-se imortais na Terra, onde viveram centenas de anos? Ah, quem liga para esses detalhes? Enfim, nervoso com o fracasso de seus peões, o malvado resolve ele mesmo vir a Terra matar o herói com as próprias mãos!

Sean Connery reprisa seu personagem Ramirez e, obviamente, divertiu-se muito durante as filmagens realizadas na Argentina (para cortar custos). Felizmente (para ele), seu tempo em cena é curto e, claro, totalmente sem lógica. Não estou exagerando: depois que McCleod grita (grita!) pela ajuda do amigo, Ramirez materializa-se imediatamente na Escócia (com a mesma roupa medieval do filme anterior), pega um avião (com certeza pagou a passagem com alguns dobrões espanhóis do século 14 que estavam em seu bolso) e, na cena seguinte, surge dentro da casa do McLeod, lá em Nova York!

Assim, juntam-se a uma guerrilheira loira e juntos vão lutar para destruir um escudo que envolve a Terra, que foi criado pelo próprio McCleod para proteger os humanos da destruição da camada de ozônio. O problema é que agora o escudo já não é mais necessário, porém a malvada companhia que o controla não quer desligá-lo já que fatura muito dinheiro com sua manutenção... Peraí, como é que é? Ah, deixa prá lá...

Mas, não tema! Foi lançada em DVD (aqui no Brasil vendiam nas bancas por 9 reais) a versão completa do filme (chamada de "Renegada"), que traz diversas cenas adicionais, novos efeitos visuais e uma mudança radical no roteiro que, segundo os realizadores, redimiria o filme. A desculpa é que a versão anterior era ruim porque foram obrigados pelo estúdio a terminar tudo de qualquer jeito depois que o dinheiro acabou. Ah, tá! Pobres iludidos...

Então, nessa nova versão, os imortais não vieram de outro planeta, mas sim da própria Terra, mas do passado distante, onde lutavam contra um tirano com armas de raio laser e naves! Capturados, foram então enviados para o futuro como punição e indo parar mais ou menos na Idade Média, onde se vestiam com peles de animais e lutavam com espadas e lanças! Será que a Terra “involuiu”? Então era isso que faltava para tornar o filme bom? Certo... Pelo menos eles explicam melhor como é que o coitado do Sean Connery consegue trocar de roupa e pegar um avião para Nova York.



Como se vê, é tanta besteira junta que acaba transformando ambas as versões em ótimas comédias, se você souber levar tudo na esportiva. Mas, por incrível que pareça, conseguiram fazer mais duas continuações e uma série de TV ainda mais ridículas e abomináveis!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Cine-Trash: "Yor, O Caçador do Futuro"

Escrevendo sobre “O Humanóide”, lembrei de outra pérola do trash italiano fingindo ser superprodução de Roliud que, incrível, eu também vi nos cinemas por volta de 1983!

Felizmente, desse eu não gostei nem um pouco, afinal já era um pouco mais “experiente” e fui enganado pelo pôster bonito (veja à direita e negue que não parece um puta filme bacana, com um cara loiro fortão de tanga gritando e agitando seu tacape em direção a naves alienigenas animais, enquanto uma morena gostosa e submissa se agarra em sua perna!).

O filme em questão chama-se “Yor, O Caçador do Futuro” e é uma das coisas mais horríveis que já assisti. Se vocês acham que “O Humanóide” é trash, imaginem então esse, que foi feito com sobras daquele filme! Inclusive a mocinha é a mesma do clássico do Aldo Lado. “Dirigido” pelo italiano Antonio Margheriti (ou Anthony M. Dawson para os incautos), que foi o supervisor de "efeitos especiais" em "O Humanóide", esse lixo pode ser descrito como um cruzamento de “A Guerra do Fogo” encontra “Conan, O Bárbaro” versus Ming, o Impiedoso de “Flash Gordon” no "Planeta dos Macacos"...

Ou seja, fala sobre homens da caverna usando tangas (mas que falam inglês fluente) salvos de um dinossauro de borracha por um sujeito fortão que usa uma peruca loira e um tacape chamado Yor - na verdade, ele é o herdeiro de uma civilização avançada que vive numa ilha isolada sob o comando de um ditador malvado autodenominado Overlord depois que a Terra foi devastada por uma guerra nuclear!

O filme já começa de maneira inacreditável, com uma seqüência que deveria estabelecer toda a virilidade do Yor (“interpretado” pelo estadunidense Reb Brown), mas mostra o babaca loiro dando corridinhas e pulinhos ridículos enquanto tenta escalar umas pedras, acompanhado por uma canção escrita por Guido e Maurizio de Angelis que mistura discoteca com new age e cuja letra dispara algo parecido com “Yor’s World, He’s The Man!”. Essa canção, por sinal, é usada várias vezes em cenas que deveriam ser heróicas, mas só conseguem nos fazer rolar de rir!

Se não acredita, veja por si mesmo e não deixe de reparar nos sorisinhos que Yor dá toda vez que olha para os lados. O que será que ele viu de tão divertido la no meio do deserto?



Infelizmente, esse trash não é tão desfrutável quanto “O Humanóide”, pois, apesar de trazer várias cenas hilariantes e ter sido feito com seriedade, é bem mais chato e arrastado.

Esse filme é tão ruim que nem a música orquestral do excelente John Scott (de “Greystoke, a Lenda de Tarzan”) foi aproveitada em sua totalidade, sendo substituída em grande parte por uma batida eletrônica brega dos já citados Guido e Maurizio de Angelis. Verdade seja dita: a música de Scott era boa demais e destoava completamente do que se vê na tela e a nova trilha de Guido e Maurizio é uma das melhores qualidades trash de "Yor"!

Mas, ainda assim vale a pena ver para crer. Nem que seja pela cena em que Yor mata um morcego gigante e usa-o como uma espécie de asa-delta para invadir uma caverna cheia de vilões barbudos! Veja abaixo:



Saiba mais sobre "Yor" neste link.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Cine-Trash: "O Humanóide"

O verdadeiro filme trash é aquele que foi feito com as melhores pretensões. Aquele em que os envolvidos, por arrogância, ingenuidade ou pura cara de pau, realmente botavam fé no projeto e achavam que estavam produzindo algo no mínimo respeitável.

Só que, quando sua obra é finalmente exibida, a platéia se contorce em agonia diante das cenas ridículas ou chora de rir quando deveria levar a sério o que assiste na tela...

Um dos maiores exemplos de trash por excelência é “O Humanóide”, uma cópia descarada do primeiro "Star Wars" feita por italianos em 1979 e estrelado por alguns atores estadunidenses em decadência. O cinema italiano, diga-se de passagem, era especialista em clonar filmes de Roliudi desde a época dos épicos romanos, passando pelos spaguetti-westerns e chegando até a ficção científica com resultados, via de regra, hilariantes.

"O Humanóide", dirigido por um tal de Aldo Lado sob o pseudônimo de “Richard B. Lewis”, é um desfile de cenas toscas e mal encenadas, efeitos especiais bisonhos e diálogos abismais. Dizer que a “trama” não tem pé nem cabeça chega a ser um elogio. Veja só: os vilões, que tem nomes como Doutor Kraspin, Lord Graal e Lady Aghata, querem roubar um bagulho cabuloso chamado “Elemento Kappa” que, sabe-as lá por que, quando jogado sobre os humanos deixa-os malucos e indestrutíveis. O plano infalível dos malvados é jogar o treco sobre o planeta Metrópolis (antiga Terra) e criar um exército de “humanóides” para dominar a galáxia.

Para garantir o sucesso do plano, eles testam primeiro a substância num coitado de um piloto espacial chamado Golob que caiu no planeta deles. O sujeito, que é “interpretado” pelo grandalhão Richard Kiel (que foi o “Jaws” em dois filmes do 007), vira então uma besta incontrolável que, estranhamente, perde a barba e fica com os dentes esbugalhados ao se transformar no terrível Humanóide.

Detalhe: o monstro só é controlado depois que o cientista vilão o nocautea com gás e implanta cirurgicamente um tipo de chip em sua testa. Faz a gente imaginar a dificuldade que seria controlar um exército de criaturas assim, não? Realmente, um plano magistral...

E isso são só os primeiros 20 minutos do filme. Já deu pra perceber o nível do negócio.


Aldo Lado (no centro) e sua trupe de canastrões

Pior que eu vi esse lixo inacreditável nos cinemas na minha infância e, acreditem, adorei! Cheguei até a assobiar o tema musical em um gravador para não esquecer a trilha sonora!

Foi só muitos anos depois, quando assisti novamente na TV, que pude notar o quanto era tosco e, melhor de tudo, risível do começo ao fim. E, mais incrível, descobri que a música de “O Humanóide” era de ninguém menos que o mestre Ennio Morricone! Nem preciso dizer que chorei quando finalmente consegui ouvi as músicas depois de comprar o CD com a trilha sonora... Haja nostalgia!


Aldo Lado do lado do pobre Ennio Morricone...

Se acha que estou exagerando, dá uma olhada nos vídeos abaixo, que contém um “resumo” do filme e a cena do "nascimento" do Humanóide! É trash puro, para sentar no sofá e assistir com amigos cinéfilos e se matar de tanto rir...



segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Universo paralelo: E se fosse na sua casa que caissem os mísseis de Israel?

Os conflitos que acontecem no Oriente Médio são de difícil compreensão até para quem tem profundo conhecimento da história da região, pois envolvem disputas milenares por supremacia política, religiosa, comercial e tudo mais que diz respeito à condição humana.

Por isso, qualquer tipo de simplificação usada para tentar explicar o que ocorre por lá, do tipo “luta do bem contra o mal, de heróis contra bandidos ou de terroristas contra defensores da liberdade” é uma temeridade, quando não uma estupidez ou simplesmente canalhice. O que, convenhamos, não deveria acontecer na análise de qualquer tipo de conflito, seja lá onde for.

Mas, uma coisa é certa: massacre é massacre em qualquer lugar do mundo. O fato de a imprensa corporativa usar o termo “guerra” para descrever o que acontece hoje na faixa de Gaza já mostra bem a serviço de quem estão seus “jornalistas”. Como assim, guerra? Como pode haver guerra se o que vemos é um exército a serviço de um Estado atacando uma ocupação humana que nem mesmo governo pode ter, quanto mais um exército?

Outro dia, olhando (com nojo) a capa da Folha de S.Serra na banca, li uma chamada para um artigo de um sujeito que defendia o massacre dos palestinos fazendo a seguinte alegoria: imagine se o Uruguai e outro país vizinho declarassem guerra ao Brasil. Não teríamos nós, brasileiros, o direito de revidar a fim de garantir nossa sobrevivência?

Sinceramente, essa foi uma das coisas mais estúpidas que já li na vida. E olha que só o li o título e a chamada. Imagine o resto... Como assim, comparar uma declaração de guerra feita por um Estado contra outro Estado ao que ocorre em Gaza?

Lá assistimos a uma máquina de guerra oficial equipada com o que existe de mais moderno (e caro) no mundo em armamentos esmagando milhares de civis desorganizados que, no máximo, lançam uns foguetes a esmo em direção ao inimigo. Isso quando têm foguetes, pois o que mais vemos mesmo são pessoas jogando paus e pedras em tanques de guerra, antes de serem trucidadas por um míssil de longo alcance ou por uma bazuca!

Antes de me chamar de louco, anti-semita, nazista ou qualquer outro adjetivo idiota que os extremistas de direita usam para tentar denegrir quem ousa discordar de suas “verdades únicas” (até porque existem muitos judeus que são contra o Estado de Israel, enquanto outros recusam-se a entrar para o exército e por isso são presos), permita-me fazer uma alegoria parecida com o sujeito que escreveu para a Folha para tentar esclarecer meu ponto de vista.

O que acontece hoje na faixa de Gaza seria mais ou menos o seguinte. Imagine que um belo dia, um militante do PCdoB revoltado com as injustiças do mundo, explodisse uma bomba na embaixada dos EUA em São Paulo. Então, indignados com tal ato que feriu alguns de seus funcionários e danificou sua propriedade, os EUA declaram guerra ao... PCdoB e a todos os seus militantes, filiados e simpatizantes! E, no dia seguinte, começam a lançar mísseis e bombas sobre tudo que cheira a PCdoB em território brasileiro.

- Sabe aquele prédio de 20 andares em cujo 8º ficava a sede do PCdoB no Rio de Janeiro? Já virou escombros.

- Sabe aquele deputado Federal do PCdoB que mora na casa ao lado da do seu pai em Florianópolis? Já foi morto e a casa dele (junto com todas as outras casas do quarteirão, inclusive a do seu pai que só vota no PSDB) já foi reduzida a cinzas fumegantes.

- Sabe aquele blogueiro socialista que postava mensagens a favor de justiça social e contra o imperialismo dos EUA de um escritório que ficava no 5º andar daquele prédio no centro de Fortaleza? Já foi devidamente silenciado, depois que um avião estadunidense lançou toneladas de bombas sobre a edificação que agora não passa de um monte de ferro retorcido.

- Sabe aquele vizinho seu que era simpatizante do MST? Já era. Foi atingido por morteiros contendo fósforo branco disparado pelos bravos marines enquanto trabalhava como enfermeiro na maior maternidade de São Paulo. Metade do prédio veio abaixo devido à violência das explosões, inclusive a ala onde ficavam abrigados os recém-nascidos.

E por aí vai...

Mas, peraí, e todas as pessoas (incluindo velhos, mulheres e crianças) que não tinham nada a ver com os malvados comunistas e que também foram mortas durante os ataques ou tiveram suas propriedades reduzidas a pó? “Bem, sentimos muito, são os chamados ‘collateral damage’, coisas tristes da guerra que ninguém tem culpa, exceto os terríveis terroristas que nos provocaram... O importante é que os vilões estão sendo neutralizados pelos ‘ataques inteligentes’ feitos em nossa ‘incursão’ pelo Brasil e a democracia será em breve restaurada”, explicam os porta-vozes de Washington...

Absurda minha alegoria, não? Com certeza, para quem vive numa terra privilegiada como a nossa deve ser mesmo. Mais um motivo então para que nós, privilegiados cidadãos de um Estado democrático pacífico, fiquemos indignados com o que estão fazendo lá na faixa de Gaza, não é mesmo?

Ou será que você só vai conseguir se colocar no lugar dos oprimidos quando a água bater na sua própria bunda?

Veja as fotos abaixo. Elas falam por sí mesmas (embora eu ainda dei mais uma força para você entender o que realmente está acontecendo por lá).





domingo, 11 de janeiro de 2009

Extrema direita mostra os dentes... e coloca Obama numa sinuca de bico

Estou voltando de férias, mas venho acompanhando estarrecido pelas bancas e blogs a repercussão do PiG sobre o atual massacre dos Palestinos no gueto onde foram aprisionados chamado de "Faixa de Gaza".

Assim como afirmou o Eduardo Guimarães em seu blog, também estranhei uma cobertura bem menos pró-Israel do que costume - com exceção da grotesca revista Veja com sua delicadeza de mamute que já virou piada faz tempo e das distorções ridículas como chamar de "guerra" o ataque de um Estado militar contra civis.

Mas, no terceiro dia dos ataques, algo me chamou a atenção na Folha de S.Serra. Abaixo da manchete, uma chamada criticando o "silêncio" de Obama. Foi então que caiu a ficha - e uma amiga brasileira que vive nos EUA e participou ativamente da campanha para eleger o negro Obama teve a mesma impressão que eu.

O governo Bush está em seus dias finais e, de repente, Israel invade Gaza com brutalidade máxima e sem motivos reais para tanta ferocidade. Todos sabemos que Israel não iniciaria os ataques sem a aprovação dos EUA. Com Bush na berlinda, agora todas as atenções voltam-se para Obama, ainda mais com o PiG mostrando - como nunca mostrou antes - os horrores do massacre contra crianças inocentes (pergunte-se por que imagens brutais como essas que agora ganham destaque na primeira página de Folhas e Estadões da vida não eram divulgadas quando os EUA invadiram o Afeganistão e o Iraque, por exemplo, e você vai entender o que estou querendo afirmar).

O que tem a dizer Obama? Vai apoiar os ataques, para garantir o suporte da comunidade judaica e evitar enfurecer os extremistas? Ou vai condená-los, como certamente espera a maioria dos que votaram na esperança da "mudança"?

Ou seja, com um golpe só, a extrema-direita garante mais uma guerra para lubrificar sua indústria bélica e, de quebra, coloca Obama numa sinuca de bico.

Pelo andar da carruagem e a julgar pelas primeiras reações de Obama, que obviamente já percebeu que o abacaxi que tem para descascar pela frente é muito maior do que esperava, logo veremos eleitores "decepcionados" ganhando destaque no PiG. Em seguida virão denúncias de "corrupção" (que, reparem, já estão começando a pipocar contra políticos próximos a ele) e afins. Igualzinho fizeram e fazem aqui com o Lula todo santo dia...

É aquela velha tática da direita e sua mídia venal reeditada: dividir para conquistar. Quando vêem que não podem com ele, juntam-se a ele, e fingem dar apoio. Mas o que dão mesmo é corda, para ver quando poderão tentar enforcá-lo.

Teoria da conspiração de esquerdistas malucos? Aguardem para ver... Depois não digam que eu não avisei.
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