sábado, 24 de outubro de 2009

Memórias de Um Alienado – Parte 3: Fale-me sobre política que direi quem tu és...









Dando sequência às minhas "Memórias de Um Alienado" (clique aqui para ler a parte 1 e a parte 2), vou falar agora sobre o que aconteceu com minha vida depois que deixei de ser um papagaio da direita e fui conscientemente para a esquerda.

A primeira conseqüência é positiva. 

Trata-se, claro, de deixar de ser um boçal alienado convicto que fica dado palpite em tudo quanto é assunto sem entender nada do que está sendo dito – só para fazer de conta que entende ou então, pior, para irritar “esquerdistas”. 

Quando você passa a ter consciência das coisas e “sai da Matrix”, percebe que é muito melhor ficar quieto escutando o que os outros tem a dizer.

Isso me ensinou grandes lições que todo boçal alienado convicto não conhece, tais como: ser humilde, saber ouvir, entender que quanto mais você aprende mais percebe que nada sabe e que não conseguir admitir tudo isso é coisa de gente fraca e covarde.

Agora vem o lado ruim. O problema de você sair da direita e ir para a esquerda, especialmente quando ainda é adolescente, é o choque de perceber quanta gente que antes dizia te adorar vai começar a tratá-lo como o se fosse o belzebu em pessoa! Comigo não foi diferente.

Familiares, amigos e conhecidos, que antes apertavam minhas bochechas, davam tapinhas nas costas e me elogiavam quando eu concordava com o que diziam, de repente passaram a me xingar e agredir só porque ousei defender o Lula ou o Fidel Castro. 

Assim, de “menininho querido da titia” me transformei “naquele moleque perdido que sofreu lavagem cerebral dos comunistas”. E de nada adianta você tentar dizer que ninguém fez lavagem cerebral em você, muito pelo contrário: antes é que faziam...

Comigo foi assim. Lembro até hoje do dia que, depois de deixar de ser um papagaio da direita, cheguei em casa e resolvi falar sobre política com meu pai – coisa que nunca tinha feito antes. 

Imaginem a cena. Eu, com 18 anos, todo empolgado querendo falar com meu velho sobre aquelas coisas novas que tinha aprendido, de repente sendo tratado com um trapo sujo e repelente! Sim, foi isso que aconteceu. Foi só eu falar todo ingênuo que ia votar no Lula e pronto. Só faltou me dar um sopapo na orelha!

E com minha mãe não foi diferente. Nem com o vizinho, que de velinho simpático e bonachão, transformou-se num clone do Adolf Hitler assim que eu falei bem do “sapo barbudo”! Meus amigos de infância então, nem preciso dizer o que aconteceu, preciso? Óbvio: foi só eu falar da minha nova ideologia que começaram todos a me ridicularizar e repetir aquelas papagaiadas “para irritar esquerdista”...

Foi nessa época que aprendi uma coisa triste. As pessoas só revelam mesmo quem realmente são e o que pensam quando falam de política. 

O sujeito pode ser o mais bonzinho do mundo, fã de Beatles, Pinky Floyd e dos filmes de Walt Disney, amante da paz e da natureza...

Mas, na hora que começa a falar de política transforma-se, como aquele meu vizinho, numa cópia mal feita do Hitler e passa a vomitar preconceitos, elitismo, racismo, homofobia, ignorância e outras nojeiras que deveriam deixar qualquer pessoa com bom senso envergonhada. 

E olha que estou falando aqui de pessoas de classe média, que tiveram acesso a tudo do bom e do melhor em relação a estudo e cultura!

Nem preciso dizer que, daquela época em diante, perdi muitos “amigos” e deixei de ser o “queridinho” de muitos familiares, que passaram a me hostilizar ou me irritar constantemente com provocações baratas e ridículas. Por que eu não percebia o quanto aquelas pessoas eram rancorosas, odiosas e preconceituosas antes, perguntava-me. 

A resposta é simples: porque antes não falávamos de política, exceto talvez para repetir um ou outro jargão idiota da direita, do tipo “detesto política” ou “político é tudo igual”.

E tem gente, incluindo familiares e amigos, que ainda fazem isso comigo até hoje. Nem preciso dizer também que, depois das duas vitórias do Lula e da ascensão de políticos como Chávez, Evo Morales e afins, tudo ficou ainda pior e até aqueles que conseguiam disfarçar um pouco melhor seus ódios perderam completamente o controle!

Depois de todas essas experiências, criei uma máxima que, infelizmente, continua valendo até agora: “Fale-me sobre política que direi quem tu és”...

29 comentários:

Ricardo Melo disse...

André,

Eu gostaria de dizer que não é bem assim, que é possível falar com alguém de posição política de direita sem escutar sandices e preconceitos.

Sim, isso é possível, mas infelizmente é muito raro. É muito raro porque justamente os que se identificam com a direita são os mais vulneráveis à campanha de ódio da mídia contra tudo e todos que proponham um mundo mais justo e igualitário.

Eu só gostaria de deixar uma ressalva. Na minha vida eu já aprendi que - lavagens cerebrais à parte - o mau caratismo e o cinismo não escolhem ideologia. Basta olhar os casos dos Buarques, Soninhas e Marinas da vida para descobrir que os "desvios de comportamento" não se limitam à direita.

Eu pessoalmente já conheci pessoas de esquerda, inclusive como uma visão marxista do mundo, mas que foram capazes de se portar de um modo bastante hipócrita e cínico perante os outros e a vida.

E cito isso porque presenciei certas coisas que me decepcionaram anteriormente e eu nunca mais vou esquecer.

Um grande abraço.

JRB disse...

Parabéns pelo texto, André. Acompanho seu blog desde maio de 2005, com aquela crítica do Star Wars Ep. III. As "Memórias", a meu ver, figuram fácil entre seus melhores textos no blog (e olha que tem muita coisa boa!). Já li um sem número de vezes.

Eu também fui muito hostilizado por (pseudo-)amigos e familiares num passado nem tão distante assim, justamente quando decidi tomar as rédeas da minha vida e deixar de pensar, parafrasticamente, as mesmas coisas que eles só pra me sentir adaptado e confortável. Isso não só no quesito política, mas também pelo meu amor às artes - principalmente cinema - o que me marginalizou muito socialmente, sobretudo no âmbito familiar/doméstico. O preço pelo meu senso crítico foi salgadíssimo, contudo não me arrependo. Depois que ingeri a pílula vermelha, passo longe da Matrix.

Entre os itens que me ajudaram neste processo de des-alienação - tal como aqueles que vc enumerou na segunda parte das memórias - está a Internet, com destaque para seus textos (que acompanho desde sua fase voltada só ao cinema no E-Pipoca, em idos de 2002). Também sou "nerd" e apaixonado pelo cinema, além de ter ingressado na universidade pública, o que muito me ajudou nessa dura empreitada do amadurecimento político e pessoal. Porém, não tive boas influências de terceiros (como vc teve com aquele seu primo). Nesse quesito, ter conhecido a Internet foi fundamental, pois me levou a descobrir espaços como este.

Além de me identificar com sua trajetória, queria ainda te agradecer pelo baita impacto positivo que teve na minha formação pessoal e pela postura exemplar que demonstra no tocante a ser convicto, sincero e não fugir de assuntos polêmicos.

Minha única discordância, se vc me permite o comentário, é relativa à condescendência que vc diz ter com familiares e "amigos" no início do segundo texto. Com aquilo eu não concordo, André. Passar a mão na cabecinha de familiares só vai deixá-los mais alienados e distantes de reflexões intensas e desafiadoras, inclusive sobre política.

Retomando o dito popular que vc alude no título dessa Parte 3, se é possível conhecer uma pessoa a partir de seus contatos/amigos (tal como a gente conhece uma Soninha, ou um Gabeira, pelo apoio velado ou não aos tucanos-pefelentos de São Paulo), acho que o "diga-me com quem NÃO andas que direi quem és" também é válido. Ou seja, uma pessoa pode ser conhecida tanto pelos contatos que ela busca quanto pelos que ela rejeita.

Nesse sentido, não acho que é vergonha pra mim (nem para vc) tomar uma certa distância de familiares e amigos de infância. Muito pelo contrário: o fato do processo de crítica à essas pessoas tornar-se mais doloroso, dado o vínculo construído ao longo do tempo, só aumenta nosso mérito. O que não dá é ser indolente e fazer que conta que uma meia-dúzia de boas lembranças com essa turma serve para fazer vista grossa ao que eles defendem e representam. É o que penso.

Abraços socialistas;

Cybershark.

Anônimo disse...

Estranho André, fala em "preconceitos, elitismo, racismo, homofobia, ignorância e outras nojeiras que deveriam deixar qualquer pessoa com bom senso envergonhada" ai quando fala do outro lado os chama de "boçal alienado convicto", ta me parecendo mesmo que politico é tudo igual...rsrs Zé Carlos, seus amigos e familiares devem ter razão.
Adorei o que o Lula fez pelo país, o cara realmente é bom mesmo, por isso mereceu meu voto, e se for candidato mais 500 vezes é nele que voto, mas Evo, Chávez, Fidel? Já foi pra Cuba amigo? Menos André, menos amigão.

Anônimo disse...

Muito bom post.

turquinho disse...

Andre, porisso que costumamos dizer que a classe média é "burra", ao invés de apoiar os "de baixo" ficam tentando ser igual aos "de cima",sendo que estes se utilizam desse paradigma equivocado para seguir dominando e zombando dessa classe media(ou seria mérdia)que deveria estar ao lado dos pobres e famintos a fim de lutar contra a péssima distribuição de renda geradora de males como a violência, as drogas,a fome, etc....o trem está passando e eles(CM) não entram...pena...

André Lux disse...

Cybershark, obrigado pelo seu texto.

Sobre aquela referência aos amigos e familiares que você citou, o que eu tentei dizer é que não devemos ter raiva deles por terem nos ajudado a continuar alienados e ignorantes. Não se trata de passar a mão na cabeça deles, mas sim de entender suas limitações e medos, que os impedem de progredir e buscar informações diferentes da que recebem passivamente da mídia conservadora.

Num primeiro momento eu fiquei sim com raiva deles, mas depois aprendi que sentimentos como esses não cabem em quem luta por um mundo mais justo e pacífico.

É claro que tudo isso não me impede de manter distância desse tipo de pessoa, até porque eles são super agressivos contra aqueles que não concordam com suas "verdades únicas".

Abraços e volte sempre!

André Lux disse...

Ricardo, eu entendo o que você quis dizer, mas meu texto é específico sobre as minhas experiências - principalmente as que passei quando sai da Matrix.

Sei que existem alienados que não são tão agressivos, mas sinceramente conheci pouquíssimos deles. A imensa maioria, diria que 99,9%, é agressiva e incapaz de ouvir o outro lado.

Sobre os políticos, aí já é uma análise totalmente diferente. Estou falando de pessoas "normais", não de políticos. Afinal, se a gente pegar o discurso de um tucano ou demo, vai pensar que são seres super preocupados com justiça social e igualdade. Até porque eles tem que mentir mesmo, se falassem a verdade em relação à ideologia que seguem só receberiam votos dos moradores do Morumbi e dos alienados da classe média (que votam neles por que se apresentam como os anti esquerdistas da vez).

Abraços!

JRB disse...

Ah, mais uma coisa: o legal dos outros dois textos das "Memórias" é que eles traziam dados biográficos sobre sua formação escolar ou acadêmica. Nesse aqui não temos mais revelações sobre isso, o que deixa no ar algumas dúvidas. Por exemplo: que fim deu aquela graduação da UFSCar?

Abs;

Cybershark

André Lux disse...

Cybershark, eu não terminei meu curso de Química na UFSCar. Depois de um ano, percebi que aquela não era a minha praia (coitado de mim, imagina, mal sei fazer conta!) e voltei para Campinas, onde fiz cursinho e aí entrei em Jornalista na PUCCamp. Mas aí já é outra história...

Abraços!

André Lux disse...

Cybershark, deixa seu email aqui para que a gente se corresponda. Eu não publico.

Marcus Valerio XR disse...

Engraçado que comigo foi algo que nem sei dizer se foi o contrário ou o avesso do avesso.

Sempre ouvi do meu pai uma pregação aparentemente esquerdista. Qualquer um desinformado achava que ele era comunista de carterinha. Tinha até um exemplar do Manifesto Comunista comprado na surdina em plena Ditadura Militar, numa época que ser pego com aquilo era cadeia na certa!

Mas depois que cresci e passei a entender melhor as coisas, percebi que meu pai sequer sabe o que é esquerdismo. A mentalidade dele é totalmente conservadora, repleta de chavões como "Só é pobre quem quer.", "Você devia estar trabalhando numa fábrica e dando lucro.", "É só trabalhar honestamente para sair da pobreza e atingir a elite milionária.", "Que probeza tem que existir." e coisas do tipo.

Curiosamente ele gosta dos políticos de esquerda, vota no Lula, era fã do Brizola e etc. E o pior que ele não é desinformado, tem uma boa erudição e qualquer um que o conheça tem uma ótima primeira impressão.

Não dá pra entender!

JoAo Aguiar disse...

Uai, eu achava que era o único solitário, rs
Se eu disser que eu não tenho um único conhecido, digo conhecido, de esquerda vocês acreditam? Falar bem do Lula, só em casa. Do Zelaya, Morales, Chavez, Lugo, nem em casa. Falar dessa galera no Barro Preto, bairro suspeito que frequento aqui em BH, é comprar briga e eu confesso que começo a acreditar que essa popularidade do Lula não existe, ninguém ali gosta do homi, rs.
Em compensação, olhando pra este blog e pra esta listinha à esquerda (na tela, maníaco), eu me acho na melhor companhia do mundo, obrigado!

Marcelo Silva disse...

Andre, bom dia, td bem? primeiro parabens por seu blog, é bem interessante.
Aproveitando seu artigo, gostaria de propor encontros com pessoas que pensam como a gente, já que ficamos bem deslocados, principalmente na classe media paulista, que só tem mal-informados(que geralmente sao piores que desinformados). que voces acham?

Henrique disse...

Cara, tem gente de "direita" de alto nível que debate mto bem. A dicussão não se resume aos argumentos da grande mídia que, em sua maioria, não explora os problemas de forma adequada. No mais, o teu texto é bem engraçado. Só cuidado para não ser ransoso d+ com teus familiares e amigos. :P Adorei a dica da bússula política...

Nitoso disse...

Pois é, há pouco tempo (um ano, mais ou menos), desenvolvi uma consciência política de esquerda (pleonasmo, pois quem é consciente, é de esquerda), que se juntou ao meu ateísmo, que era um pouco enrustido, é verdade. Mas agora meu irmão não me dá sossego: ele faz de tudo para me irritar, me chama (com tom pejorativo) de comunista ateu, Fidel Castro etc. Eu não me importo com qualquer coisa que ele me chame, o problema é que não dá prá manter uma conversa sem ele me interromper e me xingar, sem desrespeitar minha inteligência.

Elton disse...

Os conservadores e direitistas em geral quando incultos acham que o que é noticiado na Globo e na Veja é CORRETO, líquido e certo, inquestionável. Quando cultos vêm contra você com trechos que leram no "livro negro do comunismo" e citam atrocidades de Stálin, Pol Pot e pessoas do gênero. Lá no Blog do Sakamoto, que produz artigos sobre trabalho escravo no Brasil está cheio de "comentaristas" membros do agronegócio, simpatizantes da Kátia abreu desse último tipo, cheios de estatísticas de que é o agronegócio que sustenta o Brasil, que os "esquerdopatas" só querem "desestabilizar" a agricultura no Brasil, outros tantos chavões. Também se julgam acima da verdade, não estão lá para dar opiniões, estão como patrulheiros até mesmo anegar a existência de trabalho escravo no Brasil. É nojento!

Alexandre Figueiredo disse...

Votei no Lula e não fui crucificado por isso. Quem são seus familiares e amigos? Acho que precisa escolher melhor seus amigos.

Anônimo disse...

sou novo no blog e li todas as memórias de um alienado, e deu a entender (pelo menos pra mim) que vc ñ gosta de rock.esta certo ou muito pelo contrario??

André Lux disse...

Quando eu era alienado eu detestava rock, pois era música de "marginal". Mas, claro, depois de avançar degraus na evolução, passei a ser mais tolerante com outros tipos de música que não fossem apenas trilhas de filmes.

Anônimo disse...

É muito gratificante ver a ocorrência de uma 'metanóia' como a que lhe afetou por ser muito importante a gente sempre estar disposto à solidariedade manifesta no apoio aos que defendem os necessitados vítimas dos capitalistas e seus sequazes que defendem a crueldade do 'laisser faire' como dogma e criticam com argumentos falaciosos os que ousam contrariá-los. Parabéns!

Marcelo Nunes disse...

Cara, Caetano Veloso certamente lembrou de ti (rsrs) para hermeticamente dizer: você é André Lux é "outras palavras".

Interessante, bem humorada e muito bem construida sua narrativa - bem como os temas apresentados nos blog.

Tire-me uma dúvida: Voce trabalha diretamente com cinema? é roteirista?

André Lux disse...

Marcelo, já trabalhei com cinema. Fui editor. Hoje só trabalho como jornalista.

Lhano disse...

Bacana, Andre
Gostei demais.
Me identifiquei em algumas coisas e me ajudou a compreender outras
Parabens e grande abraco
Lhano

MARCELO LORENZATI disse...

Salve André Lux

Compartilho muitas de suas opiniões, mas sempre procuro me policiar para não cair no mesmo erro daqueles que repudio.
Outro dia estava tecendo comentários (um pouco rudes) sobre algumas igrejas e religiões, quando de repente, me deparei usando a mesma farda nazista e preconceituosa daqueles que me criticavam por pensar de maneira diferente.
Hoje me vejo mais centrado, menos radical, aceitando a opinião e o posicionamento de todos, sem discriminação.
Toda vez que emitimos uma opinião, tomamos um posicionamento, o que é bom, mas podemos estar adentrando uma seara que fere outro ser humano, que merece minha educação e todo respeito.

Parabéns pelo blog, lhe desejo sucesso, amigo.

Edgar disse...

Felizmente, depois de perder muitos "amigos" papagaios da direita como você era, apareceram outros com muito mais coisas que acrescentar na tua vida, não?
Comigo aconteceu o mesmo, com a diferença que nasci em 88 e nossa "democracia" já tinha tomado os moldes capitalistas através da , hoje decunciada,doutrina do shock neoliberal.. Foi na Europa, onde estou, que não tive TV(como continuo não tendo), que me meti em assembleias, que tive mais tempo pra ler, enfim.. que saí do matrix.
André, boa crônica.. Felicidades
Edgar Santana

Sérgio Cruz disse...

Gostei muito do seu relato. Acho que muitos de nós passamos por situações semelhantes às que você descreveu. Posso dizer a você que ter mudado sua consciência sobre o mundo trouxe um outro grande desafio: a decisão de lutar para mudar essas coisas. Ao decidir lutar, você estará - com seu exemplo - ajudando as pessoas a também saírem da alienação. Fazê-las lutar por algumas questões coletivas também facilita bastante as coisas. Parabéns. Vou reproduzir seu texto no meu blog www.dr-sergio-cruz.com Tudo bem?

André Lux disse...

Claro Sérgio!

Anônimo disse...

André, acabei de conhecer seu blog. Ótimos textos, você passa muita sinceridade. Apesar de ser bem mais velha que você, ser oriunda do Sul do Brasil, me identifiquei muito com o teu"memórias de um alienado", talvez tenha a ver com a idêntica origem social. Nunca cheguei a ser um papagaio de direita, talvez por causa do amor à Literatura,e pq nem sequer falava muito, mas foi através do meu curso de Letras na UFRGS que, convivendo com o pessoal da História, Filosofia e Ciências Sociais, fui formando minha maneira de ver o mundo. Vim parar no teu blog pq tento entender isso que leio no Facebook hoje em dia, essa irracionalidade generalizada a qual não sei como lidar. Quando falaste da solidão que o fato de te assumires de esquerda ocasionou,amigos, familiares e tal, pensei: "putz, isso não tem idade, ou sexo, ou lugar". Mesmo tendo meu marido, que pensa como eu e é ótimo com números e análises (fazemos uma boa dupla), não é tão fácil. O fato de ser mais velha não torna as coisas melhores, mulher então, só pode ser louca! Bom, só queria dizer isso e pedir permissão para usar um trechinho do teu texto, aquele que diz que só conhecemos uma pessoa de verdade quando falamos de política. Obrigada, adicionei teu blog aos favoritos, Eliana.

Anônimo disse...

Engraçado que no brasil direita é ligado a ditadura, quando na verdade todas as ditaduras existentes atualmente são as socialistas. São os locais onde existe repressão, censura, tortura, não existe liberdade de expressão. Existe a distribuição de renda, porém os dominadores do governo tem muito mais regalias e luxo que o povo. Não existe evolução tecnológica pois todos são iguais, então o que motiva uma pessoa a criar algo novo, ou a trabalhar duro, se ele sabe que no final das contas não ganhará nada a mais que aquele que não se esforça para nada. Não estou defendendo a ditadura militar, afinal sou contra qualquer tipo de ditadura, militar ou comunista, até porque a ditadura militar da coréia do norte é comunista, então isso nada tem a ver com direita ou esquerda. Assim como você cita os papagaios de direita, hoje também existem os papagaios de esquerda, que vivem justificando erros dos atuais governantes ao compará-los com os antigos. Quer dizer lula e sua turma podem roubar pq os antigos governantes também roubavam. então tem que ser um ou outro? não pode ser algo melhor? ou é ditadura militar ou ditadura comunista? não existe um meio termo, uma forma de governar com inteligência e honestidade, garantir saúde de qualidade e educação a todos, e que a meritocracia defina quem vai poder ter um emprego melhor e ser melhor remunerado por ser mais esforçado que o outro que é mais preguiçoso? Ou a gente tem que ser escravo de multinacionais, ou tem que ser obrigado a viver escravo de governos repressores. Acho que o extremismo é prejudicial em qualquer um dos lados, direita ou esquerda é burrice, tem que utilizar o que tem de bom em cada forma de pensar, e apartir daí criar uma forma justa de governar e garantir dignidade a todos os seres humanos.

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