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terça-feira, 2 de outubro de 2007

Resposta à Veja 40 anos da morte de Che

.
Meu amigo Gabriel Haddad, membro do grupo Izquierda Unida e especialista em Cuba, destrói a peça publicitária contra Che Guevara e o regime socialista cubano publicada pela asquerosa revista Veja desta semana. Leiam, pois vale a pena!

DIOGO SCHELP E VEJA:
ASSASSINOS DO JORNALISMO ÉTICO

- por Antonio Gabriel Haddad

A matéria de capa desta semana do semanário Veja superou os limites. A agressividade, a histeria e o panfletarismo são típicos das publicações da Abril e do jornalista que assinou o artigo sobre os 40 anos da morte de Che Guevara.
Desta vez, porém, os vícios habituais da editora não foram suficientes para a produção do texto. Para redigi-lo, recorreram a manipulações factuais, distorções históricas e mentiras escancaradas. O intuito evidente era enxovalhar a memória do Comandante Ernesto Guevara e seguir a obsessiva toada, já cansativa, sobre os supostos desacertos da Revolução Cubana.

Contestamos aqui apenas alguns pontos da reportagem, com o perdão da má palavra. Aqueles que, em nosso ponto de vista, não poderiam ficar sem resposta. Veja, embora tente, não será jamais dona da verdade.

“Veja conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha(...) Por isso, apesar do rancor que PODE apimentar suas lembranças, os exilados cubanos SÃO VOZES DE MAIOR CREDIBILIDADE".

Ou seja, está dada a desculpa para o amontoado de parcialidades e acusações rasteiras que surgem ao longo do texto. Vejamos algumas fontes da revista:

- Napoleón Vilaboa, exilado em MIAMI, que ganhou dinheiro explorando a saída de cubanos pelo porto de Mariel, em 1980, no rastro de um acordo firmado entre Cuba e Estados Unidos;
- Pedro Corzo, do Instituto de Memória Histórica Cubana, sediado em, pasmem, MIAMI! É tão arraigadamente estadunidense que, em seu e-mail de contato, nega até seu nome latino para adotar petercorzo@msn.com;
- Jaime Suchlicki, historiador cubano, da Universidade de MIAMI, é claro;
- Hubert Mattos, exilado em MIAMI, ex-comandante do exército rebelde, condenado a 20 anos em Cuba por traição. Não se sabe por que razões o tirânico regime deixou-o emigrar para os EUA. Segundo a lógica do doentio jornalista, o destino mais certeiro para Mattos deveria ser a morte.

Como se vê, não foram ouvidos cubanos residentes na ilha. O argumento de Veja? Com a repressão em Cuba, eles não sairiam da ladainha oficial. Para Veja, não há pensamento próprio na ilha, apenas fantoches que reproduzem discursos oficiais. Visão mais tacanha é impossível. Os cubanos de Miami são lúcidos e imparciais. Já os da ilha são teleguiados pelo aparelho repressivo. Então tá.
Sugerimos a Schelp e a seus patrões um passeio de uma semana por Havana. Veja talvez tenha receio de visitar Cuba e descobrir que a ilha não é nada do que sustenta a revista em sua cruzada doentia contra a Revolução. E, para desespero maior de seus algozes ideológicos, está em absoluta normalidade desde o afastamento de Fidel Castro do poder, há 14 meses.
Sim, espera-se um dia a morte do líder, inegavelmente debilitado e já com 81 anos. Mas supor que sua desaparição física eliminará a revolução é um exercício de futurologia típico da revista e do jornalista. Ou, pior, um desejo indisfarçável de Diogo Schelp, a pena de aluguel mais furibunda a serviço dos controladores da Abril.

Prossigamos.

"Centenas de homens que ele (Che) fuzilou em Cuba tiveram sua sorte selada em ritos sumários que não passavam de dez minutos".

Quais? Que homens? Qual a fonte de Schelp?
Uma das primeiras decisões do novo governo rebelde, e isso é fato, foi a criação de juízos revolucionários como parte de um processo conhecido como Comissão Depuradora. Todos aqueles apontados como criminosos de guerra ou associados ao regime de Batista foram levados a julgamento. Entre janeiro e abril de 1959, aproximadamente mil colaboradores do antigo regime foram denunciados e julgados por meio dos tribunais revolucionários. Cerca de 550 deles foram condenados à pena de morte.
Ernesto Guevara, na condição de comandante de La Cabaña durante os primeiros meses da Revolução, teve sob seu comando os julgamentos e as execuções das penas daqueles que estavam detidos na fortaleza. Para disciplinar os juízos, estabeleceu um sistema judicial com tribunais de primeira instância e um tribunal de apelações. As audiências eram públicas e se desenvolviam como em um tribunal qualquer, com promotores de acusação, advogados de defesa e depoimentos de testemunhas, tanto arroladas pela acusação como pelos réus. A biografia de Jon Lee Anderson, citada, mas não lida por Schelp, a julgar pelo conteúdo de seu texto, mostra isso com nitidez.
As críticas dirigidas a Cuba por conta das sentenças de morte, à luz dos acontecimentos de então, são mais ideológicas do que movidas por razões humanitárias. Tratava-se de um período pós-guerra, com o país convulsionado e que, ademais, convivia com a possível reação das forças que desejavam a volta de Batista ao poder, minoritárias entre a população, mas poderosas economicamente.
Os principais algozes de Cuba, os Estados Unidos e seus aliados da Europa, vencedores da 2ª Guerra Mundial, não julgaram os criminosos nazistas de modo distinto daquele que foi adotado na Cuba revolucionária. Nem por isso houve insinuações de parcialidade contra o tribunal de Nuremberg ou o clamor mundial para que algum acusado deixasse de ser executado.
Entre os condenados aos fuzilamentos em La Cabaña figuravam notórios assassinos, torturadores das forças de Batista e outros criminosos que haviam enriquecido às custas de corrupção e da exploração da miséria da maioria da população cubana.

“Houve um golpe comunista dentro da revolução.”

Em que data isso aconteceu? O jornalista, um obstinado porta-voz da direita reacionária, é tão tresloucado em seus ataques sistemáticos à Revolução Cubana, que deve ter misturado períodos históricos. Houve um golpe de estado comunista na Revolução Russa, em 1917, quando os bolcheviques assumiram o controle do Estado e deram início a criação da União Soviética. Em Cuba, não. Fidel Castro sempre foi o líder máximo da Revolução, desde 26 de julho de 1953, quando atacou o quartel de Moncada, até tomar o poder, com amplo apoio popular (ignorado pela revista), em 1º de janeiro de 1959.

"Na versão mitológica, Che era dono de talento militar excepcional".

Não é verdade. Nem o próprio Guevara acreditava nisso. Um exemplo está em seu diário de campanha da guerra no Congo. Ele começa o livro com a frase "Esta é a história de um fracasso". Além do mais, tendo ou não talento militar excepcional, foi a Batalha de Santa Clara, em dezembro de 1958, comandada e vencida por Guevara, que desencadeou a queda de Fulgêncio Batista. Santa Clara era a última grande cidade antes de Havana e também a última esperança do regime em conter o avanço rebelde.

"Em seis meses de comando em La Cabaña, duas centenas de desafetos foram fuzilados".

Mais uma mentira. Na verdade, foram cerca de 550 condenados à morte e não eram "desafetos" ou apenas "gente incômoda", como diz Veja. Eram, principalmente, corruptos e torturadores do antigo regime. A matéria não diz, mas Che proibia tortura e fuzilamentos de soldados feridos ou já rendidos. Isso conta o biógrafo Jon Lee Anderson, utilizado por Schelp como escora para dar algum peso a seu texto imundo.

"Che descreve como executou Eutímio Guerra, "acusado" de colaborar com os soldados de Batista".

Guerra, segundo descreve a brasileira Claudia Furiati, autora de uma das principais biografias de Fidel, recebeu uma arma do exército e a ordem de executar Castro enquanto este dormia. Não o fez porque sempre havia sentinelas de plantão nos acampamentos rebeldes. A cada deslocamento da guerrilha, porém, a Força Aérea Cubana atacava o local, coincidentemente sempre que Eutímio deixava o acampamento.
Os rebeldes desconfiaram de seu comportamento, interrogaram-no e ele acabou confessando que era agente do exército. Foi julgado, no meio da selva, e condenado à morte, como ocorreria com um traidor em qualquer outra guerrilha do mundo. A justiça guerrilheira nada mais é que uma corte marcial adaptada às circunstâncias do momento. Guerra pediu que os rebeldes, caso triunfassem, educassem seus filhos. Hoje, seus descendentes são oficiais das Forças Armadas Revolucionárias.
Fidel não determinou quem executaria a tarefa de execução do traidor. Che Guevara realmente assumiu a incumbência, fato incontestável e, entre tantas linhas, um dos poucos acertos de Schelp.
Apenas deve se registrar que ele não matou um pobre camponês, mas um homem que pôs a vida de centenas de outros em risco. Por que, segundo a lógica de Schelp, os guerrilheiros podem e devem ser bombardeados por conta de uma delação e correr risco de morte e o responsável pela traição não pode ser executado?

"Ernesto Guevara Lynch de la Serna nasceu em uma família de esquerdistas ricos na Argentina".

Mais uma atrocidade de Schelp, que sequer conhece o nome da vítima de sua caneta. O nome de Che era simplesmente Ernesto Guevara e seus pais não eram ricos nem esquerdistas. Nenhum deles tinha filiação partidária, eram abertamente contra o governo Perón, que seduziu a esquerda argentina com seus projetos voltados aos descamisados, como a primeira-dama Eva Perón costumava se referir aos segmentos mais humildes da população argentina. Ernesto Guevara Lynch e Celia de la Serna, os pais, tampouco eram ricos. Viviam como um típico casal de classe média alta, se tanto. Moraram na Recoleta, o bairro mais elegante de Buenos Aires, quando a avó de Che morreu e lhes deixou como herança um apartamento. Claro que Veja não conta tudo em detalhes. Informar não é função do jornalismo da Abril.

"Para se livrar de Che, Fidel o mandou à Assembléia-Geral da ONU".

Delírio absoluto. Che era o segundo nome do estado cubano, o principal porta-voz da revolução, depois do próprio Fidel. Guevara viajou a inúmeros países e assinou diversos tratados de assistência econômica e militar com outras nações socialistas. Era perfeitamente normal que representasse Cuba em uma Assembléia da ONU.

"Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria".

Texto vago, até impede um comentário mais elaborado sobre algo tão pobre. Registramos apenas que Che NUNCA foi embaixador de Cuba.

"Che propôs a seus comandados lutar até a morte no Congo, mas foi demovido do propósito pela soldadesca".

Mentira deslavada. Che organizou a retirada da tropas cubanas, quando uma das facções congolesas entrou em acordo com o governo que até então combatia. Isso abriu caminho para avanço das tropas mercenárias financiadas por conglomerados mineradores da África do Sul, lideradas por Mike Hoare.
Diante do iminente massacre, Che ORDENOU a retirada de todos os cubanos do Congo. Claro, Veja cria sua própria versão da história.
E mais: dois soldados cubanos não conseguiram chegar a tempo ao barco, às margens do lago Tanganica, que os levaria à Tanzânia e ficaram perdidos em território congolês. Che mandou um destacamento da inteligência cubana em busca dos dois, que foram encontrados vivos, quatro meses depois, quase em território ruandês. Comportamento estranhíssimo para um louco sedento de sangue, egoísta e assassino até de seus próprios homens.

"Três fatos ajudaram a consolidar o mito. O primeiro, a morte prematura, que eternizou sua imagem jovem(...) a pinta de galã".

Ridículo. Diogo Schelp deveria procurar ajuda terapêutica. Acreditar que a aparência física de Che Guevara é responsável por sua irreversível entrada na História é algo que Freud pode explicar.

"A decadência física e política de Fidel Castro, desmoralizado pela responsabilidade no isolamento e no atraso econômico que afligem os cubanos, dá uma idéia do que PODERIA ter acontecido com Che".

O jornalista não diz que o isolamento é, essencialmente, fruto do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos há quase 50 anos, naquela que talvez seja a maior agressão não militar já sofrida por uma nação em toda a história humana. Quanto à decadência política de Castro, trata-se, mais uma vez, de um desejo de Schelp. Uma viagem a Cuba rapidamente o convenceria do contrário. Fidel é idolatrado pela população, que vive, sim, em um país pobre e com problemas, admitidos até pelo governo cubano. Já a decadência física de Fidel é inevitável. Todos são mortais e não podemos nos esquecer que ele tem 81 anos e se recupera de grave doença. E em relação ao que PODERIA ter acontecido com Che, Pai Schelp de Ogum revela que tem predileção pelas ciências ocultas, pela futurologia. Talvez fizesse melhor em deixar o jornalismo.

"Se houve um ganhador da Guerra Fria, foi Che Guevara".

Raciocínio deplorável. O sujeito é capturado, rendido e assassinado, mas é ganhador. Pela mesma lógica, se alguém ganhou a 2ª Guerra Mundial, foram os judeus. Afinal, há 60 anos se fala em Holocausto e eles conquistaram o direito ao Estado de Israel, não importando o custo de seis milhões de mortes.

“Fidel se desmancha lentamente dentro daquele ridículo agasalho esportivo”.

Tenha calma, Schelp. Segundo a ordem natural das coisas, você terá o imenso prazer de ver Fidel morto. Temos certeza de que até o obituário de Veja já está preparado. Agressivo, virulento, histérico, panfletário, como é de seu estilo.
Você terá seu instante momentâneo de deleite, assim como a máfia cubano-americana de Miami, ávida por retornar à ilha e transformá-la de novo em um grande cassino.
Mas daqui a 50, 60 anos, o mundo continuará relembrando o aniversário da morte de Che Guevara e, infelizmente, para os que acreditam em outra ordem social, outros tantos anos da morte de Fidel Castro.
Quanto a você, terá sido devidamente esquecido e jogado na lata de lixo reservada para os assassinos do jornalismo ético. Ninguém lembrará de sua triste passagem pelo mundo.
.

41 comentários:

Guilherme Mallet disse...

Excelente, André. Não dá nem vontade de ler essa reportagem, afinal sabemos o tipo de ataques infundados que eles costumam fazer.

Assim como eles terão o deleite em ver e vibrar com a morte de Fidel, também terão que dizer muitas mentiras para justificar o luto que a Ilha ficará.

Anônimo disse...

Você lavou a honra do leitor de VEJA, da qual passei a me envergonhar de ser assinante.
Marlene Mantovani
Ribeirão Preto

Ricardo Lima disse...

Perfeito, André...

Jurandir Paulo disse...

Excelente. Comentei e citei a matéria no meu blog. Abraços.

o moço da bodega™ disse...

Excelente artigo! Agora, sobre Pedro Corso o pseudônimo peter não seria uma alusão a famigerada operação peter pan?

rafajones75 disse...

Brilhante resposta !

A luta deve estar em todo lugar !!

Tondo Rotondo disse...

Veja mente!

George Pedrosa disse...

Uau... excelente réplica... meus parabéns... não defendo o regime de Castro, mas a parcialidade arrogante e raivosa da Veja é uma afronta ao jornalismo brasileiro...

ANTONIO SILVA disse...

Veja é uma revista falida e quer com as ínfimas acusações de mácula ao maior mito e líder da História, se projetar no mercado capitalista, o maior dos criminosos.
CHE é ETERNO.VEJA NUNCA MAIS !

Andreia disse...

É isso aí!
Vamos massificar essa campanha contra o jornalismo parcial no Brasil representado, em especial pela In(Veja)!

http://andreiamurani.blogspot.com/

ONACYR ARTUR disse...

PARABÉNS PELO ESCLARECIMENTO E O CONTEÚDO VERDADEIRAMENTE ISENTO SOBRE A MATÉRIA PSEUDO-JORNALÍSTICA SOBRE CHE GUEVARA!

"VEJA" COMO OUTROS PERIÓDICOS, É UM FANTOCHE NO BOLSO DE QUEM DESEJA PUBLICAR OQUE QUER, E COMO QUER!

ABRAÇOS!

Ricardo disse...

Numa era em que a informação está ao alcance de qualquer pessoa que a queira, a matéria de VEJA sobre o assassino de La Cabaña poderia parecer desnecessária. No entanto, graças aos piores cegos -aqueles que não querem ver- ainda vemos pelas ruas o rosto do assassino em adesivos, carros e camisetas. VEJA presta um serviço à sociedade brasileira ao mostrar a farsa do mito e impedir que muitos acreditem, em pleno século 21, em histórias mirabolantes sobre guerrilheiros heróicos lutando por uma “justa causa”. Em pouco tempo, Che terá a companhia de Fidel e o dia 9 de outubro será comemorativo em Cuba.

André Lux disse...

Fiz questão de publicar o comentário acima para que todos possam ver como ainda existem pessoas que têm a cabeça feita pelo lixo de Veja e afins. Essa é a "elite" que a revista se orgulha tanto... É rir para não chorar.

Renato Rodrigues - Ribeirão Preto disse...

Parabéns, acredito fielmente na mídia alternativa como fonte de informação....

Anônimo disse...

Ótimo! O mais revoltante foi ver os comentários da VEJA deste domingo, pessoas elogiando enfáticamente a matéria, e pessoas APENAs elogiando... Minha tia que não leu a matéria da semana passada me perguntou: "você leu??? aqui só tem elogios!!!" achando que tinha sido algo extraordinário... Respondi: "não se anime... é a visão colérica de um cara que odeia a esquerda!". Tenho que dizer, não entendo muito de política, adoro, mas não leio muito, mas a reportagem da VEJA me pareceu mais um ataque pessoal do repórter... foi bom o que li aqui, fez eu me sentir um pouco melhor depois do que li hoje pela manhã nas 'cartas do leitor'. Parabéns pelo blog! ótimo!

Luciano disse...

ASSISTAM AO FILME [red][b]"CIDADE PERDIDA"[/b][/red], com ANDY GARCIA, que mostra um Cuba devastada tanto por Fulgêncio Batista, quanto por CHE Guevara, duas promessas que não se cumpriram...

http://cinema.uol.com.br/ultnot/2006/07/27/ult26u22033.jhtm

Simone Audrey disse...

Ótima resposta para a falta de ética da revista veja...Já havia desconfiado disso desde que li uma nota de um de seus jornalistas criticando com vocabulário vulgar o MR-8.

Cris disse...

André
Não tinha lido a matéria da Veja. Há algum tempo parei de ler essa publicação. Mas minha filha comentou essa "peça publicitária", como você chama, essa noite. E parecia estar acreditando nela. Por isso, acabo de lhe enviar a sua página. Penso que até pode haver algum exagero em relação ao mito Che Guevara. Mas, certamente, a Veja não é uma publicação confiável pra desmascará-lo.
Abs
Cristina

André Lux disse...

Luciano, não seja ingênuo. Andy Garcia é um daqueles poucos cubanos que fugiu do seu país e conseguiu "dar certo" nos EUA. Só faltava mesmo ele fazer um filme que mostrasse a realidade da revolução... Tem mais é que falar mal do Che e do Fidel, caso contrário não dão mais dinheiro para ele brincar de fazer cinema.

Anônimo disse...

Excelente André por mostrar sua ignorância sobre Cuba, por favor você que deveria passar uma semana em Havana e escutar a verdadeira voz do povo cubano, a voz da tristeza, a voz do desespero, dum povo condenado a 48 anos de ser vitima do governo cubano e dos governos norteamericanos. Parabéns por perpetuar a idéia do socialismo sobre as costas do sofrido povo cubano.

André Lux disse...

Esse aí tem tanta convicção do que diz que não tem nem coragem de assinar seu nome... risos!!

Anônimo disse...

Que pena André o mais importante para você seja um nome. Já se deteve cinco minutos a pensar como foi possível e por quais motivos dois boxeadores cubanos participaram dos jogos pan-americanos celebrados no Rio foram deportados em menos de 48 horas?
Nem o tal de Abadia vai ser deportado tão cedo, e olha que este é um mega-traficante.
O dia que entender isso, também entenderá por que infelizmente permanecemos no anonimato. Sorte sua ter nascido num pais onde podemos expressar livremente nossas opiniões.

André Lux disse...

Prezado covarde anônimo, nasci em um país onde o povo goza de liberdade de expressão graças à luta de milhares de militantes de esquerda que deram a vida para reestabelecer a democracia no Brasil, após 21 anos de ditadura militar, tortura e mortes. Ditadura essa patrocinada e apoiada pelos EUA, país que promove um bloqueio a Cuba e atos terroristas no mundo inteiro.

Se você ao menos fosse contra os vários regimes totalitários que existem até hoje no mundo, como a Arábia Saudita por exemplo, não ficaria tão ridícula a sua posição contra Cuba, que ao menos é um regime que recebe o apoio da maioria da população.

Informo também que, a partir de agora, comentários agressivos de direitistas só serão publicados se se identificarem. Covardes anônimos ou tolos que se escondem sob alcunhas de "condes" e afins serão sumariamente ignorados, como merecem.

Anônimo disse...

Prezado André,
Gostaria que considesse tirar embaixo a opção de escolher uma identidade, onde esta escrito Anônimo. Já que não podemos permanecer como anônimos, não seria melhor tirar a mesma?
Segundo sua concepção os EU são os culpados. Poderia me responder por que tantos brasileiros migrão para lá?, por que as vitimas do descasso do apagão aereo tem mais esperanças de receber justiça nas cortes americanas?
Por que será isso tudo e mais tendo um maravilhoso governo de izquerda???
ofensas são caracteristicas de pessoas frustradas. tenha um bom dia.

Ary Rocha disse...

PRECLARO AMIGO ANDRÉ LUX,
FICO MUITO FELIZ EM SABER QUE TEMOS HOMENS COM A HONRA CONSOLIDADA DE TAL SORTE A CONSEGUIR DESMORONAR TÃO INVEROSSÍMIL REPORTAGEM.
CARO AMIGO-IRMÃO, SUA VALOROSA CRÍTICA NÃO SERVIRÁ APENAS PARA LEITURA PRESENTE, MAS, ACIMA DE TUDO SERVIR COMO BASE PARA FUTURAS GERAÇÕES QUE NÃO PODEM SER CONTAMINADAS COM MENTIRAS.
COSTUMO DIZER QUE UMA MENTIRA CONTADA MIL VEZES TORNA-SE UMA VERDADE ABSOLUTA, MAS UM GRANDE FORMADOR DE OPINIÃO, É O SEU CASO, CONSEGUE PREVENTIVAMENTE DERRUBÁ-LA COM ESCRITOS BEM FUNDAMENTADOS. (ARY ROCHA)

Fernando disse...

Antes de ler a estapafúrdia vomitada pela Veja, preferi ler críticas acerca da matéria, aliás, "merdéria", estou grato por seus esclarecimentos e idéias. Um abraço!

Edinho disse...

Não conheço a história de Che, mas tenho me interessado pelo assunto, especialmente devido á recente polêmica levantada pela revista Veja.


Esse detalhe não foi citado, mas gostaria de comentá-lo.

Pra quem leu a matéria da Revista Piauí de setembro sobre a morte de Che Guevara, pode conferir como a história do sujeito que pediu que amputassem as mãos e lhe dessem de presente, que a Veja conta, é completamente distorcida.
As mãos de Che foram amputadas para posterior comprovação de sua identidade,e só foi para nas mãos do sujeito citado muito tempo depois.
Enfim... só com isso já dá pra desconfiar.

Esse detalhe não foi citado, mas gostaria de comentá-lo.

Saberia indicar o melhor material sobre Che Guevara, além do óbvia biografia do Castañeda ?

Anônimo disse...

Parabéns, André, gostei da forma clara a equilibrada como você expôs, ponto a ponto, cada um dos fatos CRIADOS pela Veja!!!

Anônimo disse...

Se a profissão de Historiados realmente existisse no Basil, os historiadores poderiam ter processado a revista VEJA.

Anônimo disse...

Che Guevara es brincadeira, olha o que fisseram conmigo, Hugo Chávez: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI2062651-EI6584,00.html

Anônimo disse...

Sintia-me perplexa com tudo que já havia lido na Veja, mas depois dessa matéria sinto-me envergonhada por morar num país onde permitem que mentiras e fatos distorcidos sejam publicados!
André, está de parabéns!!!!

Paula disse...

Parabéns pela matéria, isto sim pode ser considerado matéria!! Entendo inclusive que seu texto deveria ser publicado na própria Veja como direito de resposta da esquerda, previsto na lei de imprensa.

Eder José disse...

É fato: a Veja está condenado ao fracasso. Qualquer imbecil percebe as falcatruas discusivas inventariadas ali. Oh revistinha sem-vergonha! Eheh

Dante disse...

Olá:

Primeiramente quero parabenizá-lo pela matéria, e depois dizer que você mudou totalmente a minha visão sobre os jornalistas. De tanta baboseira que a gente vê nos diversos tipos de mídia, a gente começa a achar que todos os jornaliistas são manipuladores. Mas, não, ainda há de haver esperança, quando as pessoas decidem ser honestas e éticas, como você!

LPR disse...

Esqueçam a Veja. Há outras fontes, reconhecimentos e testemunhos, idôneos e inequívocos quanto à censura, às prisões e os fuzilamentos que ocorrem em Cuba, desde a revolução de 1959. Podem começar pesquisando o que diz a Human Rights Watch -- uma organização internacional não-governamental que defende e realiza pesquisas sobre os direitos humanos, em todo o mundo.

https://en.wikipedia.org/wiki/Human_rights_in_Cuba

André Lux disse...

Aqui o outro lado, que certamente você não vai querer conhecer...

https://en.wikipedia.org/wiki/Criticism_of_Human_Rights_Watch

LPR disse...

Argumentum ad hominem institucional.

Não se refutam os fatos, ao contrário, cria-se uma falácia que busca negar uma proposição com uma crítica ao autor da proposição, no caso, a Human Rights Watch -- que é citada sempre que o seu alvo são seus adversários político-ideológicos.

Sempre culpar a janela, pela feia paisagem que avistamos.

A Veja, por sinal, era brandida no Congresso pelos petistas enquanto eram oposicionistas, no passado recente.

Para os dogmáticos, dois pesos e duas medidas é o comportamento padrão.

André Lux disse...

Resposta padrão do coxinha institucionalizado. Nenhuma novidade.

LPR disse...

E faltando até mesmo as falácias, recorrer à ofensas infantiloides. rs

André Lux disse...

Vestiu a carapuça e como todo bom fascista, posou de vítima.

Agora, me fale um pouco sobre sua indignação contra a ditadura na Arábia Saudita, por exemplo? Ou não sabe o que dizer porque a Veja não ensinou??

;-)

LPR disse...

Siga culpando a Veja -- que não leio -- ou trazendo outras questões diversionistas que nada tem a ver com o assunto -- como fez, tentando tratar da Arábia Saudita em post sobre Che Guevara -- para tergiversar sobre o tema. rs

Quem sabe assim, alguns dos seus amiguinhos do blog até desistam de estudar a fundo sobre os assassinatos, historicamente comprovados, cometidos por Che e o regime ditatorial cubano.

Como vocês são previsíveis!

Já gastou "coxinha" e "fascista", falta apenas apelar para "nazista", incorrendo na 'Lei das analogias nazistas de Godwin'...

Hehe!

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