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domingo, 11 de janeiro de 2009

Extrema direita mostra os dentes... e coloca Obama numa sinuca de bico

Estou voltando de férias, mas venho acompanhando estarrecido pelas bancas e blogs a repercussão do PiG sobre o atual massacre dos Palestinos no gueto onde foram aprisionados chamado de "Faixa de Gaza".

Assim como afirmou o Eduardo Guimarães em seu blog, também estranhei uma cobertura bem menos pró-Israel do que costume - com exceção da grotesca revista Veja com sua delicadeza de mamute que já virou piada faz tempo e das distorções ridículas como chamar de "guerra" o ataque de um Estado militar contra civis.

Mas, no terceiro dia dos ataques, algo me chamou a atenção na Folha de S.Serra. Abaixo da manchete, uma chamada criticando o "silêncio" de Obama. Foi então que caiu a ficha - e uma amiga brasileira que vive nos EUA e participou ativamente da campanha para eleger o negro Obama teve a mesma impressão que eu.

O governo Bush está em seus dias finais e, de repente, Israel invade Gaza com brutalidade máxima e sem motivos reais para tanta ferocidade. Todos sabemos que Israel não iniciaria os ataques sem a aprovação dos EUA. Com Bush na berlinda, agora todas as atenções voltam-se para Obama, ainda mais com o PiG mostrando - como nunca mostrou antes - os horrores do massacre contra crianças inocentes (pergunte-se por que imagens brutais como essas que agora ganham destaque na primeira página de Folhas e Estadões da vida não eram divulgadas quando os EUA invadiram o Afeganistão e o Iraque, por exemplo, e você vai entender o que estou querendo afirmar).

O que tem a dizer Obama? Vai apoiar os ataques, para garantir o suporte da comunidade judaica e evitar enfurecer os extremistas? Ou vai condená-los, como certamente espera a maioria dos que votaram na esperança da "mudança"?

Ou seja, com um golpe só, a extrema-direita garante mais uma guerra para lubrificar sua indústria bélica e, de quebra, coloca Obama numa sinuca de bico.

Pelo andar da carruagem e a julgar pelas primeiras reações de Obama, que obviamente já percebeu que o abacaxi que tem para descascar pela frente é muito maior do que esperava, logo veremos eleitores "decepcionados" ganhando destaque no PiG. Em seguida virão denúncias de "corrupção" (que, reparem, já estão começando a pipocar contra políticos próximos a ele) e afins. Igualzinho fizeram e fazem aqui com o Lula todo santo dia...

É aquela velha tática da direita e sua mídia venal reeditada: dividir para conquistar. Quando vêem que não podem com ele, juntam-se a ele, e fingem dar apoio. Mas o que dão mesmo é corda, para ver quando poderão tentar enforcá-lo.

Teoria da conspiração de esquerdistas malucos? Aguardem para ver... Depois não digam que eu não avisei.

5 comentários:

Vera disse...

André, até o jornal The Nation está sutilmente criticando a ambiguidade de Obama. Evidentemente, é uma sinuca de bico, com as digitais da extrema-direita americana.

Luis disse...

O Osama foi intencional?

André Lux disse...

Não, ato falho mesmo! :-O

Ricardo Melo disse...

Ninguém tem idéia da "pedreira" que o Obama vai encarar a partir do dia 20.
Ontem mesmo assisti o documentário "Sicko", do Michael Moore e uma das coisas que mais me impressionou foi o ataque que os Clinton sofreram quando tentaram estabelecer um sistema público de saúde pública.
Antes de assumir a presidência, Obama já está sendo cobrado por um "escândalo" - o primeiro de uma série - da compra de sua vaga no Senado.
Do jeito que a coisa vai, o futuro presidente dos EUA deverá ter de conter até a sua flatulência no salão oval.
Nisso consiste a arte da magia: fazer o distinto público prestar a atenção onde os fatos que realmente interessam não acontecem.

quilombonnq disse...

Israel protestou contra a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil prevista para o dia 6 de maio em Brasília, convocando o embaixador brasileiro no país para dar esclarecimentos, informou a BBC – Brasil.


De acordo com o Ministério das Relações Exteriores de Israel, o objetivo da convocação foi "manifestar o protesto de Israel em relação a visita ao Brasil de uma figura tão negativa".

Em entrevista à BBC Brasil, a embaixadora Dorit Shavit, diretora-geral do departamento de América do Sul do ministério, afirmou que "Israel não costuma interferir nos assuntos de outros países, mas ficaria contente se a visita de Ahmadinejad fosse cancelada".

A embaixadora afirmou que na ultima terça-feira, dia 28 de abril, convocou o embaixador brasileiro em Israel, Pedro Motta, para prestar esclarecimentos sobre a visita do presidente iraniano a Brasília.
Conselhos

Dorit Shavit, que foi cônsul de Israel em São Paulo durante os anos 90, disse que "justamente um país como o Brasil, que valoriza os princípios de democracia e respeito aos direitos humanos, não deveria convidar um líder político que nega o Holocausto, defende a destruição de Israel e desenvolve armas nucleares".

"Ahmadinejad não é só um perigo para Israel, mas sim para o mundo inteiro", disse Shavit. (sic) [BBC-Brasil]

O que mais me surpreende é que Israel -- um país eminentemente racista e genocida, que deveria enfrentar o Tribunal Internacional pelos seus crimes -- invade a Palestina, executa milhares de civis; a grande maioria criança, mulheres e idosos; incendeia escolas, vilas inteiras, depósitos de alimentos da ONU e o presidente do Irã é “uma figura negativa que oferece perigo á sociedade”?

Eu sinto-me muito honrado, como brasileiro, com a presença deste grande estadista, defensor da justiça e dos direitos humanos

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