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quarta-feira, 18 de julho de 2007

Asco: Imprensalão usa tragédia para colher frutos políticos

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Não tenho mais estômago para comentar a falta de escrúpulos dos pitbulls da mídia corporativa que, mais uma vez, se comportam como verdadeiros abutres e, antes mesmo dos bombeiros terem apagado o incêndio e resgatado as vítimas da tragédia ocorrida com o avião da TAM, tentam culpar o governo Federal afim de lucrar politicamente para alegrar as intenções golpistas de seus patrões canalhas.

Assim, reproduzo abaixo o texto de Carlinhos Medeiros publicado no seu blog, Bodega Cultural, que diz tudo que estou sentindo. Em momentos como esse eu tenho absoluta vergonha de dizer que sou jornalista.

"Os bandidos venais da mída brasileira, os políticos urubus de plantão, sem um pingo de caráter ou ética, vão tentar se beneficiar da tragédia ocorrida ontem em São Paulo. "A tragédia prenunciada pelos controladores de vôos e pelos apagões aéreos, finalmente aconteceu!" disse ontem em tom consternado, Willian Waak do Jornal da Globo, associando o acidente aos apagões e obviamente, tentando imputar a culpa ao comandante supremo da nação, Luis Inácio Lula da Silva.

Não foi imperícia do piloto na tentativa de corrigir a aquaplanagem, foram os equipamentos que falharam de acordo com as reivindicações dos controladores. Eles não estão nem aí para a dor de centenas de familiares. A bodega [e o Tudo em Cima] se solidariza com as familias enlutadas e se horroriza com a mídia e os políticos infames."


Apesar de tudo, alguns jornalistas cujas opiniões eu raramente concordo demonstram que ainda merecem respeito ao não politizar o assunto e tentar analisar o ocorrido de maneira lúcida a partir dos fatos divulgados até agora. Confira abaixo:

Voando ou derrapando?

O avião da TAM cruzou a avenida derrapando, brecando, arrastando-se? Ou atravessou voando? Se ele voava é porque tentou arremeter. Mas se tentou arremeter é porque tinha velocidade para tal. Agora, como é que um avião em (relativa) baixa velocidade, derrapando, todo torto, aquaplanando, tenta aremeter? Mas se ele não tinha arremetido, como é que ele chegou voando ao prédio da TAM?


- por Alon Feuerwerker

Duvido que alguém nesta altura dos acontecimentos tenha certeza do que causou o acidente com o avião da TAM em Congonhas. Lembro de quando caiu o outro avião da TAM, mais de dez anos atrás. Primeiro colocaram a culpa nas rádios piratas e nos telefones celulares. A turma que tem interesse no fechamento das rádios piratas trabalhou duro para consolidar sua versão, mas acabou derrotada pelos fatos, quando se concluiu que o mau funcionamento do reverso é que tinha derrubado o avião e matado seus passageiros e tripulantes.

Agora são as tais ranhuras na pista (grooving). Eu não entendo nada de avião, mas viajo muito de avião. O que eu vi até agora sobre o acidente de ontem? É preciso saber se o avião caiu sobre o prédio da TAM ou colidiu com o edifício depois de se arrastar pela pista e atravessar a avenida Washington Luís. O que se sabe até agora é que o avião não causou danos na avenida. Ou seja, é razoável supor que o avião chegou voando ao prédio da TAM, e não se arrastando.

Como disse, não entendo nada de avião, mas viajo muito de avião. Sei que o bicho toca no solo com rapidez de Fórmula 1, uns 300 quilômetros por hora. Numa primeira fase sua velocidade se reduz rapidamente por efeitos aerodinâmicos e pela ação das turbinas. Ou seja, a diminuição da velocidade para valores "normais" não depende tanto do atrito com o solo. Tanto que os pneus correm soltos sobre a pista no comecinho. Os freios e o atrito da pista com os pneus entram em ação quando a velocidade já é bem menor. Ou seja, quando já passou da hora de tentar arremeter. Ou seja, quando a única alternativa é tentar brecar de algum jeito. Eis a minha dúvida.

O avião da TAM cruzou a avenida derrapando, brecando, arrastando-se? Ou ele atravessou voando? Se ele voava é porque tentou arremeter. Mas se ele tentou arremeter é porque tinha velocidade para tal. Agora, como é que um avião em (relativa) baixa velocidade, derrapando, tenta arremeter? Como é que um avião todo torto, derrapando, aquaplanando, tenta aremeter? Mas se ele não tinha arremetido, como é que ele chegou voando ao prédio da TAM?

Na condição de leigo, são as minhas dúvidas. Se você é especialista ou tem informações que esclareçam essas questões, ajude-me. E minhas condolências aos familiares e amigos das vítimas. Em respeito a sua dor, abstenho-me, por enquanto, de fazer política sobre o episódio.


NÃO EXISTIA DEFEITO NA PISTA
Avião tocou no ponto correto da pista e continuou em linha reta e alta velocidade

Como choveu nos últimos dias em São Paulo, haveria também a hipótese de aquaplanagem – o avião deslizando sobre uma fina lâmina de água. Mas essa hipótese parece não fazer sentido porque o avião ficou em linha reta quase até o final da pista. Quando se dá o fenômeno da aquaplanagem é comum a aeronave jogar para um dos lados.

- por Fernando Rodrigues

O comandante da FAB (Força Aérea Brasileira), Juniti Saito, recebeu informações dos funcionários da torre de controle do aeroporto de Congonhas atestando que o Airbus A-320 da TAM tocou a pista no local correto ao tentar aterrissar. Por alguma razão, disseram os funcionários, o avião continuou em alta velocidade. Esse dado terá de ser confirmado pela caixa-preta da aeronave. Tocar o solo no local correto numa aterrissagem é o primeiro requisito para que a operação seja bem sucedida. Em seguida, o piloto deve empreender as ações necessárias para frear o equipamento. Ainda não se sabe a razão pela qual a velocidade não foi reduzida o tanto necessário.

Essa é a primeira informação técnica disponível, por enquanto, a respeito do acidente com o vôo 3054 da TAM no início da noite desta terça-feira (17.jul.2007) em Congonhas. O fato de o avião ter continuado em alta velocidade depois de ter atingido o solo –informação pendente de ser oficialmente confirmada com dados da caixa-preta– reduz muito a hipótese de os supostos defeitos na pista de Congonhas serem os únicos possíveis causadores da tragédia. Quando o avião derrapa por deficiência da pista quase sempre ocorre uma mudança imediata na trajetória em solo. As informações preliminares (atenção: preliminares!) dão conta de que o Airbus da TAM seguiu em linha reta até praticamente o final da pista, sem frear nem perder a direção.

Como choveu nos últimos dias em São Paulo, haveria também a hipótese de aquaplanagem –o avião deslizando sobre uma fina lâmina de água. Mas essa hipótese parece não fazer sentido porque o avião ficou em linha reta quase até o final da pista. Quando se dá o fenômeno da aquaplanagem é comum a aeronave jogar para um dos lados. A pista principal de Congonhas tem 1,9 km (esse, evidentemente, é um defeito sério da pista: é muito curta). Mas seria improvável em aquaplanagem o deslizamento em linha reta durante todo o percurso de 1,9 km. Além disso, ao aterrissar o piloto estaria, em tese, acionando o freio. Com aquaplanagem o avião poderia dar um "cavalo-de-pau" ou começaria a deslizar para um dos lados. Mas as informações disponíveis dão conta de não ter ocorrido o desvio de rota.

Em algum momento da aterrissagem, o piloto ou alguém na cabine de comando falou algo que teria sido identificado pela torre de Congonhas como uma menção a "virar" a rota do avião. Mas ainda não está claro em que momento esse tipo de informação foi captada --se logo quando o avião tocou o solo, se na metade da pista ou no seu final, quando o Airbus acabou fazendo a curva à esquerda e atingindo um edifício da TAM Express. Por que isso teria acontecido? Não se sabe. Pode ter ocorrido algum defeito no aparelho que o impediu de frear (as turbinas não reverteram, os freios não funcionaram, enfim, várias possibilidades a serem estudadas e investigadas). Espera-se que os dados da caixa-preta possam dirimir essas dúvidas.


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3 comentários:

Fernando Romano disse...

Postarei aqui o que já postei no blog do Bourdokan, porque o mesmo comentário se aplica: André, é verdade; de uma hora para outra todos da imprensa agora se transformaram em especialistas em pousos e decolagens... urubus da pior espécie. E, caso único no mundo, todos os fascistinhas já descobriram o culpado, mesmo antes de uma investigação começar: é o Lula, o governo federal, a Infraero...

Ricardo Melo disse...

Chegou a hora, os abutres tucanos viram a chance de desestabilizar o governo federal e iniciar a privatização da Infraero numa tacada só.

"o moço da bodega" disse...

Caro André, parabéns pelo seu blog.
A partir de agora, o "Tudo em Cima" será parada obrigatória do moço da Bodega.

Mesmo com todas as evidências (após publicação do vídeo da Infraero), de falha mecânica ou humana, eles continuam fazendo coro com a rede globo. Balançando negativamente a cabeça e dando estalinhos com a língua quando se referem ao episódio.
O lider da oposição Raul Jungmann (PPS-PE) afirmou que o culpado era o governo, por aí você tira...

Abraços

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