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terça-feira, 28 de agosto de 2007

Caros Amigos Especial: "CUBA, SEMPRE!"

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Meu amigo Gabriel Haddad enviou uma mensagem sobre a edição especial da revista Caros Amigos sobre Cuba. Eu já comprei, está realmente excelente! Quem quer ir além do lixo mentiroso divulgado diariamente no imprensalão e obter informações verdadeiras e honestas sobre a polêmica ilha não pode perder...

“Cuba, Sempre”
A heróica ilha que poucos conhecem de perto


O repórter Sérgio Kalili e o fotógrafo Daniel Kfouri passaram dois meses em Cuba. Por meio das dezenas de entrevistas realizadas por Kalili e da seleção das centenas de fotos registradas por Kfouri, o leitor de Caros Amigos tem um painel da Cuba que vivenciaram nesse espaço de tempo.

Os assinantes NÃO recebem a edição. É necessário comprar nas bancas, pois não é edição regular, mas especial. Reproduzirei os títulos das matérias para aguçar a curiosidade de vocês:

PERFIL: Fidel Quixote

POVO: O charme discreto do povão

SAÚDE: Os Estados Unidos se curvam

EDUCAÇÃO: Um professor para cada dez alunos

DIVERSÃO: Um ninho de esportistas

SOLIDARIEDADE: Os filhos de Fidel

MÚSICA: O rap se apresenta

DRAMA: Caso de amor entre uma americana e um cubano

CINEMA: O salto cinematográfico

SISTEMA POLÍTICO: Democracia socialista é uma redundância

ARTIGO: É preciso conhecer o país - por Alessandra Silvestri-Levy

Está imperdível!
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14 comentários:

Rodrigo Leme disse...

Como pode uma edição escrita pela esquerda sobre Cuba ser "verdadeira e honesta"? Ou para não ofender as sensibilidades, como poderia eu fazer uma biografia sobre meu pai e ser honesto e imparcial? Só de chamar Cuba de "Democracia Socialista" já mostra que o trabalho tem um pé na fantasia...

o moço da bodega™ disse...

Vida longa aos nossos profissionais jornalistas que não se vendem!!!

André Lux disse...

Se deixar o preconceito de lado um minuto, vai perceber que você mesmo respondeu sua pergunta, Rodrigo. As reportagens são verdadeiras e honestas JUSTAMENTE por serem de uma revista que tem a coragem de se definir abertamente como "de esquerda".

Ou seja, os leitores já sabem de antemão qual a ideologia que guia a publicação, ao contrário de muitas outras por aí que não assumem serem de direita e, pelo contrário, vivem pregando aos incautos que são imparciais e isentas e que ideologias não existem mais...

Nossa luta não é para que VEJAs, Estadões, Globos e Folhas sejam censurados, mas sim para que assumam em público e de forma clara em editoriais quais são as suas orientações ideológicas (que caso dos acima citados é grana, grana e grana - não necessariamente nessa ordem). Isso é honestidade e não a defesa de mitos como imparcialidade e a isenção, que só ingênuos ou canalhas defendem.

Se eu fosse escrever uma biografia do seu pai, por exemplo, seria parcial mesmo nunca tendo conhecido o sujeito. O ser humano é sempre parcial, até mesmo para colocar uma vírgula numa folha de papel. Não somos nós, afinal, "seres políticos e emocionais", diferente dos outros animais ditos irracionais?

Quem precisa denegrir a evidente e incontestável parcialidade do ser humano é a turma da direita, que gostaria que todos os dominados agissem e pensassem como robozinhos teleguiados fazendo os trabalhos deles...

o moço da bodega™ disse...

Cara, eu queria ter um quengo destes...ah, queria!

Rodrigo Leme disse...

Ah, então o seu "verdadeira" tem sentido de "sincera", não de "verdade". Pq isso pode causar confusão...para mim, "verdadeiro" é aquilo que é verdade, não algo sincero.

Claro q vc não seria imparcial ao escrever sobre meu pai, até pq eu acredito q imparcialidade não existe. Só q seria muito mais confiável vc escrever sobre ele do q eu.

Assim como seria interessante ver a opinião de alguém sobre Cuba q não esteja em nenhum dos dois extremos.

Mas convenhamos, vc chamariaCuba de "democracia"? Eu tenho dificuldade de chamar muito país "democrático" de democracia (*cof*EUA*cof*), imagina um q não faz ao menos uma consulta popular para referendar a forma de governo e seu governante, e que dispensa o tratamento que dispensa aos contestadores do regime...

Socialista, sem dúvida. Democracia é forçar a barra.

André Lux disse...

Rodrigo, tudo que é sincero é verdadeiro, pois dispensa as máscaras, as manipulações e as distorções.

Sobre a democracia cubana, sugiro que você procure conhecer como funciona o sistema político do país que tem sim eleições periódicas e um forte controle da população sobre os políticos - os quais, por sinal, não ganham nada lá e exercem seus cargos públicos por pura ideologia (que absurdo, não?).

Não cometa o erro primário de se fixar sobre a figura mítica de Fidel Castro, que hoje funciona muito mais como um pára-raio virtual para os ataques da direita estadunidense e seus lacaios no resto do mundo, do que como um mandatário efetivo - tanto é que ele ficou meses afastado numa cama de hospital e o país continuou igual.

E, sinceramente, eu não conheço ninguém que não tenha uma ideologia. No máximo o sujeito acha que não tem, mas ela é facilmente identificável a partir da postura e visão de mundo e de política que exprime. Estar ou não em extremos é outra coisa. Bill Clinton apesar de ser de direita, está longe de ser um extremista como o Bush Júmior. A mesma coisa em relação a Emir Sader comparado a um José Abex Jr, por exemplo.

Achar que alguém que fica em cima do muro é mais "isento" ou "imparcial" não faz sentido, pois são esses justamente os que se vendem por qualquer preço para estarem sempre juntos ao poder. Esse, por sinal, era o lema do PSDB quando foi criado, daí o tucano como símbolo dos "em cima do muro", que era um apelido pejorativo que eles acabaram adotando- mais ou menos igual o porco e os palmeirenses. Isso, é claro, foi antes deles terem se aliado ideológicamente aos extremistas do PFL e se debandado para a direita, jogando fora sua proposta inicial de construir um Estado de bem estar social no país e abraçando o neoliberalismo que praticamente nos arruinou até a chegada do PT ao poder.

Rodrigo Leme disse...

Lux, ideologia podemos todos até ter, mas alguns preferem não se definir por ela; é uma diferença de comprometimento com ela, de quanto ela é importante para o seu jeito de pensar ou não. Até pq abraçar uma ideologia comlpetamente seria compactuar com o que há de pior só para aproveitar o q há de melhor nela, concorda?

E realmente o imparcial, 50% - 50% não existe, mas tá cheio de 55% - 45%, 60%-40%...isso não é muro, isso é escolha por se comprometer com valores corretos, não definições fechadas. Vc mesmo citou o Bill Clinton, q tinha lampejos de democrata e liberal no mesmo governo...

Nunca disse q o "do muro" é isento. Apenas q ele é *mais* isento (desde q sincero com seu "murismo") do q alguém comprometido com uma visão de mundo e menos interessado no contraditório, seja pra esquerda ou pra direita. Disso não tenho dúvida.

Aliás, a discussão se ideologia é algo tão maniqueísta quanto "esquerda ou direita", "Palmeiras ou Corinthians", "PT ou PSDB", "dia ou noite", é longa e seria interessante de se ter. ;)

André Lux disse...

Rodrigo, quem não se define por uma ideologia é então definido por ela. Não há meio termo, sinto muito. Você pode achar que há, mas isso é apenas parte da ideologia que você segue ou, no caso de você não optar por se definir por ela, que o guia.

Estar em cima do muro é também uma ideologia, a de quem não assume responsabilidades, não corre riscos, não coloca a cara para bater, e prefere, antes de ser obrigado a descer, ver qual lado vai lhe trazer mais vantagens pessoais, mesquinhas e imediatas.

Sua idéia de acreditar que os "muristas" aceitam melhor o contraditório é absurda, pois o "murista" não liga para o contraditório, ele apenas concorda ou não com o que está sendo dito e feito tendo em base unicamente seus interesses próprios.

Por isso, eu respeito muito mais ideologicamente um fascista assumido do que alguém que foi fascista ontem, quando isso lhe trazia lucros pessoais, e virou democrata hoje, pelo mesmo motivo.

Abraçar uma ideologia, ao contrário do que você pensa, não limita o ser humano, muito pelo contrário. Isso o liberta e o torna honesto, verdadeiro e capaz de lutar por algo que realmente acredita. Quem não tem ideologia é que se torna hermético, confuso, medroso e inconsequente.

E é exatamente por isso que a direita gosta de denegrir a discussão ideológica e política, fazendo os incautos acreditarem que é melhor ser assim e transformando-os em massa de manobra pura e simples.

Em Cuba não é assim. O país tem muitos problemas e não é perfeito, ok. Mas lá todo mundo é educado e estimulado à discussão política e ideológica, ao contrário do que vemos nos países ditos "democráticos", onde são todos educaodos a serem consumidores passivos.

Gabriel Haddad disse...

Rodrigo, há eleições em Cuba de dois em dois anos para as assembléias provinciais e a cada cinco anos para a Assembléia Nacional do Poder Popular (que equivale à nossa Câmara dos Deputados). Há apenas uma câmara legislativa nacional em Cuba, composta por representantes da população. Não há algo equivalente ao nosso Senado, em que os eleitos representam, em tese, os Estados, daí o mesmo número de três para cada unidade federativa brasileira. Existe, portanto, apenas a representação popular.
Muito bem. Eleitos os deputados da Assembléia do Poder Popular, estes de reunem para eleger os ministros, o Conselho de Estado e o presidente do Conselho de Estado, cargo equivalente ao nosso presidente da República.
Fidel Castro, portanto, para chegar ao cargo de presidente do Conselho de Estado, primeiro precisou se eleger deputado por sua província (Santiago de Cuba) e depois eleito por seus pares para a chefia do Conselho de Estado.
Outra peculiaridade sobre o sistema eleitoral cubano: o Partido Comunista é proibido pela Constituição do país de indicar candidatos. É claro que um candidato pode ser membro do partido, mas o partido não pode indicá-lo à eleição. Qualquer cidadão pode disputar as eleições.
A propaganda eleitoral, tal como conhecemos no Brasil, cheias de efeitos de computação gráfica, é vedada. Os candidatos divulgam apenas seu currículos e foto, em igual espaço e tamanho para todos. Também é vedado fazer promessas. O sujeito se elege pelo que ele é, não pelo que promete ser ou fazer.
Após eleito, o deputado ganha o salário de sua profissão, nada além disso. Nâo há remuneração adicional, jeton, ou coisas do gênero. E todo e qualquer mandato cubano pode ser revogado pelos eleitores, por insuficiência de desempenho. É raro de acontecer e existem regras para disciplinar o processo, mas já houve casos de revogação popular de mandatos.
As urnas, nos dias de votações, são transportadas e fiscalizadas pelos estudantes de ensino básico e secundário e, apesar da intensa campanha midiática inernacional, contra Cuba, jamais houve qualquer questionamento sobre a lisura da eleição.
Pra finalizar, embora isso não tenha sido objeto de seus comentários, esclareço que Raúl Castro assumiu o poder em 1º de agosto passado, não por ser irmão de Fidel Castro ou fazer de uma dinastia, mas pelo simples fato de ele ser o vice-presidente do Conselho de Estado e, portanto, sucessor constitucional na hipótese de afastamento, renúncia ou morte do presidente. Fidel tem outros irmãos. Uma delas, Juana, é dissidente e vive em Miami, pois jamais aceitou a reforma agrária nas terras da própria família Castro. Outro, Ramón, não ocupa qualquer cargo no governo. Raúl está no poder, ao contrário do que prega a horrenda imprensa capitalista, porque foi revolucionário de primeira hora, combateu na Sierra Maestra, participou do assalto ao Quartel de Moncada, é Ministro das Forças Armadas. Não é o laço sanguíneo que determinou a sucessão, mas sim a constituição cubana.
Abraços.

Gabriel Haddad

André Lux disse...

Falou Gabriel, exímio conhecedor de Cuba! Inclusive, tudo que ele disse eu pude comprovar no filme "Comandante", do Oliver Stone, que é uma longa entrevista com Fidel Castro, sem meias palavras e censura.

Stone também não conhecia o sistema político de Cuba e pode comprovar in loco como ele funciona. Além de andar pelas ruas de Havana com o suposto "ditador" sem qualquer repressão ou nem cercado por seguranças mal encarados. É comovente a cena em que Fidel vai a uma universidade e é abraçado por centenas de jovens estudantes, duas delas inclusive estadunidenses que estavam em Cuba estudando medicina de graça!

O filme, nem preciso dizer, foi pago pelos executivos da HBO que, depois de vê-lo pronto, proibiram a exibição dele! Por que será, não? Cópias piratas circulam por aí, provavelmente resgatas pelo cineasta...

o moço da bodega™ disse...

Ô, quengo!

Muitas pessoas saem por aí falando o que escuta da mídia nefasta ou de meia dúzia de pessoas de espírito burguês (a burguesia é um estado de espírito), insatisfeitas com a impossibilidade de amealhar fortunas.
Tenho vários amigos médicos cubanos, que vieram trabalhar na ex-república socialista de Icapuí, uma cidadezinha de 17 mil habitantes encravada no cu do ceará que, mesmo isolada pelo revanchismo político dos coronéis, conseguiu construir uma sociedade mais justa.

Alguns médicos construíram riquezas, casas de luxo, compraram Hilux e são anti-castrista, outros, continuam vivendo com partilha e humildade, andando de gol 1000 e visitando seus pacientes porta à porta. Estes são fiéis à sua ideologia e ao comandante-em-chefe Fidel Castro.

Anônimo disse...

Viva Cuba,viva o povo cubano, arriba, vamonos todos com cuba, la nación del siglo veinte e uno!!!
Viva Guevara, e la lutha sienpre!!!

geovânia disse...

Por favor pessoal que possui essa revista ,poderia me disponibilizar os dados da revista:tipo editora ,ano da edição...etc.Toda a parte de referências ,preciso muito pra utilizar no seminário que tenho que apresentar.
Obrigado ,espero postagens!

André Lux disse...

Entre no site da revista: www.carosamigos.com.br

Lá vc poderá entrar em contato com eles e pedir os dados que precisa.

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