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sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Polêmica: Dúvidas sobre "Cartas de Iwo Jima"

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Minha crítica ao filme "Cartas de Iwo Jima" publicada na Agência Carta Maior gerou polêmica. Eu já esperava por isso, é claro, pois trata-se de um daqueles filmes super-inflados pelas agências de marketing dos mega-estúdios de Roliúdi e que ainda por cima vem cercado por uma áurea de "seriedade", sem dizer que concorreu a vários prêmios da indústria cultural deles.

Mas alguns leitores levantaram um ponto interessante que, confesso, eu mesmo fiquei bastante em dúvida quando vi o filme. Trata-se da minha afirmação que o general Kuribayashi não participou da batalha de Iwo Jima e que as cartas dele, nas quais o filme diz ser baseado, foram escritas décadas antes do conflito. Bem, essa informação eu peguei da boca dos próprios roteiristas do filme ao assistir o making of que vem nos extras do DVD.

De minha parte, não tenho o menor constrangimento de corrigir essa informação, caso ela seja mesmo incorreta. Pode ser que os roteiristas do filme se enganaram ou, quem sabe, eu entendi errado o que disseram no making of.

Todavia, é bom ressaltar que, mesmo que o tal general tenha efetivamente participado da batalha e escrito as cartas lá na ilha, minha opinião geral negativa sobre o filme não muda, nem poderia, afinal ela advém em grande parte da maneira maniqueísta e melodramática que o diretor Clint Eastwood usou para retratar os personagens japoneses, conforme procurei deixar claro em meu texto original.

Enfim, como não sou dono da verdade, reproduzo abaixo uma parte da mensagem enviada ao site por André M, que refuta as informações sobre o general em questão:

"Veja o livro "The Rising Sun", por John Tolland (por sinal uma excelente obra, que tenta mostrar não o "nosso lado" ou o "lado deles" da Guerra do Pacífico, mas faz um relato relativamente neutro do conflito e suas causas), em seu capítulo 26 , diz que Kuribayashi chegou na ilha em junho de 1944. E ainda diz que ele (durante o período em que ficou na ilha e preparava as defesas descritas no filme) escrevia para casa regularmente, sendo os destinatários sua esposa e seu filho, Taro. E levando em conta tudo o que já li sobre Kuribayashi, vejo ele representado no filme de uma forma bastante realista e sensível, pois vários atos que são atribuídos a ele no filme, como por exemplo evacuar os civis da ilha, realmente ocorreram por suas ordens. Ele era um samurai, um militar japonês, aquela classe social que tanto sofrimento trouxe ao Japão, mas ele era, sim, um ser humano, com capacidade para sentir compaixão e escrever poesias também..."

Se alguém alugar o DVD, não deixe de assistir ao making of e comprovar (ou não) as informações. E, por favor, não deixe de contribuir ao debate!
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