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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Chora direita... Popularidade de Lula sobe para 81% e Serra cai 4 pontos

Enquanto a grande imprensa tenta desesperadamente carimbar a pesquisa CNI/Ibope como uma má notícia para o bloco governista, os números mostram que é a oposição quem deveria se preocupar com os resultados. A pesquisa não apenas mostra que a popularidade do governo Lula continua nas alturas, com a aprovação ao presidente alcançando 81%, como também mostra que o principal candidato da direita, José Serra (PSDB), perdeu intenções de voto, caindo de 38 para 34% dos votos.

A pesquisa revela ainda que, na cabeça do eleitor, não está consolidada a identidade dos candidatos com os programas que eles representam. Esse dado fica evidente no contraste entre a aprovação do governo (69%) e a intenção de voto da candidata Dilma Rousseff (18 a 14%) que representa a continuidade deste governo. A oposição também não consegue mostrar-se como alternativa programática, já que quando seu candidato preferencial (José Serra) é substituído pelo também tucano Aécio Neves, as intenções de voto da oposição de direita despencam de 34 para 12%.

Avaliação positiva
Segundo a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta terça-feira, a avaliação do governo Lula oscilou positivamente e retornou ao mesmo patamar de setembro do ano passado, o segundo melhor resultado de toda a série realizada desde a posse do presidente, em 2003.

A avaliação positiva do governo subiu de 68% em junho para 69% em setembro. 22% avaliam o governo Lula como regular, e 9% como ruim ou péssimo.

A aprovação do presidente Lula (a pergunta é: você aprova ou desaprova a maneira como o presidente Lula está governando o Brasil?) também aumentou, subiu de 80% em junho para 81% em setembro. No Nordeste, chega a 90%. O índice dos que desaprovam a forma de Lula governar foi de 16% em junho para 17% agora.

A pesquisa CNI/Ibope também traz um índice que mede o grau de confiança da população no presidente da República. Os entrevistados são questionados se confiam ou não no presidente. Os que confiam foram 76% tanto agora quanto em junho. Já os que não confiam passou de 21% em junho para 22% em setembro.

A nota média de Lula em setembro foi de 7,6, contra 7,5 recebida pelo petista em junho deste ano. Na comparação entre o primeiro e o segundo mandatos do presidente, 44% consideram em setembro que o segundo é melhor que o anterior. Outros 40% consideram igual, e 14% dizem que o segundo é pior que o primeiro. Os índices foram similares a junho deste ano.

Cenários para 2010: Ciro sobe, Serra e Dilma descem
No capítulo sobre as eleições de 2010, a pesquisa CNI/Ibope testou seis cenários de candidaturas a presidente, alternando para cada simulação os nomes mais cotados do PSDB, o governador de São Paulo, José Serra, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Em quatro deles, foi incluído pela primeira vez o nome da senadora Marina Silva, que aparece com intenções de voto entre 6% e 11%.

Em apenas dois cenários, nos quais Marina não aparece, é possível fazer a comparação com a pesquisa anterior. Nestas duas simulações, Serra ee Dilma registram queda nas intenções de voto. O tucano recua quatro pontos percentuais e Dilma recua de três a quatro pontos, dependendo do nome do candidato do PSDB. A pesquisa aponta crescimento das intenções de voto do deputado federal Ciro Gomes e da vereadora e ex-senadora Heloísa Helena.Veja os dados abaixo:

Lista 1

* José Serra – 34% (Eram 38% em junho).

* Ciro Gomes – 17% (Eram 12% em junho).

* Dilma Rousseff – 15% (Eram 18% em junho).

* Heloísa Helena – 10% (Eram 7% em junho).

* Não sabe – 10% (Eram 12% em junho).


Lista 2

* Ciro Gomes – 27% (Eram 22% em junho).

* Dilma Rousseff – 17% (Eram 21% em junho).

* Aécio Neves – 12% (Eram 12% em junho).

* Heloísa Helena – 13% (Eram 11% em junho).

* Não sabe – 12% (Eram 15% em junho).

Nos cenários em que a provável candidata do PV aparece, Serra continua liderando quando seu nome é incluído, mas com margem menor de vantagem sobre os adversários. Quando Aécio é o candidato tucano, Ciro Gomes passa a liderar a disputa.

Veja os números:

Lista 3 (com Serra e Heloisa)

* José Serra – 34%

* Dilma Rousseff – 14%

* Ciro Gomes – 14%

* Heloísa Helena – 8%

* Marina Silva – 6%

* Não sabe – 10%

Lista 4 (com Aécio e Heloisa)

* Ciro Gomes – 25%

* Dilma Rousseff – 16%

* Aécio Neves – 12%

* Heloísa Helena – 11%

* Marina Silva – 8%

* Não sabe – 12%

Lista 5 (com Serra e Sem Heloisa)

* José Serra – 35%

* Ciro Gomes – 17%

* Dilma Rousseff – 15%

* Marina Silva – 8%

* Não sabe – 10%

Lista 6 (com Aécio e Sem Heloisa)

* Ciro Gomes – 28%

* Dilma Rousseff – 18%

* Aécio Neves – 13%

* Marina Silva – 11%

* Não sabe – 12%

Educação em alta, desemprego em baixa
No capítulo da pesquisa que aborda áreas específicas de atuação, todos os nove itens investigados registram melhora da avaliação do governo. Os aumentos mais expressivos ocorrem no combate à fome e à pobreza, na área do meio ambiente, na educação e no combate ao desemprego.

A área com a maior melhora do governo foi a educação. A aprovação da atuação do governo na área subiu dez pontos percentuais e agora é de 69%.

Pela primeira vez este ano, cai para menos da metade da população o percentual dos que acreditam que o desemprego irá aumentar. Um recuo até março, mostra como essa mudança de perspectiva em relação ao desemprego é expressiva. Há seis meses, 68% acreditavam que o desemprego “aumentaria muito” ou “aumentaria” e apenas 13% apostavam no aumento da oferta de empregos. Nesse intervalo, houve uma queda notável de 28 pontos percentuais na perspectiva de piora do mercado de trabalho. Hoje, para 40% dos brasileiros, o desemprego “aumentará muito” ou “aumentará”, enquanto 25% acreditam no aumento da oferta de empregos. Outros 30% acreditam que o emprego se manterá nos níveis atuais. No
intervalo entre junho e setembro, os movimentos se mantiveram expressivos.

Os itens que ainda são desaprovados pela maioria da população: juros, impostos, saúde e segurança pública.

Pré-sal é a notícia mais lembrada
Entre as notícias mais lembradas pelos entrevistados, a que aparece em primeiro lugar é o anúncio do marco regulatório do pré-sal. Segundo a pesquisa, 16% disseram lembrar dessa informação. Em seguida, aparece a crise do Senado Federal (15%) e a compra de caças pela FAB, a Força Aérea Brasileira (11%).

Questionados especificamente sobre o pré-sal, 59% dos entrevistados dizem que já ouviram falar da exploração do petróleo na camada pré-sal. Outros 39% dizem que nunca ouviram falar.

Segundo a pesquisa, baixou de 78%, na pesquisa anterior, para 71% aqueles que consideram a crise econômica mundial muito grave. Ainda segundo o Ibope, 52% dos entrevistados dizem que o governo teve uma atuação positiva no combate à crise.

Mais de metade dos entrevistados (59%) acha que a saúde deve estar entre as áreas prioritárias para o próximo presidente. Em seguida, estão educação (44%), empregos (35%) e segurança (30%).

A pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, feita pelo Ibope, ouviu 2002 pessoas entre 11 a 14 de setembro em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos e grau de confiança de 95%. A Pesquisa CNI-Ibope é realizada trimestralmente para avaliar o desempenho da administração federal.. Chama atenção o fato da pesquisa ter sido divulgada apenas 8 dias depois de finalizada, um prazo bastante elevado se comparado com pesquisas anteriores, que eram divulgadas com dois ou no máximo três dias após sua conclusão.

Clique aqui para baixar a íntegra da pesquisa: CNI-Ibope 2009/09 (PDF - 1880kb)

Da redação,
com agências

Um comentário:

Ricardo Melo disse...

É pra chorar mesmo. Alcançar mais de 80% de aprovação em regime democrático é dificíimo em regimes democráticos.

Esse nível de aprovação pode ser compreendido como 100% do que é factivel, afinal ninguém poderá agradar a todos.

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