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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Resposta a um leitor: As sete cassações de Haddad e o caos em Jundiaí

Recebi o seguinte comentário do leitor Lucas, sobre as sete cassações do candidato do PSDB a prefeito Miguel Haddad, em Jundiaí:

"Sem ser muito tendencioso na minha colocação, acredito que hoje, dias após a decisão do Stradiotto, nada aconteceu, Miguel Haddad está de volta à prefeitura e o TRE derrubou varios dos processos. Jundiaí é uma cidade que há 20 anos possui o melhor desenvolvimento humano entre as cidades grandes e médias de São Paulo, gerou mais empregos com carteira assinada que em Campinas, dentre tantas outras atribuições positivas, que nao foram fruto de um só Prefeito, mas de todo um processo.

Enfim.. amo minha cidade, e quero o melhor para os meus filhos no futuro, assim como todo jundiaiensse.

(André, acredito no direio de expressao das opiniões divergentes, por isso peço que aceite a minha colocação)"


Minhas resposta:

Prezado Lucas, sua opinião é válida e bem vinda, porém os fatos não conferem com suas afirmações.

Primeiro: Ao contrário do que divulga a grotesca imprensa da Jundiaí (que é tucana até os ossos e faz a Veja parecer uma revista "isenta"), o TRE não derrubou nenhum dos sete processos de cassação contra Haddad e seu vice. O que houve foi somente a concessão de liminares que dão direito ao candidato cassado a continuar prefeito, até que todos os processos sejam julgados. As sentenças do juiz Stradiotto continuam todas valendo e Haddad continua cassado, mas infelizmente, segue "governando" graças às benditas liminares. Imagino se um cidadão comum, como eu e você, conseguiria liminares assim quase instantâneas... Enfim, como qualquer cidadão de "primeira classe" costuma dizer: "Para os amigos, tudo. Para os inimigos, a Lei".

Segundo: Jundiaí tem sim vários pontos positivos, mas a imensa maioria deles beneficia apenas as classes médias (altas) e as elites econômicas da cidade. As classes menos favorecidas têm sido sistematicamente "expulsas" da cidade durante as sucessivas administrações do PSDB, cuja maior preocupação na cidade diz respeito à especulação imobiliária - não é a toa que os caciques do tucanato são grandes donos de terras, construtores e/ou incorporadores.

Assim, enquanto testemunhamos em Jundiaí o lançamento de diversos novos mega-empreendimentos de alto padrão no estilo "condomínio fechado", que só serão usufruidos por quem tem alta grana, temos um sistema de transporte público de péssima qualidade, sucateado, que cobra o preço mais alto do Estado. Mas esse é um problema que só afeta os pobres que precisam usar ônibus e, por esse e outros motivos (como aumento do IPTU), são obrigados a fugirem para cidades-dormitório como Várzea Paulista, Campo Limpo, Francisco Morato e afins, enquanto continuam trabalhando em Jundiaí. Ou seja, para os tucanos e sua patota, pobre bom é aquele que trabalha aqui em Jundiaí, mas mora longe e não "enfeia" a cidade.

Além disso, com a falência do transporte público e o super inchaço da cidade graças aos inúmeros mega-empreeendimentos, Jundiaí já tem um trânsito caótico que não comporta o grande número de novos moradores (ricos) que têm se mudado para seus condomínios-fechados, mas que precisam vir com seus carrões de luxo toda hora até a cidade para os afazeres e obrigações do dia-a-dia. Isso gera, além do caos no trânsito, danos irreparáveis ao meio ambiente e aumento da violência. Qual a solução para isso segundo a turma do PSDB? Construir mais ruas, canalizar rios, cortar árvores, duplicar avenidas... Imagine só como ficará a cidade daqui a alguns anos! Será uma miniatura de São Paulo, não?

Não vou nem entrar na questão da Saúde por aqui, pois seria chover no molhado... Chamar de absurda a situação é pouco.

Enfim, é uma questão de sensibilidade social. Conheço pessoas que acham certo esse tipo de política elitista e higienista, pois consideram os pobres como membros de uma casta inferior que têm mesmo que ficar bem longe dos bem nascidos que, por direito divino, podem aproveitar de tudo que há de bom no mundo. Outro dia conversava com um sujeito sobre os problemas absurdos causados pela nova rodoviária aos usuários do transporte e aos moradores da região. A justificativa dele? "Ah, o povo é que tem que se adaptar às mudanças!". Pois é, nem preciso dizer que essa pessoa nunca colocou os pezinhos dentro de um ônibos urbano da cidade, né?

Engraçado é que são essas as mesmas pessoas que chiam um monte quando, por exemplo, têm que pagar duas ou três conduções para suas faxineiras, sem as quais não conseguiriam manter a própria casa minimamente limpa, quando seus funcionários chegam atrasados ao trabalho ou quando perdem duas horas presos num engarrafamento...

Aposto que você conhece um monte de gente assim, não? Mas, tudo bem. Eles já tem uma resposta pronta para justificar tudo isso: "É culpa da oposição rancorosa!". Sei...

2 comentários:

Anônimo disse...

Meu Deusssss!!!
Um post decente!!! Muito melhor essa sua versão do que a de tirano!
Você quase ganha um voto da situação: o meu!

André Lux disse...

Confesso que essa eu não entendi...

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