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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ainda sobre o caso Battisti: Vale a pena ler o texto de Giuseppe Cocco

Muito bom o texto abaixo sobre o caso Battisti e as reações de Mino Carta, publicado no site da revista Fórum. Vale a pena ler, pois como eu disse, trata-se de um assunto extremamente complexo!

- André

CartaCapital e o país de Pinocchio

- Por Giuseppe Cocco, 52, cientista político, doutor em história social pela Universidade de Paris, é professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre outras obras, escreveu, com Antonio Negri, "Glob(AL): Biopoder e Luta em uma América Latina Globalizada".

No Brasil, as vivas polêmicas suscitadas pelo caso Battisti foram e são atravessadas por dois grandes vieses. Obviamente, um deles tem origem na Itália. O outro, só um pouco menos óbvio, é fato da conjuntura política brasileira.

A violenta reação da classe política italiana à decisão brasileira de conceder “refúgio” a Battisti tem dois determinantes.

O primeiro diz respeito à composição fortemente reacionária do atual executivo italiano presidido por Berlusconi. Se o berlusconiano ministro do exterior, Frattini, chamou de volta o embaixador, foram os pós-fascistas a ameaçar com a suspensão do “amistoso” de futebol entre Brasil e Itália; e um deputado da "Lega Nord" a declarar que o Brasil é conhecido por suas “dançarinas” e não por seus juristas.

O segundo determinante diz respeito à composição da classe política italiana considerada em conjunto. Até o Presidente italiano, apesar de seu pouco peso (o regime italiano é parlamentar, e quem 'manda' é o Primeiro Ministro), o pós-comunista Napolitano, protestou veementemente e de maneira deselegante, em carta aberta ao presidente brasileiro.

A cobertura da grande mídia brasileira não traz nenhuma novidade. Quando se trata de Bolívia e Equador, ela prega firmeza e critica a postura conciliatória do governo brasileiro. Quando se trata de Itália, ela repercute (e dá legitimidade a) a pressão italiana, sem nenhuma preocupação com a firmeza “nacional” que a mesma mídia prega nos outros casos. A elite é isso mesmo: “forte com os fracos e fraca com os fortes”!

CONTINUE LENDO O TEXTO NESTE LINK.
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3 comentários:

Vera disse...

Já li em sites de jornais, o IG, etc. que um grupo majoritário de ministros do STF vai votar pela extradição do Battisti porque a prerrogativa seria do Supremo e não do Executivo. Isso vai contra tudo o que o STF, segundo li, tinha decidido em casos anteriores. Pode isso? Os juristas brasileiros não vão discutir isso? Também desse STF que decidiu o que decidiu ontem, espera-se qualquer coisa.

Ricardo Melo disse...

Vale a pena ler o texto do Giuseppe Cocco. Os tais "anos de chumbo" na Itália foram realmente complexos.

olhosdosertão disse...

Olá companheiro a mídia é assim, não tem pudor de esconder suas preferências.
Luis Moreira
olhosdosertao.blogspot.com

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