sexta-feira, 30 de maio de 2008

Alexander Courage: Morre o compositor do tema clássico de "Star Trek"

.
Morreu aos 88 anos, no dia 15 de maio, o compositor, orquestrador e maestro estadunidense Alexander Courage que, entre muitas outras obras, ficou famoso pela criação do tema da séria clássica de "Star Trek", em 1965.

Além de compositor, Courage atuou também como orquestrador de vários compositores de trilhas sonoras famosos, como John Williams e Alex North. Ele também estabeleceu parceria regular com o mestre Jerry Goldsmith a partir dos anos 90, depois que seu orquestrador habitual, Arthur Morton, começou a ter problemas de saúde.

Entre algumas das trilhas que orquestrou para Goldsmith estão "Basic Instinct", "First Knight", "The Mummy", "Air Force One", "Mulan", "Star Trek: First Contact" e "Star Trek: Insurrection".

Mais uma triste notícia para os amantes do cinema. Mais um grande artista que se vai, embora sua obra ficará para sempre em nossas memórias...
.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

PIG com Credibilidade? Só quando sairem do armário...

.
A leitora Cristina Castro levantou uma interessante questão sobre “credibilidade”. Afinal de contas o que é isso?

Como tudo na vida, cada um vai dizer uma coisa. E ninguém vai convencer o outro de que a sua verdade é a melhor.

Na minha modesta opinião, só tem credibilidade (no caso do jornalismo) aquele órgão de imprensa ou os jornalistas que assumem claramente quais são as suas posições político-ideológicas, seus valores e suas convicções.

Paulo Henrique Amorim, Mino Carta e Renato Rovai têm credibilidade. Assim como as revistas CartaCapital, Fórum e Caros Amigos. Isso quer dizer que eu sempre concordo com tudo que eles afirmam ou publicam em suas páginas ou que eles nunca erram ou falham? Claro que não.

Por que a mídia corporativa, cujos representantes maiores hoje são Globo, Veja, Folha, Estadão, etc, não tem, na minha visão, credibilidade? Simples: porque se vendem como isentos, imparciais e “de rabo preso com o leitor”, quando na verdade defendem interesses obscuros e têm agendas secretas.

Isso quer dizer que acho que devem ser censurados ou que gostaria que publicassem apenas aquilo que se alinhe ao que eu acredito? Obviamente que não. Gostaria sim que falissem, ou seja, que seus leitores simplesmente parassem de dar seu dinheiro suado a eles até que fossem obrigados a fecharem as portas por falta de anunciantes – que são, na verdade, quem os sustentam (ou você acreditou mesmo que o rabo deles está preso com o leitor?).

Todos esses representantes da mídia corporativa ganhariam credibilidade se simplesmente assumissem em publico e de maneira clara o que move os interesses de seus donos. Ponto. Não precisariam mudar em nada seu conteúdo.

Abaixo alguns exemplos de como seriam os novos slogans do PIG, caso tivessem coragem de “sair do armário”:

FOLHA DE S.PAULO
“Um jornal a serviço dos que tem grana – como vocês acham que vamos comprar um uma mansão nova e trocar de iate se todos tiverem os mesmos direitos e oportunidades?”


ESTADÃO
“Bom mesmo era na época da escravatura e das capitanias hereditárias. Democracia e justiça social são coisas de homossexual e baderneiro. Pau neles!!

VEJA
“Viva os Estados Unidos da América! Abaixo os sul-americanos, africanos, palestinos e asiáticos pobres, sujos e feios! Heil Hitler!”


ISTO É
“Publicamos matérias contra ou a favor. Dirija-se ao nosso setor comercial”


Rede Globo
“Exibimos Xuxa, Big Brother, novelas e o Jornal Nacional para que os Marinho e seus amigos do peito possam ficar cada vez mais podres de ricos às custas do resto dessa corja imunda e ignara que infesta o mundo”

Mais fácil o Adolf Hitler ressuscitar e se converter ao socialismo do que os barões da mídia corporativa e seus sabujos amestrados assumirem suas convicções e ideologias claramente em público... É ou não é?
.

Síndrome do Coitadismo: Ombudsman da Folha fica magoado com críticas

.
O indestrutível e ultra-civilizado blogueiro Eduardo Guimarães publicou no Cidania.com a resposta que o ombudsman da Folha de S.Paulo enviou a ele por email. E também a tréplica dele.

Sobre a carta do tal Lins da Silva, o ombudsman, tenho alguns comentários a tecer.

Primeiro, vejam o que ele escreveu ao Guimarães: "Será sempre um prazer para mim dialogar com você. Infelizmente, não posso dizer o mesmo em relação a muitos dos que postam comentários no seu blog (...). Motivo pelo qual não vou mais acessar o seu blog (...)"

É impressionante a necessidade que muitas pessoas têm de posarem de vítimas, de coitadinhos, quando questionadas ou criticadas com dureza sobre seus trabalhos e responsabilidades. Vejam bem, não estou nem duvidando da sinceridade do "coitadismo" dele (até acredito que tenha fica realmente magoado com as críticas mais severas), mas sim da sua conduta profissional.

O tal Lins da Silva aceitou o cargo de ombudsman na Folha de S. Paulo, jornal com tradição anti-democrática (apoiou abertamente o golpe de 1964 e faz oposição sistemática ao governo Lula), mas quer ser tratado com luvas de pelica e condescêndencia.

Desculpem minha sinceridade (sei que ela agride alguns que preferem o "politicamente correto"), mas isso é patético. Acho que de todos os ombudsmem da Folha esse Lins da Silva é o mais desprezível. Os outros, pelo menos, não tentavam posar de santos e "aguentavam o calor da cozinha" dignamente... Até porque, convenhamos, esse discursinho de "Poliana" do sujeito não convence ninguém. Alguém com anos de janela na mídia corporativa como ele sabe muito bem qual é o verdadeiro papel do ombudsman numa organização ditatorial como a Folha, que tem rabo preso só com os donos da grana.

Leiam meu texto "Pra que serve um ombudsman, afinal?" e tirem suas próprias conclusões...

Gostei muito da resposta que o Guimarães deu ao lins da Silva, especialmante quando evidencia a falta de respeito e as ofensas que "jornalistas" e "colonistas" da Folha usam para tratar quem os contradiz em seus textos. Textos esses, não vamos nos esquecer, pelos quais são pagos para escrever! Ou seja, existem muitas pessoas que compram ou assinam a Folha que estão literalmente dando seu suado dinheiro para ele ser usado para pagar gente que os ofende dentro do próprio jornal!

Isso sem falar em todas as reputações e vidas arruinadas por factóides estampados em letras garrafais no jornal, que ofendem e agridem qualquer cidadão que preze o Estado de Direito. Tem gente que gosta disso e acha bonito, mas esquecem daquela velha pergunta que todos devemos fazer: "Hoje é o Zé Dirceu quem eles estão linchando. Dane-se, bem feito, eu odeio esse cara!! Opa, peraí! Mas e se amanhã eles fizerem isso com o meu pai, com o meu filho ou... comigo?". Aí não adianta tentar reclamar com o ombudsman, pois ele não está nem aí para você.

E outra, será que não temos razão em sentir repulsa por um jornal como a Folha de S.Paulo, que em suas peças de marketing se vende como "imparcial", "isento" e de "rabo preso com o leitor"?

Eu, por exemplo, não leio a Folha nem outros órgãos da mídia golpista há anos. Se dependesse de mim, eles já teriam falido faz tempo. Mas, infelizmente, por mais que a gente queira ignorar esse lixo golpista e panfletário travestido de "jornalismo", ele está sempre lá estampado em todas as bancas e, pior, influenciando a vida de muitas pessoas e os rumos políticos do país - sempre para pior, sempre em pról dos interesses dos playboys mimados que são seus donos, diga-se de passagem.

E o Lins da Silva fica magoadinho quando recebe uma crítica mais aguda ou é questionado com dureza pelas condutas intoleráveis do jornal que paga o seu ótimo salário.

É, realmente, eu fico morrendo de dó do sujeito... Haja hipocrisia!
.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Fórum entrevista: Franklin Martins e José Dirceu

.
O site da revista Fórum destaca entrevistas com dois expoentes da luta armada contra a ditadura militar no Brasil, que durante 21 anos prendeu, torturou barbaramente e matou homens e mulheres que não se alinhavam à defesa dos interesses dos Estados Unidos na América Latina.

Confiram, pois as entrevistas valem a pena!

Franklin Martins: "Quem luta, acerta e erra; quem não luta, só erra"

José Dirceu: "Fomos às últimas conseqüências, reviramos nossas vidas, mas somos vitoriosos"
.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

FILMES: "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal"

.
DESLIGUE O CÉREBRO E DIVIRTA-SE!

Não se deixe levar por profissionais da opinião pretensiosos ou mal-humorados. Essa quarta aventura do quase “vovô” Indiana Jones é programa para nerd nenhum botar (muito) defeito!

- por André Lux, crítico-spam e nerd assumido

Confesso que estava esperando o pior. Tanto Steven Spielberg quanto George Lucas não conseguem acertar uma faz tempo e Harrison Ford, aos 65 anos, dava a impressão que faria papel de ridículo saindo por aí dando socos e voando por pára-brisas.

Mas, que nada! Ford está muito bem conservado para a idade (sem plásticas ou botox, ao contrário do que maldosamente sugeriu um profissional da opinião que escreve para a Folha de S. Paulo, jornal que apoiou o golpe militar de 1964) e a troupe conseguiu pescar os melhores momentos dos três filmes anteriores e amarrar tudo com muita leveza e auto-gozação.

Em momento algum “Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal” se leva a sério, principalmente quando entra em cena o personagem de Shia LaBeouf, com visual a lá Marlon Brando, que nos diverte brincando com a idade avançada de Ford. Isso garante momentos de pura magia cinematográfica despretensiosa, bem no clima ingênuo dos filmes da década de 30 e 40 que a série homenageia.

Por isso, o conteúdo político da série “Indiana Jones” continua não ofendendo ninguém, até porque tanto Lucas quanto Spielberg são liberais à moda antiga e, portanto, preferem criticar o clima de paranóia e perseguição que imperava nos EUA durante a guerra fria (bem parecido com o que existe hoje em tempos de Bush Jr.) a proferir discursos vazios contra os soviéticos, que fazem a vez dos vilões caricatos na impossibilidade de colocarem os nazistas de novo. Reparem que Indiana fica muito mais chateado ao ser chamado de traidor por agentes do FBI e perder o emprego de professor do que ao ser socado pelos comandados da “preferida de Stalin” (Cate Blanchet, ótima como sempre).

Pena que na segunda metade, quando se concentram mais em desvendar os segredos da tal caveira, o filme apele para perseguições e exageros dispensáveis (as quedas nas cataratas) talvez para tentar fisgar os mais jovens, acostumados com o frenesi e o excesso de efeitos visuais de aventuras atuais como “Transformers” ou “Piratas do Caribe”.

A resolução do mistério (cujo segredo no estilo "Eram os Deuses Astronautas" é revelado cedo demais) também é fraca e deixa evidente que não sabiam como fechar a trama principal, que é o único ponto realmente fraco do filme: cheia de idas e vindas, personagens bobos (como Oxley, que serviu para tapar o buraco causado pela recusa de Sean Connery em retornar como o pai de Indy) e, no final das contas, não faz muito sentido.

Tanto é que sobra para Ford a ingrata missão de ficar o tempo todo tentando explicar o que está acontecendo ao jovem Mutt (que, no caso, encarna a platéia perdida). Essa confusão certamente se deve ao fato do roteiro ter sido escrito, rejeitado e reescrito um monte de vezes. A certa altura, o nonsense era tanto que eu simplesmente parei de tentar entender e deixei a pura diversão me levar.

Mas, a falta de talento dramático dos protagonistas é compensada pelo carisma deles e as besteiras do roteiro (do notoriamente inépto David Koepp) são salvas pela criatividade de algumas seqüências (como a explosão da bomba atômica e a perseguição de moto), pela ótima edição e, claro, pela trilha musical precisa do mestre John Williams, que continua em plena forma aos 76 anos!

Não se deixe levar por profissionais da opinião pretensiosos ou mal-humorados. Essa quarta aventura do quase “vovô” Indiana Jones é programa para nerd nenhum botar (muito) defeito. Desligue o cérebro e divirta-se! Sua criança interior vai gostar...

Cotação: * * * 1/2
.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Jornalismo de esgoto: Para o Estadão, tortura é motivo de piada

.
E a tortura virou motivo de piada

- por Renato Rovai, editor da revista Fórum

No embalo da mais do que infeliz pergunta do senador José Agripino Maia (DEM-RN) à ministra Dilma Rousseff, quando ele insinuou que Dilma poderia mentir à CPI por já ter feito o mesmo sob tortura na época da ditadura, o jornal O Estado de S. Paulo publicou, no dia 12 deste mês, a carta de um leitor fazendo graça com o tema:

"A gente já sabia, mas ao depor na comissão do Senado a ministra Dilma confirmou: nem sob tortura ela fala a verdade. Foi uma grande verdade".

Indignado, encaminhei ao responsável pelo Fórum dos Leitores do jornal o seguinte e-mail:

"Tenho inúmeras restrições ao jornalismo de O Estado de S. Paulo, mas assino-o em nome da minha empresa e por conta da minha atividade profissional, sou jornalista e editor. Hoje, porém, tive engulhos ao ver publicada a carta do leitor Mauro Miler. A publicação desse tipo de ‘piada’ grotesca atenta contra os direitos humanos e os valores mais caros da democracia. A prática da tortura é crime hediondo. Um jornal que se preze deve tratá-la sempre assim."

A resposta do editor de Fórum dos Leitores de O Estado de S. Paulo chegou-me na noite daquele mesmo dia.

"Caro senhor, claro que a prática de tortura é crime hediondo, ninguém pode discordar. E mordaça o que seria? Liberdade de expressão, sempre. E viva a democracia! Gratos pela atenção, Fórum dos Leitores".

Apesar de a resposta ser de um simplismo tosco e de uma pequenez insuportável, decidi abordar o assunto neste espaço exatamente porque quem respondeu pelo jornal utilizou o discurso da "liberdade de expressão" como manto para justificar um erro, no mínimo, ético do veículo.

O jornal tem garantido o direito de publicar tudo o que lhe pareça conveniente. Aliás, direito conquistado pela luta de pessoas como Vladimir Herzog, Rubens Paiva e Luiz Eduardo Merlino. Gente que foi torturada e assassinada durante a ditadura por ter cometido o bárbaro "crime de opinião".

O buraco é mais embaixo

Mas o caso não é esse e não pretendo me alongar nisso. O jornal tem garantido o direito de publicar o que lhe pareça correto, mas, se for sério, deve fazê-lo com base no respeito aos direitos humanos, à ética do seu tempo e aos limites da legislação do seu país. Tem garantido o direito de questionar a lei vigente, evidente, mas não deve confrontar aquelas cláusulas pétreas constitucionais do seu território, principalmente quando diz atuar em defesa do Estado democrático e de direito.

Por isso mesmo, não é aceitável que um veículo de comunicação que se diz sério ainda tenha dúvida em relação ao que significa fazer graça com o tema da tortura. Também por esse motivo não pode ser considerado sério e respeitável um jornalista ou um jornal que utiliza a bandeira da "liberdade de expressão" como justificativa para publicar uma carta onde a tortura é tratada de forma torpe e sem nenhum contraponto.

Mas se esses dois argumentos não bastam, vou recorrer ao exemplo do Estado de S. Paulo para ver se faço o jornal e o seu editor do Painel do Leitor entenderem do que estamos tratando. Esse e-mail que enviei e que foi respondido não foi publicado pelo jornal. Também não foram publicados e-mails enviados pelos leitores do meu blog. Por que o jornal fez isso? Censura, mordaça ou critério de edição?

Sem esquizofrenia, fico com a última opção. Acho que o editor do espaço preferiu divulgar aquilo que lhe parecia mais conveniente. No caso da carta que fazia "piada" com a tortura é isso que também parece ter acontecido. O editor do espaço quis publicar o lhe parecia uma crítica a uma ministra, a uma integrante do governo, quis mostrar que o jornal é de oposição.

Mas o buraco era e continua sendo mais embaixo. Tortura não é assunto que diga respeito a governo ou oposição. E felizmente muitos opositores do atual governo têm certeza disso. Como também defenestrar a tortura e não ceder espaço a quem a defende — ou a quem acha engraçado fazer piada com tema — não tem nada a ver com mordaça.

Fazendo graça

Essa carta publicada pelo O Estado de S. Paulo demonstra que estamos muito longe de ter um entendimento mínimo sobre quais devem os procedimentos éticos de um veículo de comunicação. Até porque, depois que tratei do assunto no meu blog recebi comentários dando conta de que cartas semelhantes foram publicadas em outros veículos impressos, inclusive de grandes centros como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul.

Dar vivas à liberdade de expressão por conta da publicação de cartas do tipo da que tratei é apostar na barbárie jornalística.

Ainda bem que, por conta da luta do povo judeu, hoje é considerado crime fazer piadas com o Holocausto. O mesmo se pode dizer em relação ao racismo no Brasil. Mas, infelizmente, parece que as vítimas e os parentes dos que sofreram violências na luta contra a ditadura ainda terão de lutar para que alguns jornalistas e seus veículos aprendam como tratar do tema. E como não tratar.

Jornalismo de esgoto: Depois esses sujeitos querem ser levados a sério...



Sem comentários...

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Mídia Golpista: Guimarães desmascara novo ombudsman da Folha de SP

.
Será que vale a pena pagar tamanho mico só para receber uns trocados dos barões da mídia golpista tupiniquim? Ou será que o alinhamento ideológico entre eles e o grupo político que defendem compensa tudo? Qualquer que seja a resposta, é triste constatar que o jornalismo da mídia corporativa brasileira parece estar mesmo chegando ao fundo do poço...

- por André Lux, jornalista e crítico-spam

O Eduardo Guimarães, presidente do Movimento dos Sem Mídia (MSM) e blogueiro, aceitou o desafio do ombudsman da Folha de São Paulo e reuniu-se com ele na sede do jornal.

Eu não me manifestei antes em relação ao novo ombudsman da Folha porque estava esperando o relato do Guimarães sobre o tal encontro. O blogueiro foi além e ainda realizou uma excelente entrevista com o sujeito, digna de deixar jornalistas com PHD envergonhados.

Realmente, tudo que eu havia suspeitado lendo as entrevistas do cidadão e analisando seu currículo, se confirmou. O tal Lins da Silva não foi contratado para ser ombudsman, mas sim relações públicas do jornal.

Repare na entrevista abaixo como ele dá nó em pingo de água para DEFENDER a Folha e o resto da mídia. Chega ao cúmulo de afirmar que a imprensa trata o governo Lula igual tratava o de FHC! É simplesmente ofensivo à inteligência de qualquer pessoa de bom senso um sujeito que se diz "doutor" em comunicação afirmar uma estupidez desse tipo. Simplesmente revoltante. Parece que a opinião do William Bonner, que afirmou ser Homer Simpson o espectador médio do JN, fez escola.

Felizmente, a máscara do ombudsman caiu frente à argumentação precisa do Guimarães. O final da entrevista chega a ser constrangedor para Lins da Silva...

Na minha modesta opinião, o que a Folha queria com essa reunião era tentar cooptar, amaciar, fazer o Guimarães voltar para o lado deles graças à intervenção desse homem de "fala mansa e excelente ouvinte". Mas, tenho certeza, depois de ouvir os questionamentos duros e argutos dele, vão ter que repensar suas táticas...

Parabéns ao Eduardo Guimarães, que deixou Lins da Silva, o "doutor em comunicação", desconcertado.

Será que vale a pena pagar tamanho mico só para receber uns trocados dos barões da mídia golpista tupiniquim? Ou será que o alinhamento ideológico entre eles e o grupo político que atualmente defendem compensa tudo?

Qualquer que seja a resposta, é triste constatar que o jornalismo da mídia corporativa brasileira parece estar mesmo chegando ao fundo do poço...

Leiam o texto completo do Eduardo Guimarães "Ombudsman da Folha fala ao Cidadania" no blog Cidadania.com e comprovem!
.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Filmes: "Speed Racer"

BORRÃO, O FILME

Se quiser ver um compêndio do que existe de mais insuportável no cinema industrial feito em Roliúdi, arrisque. Só não esqueça de levar uma caixa de Neosaldina.

- por André Lux, crítico-spam

Se você é, como eu, fã do desenho original ou então tem esperança de encontrar algum vestígio do talento demonstrado pelos irmãos Wachowsky na trilogia “Matrix”, então não passe nem perto desse “Speed Racer”, suposta adaptação com atores de carne e osso da nostálgica animação japonesa.

Mas, tirando os desenhos dos carros e dos vestuários e o uso esporádico do tema musical original na trilha sonora, o resto do filme não passa de um compêndio do que existe de mais canhestro e insuportável no cinema industrial feito em Roliúdi atualmente: barulho infernal, histeria desmedida (a cada cinco minutos algum personagem olha para a câmera e começa a berrar) e uma overdose de efeitos digitais e cenas de ação editadas de forma tão alucinante que fica impossível identificar o que se passa. 

É difícil crer que alguém em sã consciência tenha gasto tanto dinheiro produzindo sequências intermináveis e absolutamente inverossímeis de corridas que, nos melhores momentos, não passam de um borrão na tela!

E, entre uma corrida e outra - desculpem - entre um borrão e outro, sobra para atores consagrados como John Goodman, Cristina Ricci e Susan Sarandon a constrangedora tarefa de tentar dar vida a personagens rasos como poças d'água, que se limitam a repetir jargões politicamente corretos sobre a importância dos “valores familiares” e coisas soporíferas do gênero. 

O rapaz que arrumaram para ser o Speed Racer, um tal de Emile Hirsch, não podia ser mais inexpressivo e sem graça. O único que salva a cara é o galãzinho da série “Lost”, Mathew Fox, como o Corredor X. Mas para você ver a que nível chega o negócio, o melhor ator do filme é, de longe, o macaco Zequinha – que nem mesmo é bem aproveitado!

Sinceramente, um filme como esse não merece mais comentários. Perto disso até bombas como “Van Helsing” ou “As Panteras Detonando” parecem obras-primas da sétima arte. Mas se quiser ver para crer, vá por sua conta e risco. Só não esqueça de levar um par de protetores auriculares e uma caixa de Neosaldina, pois você vai precisar. Acredite! Depois não diga que não foi avisado...

Cotação: Zero
.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

DVD: "Jornada pela Liberdade"

.
A LIÇÃO DA HISTÓRIA

São em momentos como esse que percebemos o quanto é triste ser “apolítico” ou se alinhar com o que existe de mais reacionário e desumano no mundo, seja por convicção de fazer parte da “raça superior” ou por mera alienação

- por André Lux, o crítico-spam

Vale a pena conhecer esse drama histórico dirigido com segurança por Michael Apted, que já fez outros filmes politicamente engajados como “Na Montanha dos Gorilas” e “Coração de Trovão”. Em “Jornada pela Liberdade” ele aponta sua câmera para o difícil processo de aprovação da lei que finalmente acabou com a escravidão na Inglaterra, no século 18, graças ao empenho que durou mais de 20 anos de William Wilberforce e seus apoiadores no parlamento inglês.

A boa notícia é que o roteiro de Steven Knight faz o possível para não resvalar no maniqueísmo típico desse tipo de produção, procurando ao máximo mostrar sempre os dois lados da moeda (afinal, até mesmo os conservadores tinham lá suas convicções na defesa da escravatura), bem como as fraquezas e os defeitos dos personagens. Além disso, tem o cuidado de destacar também a participação das várias castas da sociedade na luta pela abolição, inclusive as mulheres e, claro, os próprios negros (representados aqui na figura do ex-escravo Olaudah Equiano), contrariando assim a lógica róliudiana de sempre tentar reduzir conquistas sociais como essa à luta individualista de um único sujeito.

O filme ganha credibilidade graças à boa atuação de Ioan Gruffudd (de, acredite se quiser, “Quarteto Fantástico”!) no papel central, sempre cercado por ótimos coadjuvantes, com destaque para Michael Gambom, como o político que muda de lado na última hora, e o lendário Albert Finney, encarnando John Newton, o ex-comandante de navio negreiro que, arrependido, passa o resto dos dias lutando contra a escravidão – é dele a emocionante canção “Amazing Grace” que dá o título original do filme e já foi usada em várias outras produções do cinema, como “Jornada nas Estrelas 2” (na cena do funeral de Spock) e “Invasores de Corpos”.

Apesar do ritmo lento e do caráter didático da narrativa, “Jornada pela Liberdade” é um ótimo exemplo de como a política é vital e pode ser usada para efetivamente melhorar a vida das pessoas, mesmo que seja por linhas tortas. Assusta também pensar que a indefensável escravidão de seres humanos começou a ser abolida há tão pouco tempo - no Brasil, há míseros 120 anos! Não é de se estranhar que muitos desejam a sua volta até hoje...

São em momentos como o retratado pelo filme que percebemos o quanto é triste ser “apolítico” ou se alinhar com o que existe de mais reacionário e desumano no mundo, seja por convicção de fazer parte da “raça superior” ou por mera alienação. A história, por mais que tentem deturpá-la, é (e sempre será) cruel com essas pessoas.

Cotação: * * * 1/2
.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Democratas de araque: Os Caninos do Vampiro

Ao acusar a ministra Dilma Roussef de “mentir” para seus torturadores, o senador José Agripino Maia se excedeu. Excedeu-se? Ou quem sabe só se enquadrou na moldura onde sempre esteve?

- por Flávio Aguiar (www.cartamaior.com.br)

Na Transilvânia deve haver um ditado mais ou menos assim: “quem nasceu para Drácula, pode passar por anjo, mas acaba mostrando os dentes”. Foi o que aconteceu com o senador Agripino Maia, do finado PFL, hoje o transgênico DEM.

A visita à página do senador é lacrimejante. Trata-se de um herói da democracia. Fez isto, fez aquilo, apoiou Tancredo. De repente o herói da democracia revela a boca de lobo em que se meteu. Agora? Desde sempre?

Entre outras coisas nefastas e nefandas, a interpelação a que o senador submeteu a ministra é uma ofensa ao decoro parlamentar. Ao “acusa-la” de ter “mentido” para seus torturadores, o senador extrapolou seu papel legislativo. Tornou-se, como os algozes daqueles tempos, um poder judiciário avant-la-lettre, sendo promotor, juiz e carrasco ao mesmo tempo. Fez a acusação, julgou, promulgou a sentença, passou em julgado e quis aplicar a pena.

Não deu certo. Por quê? Porque como personagem de comédia (e existem comédias macabras), o senador se achava num cenário e estava em outro. Ele estava “do lado errado da história”. Ele achava que seu único público era feito dos acólitos, arautos e pauteiros que municiam e saúdam esta oposição autoritária na imprensa e na mídia conservadoras. Era um personagem na peça errada. Um estranho no ninho. Nem mesmo esta imprensa o saudou. O episódio é exemplar, no que revela do contínuo autismo político que assola cada vez mais essa oposição de direita que, infelizmente, tem entre seu público parte da esquerda da esquerda.

O que mais se leu e viu na imprensa conservadora foi a decepção: a ida da ministra ao Congresso “deu em nada”. Quer dizer, a ministra se saiu muito bem. Tanto no que se refere à grotesca acusação do senador,quanto ao que se refere ao “dossiê” sobre o governo de FHC, e ainda quanto ao que se refere ao assunto da sua convocação, o PAC e esclarecimentos conexos, no que nem a oposição nem a mídia conservadora estavam minimamente interessadas. Aliás, nem preparadas para discutir. O interesse era crucificar a ministra, e isso não aconteceu. Logo, “a operação” frustrou-se, “deu em nada”.

Continue lendo o texto de Flávio Aguiar no site Agência Carta Maior.
.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Orgulho de ser PT: Dilma humilha "democrata" que apoiou a ditadura militar

.
Até os capitães do mato do PIG foram obrigados a torcer o rabo e admirar o desempenho da nossa ministra Dilma - até porque eles precisam manter a farsa de que sempre foram a favor da democracia e contra a ditadura militar. Clique aqui para ler a matéria do Vermelho "Para jornalistas, oposição deu 'tiro no pé' e Dilma 'venceu'"

É nessas horas que a gente tem, mais do nunca, orgulho de ser PT...
Obrigado Ministra Dilma!



Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...