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quarta-feira, 16 de julho de 2008

Caiu a máscara: A diferença entre Jornalismo e Shownalismo

A prisão do banqueiro mafioso Daniel Dantas, que ficou bilionário durante as privatizações fraudulentas do governo FHC, acabou tornando-se um verdadeiro divisor de águas para quem acompanha de perto os movimentos da imprensa brasileira.

Depois de passar anos ignorando sumariamente ou tratando Dantas como um "gênio das finanças", a imprensa corporativa (que visa o lucro acima de tudo e de todos) finalmente deu destaque às falcatruas dele. E isso só porque ele foi preso pela Polícia Federal, junto com o especulador Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta. Ou seja, não tinha como ignorarem de novo. Deve ter sido uma enorme surpresa para quem só consome esse tipo de mídia para ficar "informado"...



Já para quem está acostumado a procurar informação em outro tipo de imprensa, aquela não comprometida com a defesa incondicional do "deus-dinheiro", Daniel Dantas é figurinha carimbada desde 1998, quando saiu a primeira capa sobre ele na Carta Capital.


E a revista comandada pelo jornalista Mino Carta nunca se furtou em mostrar as ligações do banqueiro mafioso tanto com tucanos, quanto com petistas - ao contrário do resto do PiG (Partido da Imprensa Golpista) que tenta vender Dantas apenas como o mentor do tal de "mensalão", fingindo que ele não tem nada a ver com os escândalos da era FHC.

A revista Fórum também já trouxe reportagens sobre Daniel Dantas em setembro ("O verdadeiro escândalo" ), novembro de 2005 ("Veja e decida: foi Opportunity?") e abril de 2008 ("A BrOi e Daniel Dantas me demitiram").

Isso sem falar no trabalho corajoso de jornalistas como Paulo Henrique Amorim, Bob Ferndandes e Luis Nassif, que também denunciam as tramóias do "orelhudo" há tempo.

No site da Carta Capital, um editorial prá lá de irônico acaba de ser publicado, tratando exatamente deste assunto. Seria cômico se não fosse trágico. Confiram:

Viva o 'jornalismo investigativo'

O resto da imprensa 'descobre' agora o que CartaCapital contou há mais de dois anos. Trágico ou patético?

O jornalismo “investigativo” brasileiro manifesta-se, em todo seu esplendor, nestes dias posteriores à Operação Satiagraha. Os bravos repórteres dedicam-se à estafante tarefa de recortar e colar partes do relatório parcial da Polícia Federal – ou reproduzir informações assopradas de afogadilho por alguma fonte com acesso privilegiado às investigações.

Análise, interpretação dos trechos truncados? Seria demais esperar isso, como seria demais que se dessem ao simples trabalho de checar se determinados “furos” já não são de conhecimento até do mundo mineral. (Clique na imagem ao lado para ver a reprodução das capas citadas)

Algumas das tantas “reportagens” que brotam na extensa cobertura da chamada “grande imprensa” foram relatadas em várias edições de CartaCapital em passado não tão longíquo. Era o auge do escândalo do “mensalão” e o dito jornalismo investigativo andava mais preocupado com o dinheiro na cueca de um assessor parlamentar no Ceará e os supostos dólares de Cuba.

Para facilitar o trabalho deste time de investigadores da imprensa, agora heróis da liberdade e da apuração exaustiva, a revista lista a seguir as edições onde eles podem achar mais informações para enriquecer seu trabalho. Bom proveito.

Continue lendo o texto neste link.

9 comentários:

Rodrigo Leme disse...

Para Lux, tem o Partido da Imprensa Golpista e o PiP: Partido da Imprensa Pelega.

O deus dinheiro q a Carta Capital gosta é o da publicidade estatal. Aí taca uma pecha de independente q cola: é só me apontar pra onde o governo quer q eu vá q eu vou. Até apoiar abertamente a reeleição do Lula a CC fez. Sem contar os 50% de desconto na assinatura para membros do PT. Devolvendo um pouco do q ganhou...

Ninguém pode seriamente dizer q existe mídia política boa no Brasil. Todos têm rabo preso. Mas é a velha história: bonito é o espelho, o resto...

André Lux disse...

Leme, primeiro gostaria de parabenizar sua atitude corajosa de finalmente sair do armário e assumir sua veia direitista de vez.

Segundo, existe uma diferença brutal entre "precisar de dinheiro para sobreviver dentro do sistema no qual estamos inseridos" e "achar que dinheiro é a coisa mais importante na vida, ao ponto de fazer qualquer coisa - mas qualquer mesmo - para obtêlo". A falta de compreensão desse detalhe é que da nó na cabeça de vocês, direitistas, que julgam todos os outros a partir da própria visão de mundo.

A Carta Capital, que você nunca leu mas adora falar mal, viveu sem receber nenhum tipo de publicidade do governo federal quando o presidente era o seu mestre, FHC, o príncipe-sapo dos sociólogos, vestal da democracia e da equidade.

Se grana fosse assim tão importante para a revista, então bastava ela ficar ao lado do governo tucano escondendo suas falcatruas, como fazem todas as outras, para receber a tão necessária publicidade.

Já o governo do PT, mesmo sendo alvo de investigações e denúncias constantes da mesma revista, continua enviando publicidade para ela, da mesma forma que faz com todas as outras...

No fundo, quem está se olhando no espelho é você e, pelo jeito, não gosta do que vê. Por isso, talvez, o ataque agressivo e incoerente postado aqui...

Rodrigo Leme disse...

Garanto que tem mais Carta Capital na minha casa que na sua. O radical intolerante com a discordância aqui é você, deixemos isso claro.

Enfim, enquanto não recebeu a chuva de patrocínio estatal (muito mais do que as outras - te aviso q mentir é feio), a Carta Capital nunca apoiou (abertamente) campanha petista para presidência, tampouco dava desconto de 50% para petista.

Enfim, admiro a coragem da Carta Capital de assumir o patrão que tem. Ela tem reportagens muito boas, é uma revista até melhor que a Veja, mas a lio como leio a Veja: sabendo que ela serve a alguém. uso a mesma desconfiança.

E se juntar o q a CC já fez de reportagem denunciando o PT até hj, dá um clipping de umas 10 páginas. Isso eu consigo achar de matérias ruins do FHC na Veja. Em suma, grandes merdas.

Quanto a assumir minha veia direitista, bom aí é você voltando ao seu velho vício de rotular os outros. Podia ser um anarquista reacionário, um comunista sionista ou o que quer que seja, que não mudaria nada como a minha opinião é tratada.

Mas você é disco quebrado. Você precisa dos rótulos, pois sem ele você não sabe debater. Onde vão os clichês se você não etiquetar a pessoa?

Anônimo disse...

Aliás, quem paga a Carta não é a publicidade estatal, é publicidade privada mesmo: Vale, Bradesco, Bunge, até Aracruz Celulose! Todas querendo passar a messiânica imagem de "salvadoras do planeta" ou algo assim.

Apesar dos ótimos textos de jornalistas como Mino Carta e Antônio Luiz Costa, parei de ler a Carta pois "hipocrisia publicitária", para mim, tem limite - eu conseguia "ignorar" a coluna do "respeitável" Delfim Netto (que assinou embaixo o AI-5), até ver um anúncio da SHELL posando de "ambientalmente responsável", daí foi o fim da picada.

Mas, voltando ao assunto - sobre o Dantas, a revista foi, de fato, exemplar , um dos poucos veículos que ousou revelar a nudez do novo "Rei" da terra das palmeiras, suserano de metade do Congresso, herdeiro do trono deixado pelo ex-Imperador do Brasil, Antônio Carlos Magalhães.

Luís

André Lux disse...

O fato de CartaCapital ter demonstrado apoio ao Lula é sinônimo de honestidade e transparência. Algo que um consumidor do PiG jamais vai entender...

Rodrigo Leme disse...

E o fato da Carta Capital não dar a foco a uma maracutaia de membros do governo atual mostra que apoio ao governo tem limite ético.

Algo que alguém que terceiriza a opinião própria pro partidão não vai nunca entender.

André Lux disse...

Leme, se você algum dia tiver coragem de ler um exemplar da Carta Capital vai perceber que várias denúncias contra o PT são divulgadas em suas páginas.

Já sua acusação de eu "terceirar" (sic) minha opinão mostra bem quem você é... Mas, eu já sabia. Ainda bem que você resolveu tirar a máscara.

É por aí mesmo. Você vai ser mais feliz, vai por mim. ;-)

Fernando Romano disse...

Leme, rapaz, se você acha melhor ter publicidade do Daniel Dantas do que estatal... continue com a sua Veja, Estadão e afins. Pelo menos publicidade estatal não é crime. Rabo preso tem é a grande mídia que não seja os seus próprios interesses. Já vi também que você vai no blog do Eduardo Guimarães para repetir suas sandices de classe-mérdia, e tantas besteiras reproduziu que ele até já falou pra você: "Estou parando por aqui..." E agora você aparece aqui no blog do André Lux... quer dizer, você diz que lê a CC mas só entra em blog de esquerda para papagaiar o que a mídia te condicionou a dizer!... Ah, conta outra. Tira a máscara, cretino. Vai falar mal da CC na Veja que é o teu lugar...

Felipe disse...

Discutir publicidade entre CC e Veja é sacanagem. Pega na mão as duas e sinta a diferença do peso e da grosurra das revistas. A publicidade da Veja é de irritar, deve ter mais propaganda que texto escrito.

de resto, o que tem de diferente entre as duas se deve a uma simples questão: SENSIBILIDADE!

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