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sexta-feira, 11 de julho de 2008

Jornalismo de esgoto: Mídia esconde relação Dantas-PSDB

Tem gente que reclama quando eu digo que ninguém precisa enfiar a cara no meio do esgoto do PiG (Partido da Imprensa Golpista) todo santo dia para saber o que acontece em suas páginas ou transmissões. Afinal, são todos iguais (mudam só as moscas que sobrevoam suas redações) e quem já leu um, leu todos.

Deixo esse triste trabalho para quem realmente precisa fazê-lo.

Assim, reproduzo abaixo o artigo do Altamiro Borges, que trata da cobertura do imprensalão ao assunto "Daniel Dantas", não sem antes destacar o que Paulo Henrique Amorim e o Luis Nassif disseram sobre a convocação do repórter da Globo para depor na Polícia Federal. Todos eles apenas reforçam o que eu já havia opinado aqui no meu blog.

PH AMORIM:
"[...] Mas, uma pergunta que não quer calar: por que só o Tralli vai depor? Por que não convocar a repórter Andrea Michael, da Folha (da Tarde*), que publicou uma reportagem em que, com antecedência, avisou a Dantas que ele estava para ser preso. Foi essa reportagem de Michael que motivou os vários pedidos de HC de Dantas. [...] "Vazamento" por "vazamento", o que é mais grave: vazar a informação de que um quadrilheiro vai ser preso, ou vazar a imagem de uma prisão que já ocorreu?"

NASSIF:
"Esse carnaval em torno da exclusividade da cobertura da ação da Polícia Federal para o repórter César Tralli é factóide. O que está em jogo é algo muito mais amplo e profundo: a forma como Daniel Dntas conseguiu cooptar jornalistas e/ou veículos.. Cada jornal deveria se debrução sobre sua própria cobertura, se antecipar, identificar as jogadas que ocorreram e começar a limpar a área. Será a maneira da opinião pública saber diferenciar quais os veículos que foram apenas desatentos com a cobertura e quais os que se meteram nela até o pescoço."

Mídia esconde relação Dantas-PSDB

Defensora intransigente da privataria na era FHC, a mídia venal evitou vincular a fortuna obtida ilicitamente pelo mafioso com o processo da venda criminosa da estatal das telecomunicações. O seu banco, Opportunity, foi criado em 1996 e cresceu exatamente com a onda das privatizações, graças às íntimas relações com líderes do PSDB.

- por Altamiro Borges (http://altamiroborges.blogspot.com/)


A efêmera detenção de Daniel Dantas, que durou apenas um dia – bem que num dos telefonemas grampeados um serviçal do banqueiro garantiu que seu patrão temia apenas a Polícia Federal, já que no Supremo Tribunal Federal “ele resolveria tudo” – dá um baita alivio à mídia hegemônica. Afinal, ela estava fazendo de tudo para esconder as relações promiscuas entre o megaespeculador e vários tucanos de alta plumagem. A TV Globo, por exemplo, noticiou a cinematográfica prisão vinculando-a unicamente ao “escândalo do mensalão do PT”. Já a Folha de S.Paulo, da famíglia Frias, deu um título esquizofrênico na capa: “Defesa do banqueiro diz ter papéis contra o PT”.

Defensora intransigente da privataria na era FHC, a mídia venal evitou vincular a fortuna obtida ilicitamente pelo mafioso com o processo da venda criminosa da estatal das telecomunicações. O seu banco, Opportunity, foi criado em 1996 e cresceu exatamente com a onda das privatizações, graças às íntimas relações com líderes do PSDB. Nenhuma manchete para o fato do especulador ter sido diretamente agraciado pelo ex-ministro tucano das Comunicações, Mendonça de Barros, que acionou os fundos de pensão nas negociatas. Pouco destaque para outras figuras tucanas que assumiram altos cargos no Opportunity, como o ex-presidente do Banco Central, Pérsio Arida, e a ex-diretora do BNDES, responsável pela área das privatizações, Elena Landau.

Cadê a filha do governador Serra

No seu desespero para defender os tucanos, a mídia deixou de noticiar até que um dos presos na mega-operação da PF, Verônica Rodenburg, irmã de Daniel Dantas, foi sócia de Verônica Serra, filha do atual governador paulista, na firma de consultoria Decidir. A empresa, que continua em atividade, registrou-se em Miami (EUA) em 3 de maio de 2000, sob o número P00000044377. Tem filiais na Argentina, Chile, México, Venezuela e Brasil e oferece dicas sobre oportunidades de negócios, incluindo a área de licitações públicas no Brasil. Consta no seu site: “Encontre em nossa base de licitações a oportunidade certa para se tornar um fornecedor do Estado”.

Durante a CPI do Mensalão, em 2005, a senadora Ideli Salvatti acusou Dantas de manter íntimas relações líderes tucanos, citando sua sociedade com Pérsio Arida e a empresa de sua irmã com a filha do então prefeito da capital paulista, José Serra. A denúncia causou alvoroço na época, mas a mídia venal sequer retomou o caso agora. Esquecimento ou cumplicidade? Bob Fernandes, jornalista do site Terra Magazine e o primeiro a denunciar as prisões desta semana, talvez tenha a resposta. Após anos averiguando as maracutaias do banqueiro, ele chegou à conclusão de que Daniel Dantas é “um dos personagens centrais da mais feroz e encarniçada batalha da historia do capitalismo brasileiro” e que esta “batalha feroz incluiria também jornalistas e publicações”.

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