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quarta-feira, 21 de maio de 2008

Mídia Golpista: Guimarães desmascara novo ombudsman da Folha de SP

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Será que vale a pena pagar tamanho mico só para receber uns trocados dos barões da mídia golpista tupiniquim? Ou será que o alinhamento ideológico entre eles e o grupo político que defendem compensa tudo? Qualquer que seja a resposta, é triste constatar que o jornalismo da mídia corporativa brasileira parece estar mesmo chegando ao fundo do poço...

- por André Lux, jornalista e crítico-spam

O Eduardo Guimarães, presidente do Movimento dos Sem Mídia (MSM) e blogueiro, aceitou o desafio do ombudsman da Folha de São Paulo e reuniu-se com ele na sede do jornal.

Eu não me manifestei antes em relação ao novo ombudsman da Folha porque estava esperando o relato do Guimarães sobre o tal encontro. O blogueiro foi além e ainda realizou uma excelente entrevista com o sujeito, digna de deixar jornalistas com PHD envergonhados.

Realmente, tudo que eu havia suspeitado lendo as entrevistas do cidadão e analisando seu currículo, se confirmou. O tal Lins da Silva não foi contratado para ser ombudsman, mas sim relações públicas do jornal.

Repare na entrevista abaixo como ele dá nó em pingo de água para DEFENDER a Folha e o resto da mídia. Chega ao cúmulo de afirmar que a imprensa trata o governo Lula igual tratava o de FHC! É simplesmente ofensivo à inteligência de qualquer pessoa de bom senso um sujeito que se diz "doutor" em comunicação afirmar uma estupidez desse tipo. Simplesmente revoltante. Parece que a opinião do William Bonner, que afirmou ser Homer Simpson o espectador médio do JN, fez escola.

Felizmente, a máscara do ombudsman caiu frente à argumentação precisa do Guimarães. O final da entrevista chega a ser constrangedor para Lins da Silva...

Na minha modesta opinião, o que a Folha queria com essa reunião era tentar cooptar, amaciar, fazer o Guimarães voltar para o lado deles graças à intervenção desse homem de "fala mansa e excelente ouvinte". Mas, tenho certeza, depois de ouvir os questionamentos duros e argutos dele, vão ter que repensar suas táticas...

Parabéns ao Eduardo Guimarães, que deixou Lins da Silva, o "doutor em comunicação", desconcertado.

Será que vale a pena pagar tamanho mico só para receber uns trocados dos barões da mídia golpista tupiniquim? Ou será que o alinhamento ideológico entre eles e o grupo político que atualmente defendem compensa tudo?

Qualquer que seja a resposta, é triste constatar que o jornalismo da mídia corporativa brasileira parece estar mesmo chegando ao fundo do poço...

Leiam o texto completo do Eduardo Guimarães "Ombudsman da Folha fala ao Cidadania" no blog Cidadania.com e comprovem!
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8 comentários:

jorge disse...

André, não há como não concordar com você. É isso aí. Abraços.

Fernando Romano Menezes disse...

"Parece estar chegando", não, André. Já chegou no fundo do poço! O caso do incêndio ontem aqui em SP foi a gota d'água. A grande mídia, babando por sangue, por um "caosaéreo" e por qualquer 'crise' que vise à derrubada do Lula, noticiou, antes mesmo de checar (coisa básica para jornalismo) que "um avião havia caído e provocado um incêndio"... é mole? Como disseram no blog do Azenha, o jornalismo sério acabou. E já apagaram a luz.

André Lux disse...

Concordo plenamente, Fernando. Quando digo que "está chegando ao fundo do poço" é porque tenho certeza que eles ainda vão descer o nível ainda mais. Para esse jornalismo grotesco não existe fundo do poço...

Luiz.Monteiro4 disse...

Hã, Ah, sim, o quê? Ah.. Concordo que a mídia é tucana e Democratas (leia-se podre). Ficam enchendo a bola do Jeferson Peres só porque ele resolveu sacanear com o Lula. Cá pra nós, eu acho que o caso do avião mostra que o paulistano está com medo. Medo da Regina Duarte, kkkkk.

Cristina Castro disse...

André, desta vez tenho que discordar de você. Fiz questão de entrar no site do Eduardo Guimarães e ler com bastante atenção a entrevista que ele fez com o ombudsman da Folha (que considero muito mais fraco que o anterior, Mário Magalhães, por N razões).

Mas não achei que Carlos Eduardo Lins da Silva ficou desconcertado em momento NENHUM. Muito pelo contrário: o post que Guimarães escreveu em seguida, intitulado "O inferno são os outros" mostra que ele próprio se pega até hoje refletindo sobre suas próprias convicções, ao confrontá-la com um sujeito de opiniões divergentes, mas muito democráticas.

Ele diz: "E o egoísmo se manifesta de todas as formas e em todas as questões que nos afligem o ato de viver. O egoísmo intelectual provoca o animal dentro de nós, o predador, ansioso por destruir obstáculos - nunca vistos como direitos do outro - de divergir, de pensar diferente. Saber respeitar o contrário, ver as coisas pelo ponto de vista do que é melhor para todos está ao alcance de muito poucos. A honestidade intelectual de entender que o que é melhor para todos pode ser uma conjunção de pontos de vista e não apenas um deles é rara em nossa espécie, mas existe nela como não existe em nenhuma outra de forma consciente. (...) Estive com um homem, na quarta-feira passada, que pensa muito diferente de mim. O ombudsman da Folha, Carlos Eduardo Lins da Silva, porém, não é o meu inferno. É alguém de carne e osso. Sua capacidade de encarar a divergência, apesar de divergirmos, fez-me refletir até que ponto eu faria o mesmo. Alguns dirão que essa disposição ao contraditório decorreu de interesses escusos. Eu direi que não tenho certeza disso. A única certeza que tenho, neste momento de minha vida, é a de que, para cada um de nós, o inferno são os outros."

Sobre o que você diz, que a Folha queria cooptar Guimarães, é o próprio líder do MSM quem responde em seu post: "Por conta da honestidade intelectual que tanto prezo, sou obrigado a reconhecer que, apesar de várias teorias conspiratórias que surgiram, e as quais eu mesmo cheguei a considerar, não acredito que o convite que recebi de Lins da Silva tenha tido qualquer outra motivação além da que ele alegou."

Faço questão de discordar de você, neste longo comentário, porque realmente li com atenção e interesse a entrevista de Lins da Silva e ela só me confirmou que o sujeito está muito aberto à discussão, se oferecendo inclusive a encaminhar para o blogueiro sua tese de doutorado sobre influência da mídia (tese com a qual concordo, sendo eu mesma uma "estudiosa" - muito menos gabaritada - da Comunicação Social. A mídia influencia a sociedade muito menos do que os estudiosos imaginavam nos anos 60 e isso foi comprovado pelos Estudos Culturais e por teorias muito mais recentes de semiótica e antropologia) e tendo, inclusive, entregado a ele a cópia do programa com o Celso Amorim.

Além disso, vários foram os momentos em que Guimarães apontou frases que estavam incorretas e teve que assumir seu atropelo após correção de seu interlocutor. Isso tira um pouco da credibilidade do discurso de Guimarães.

Acho o MSM extremamente bem-intencionado mas, para que ele chegue a algum lugar, é preciso transformar boas intenções em "honestidade intelectual", conforme definição de Guimarães.

Não podemos simplesmente ler os textos conforme nossos interesses pessoais, distorcer discursos e transmitir apenas os trechos que achamos conveniente divulgar. É preciso fazer o que Guimarães já descobriu: abrir espaço ao diálogo, aos pensamentos divergentes e à honestidade intelectual - de que quase todos (todos MESMO, tanto da grande mídia como da blogosfera alternativa) parecem ter se esquecido.

Abraço fraterno.

André Lux disse...

Desculpe, Cristina, mas não me convence nem por um minuto o discurso do Lins da Silva. Talvez se eu ainda fosse estudante de jornalismo, vá lá... Porém, um sujeito que tem anos de bagagem na mídia corporativa querer nos fazer crer que realmente tem opiniões como aquelas chega a ser constrangedor.

Os outros ombudsman da Folha eram até razoáveis e conseguiam enganar melhor. Mas esse aí é só um relações públicas mesmo, alguém que o Frias escolheu a dedo para fazer propaganda favorável ao seu jornal, cuja credibilidade despenca ladeira abaixo a cada dia.

Minha opinão sobre a entrevista do Eduardo é oposta à sua. Para mim, ficou claro que o jornalista da Folha não tinha argumentos para rebater as perguntas e, ao se dar conta disso, preferiu encerrar o debate.

Quanto às conclusões que o Guimarães chegou sobre o assunto, penso que são pessoais e não cabe a mim julgá-lo.

Abraços.

Cristina Castro disse...

Vou considerar que fizemos interpretações/leituras diferentes de uma mesma entrevista, então. Fiquemos com nossas opiniões divergentes.

Mas fico feliz que minha percepção se aproxime da do entrevistador, Eduardo Guimarães, que escreveu o texto que você cita e foi o único a conversar pessoalmente com o tal ombudsman.

André Lux disse...

Gosto muito do Guimarães e a luta dele é igual à minha. Porém, já discordei dele antes.

No texto citado por você nem chego a discordar, até porque ele está dando uma interpretação muito pessoal sobre o que entende ser o cerne dos conflitos de opinião em épocas agitadas como a que vivemos.

O que eu não concordo é quando dizem que as opiniões de um sujeito como o tal ombudsman não são ideológicas ou que a maneira como ele se coloca não tem segundas intenções as quais vão ao encontro dos anseios dos seus patrões. Aí seria ingenuidade demais...

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