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segunda-feira, 10 de março de 2008

O debate inútil: A opinião, da opinião, da opinião, da opinião...

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Recebi vários emails de apoio em relação ao lamentável fato descrito abaixo ("O Inimigo Está à Espreita") e também algumas cobranças do tipo "Você tem que responder a esse cara!". Já os doutrinados pela mídia corporativa vociferam em êxtase que "O cara destruiu você!".

Gente... na boa, qual a utilidade de eu replicar o texto do rapaz, já que se trata apenas da opinião dele sobre a minha opinião? É igual você escrever uma crítica de um filme e aí alguém escrever uma crítica à sua crítica, dizendo que você não entende nada de cinema porque não gostou do filme Tal... Non sense puro. Coisa de gente problemática.

Tirando os ataques pessoais e covardes dirigidos ao fígado, que devem ser tratados com o repúdio de sempre e servem apenas para revelar o caráter do agressor, o resto é apenas a opinião de um sujeito que se alinha ideologicamente ao que há de mais podre no mundo. Vocês queriam o que, que o garotão fosse a favor de Cuba? Como, se ele idolatra o "Deus Mercado" e as falácias produzidas em volta disso? Estranho seria se o sujeito defendesse Cuba. Aí sim a gente começaria a ficar preocupado...

Sem dizer que meu texto "Perguntas aos Doutrinados Pela Mídia" era apenas uma provocação, cheio de perguntas meramente retóricas, cujas respostas nós já estamos carecas de saber. Escrevi aquilo só para ver se os direitistas enrustidos saíam do armário. O fato de alguém perder seu tempo realmente respondendo as perguntas que fiz chega a ser hilariante!

Eu não tenho problema nenhum com o cara discordar da minha opinião e aí escrever a dele refutando. Não leio pois não me interessa perder tempo lendo o que eu já sei. Com tanta coisa do Emir Sader ou do Noam Chomsky para eu devorar, só faltava mesmo ficar lendo as opiniões e críticas de um sujeito que nem tem coragem de assinar o próprio nome embaixo do que escreve com tanta empáfia... Até porque eu já estive do lado dele - quem leu minhas "Memórias De Um Alienado" sabe do que estou falando.

Eu sei bem que o que move esse tipo de pensamento e ação, no fundo, é a raiva e a inveja e não o conhecimento e a reflexão. É típico de quem aceita passivamente o que a mídia corporativa e seus papagaios enfiam goela abaixo e passa a repetir tudo sem critério. Só que isso acaba deixando um gosto amargo na boca do sujeito e, quando alguém que realmente tem convicção ideológica e argumentos próprios, vai contra o que repetem como papagaios, só resta a eles espumar de ódio e tentar "destruir" o outro de qualquer jeito - inclusive com golpes baixos. Porque no fundo, sejam opiniões sobre política ou sobre cinema, tudo não passa da maneira que cada um enxerga o mundo através do seu filtro ideológico.

É por isso que gente assim prefere morrer a admitir que está apenas emitindo uma opinião, pois se esforçaram tanto para convencer a sí próprios que são "donos da verdade", que estão acima do bem e do mal e que não seguem ideologias, que passam mesmo a acreditar que o que escrevem é inquestionável...

Não é à toa que, ao serem refutados, os castelinhos de cartas sobre os quais construíram suas convicções desaba e eles sentem um ódio profundo e passam a perseguir seu interlocutor de maneira obsessiva e sem limites!

E não falo isso porque sou sábio ou melhor do que ninguém, não. Falo isso porque já senti e já agi assim no passado - para minha eterna vergonha! Felizmente, percebi isso a tempo e, depois de muito esforço, consegui começar a mudar esse quadro. É difícil, eu sei, e você acaba tendo umas recaídas às vezes. Mas é possível... Basta realmente querer e procurar um bom psicólogo. Admitir um erro não é vergonha para ninguém (ou não deveria ser).

Mudando um pouco de assunto, fiquei muito feliz ao ler a entrevista do Luis Nassif na revista Caros Amigos (que felizmente sobrevive graças ao apoio do Estado, caso contrário já teria sucumbido à ditadura do "Deus Mercado"). Além é claro das porradas que ele dá no PIG e em seus colunistas-pitbulls, ele revela que também já teve seus momentos de babunçar fóruns de discussão. Vejam só: "Pra mim é o seguinte: quando começaram aquelas salas de mir, ir, ali foi um período muito gozado, eu gostava de entrar lá com pseudônimo e provocar todo mundo, fazia todo tipo de molecagem, um dia eu vou contar".

Ufa, e eu aqui me martirizando por ter feito o mesmo. Se até um cara respeitável e sério como o Nassif já fez isso... Como diria a Marta, o negócio é relaxar e gozar!
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