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segunda-feira, 6 de abril de 2009

A verdade dói: Quem não tem honestidade precisa de credibilidade

Minha postagem abaixo abordou uma questão que vira e mexe vem à tona quando se fala em imprensa e jornalismo: credibilidade.

Mas, afinal de contas, o que é esse negócio de credibilidade? Existe alguma forma de medir ou comprovar credibilidade? Será que um jornalista tem mais credibilidade que outro só porque usa terninho e gravata e passa gumex no cabelo?

O debate sobre credibilidade na mídia, em minha modesta opinião, é uma farsa. “Credibilidade” é apenas mais um conceito subjetivo que foi transformado num slogan por publicitários para enfeitar as peças de marketing da mídia corporativa. É idêntico a “Imparcialidade”.

Para mim, muito mais importante que credibilidade é honestidade. Isso sim é algo que pode ser medido e comprovado.

Por exemplo. Tem gente que acha que eu não gosto da Veja ou da Folha de S.Paulo só porque elas falam mal do PT, do governo Lula e de qualquer outra coisa que cheire a esquerda ou que vá contra o sistema capitalista selvagem que impera no país.

Errado. Eu repudio esses veículos e todos os outros que seguem a mesma linha deles por um único motivo: eles não são honestos. Mas em que eles não são honestos? Simples, eles mentem no que deveriam ser o mais transparentes possível. O problema não é eles serem contra o Lula, o Chávez, o Che Guevara, o diabo a quatro. O problema é eles dizerem não são contra nem a favor de ninguém. São “imparciais”, “isentos”, “apartidários”.

A Folha de S.Paulo, que parece estar querendo superar a Veja no quesito “jornalismo de esgoto”, afirma em suas peças de marketing que “Tem rabo preso com o leitor”. Ora, mas qualquer pessoa de bom senso sabe que o grupo Folha tem rabo preso com tudo, menos com o leitor. Esse pobre coitado é o que menos interessa à máfia que comanda esse grupo midiático. Para eles, leitor é sinônimo de “consumidor idiota”, não passa de um número, uma estatística que, por sinal, está diminuindo a cada dia para eles!

A Veja, o expoente máximo do esgoto jornalístico atual no Brasil, afirma ser “Indispensável” em suas campanhas publicitários. Olha, eu nem encosto na Veja com medo de pegar alguma doença incurável, tipo Racismo ou Homofobia, há no mínimo 10 anos e continuo muito bem informado sobre tudo que acontece no mundo. Posso garantir com tranqüilidade, portanto, que a Veja pode ser muito coisa, menos “indispensável”.

Honestidade, senhoras e senhores. Essa a chave para entender porque a blogosfera está batendo de frente e, muitas vezes, superando essa mídia que se acha grande, porém é de uma pequenez monumental.

Eu não quero que o Arnaldo Jabor seja censurado. Pelo contrário. Deixem-no falar suas nojeiras o quanto quiser. O que eu queria do Jabor é só uma coisa: honestidade. Queria ver esse pobre coitado dando entrevistas ou abrindo seus comentários com algo do tipo: “Sou um ex-cineasta frustrado que, depois de fazer meia dúzia de filmes pornôs metidos a besta que nem a própria mãe viu, percebeu que só conseguiria sobreviver alugando suas opiniões de bufão para quem pagasse mais. Assim, se pagarem bem, falo mal até dela, da minha mãe”.

Pronto. Depois disso, o Jabor poderia falar e escrever o que quisesse. Vai ler e ter orgasmos com o lixo dele quem se identificar com aquilo. E bola pra frente. Chega de dizer que o Jabor (ou qualquer outro vomitador de opinião como ele) tem “credibilidade”. Tem porcaria nenhuma! Quem fala que ele tem credibilidade são as peças de marketing produzidas por quem paga o salário dele e precisa vendê-lo aos incautos como algo “indispensável”.

Vejam o caso do Ricardo Noblat. O sujeito está naufragando. Perdeu sua credibilidade. Mas, perdeu por quê? Por que é cabo eleitoral do PSDB (Partido Só De Bacana) e do DEMo? Por que cometeu um monte de “barrigas” em suas “notícias”? Não. O coitado perdeu a “credibilidade” porque enganou seus leitores. Recebia grana do Senado para fazer um programa qualquer lá e omitiu esse fato. Receber grana do Senado é pecado? Não. Mas omitir esse fato e posar de “imparcial”, “isento”, “defensor da moral e dos bons costumes” é.

Por isso eu sempre faço questão de dizer que não tenho credibilidade. Não tenho mesmo. Credibilidade é uma qualidade que está fora da pessoa. Não sou eu que tenho credibilidade. É outra pessoa que vai acreditar em mim ou não. E ela só vai acreditar em mim se eu for honesto. Ponto.

Todo mundo que entra no meu blog vê logo de cara qual é a minha ideologia, os partidos políticos que apoio e os que repudio (e os motivos disso), minhas crenças e lutas. Enfim, ninguém vai ver-me aqui posando de imparcial, isento, apartidário, apolítico, dono da verdade, defensor da moral e dos bons costumes... Eca!

E outra: eu escrevo aqui porque gosto. Nunca ganhei um tostão furado com esse blog. Pelo contrário. Quando vou cobrir uma manifestação como aquela contra a Folha, vou com meu carro e pago tudo do meu bolso. Não tenho compromisso com ninguém. E se tivesse, diria claramente.

Quando fui ao Fórum Mídia Livre no Rio de Janeiro, explicitei na minha postagem que fui a convite da revista Fórum, que me pagou a passagem e o hotel. Além disso, me pagaram uns trocados pelas fotos que tirei no evento e foram publicadas na revista. E só. Mas isso nem tem nada a ver com o meu blog, mas sim com minha profissão. Se amanhã um político quiser me contratar para fazer assessoria para ele, aceito de bom grado.

Muitos vão dizer: “Tá, mas você só fala bem de revistas como Carta Capital, Fórum, Caros Amigos ou Revista do Brasil porque elas falam bem do PT e mal do PSDB”. Errado! Eu leio essas revistas obviamente porque tenho afinidade ideológica com sua linha editorial, mas acima de tudo, porque elas deixam bem claro em editoriais quais são as ideologias que defendem e quais as que repudiam. Elas não tentam convencer ninguém de que o que defendem ou repudiam é uma “verdade absoluta” ou um “fato imparcial”. Pelo contrário. Deixam bem claro, sejam nas matérias ou nas opiniões, que estão escrevendo a partir daquele ponto de vista que já explicitaram anteriormente.

Isso é bem diferente daquelas pessoas que consomem a Veja e o Jornal Nacional, justificando que fazem isso porque são veículos que “têm credibilidade”. Mentira! Elas gostam desse tipo de mídia porque elas divulgam aquilo que eles gostam (ou acham que gostam) de ler e ouvir. Ou seja, identificam-se com suas linhas editoriais conservadoras e reacionárias, porém nunca vão admitir isso. Nem os consumidores nem os produtores midiáticos.

Ficam ambos num jogo ridículo de “Eu finjo que sou imparcial e você finge que acredita, e vamos continuar metendo o pau na esquerda em favor da exploração do homem pelo homem, pelo bem do meu patrão”.

É por essas e outras que a mídia corporativa e seus jagunços se apegam tanto a essa palavra “credibilidade”. Porque eles sabem muito bem que no quesito “honestidade” eles levam uma verdadeira surra de qualquer Zé Mané da blogosfera ou da mídia independente.

E é por isso também que não vêem a hora de botar a gente pra correr e calar as nossas bocas. Honestidade faz muito mal aos negócios deles, essa que é a verdade...

3 comentários:

Ricardo Melo disse...

Os publicitários que me perdoem.

Mas esse negócio, essa frescura de exigir "credibilidade" dos outros não passa de mais uma "pegadinha" resultante da promiscuidade calamitosa que os cursos de "jornalismo" de hoje vivem com os conceitos da "publicidade".

Promiscuidade é coisa perigosa, assim como perigosa é a jogada do jornalismo de esgoto, que descobriu o filão econômico da execução de campanhas publicitárias dos partidos de direita travestidas de..."jornalismo".

André, você matou a pau. Quando no debate apareceu um "almofadinha" exigindo "credibilidade" do movimento, ficou claro que se tratava de alguém que deveria ter cursado publicidade & marketing.

Nada contra essa galera, há lugar para todos. O problema é a tal da promiscuidade e a falta de ética resultante dela.

E o pior é que essa gente exige "credibilidade" como se isso fosse aferível por algum indicador do INMETRO.

É como você disso, quem dá credibilidade é o leitor, credibilidade não é um adjetivo "inerente" do autor.

Essa canalha olha o mundo como se fosse um produto. Eles buscam "credibilidade" como se fossem os consumidores buscando um novo componente daquele lava-roupa que lava mais branco.

O problema destas bestas é que eles estão acostumados a ver todo mundo como produtor ou consumidor. Mas a blogosfera transformou tudo isso, quem dá credibilidade ao texto, interage com o texto, também produz.

Esses dinossauros estão com os dias contados e não sabem.

Darwin neles!

Anônimo disse...

Vou resumir o penso, se penso, pois essa tralha nao merece meu melhor, nem meu pior.

Nao merece nem meu nada.

Lula é muitos.

E eu vou continuar peidando na farofa - deles todos.

Até meu último suspiro.

Inté,
Murilo

Carlos disse...

grande andré,

perfeito o argumento.
o remédio a ser aplicado pelo consumidor/autor da mídia é simplesmente honestidade. só isso.
parabéns!

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