quarta-feira, 28 de março de 2007

Momento Auto-Ajuda: MÁSCARAS

Para quem entende um pouco de psicologia ou já fez terapia de verdade (e não apenas para se auto-enganar), o texto abaixo vai dizer muito. Não sei quem é o autor, mas gostaria muito de ter o talento para escrever algo assim tão simples, porém tão forte. Leiam e tirem proveito!

MÁSCARAS

Cada vez
que ponho
uma máscara
para esconder
a minha realidade,
fingindo ser
o que não sou...


faço-o
para atrair o outro
e logo descubro
que só atraio
outros mascarados
distanciando-me
deles devido a um estorvo:
A máscara.

Faço-o
para evitar
que os outros vejam
as minhas debilidades
e logo descubro
que, ao não verem
a minha humanidade,
os outros não me podem
querer pelo que sou,
senão pela máscara.

Faço-o
para preservar
minhas amizades
e logo descubro que,
quando perco um amigo,
por ter sido autêntico,
realmente não era meu amigo,
e, sim, da máscara.

Faço-o para evitar
ofender alguém
e ser diplomático
e logo descubro
que aquilo
que mais ofende as pessoas,
das quais quero
ser mais íntimo,
é a máscara.

Faço-o
convencido de que
é o melhor que posso fazer
para ser amado
e logo descubro
o triste paradoxo;
o que mais desejo obter
com minhas máscaras
é, precisamente,
o que não consigo
com elas.

terça-feira, 27 de março de 2007

Seção "Ego Inflado": Mais elogios ao crítico-spam!

.
Para a satisfação do meu humilde ego, o respeitado Eduardo Guimarães, responsável pelo blog "Cidadania", postou um comentário sobre este blog na página dele. Confiram:

"Incluí mais um link neste blog, o 'Tudo em cima', do jornalista André Lux, um espaço interessante, com textos bem elaborados e montagens gráficas bem feitas, espirituosas, criativas e inteligentes."

Retribuo a gentileza recomendando a todos que não deixem de visitar o blog do Eduardo Guimarães, que traz textos muito bem escritos sobre política e outros assuntos!
.

segunda-feira, 26 de março de 2007

DVD: "A GRANDE ILUSÃO"

.
A POLÍTICA COMO ELA É

Os fins justificam os meios? Filme levanta importante questão, mas deixa o espectador chegar às suas próprias conclusões. Não surpreende, portanto, ter sido massacrado pela crítica e fracassado nas bilheterias...

- por André Lux, crítico-spam

Massacrado pelos profissionais da opinião e fracasso nos cinemas, esse “A Grande Ilusão” (título nacional preconceituoso para “All the King’s Men”) é um excelente drama político que traz novamente à luz uma velha questão que sempre provoca discussões acaloradas: afinal, os fins justificam os meios?

O filme é baseado num livro famoso escrito pelo aclamado Robert Penn Warren, que se inspirou em um político real da Luisiana dos anos 1930, Huey Long, ex-governador do estado lembrado até hoje por ter usado a corrompida máquina política para tentar levar conforto e bem estar à população pobre. Assim, construiu estradas, casas, escolas, hospitais e distribuiu livros e material escolar gratuito. Por tudo isso e não por acaso, foi violentamente perseguido pelos representantes da elite, do empresariado e da mídia conservadora local, os quais tentaram, durante todo seu mandato, provocar seu impeachment ou simplesmente derrubá-lo por meio de incessantes acusações de corrupção e fraude. Qualquer semelhança com o que acontece atualmente com qualquer político que não se curve ao status-quo não é mera coincidência...

No livro, Long virou Willie Stark e no filme é representado por Sean Penn. Só que o protagonista da história é, na verdade, um jornalista (Jude Law, discreto) que inicia a história cobrindo a campanha do político e acaba se transformando no seu braço direito depois de eleito. Cabe a ele o papel de “consciência” frente aos acontecimentos que são apresentados sempre de maneira ambígua e polêmica, sem maniqueísmos, “mocinhos” e “bandidos” ou aquelas irritantes explicações didáticas. Tudo e todos no filme são cinzas, nebulosos e passíveis de diversas interpretações - exatamente como acontece no mundo real.

Repleto de frases lapidares e diálogos afiados, “A Grande Ilusão” tem, além do invejável elenco que traz ainda Anthony Hopkins e Kate Winslet, o grande mérito de mostrar que, em política, ninguém faz nada sem sujar as mãos e o que vale mesmo são as intenções. “O bom feito a partir do mal ainda é bom, não é?”, diz Stark para tentar justificar suas ações moralmente duvidosas.

O filme, todavia, não é perfeito. A atuação de Penn é sofrível, exagerada e beira a caricatura já que ele se preocupou mais em imitar (mal) os trejeitos do político no qual o filme se inspira do que em passar as nuances do caráter complexo dele. Além disso, tem uma trilha musical pesada e sufocante composta por James Horner (que ao menos dessa vez não copiou suas partituras antigas) e o roteiro deixa de aprofundar detalhes e personagens que teriam enriquecido mais a trama.

Mas, afinal de contas, os fins justificam os meios? Felizmente, o diretor e roteirista Steven Zaillian não procura responder essa questão, muito menos julgar os personagens. Ao mesmo tempo em que mostra as reais boas intenções do político, não esconde as falhas de caráter nem o comportamento dúbio dele e de todos à sua volta. Isso significa que cada espectador deverá refletir sobre o que viu e tirar suas próprias conclusões, a partir da visão de mundo e ideologia que tem.

Deve ser por isso que recebeu tantas críticas negativas e fracassou. A julgar pelo ridículo nome que inventaram para o filme aqui no Brasil, dá para perceber que concluíram algo como: "político bonzinho é eleito e fica malvado, portanto tudo foi uma grande ilusão". Depois tem gente que acha estranho algo grotesco como Big Brother Brasil fazer tanto sucesso...

Cotação: * * * 1/2
.

quinta-feira, 22 de março de 2007

Mídia Venal: Jornalista investigativo sob ataque da extrema-direita

.
Acabo de enviar o texto abaixo ao jornalista Luiz Carlhos Azenha, cujo excelente trabalho investigativo e provocador que publica no blog "VI O MUNDO " está sendo atacado de forma covarde pelos zangões de sempre da extrema-direita tupiniquim.



Prezado Azenha,

seu texto Os Irmãos Metralha: tropas de choque revivem o integralismo e promovem o "Papa, ame-o ou deixe-o" lavou minha alma.

Também sou jornalista, embora não trabalhe na grande imprensa, mas costumo postar minhas opiniões e reflexões sobre política, cinema e o que der na telha num blog. Sou assumidamente de esquerda e militante petista, embora nunca me furte de criticar, cobrar e denunciar as mazelas perpetradas por quem quer que seja - inclusive por membros do PT.

Por isso, sou alvo constante de xingamentos, patrulhas e acusações (ao ponto de retirar a opção "comentários" do meu blog) dessa mesma tropa de choque que te ataca agora - cujo mentor espiritual maior é o tal de Reinaldo Azevedo, uma das figuras mais repulsivas que já tive o desprazer de ver em minha vida.

Ele mesmo, o tal que defendia a destruição do Estado, ao mesmo que mamava nas tetas de estatais para manter vivo o seu panfleto de extrema-direita "Primeira Leitura". Agora que aquilo faliu, arrumaram um emprego para ele na grotesca Veja. Eles se merecem: cara de um, fucinho de outro...

Como disse, sou petista e apóio o governo do presidente Lula, o qual está longe de ser perfeito (muito longe), mas que defende um outro tipo de atitude política e visão de mundo que foi escolhida por 63% dos brasileiros - duas vezes!

Essa matilha enfurecida de neofascistas-integralistas-extremistas-boçais não pode conviver com o contraditório, com o diferente, afinal suas vidas foram e são construídas sobre verdades únicas e certezas absolutas. Admitir "o outro", "o diferente" e "o contraditório" seria o mesmo que ter que admitir que não são perfeitos, nem donos da verdade. Ou seja, seriam obrigados a retirarem suas máscaras e começar a encarar as próprias falhas, defeitos e limitações - e isso é o maior pesadelo que pode afligir um fundamentalista-fascista que se julga membro da raça superior.

Saber que o Azevedo e a gangue que o adula falam mal de você deve ser motivo de orgulho e satisfação. Claro que ninguém gosta de ser atacado pelas costas - ainda mais com acusações e agressões chulas - e sem direito de defesa, mas, convenhamos, é melhor que tais ataques sejam oriundo deles.

Afinal de contas, ao fazerem isso revelam o que existe de mais óbvio na psicologia: estão apenas agredindo o reflexo que vêem no espelho, pois julgam todas as outras pessoas a partir da própria filosofia de vida que os move. Isso quer dizer que, quando julgam o seu trabalho e a sua posição política e o acusam de "petralha", "ratatulha" ou "vendido", estão apenas falando deles mesmos...

Saudações e continue seu bom trabalho!

A democracia agradece.

Abraços,
André Lux
.

terça-feira, 20 de março de 2007

Música impagável: CLASSE MÉDIA



Muito boa essa música do Max Gonzaga!
Ouça ela numa apresentação ao vivo clicando neste link.
Abaixo a letra completa da canção...

CLASSE MÉDIA
Max Gonzaga e Banda Marginal
autor - Max Gonzaga


Sou classe média.
Papagaio de todo telejornal
Eu acredito
Na imparcialidade da revista semanal

Sou classe média,
compro roupa e gasolina no cartão
Odeio "coletivos" e
vou de carro que comprei a prestação

Só pago impostos,
Estou sempre no limite do meu cheque especial
Eu viajo pouco, no máximo um
Pacote CVC tri-anual

Mas eu "tô nem aí"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "tô nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda

Mas fico indignado com o Estado
Quando sou incomodado
Pelo pedinte esfomeado
Que me estende a mão

O pára-brisa ensaboado
É camelô, biju com bala
E as peripécias do artista
Malabarista do farol

Mas se o assalto é em "Moema"
O assassinato é no "Jardins"
E a filha do executivo
É estuprada até o fim

Aí a mídia manifesta
A sua opinião regressa
De implantar pena de morte
Ou reduzir a idade penal

E eu que sou bem informado
Concordo e faço passeata
Enquanto aumento a audiência
E a tiragem do jornal

Porque eu não "tô nem aí"
Se o traficante é quem manda na favela
Eu não "tô nem aqui"
Se morre gente ou tem enchente em Itaquera
Eu quero é que se exploda a periferia toda

Toda tragédia só me importa
Quando bate em minha porta
Porque é mais fácil condenar
Quem já cumpre pena de vida

.

A pedidos: Retrato do Brasil

.
Republico abaixo uma charge que diz muito sobre a realidade do Brasil, atendendo aos pedidos do meu sobrinho de 14 anos que, felizmente, já está criando consciência política e quer levá-la para mostrar ao seu professor de Filosofia... Clique no desenho para vê-lo em tamanho natural.



.

sexta-feira, 16 de março de 2007

De olho na mídia: Reflexões sobre a imprensa corporativa



Leiam algumas reflexões interessantes do jornalista e escritor Georges Bourdoukan sobre a nossa gloriosa mídia corporativa, postadas em seu blog.

O Iraque sob "tutela"

Vejam o absurdo. A Folha de S. Paulo insiste em denominar a ocupação do Iraque de tutela, como se já não bastasse denominar a invasão de incursão. Ou seja, se amanhã alguém invadir o prédio da FSP e ocupar a redação, ele, de acordo com os textos com que aquele órgão de publicidade agride seus leitores, não estará realizando uma invasão, mas uma simples incursão; e não estará realizando uma ocupação, mas tutela.

Mídia sabuja

A Mídia que ocupa o Brasil odeia o Líbano. A mídia que ocupa o Brasil ama Bush. A mídia que ocupa o Brasil adoraria viver na então França ocupada pelo exército nazista. Assim chamaria o general De Gaule de terrorista e obedeceria cegamente ao servil marechal Petain. É assim que ela se comporta hoje em relação ao Líbano. Chama de terrorista o Hizbollah, porque o delinqüente Bush assim denomina os semitas libaneses que tiveram a coragem de enfrentar o exército de ocupação de Israel, hoje tão ou mais poderoso que o exército nazista. E muito mais brutal e cruel.A mídia que ocupa o Brasil adoraria escrever e falar em inglês. Mas por mais que ela se esforce, não conseguirá superar a maior rede de press release do planeta, que atende pelo nome de CNN.

Niemeyer censurado

A Globo entrevistou Oscar Niemeyer. Era a semana de Bush. O genial arquiteto não deixou por menos. "Sou contra o Império assassino de Bush e contra quem, em nosso país, tenta derrubar o governo Lula". A Globo censurou esta fala. A mídia brasileira odeia o Brasil. Conseguiu calar Niemeyer e ocultar as imagens das manifestações contra o delinqüente. Entenda-se por ocultar, a manipulação dos textos e as edições, todos de agrado dos bucaneiros e ofensivos à verdade. Está na hora de criar um Procon para fiscalizar a mídia.

Sobre invasões e ocupações

Quando um país invade outro país dá-se o nome de invasão, correto?
Errado.
Quando um grupo de famílias realiza assentamentos em terras improdutivas dá-se o nome de ocupação, correto?
Errado.
De acordo com os pilantras da mídia, quando um país invade outro país dá-se o nome de incursão. Veja-se o caso da invasão americana no Iraque e Afeganistão.
E essa mesma mídia quando brasileiros ocupam terras improdutivas denomina o fato de invasão. Ou seja, quando você invade e arrasa um país e assassina sua população não realiza uma invasão, mas incursão. E quando você ocupa uma terra improdutiva para fazê-la produzir você não realiza uma ocupação, mas invasão.
Chamar de pilantras a esses pilantras da mídia é pouco.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Ninguém aguenta mais! A Incoerência da Ultra-Esquerda

.
É muito triste quando a coerência e o bom senso deixam de nortear o pensamento das pessoas e só o que resta é o sectarismo cego e o rancor mesquinho.

- por André Lux

Lendo os textos de ultra-esquerdistas (seja lá o que isso signifique) como José Arbex jr., Gilberto Felisberto Vasconcellos, Fausto Wolff, Glauco Matoso, Gilberto Maringoni, Marcelo Salles e afins, chego à surreal conclusão que o governo do petista Lula deve ser mais nefasto do que um do PSDB, PFL (...desculpe, PD) ou mesmo uma ditadura militar jamais seria!

Esses jornalistas chegam a literalmente jogar no lixo o tempo de quem os lê e os espaços que obtém em publicações bem intencionadas como Caros Amigos, Agência Carta Maior ou Fórum com seus selvagens ataques ao atual governo, que às vezes chegam a ser mais cruéis e venais do que os publicados pelos capitães-do-mato-pós-modernos de Vejas, Estadões, Folhas e afins.

Por que não investem seu tempo em cruzadas mais nobres, como criticar construtivamente, propor alternativas viáveis às esquerdas ou, como faz magistralmente a Marilene Felinto, denunciar o que realmente existe de podre no Brasil? Só em São Paulo, Estado mais rico da nação que está há 12 anos sendo destruído pelos tucanos, existe matéria prima para centenas de artigos e reportagens!

Ou então que mostrem as ações e iniciativas que promovem na vida real para ajudar a tornar o mundo melhor (ficar sentando, engordando, em frente à tela do computador metendo o pau em tudo e em todos não vale!).

Cheguei a ter alguma esperança na última Caros Amigos que traz na capa todos os presidentes recentemente eleitos da América do Sul com a chamada "Quer dizer que a esquerda acabou?" (Arbex, Mattoso e Felisberto devem ter explodido em chamas e pedido demissão na hora ao tomar conhecimento dessa capa). Mas, que nada, o texto de Renato Pompeu deixa claro que esquerda mesmo só Chávez e Evo! O resto é o resto...

Daí a gente lê um texto como o publicado pelo Salles em seu site Fazendo Media, que diz claramente que é em grande parte graças ao Brasil que Cuba hoje cresce a altas taxas mesmo com o criminoso bloqueio estadunidense. Como pode? Lula, esse nefasto político que disse não se considerar de esquerda e que num filme do Glauber Rocha seria calado com um tapão na boca, ajudando Cuba assim? O fato de todos os "verdadeiros" esquerdistas (Chávez, Evo, Fidel) terem apoiado a reeleição de Lula também parece ser só um detalhe desprezível para esse porta-vozes da ultra-esquerda.

Sinceramente, não há mais o que dizer, exceto que é muito triste quando a coerência e o bom senso deixam de nortear o pensamento das pessoas e só o que resta é o sectarismo cego e o rancor mesquinho.

Enquanto isso, a direitona, como sempre, agradece e bate palmas...

.

terça-feira, 6 de março de 2007

Leitura recomendada: "Che - Uma Biografia"

.
O MITO EM QUADRINHOS

- por André Lux, crítico-spam
.
Muito bacana a biografia em quadrinhos do líder revolucionário e ícone da esquerda mundial, Ernesto "Che" Guevara, feita pelo sul-coreano Kim Yong-Hwe.

Ela retrata a vida e a luta de Guevara. Da infância na Argentina à captura e execução em La Higuera, na Bolívia, os eventos que levaram Che Guevara a se transformar no símbolo que é hoje são recontados nos quadrinhos de Kim Yong-Hwe, um dos grandes talentos coreanos da HQ.

O mais legal dessa adaptação é o fato do autor criá-la como se fosse um livro didático, para crianças mesmo, mas sem ser bobo ou infantil. Entre um capítulo e outro da história, ele se dá ao trabalho de fazer um pequeno resumo dos eventos, contextualizar as situações dentro da História e tecer pequenos comentários sobre alguns termos usados no texto, como "imperialismo", por exemplo.

Interessante também o paralelo que Yong-Hwe traça entre Guevara e o personagem Neo, da trilogia "Matrix". Afinal, ambos eram considerados "terroristas" (sic) pelas autoridades e pela mídia corporativa, mesmo lutando pela liberdade e pela igualdade entre as pessoas. Já vi profissionais da opinião dizendo que essa comparação é absurda, mas absurdo mesmo é que mais gente não a tenha feito antes (para vocês verem como tem gente que ainda não entendeu nada do que "Matrix" é feito). Veja abaixo reproduções das páginas que mostram o Neo-Che (clique nas figuras para vê-las em tamanho maior).



A leitura é leve e chega a emocionar em alguns momentos - como quando "Che" encontra uma menina morta depois do ataque de um bombardeiro a um bairro pobre na Guatemala ou quando a população carente de Cuba ajuda os guerrilheiros dando seus alimentos a eles.

Os desenhos são feitos no estilo dos mangas orientais, mas isso não chega a incomodar, pois o autor ao menos tenta adaptá-los à feição de cada personagem.

Obviamente, a turma da direita e seus papagaios de pirata vão malhar a obra dizendo que é pura e simples mitificação de um "baderneiro profissional", enquanto outros vão afirmar que eles não fizeram nada de bom, apenas retiraram um ditador (Fulgêncio Batista) para colocar outro no lugar (Fidel Castro).

Entretanto, para quem tem um mínimo de conhecimento de História (especialmente a cubana) e costuma buscar informações além do que é mostrado (e omitido) pela parcial mídia corporativa, este "Che" é uma pequena jóia que presta uma bonita homenagem a esse ser humano exemplar, o qual continua influenciando corações e mentes mesmo 40 anos depois de seu assassinato na Bolívia, pelas mãos de mercenários financiados pela CIA.

Um trabalho que vale a pena conhecer e disseminar, principalmente entre os mais jovens.

----------------------------------------------------

O produto está à venda no site do Submarino ou na Loja Conrad.

.

CartaCapital abordou omissão da mídia... E agora senhor ombudsman?

.
Só para não deixar passar em branco: a edição da revista CartaCapital desta semana deu destaque à omissão da mídia corporativa à visita dos Senadores às obras da linha 4 do metrô de São Paulo, por meio de uma entrevista com o Jornalista Paulo Henrique Amorim. Confira o link abaixo:

Muito silêncio por nada

Paulo Henrique Amorim comenta a blitz de José Serra para derrubar a cobertura da visita de senadores à obra

Com a palavra agora, o senhor ombudsman da Folha de S.Paulo...

.

sexta-feira, 2 de março de 2007

Surrealismo Tupiniquim: Ombudsman da Folha só vai questionar se CartaCapital publicar!

No início da semana questionei o ombudsman da Folha de S.Paulo a respeito dos motivos que levaram o seu jornal a omitir a visita dos Senadores à obras da linha 4 do metrô paulistano (aquela mostrada por Alckmin em sua campanha como uma grande conquista da gestão PSDB em São Paulo, mas que desabou e provocou a morte de 7 pessoas, destruição de casas e prejuízos milionários).

A notícia da visita dos Senadores foi fartamente divulgada pela internet, principalmente nos sites dos Jornalistas Paulo Henrique Amorim e Mino Carta e em diversos blogs, como o do José Dirceu. Mas, estranhamente, o ombudsman afirma que só vai questionar novamente o seu jornal caso a notícia seja divulgada nas páginas da revista CartaCaptial. Confesso que não entendi o teor da resposta.

Por que o jornalista só vai voltar a se pronunciar se a reportagem omitida pelo seu jornal para não prejudicar o atual candidato a presidente em 2010, José Serra, for publicada na CartaCapital, se ela já foi publicada fartamente em outros órgãos? Cinismo? Desinformação? O que uma coisa tem a ver com outra? O fato de CartaCapital, uma revista semanal, não divulgar uma notícia qualquer isenta o jornal diário Folha de S.Paulo de ser questionado em relação à uma grave omissão?

Enfim, esse é o nível do jornalismo brasileiro, que se diz imparcial, isento e livre...

Vejam abaixo a resposta que recebi do ombudsman e, em seguida, minha réplica, onde fiz questão de registrar todas as notícias que encotrei numa rápida busca sobre o tema em questão.

Eu sei, sou ingênuo. Entre as doses de whisky importado eles devem morrer de rir de "Dom Quixotes" como eu. Mas, tudo bem. Estou fazendo a minha parte...


Sr. André,
a Redação me informa que acompanhou parte da visita e que não teve notícia. Imagino que a Carta Capital também tenha acompanhado e, caso haja algo realmente importante, deve publicar nas suas páginas. Vou aguardar e,
conforme o teor da notícia, volto a questionar o jornal.
Atenciosamente,

Marcelo Beraba
Ombudsman - Folha de S.Paulo
Al. Barão de
Limeira, 425 - 8o. andar
01202-900 - São Paulo - SP
Telefone: 0800
159000
Fax: (11) 3224-3895
ombudsma@uol.com.br


Senhor Beraba, vou ajudá-lo na sua busca por notícias sobre o assunto, fartamente publicadas no site do Jornalista Paulo Henrique Amorim e no blog do Jornalista Mino Carta (imagino que um poderoso jornal como a Folha de S.Paulo não dê atenção a esse tipo de mídia "insignificante):

SENADORES AVALIAM CONTRATO DA LINHA 4

MINO: COMO SERRA CALOU A IMPRENSA

SENADORES NÃO ENTENDERAM O QUE METRÔ EXPLICOU

Da senatorial comitiva

Uma voz no silêncio

O silêncio da mídia

.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...