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quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Hipocrisia sem limites: Tudo corre conforme os planos de Serra...

O tal Gilberto Kassab é o equivalente político a um trapo velho jogado num canto esquecido de uma repartição pública. Não passa de um boneco de ventríloquo de seu verdadeiro mestre, o José Serra.

- por André Lux, jornalista

Como era de se esperar, o questionamento sobre detalhes da vida pessoal do Kassab – detalhes esses que vão frontalmente contra o discurso (falso) moralista do candidato - estão sendo explorados ad nauseum pela mídia corporativa e seus jagunços. Agora, travestidos de vestais da defesa dos direitos individuais, distorcem e manipulam a realidade para dar uma força na farsa montada por DEMos e Tucanos, desesperados para continuar à frente da Prefeitura de São Paulo.

Como qualquer pessoa minimamente inteligente sabe, o tal Gilberto Kassab é o equivalente político a um trapo velho jogado num canto esquecido de uma repartição pública. Não passa de um boneco de ventríloquo de seu verdadeiro mestre, o José Serra. E Kassab, que não deve ir nem ao banheiro sem pedir permissão ao atual capo dos tucanos paulistas, foi obviamente escolhido a dedo pelo Serra para ser seu vice quando era candidato a prefeito, cargo que abandonou em seguida para virar governador em sua obsessão de virar presidente da república única e exclusivamente para satisfazer seu gigantesco ego.

O fato de ser politicamente inexpressivo e de ter todos esses esqueletos no armário, os quais graças à reação ridícula do tipo “vesti a carapuça e vou me fazer de vítima” ficaram ainda mais evidentes, fazem de Kassab uma pessoa ideal para ser chantageada e dominada no caso de ousar bater as asas e tentar vôo solo. Existem mil casos de traição política perpetrados por criaturas que se voltam contra seus criadores, mas, como não é bobo nem nada, Serra escolheu alguém que pode controlar tranquilamente.

Não sei se a iniciativa da campanha da Marta em questionar aspectos incoerentes da vida pessoal do político Kassab vai prejudicar ou ajudar sua votação. Isso vai depender do quanto o eleitorado paulistano quer continuar a ser enganado por políticos oportunistas e cínicos. Se optarem por Kassab, azar de todos nós, que seremos obrigado a ver o trânsito da cidade ficar cada vez mais caótico, a violência aumentar, a educação e a saúde públicas sendo jogada às traças e assim por diante...

Eu, particularmente, fui e continuo favorável à iniciativa, embora soubesse muito bem que qualquer ato nesse sentido tentaria ser revertido contra o PT, igualzinho fizeram, por exemplo, no caso do Dossiê Vedoim. Para quem não se lembra, o tal dossiê supostamente trazia denúncias contra Serra e um grupo de petistas ingênuos caiu na armadilha do tucano e tentou comprá-lo, só para serem presos em flagrante pela PF (sendo que a primeira equipe de filmagens a chegar ao local da prisão era a da agência de publicidade do PSDB!). Comprar dossiê não é crime, mas a imprensa podre fez parecer que sim e, com isso, conseguiu armar um golpe que levou a eleição para o segundo turno. Estranhamente, nenhum “jornalista” tentou descobrir o que havia dentro do tal dossiê!

Tem gente que me diz: “Ah, mas o Eduardo Guimarães é contra, como você pode ser a favor?”. Bom, o Guimarães é o Guimarães e eu sou eu. Concordo com muita coisa que ele escreve, mas também discordo de outras também. Isso é natural. Não vou mudar de opinião só porque pessoas dignas de respeito como ele ou o Renato Rovai, editor da Fórum, tem visões e vivências diferentes da minha.

Mas, divergências de opiniões de lado, uma coisa é fato: ao ser trazido para a luz do dia contra a vontade do PiG (Partido da imprensa Golpista) e da patota da direita - que adora exigir dos outros aquilo que não aplicam em suas vidas -, esse debate fez cair a máscara de muita gente por aí e provocou eventos muito interessantes. Confiram:

1) Pessoas que jamais levantaram um dedo sequer a favor da luta dos homossexuais contra o preconceito e a discriminação (e, tenho certeza, adoram fazer piadinhas preconceituosas contra gays), agora posam de indignadas com o que chamam de “campanha homofóbica” do PT! Haja hipocrisia...

2) A imprensa corporativa e seus jagunços travestidos de “jornalistas”, campeões em devassar detalhes da vida privada de inimigos de seus patrões para serem usados contra eles de maneira baixa e desconectada do debate político, vestem agora a armadura da defesa dos direitos privados do boneco de ventríloquo do Serra, numa tentativa desesperada de esconder o que até cego já viu. Seria cômico se não fosse trágico!

2) Jornalistas, políticos e blogueiros de esquerda inteligentes e sensatos não entendem a importância dessa iniciativa para desmascarar a incoerência e o falso-moralismo dos direitistas, entram na armação histérica do PiG (a serviço de Serra) e ajudam a tirar o foco do debate, posando de politicamente corretos e dando munição extra para a o inimigo. Lamentável.

Vamos esperar pra ver o que vai acontecer de novo de agora em diante. Porque a histeria do PiG e o cinismo da direita nós já estamos cansados ver...

4 comentários:

Paulo Cabral disse...

Muito partidarismo e pouco bom senso... Lutar contra a sujeira nao justifica se sujar tambem. Qualquer pessoa que tenha nos acompanhado entrando no seculo XXI entende que preferencia sexual nao tem nada a ver com capacidade politica, administrativa ou firmeza de caráter (bom deixar calro que que nao acho que Kassab ou, principalmente DEM primem por qualquer uma dessas características). Usar tal estrategia para o ataque e explorar uma potencial homofobia dos eleitores eh baixo e desleal.

Nao acho que se combate sujeira com sujeira e nem acredito que os meios justifiquem os fins.

Abraco

André Lux disse...

Não precisa me "acusar" de partidarismo, amigo, pois eu sempre deixo claro quais são minhas preferências partidárias. Até para não tratar quem visita meu blog como um idiota.

Não dou muita bola para essa pergunta retórica "os fins não justificam os meios?", pois isso é mero papo acadêmico, sem aplicação na vida real.

Se os fins não justificassem os meios, a revolução popular cubana, por exemplo, não teria acontecido. Eu respondo essa pergunta assim: depende dos fins e depende dos meios. Imagino que isso deva chocar os policamente corretos e os que têm necessidade de agradar.

E você tem razão. Preferência sexual não influi em nada na atuação de um político. Já hipocrisia, mentira, covardia e cinismo influem.

Mas eu já deixei isso bem claro abaixo. Não vejo motivo pra ficar repetindo o que já está óbvio...

Luís Henrique disse...

André,

Talvez _nada_ teria acontecido, na História da humanidade, se "os fins não justificassem os meios".

Outra coisa que pode "chocar" a postura politicamente correta é constatar que certos termos, muito utilizados por políticos e intelectuais, como "democracia", "terrorismo", "liberdade", "direitos humanos" (só para citar os mais em voga atualmente), não tem _sustância_, base material nenhuma... as pessoas gostam de se posicionar na "turma do bem" para atrair outras pessoas a apoiarem os interessos da classe, credo, ou grupo social ao qual pertencem. Em outras palavras, não passam de meros chavões.

É dureza, mas é a realidade!

Valdir disse...

André: concordo com o seu ponto-de-vista. Realmente, a Direita tem a pretensão de enxergar, como se fosse onisciente, a "intenção" por trás do questionamento do marketing martiano. Ela tenta impor, como única intenção possível, a de provocar reações homofóbicas dos eleitores. Claro, se fosse verdade, isso conviria a ela. Mas eu acho que a intenção do marqueteiro foi apenas a de chamar a atenção para a contradição entre o moralismo direitista e os esqueletos que guarda no armário...

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