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segunda-feira, 14 de maio de 2007

Receita Indigesta: Sexo, Poder e Religião

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- por André Lux, jornalista e ateu (graças a deus!)

Aproveitando que Ratzinger, o “papa” dos católicos, já foi embora do país, quero afirmar que fé é igual opinião: cada um tem a sua e ficar querendo discutir qual é a correta ou mais bonita é perda de tempo.

Cada ser humano tem o direito de seguir a religião que quiser e ninguém tem nada com isso. Assim como devemos ser livres para ter qualquer opinião sobre um determinado filme. Por exemplo, tem gente que como eu achou “Dogville” uma porcaria (leia minha crítica ao filme aqui). Já outros tiveram orgasmos durante a exibição. Vale a pena ficar tentando descobrir quem é o “dono da verdade” neste caso? Obviamente que não, porque não existem donos da verdade e quem se julga assim ao ponto de querer impor sua opinião sobre os outros provavelmente tem sérios problemas mentais.

Para mim, isso vale para questões ligadas à fé e às religiões. Até porque fé é uma coisa e religião é outra, assim como política é uma coisa e os partidos políticos são outra. E, assim como é possível se fazer política sem partidos, também é possível seguir uma fé sem abraçar nenhuma religião.

Agora, o que eu acho mais abominável nessa história toda é a tentativa de enquadrar a vida sexual das pessoas em determinadas regras que são absurdas e baseadas em conclusões totalmente subjetivas. O que o fato de Fulano optar por ser homossexual ou Beltrano ser bissexual ou Ciclana ser virgem até o fim da vida influencia a minha vida? Nada. O que eu tenho a ver com a opção sexual de cada um? Nada. Quem sou eu para julgar a forma de obter prazer e satisfação dos outros? Desde que todas as partes envolvidas no ato sexual estejam ali por livre e espontânea vontade e não estejam cometendo nenhum mal a terceiros, ninguém tem o direito de julgá-los.

Essa história toda de tentar reprimir o prazer sexual das pessoas só tem um objetivo: controle. Afinal, sexo é a única coisa que todos nós podemos fazer a hora que quisermos – seja solitariamente (masturbação) ou com um sem precisa pagar taxas, pedir empréstimos, ter emprego, ser rico ou emitir um documento. Aí vem a religião (falo da católica, que é a que eu conheço melhor desde criança, das outras não conheço a fundo a forma como encaram a sexualidade), que sempre esteve de braços dados aos poderosos, e reprime o sexo ditando que o ser humano só deve praticá-lo depois de casado e para fins de procriação. Isso, afirmam, é o que torna o homem mais próximo a deus...

Aqui abro parênteses para fazer uma pergunta óbvia: não são os animais irracionais que, desprovidos de consciência e noção de prazer, praticam sexo apenas para procriação? O ser humano, justamente por poder pensar e refletir, é o único animal que pode associar sexo ao amor ou ao carinho e, portanto, demonstrar esses sentimentos proporcionando, com total intimidade, prazer sexual ao seu parceiro ou parceira!

Claro que os religiosos vão se defender dizendo que a igreja condena o sexo APENAS antes do casamento, mas como explicar então que condene o uso de métodos contraceptivos, como a camisinha ou a pílula? Como os casais vão evitar gravidez indesejada? Ou vão dizer que, depois de casados, eles têm mais é que ter um filho por ano, toda vez que transarem? Deve ser por isso então que nossas bisavós tinham uma média de 15 filhos, dos quais a maioria não chegava nem à puberdade...

Na minha modesta opinião (porque não sou dono da verdade), a igreja católica reprime o sexo para obter o controle sobre as pessoas, já que continuarão transando, mas, como isso é condenado pela religião, sentirão uma terrível culpa. E é o medo das punições no “fogo do inferno” que vai impulsioná-las a correr para a igreja pedir perdão pelos “pecados” e, claro, pagar seus dízimos. Ajuda também o fato da imensa maioria ser extremamente mal resolvida em relação à própria sexualidade o que obriga um número enorme de pessoas a curtirem seus verdadeiros prazeres escondidos, fator que gera mais culpa e mais medo da condenação eterna.

Prova disso é que muitos seguem uma religião mais por medo do que por convicção. Toda vez que alguém vem justificar a “necessidade” da religião diz algo do tipo “Ah, mas você tem que acreditar em alguma coisa, né?” como que dizendo “Não acredito muito nesse negócio de céu e inferno, mas vai que existe mesmo...”. Depois eles dizem que são os agnósticos ou os ateus que não acreditam em nada! Existem exceções, é óbvio, mas elas só confirmam essa regra.

Como não estou aqui para julgar nem condenar ninguém, reafirmo: cada um que siga a religião que quiser e viva sua vida sob as normas e regras dela. Se o sujeito quer ficar virgem até casar, pois assim acha que vai para o céu, que seja feliz com essa opção. Nem eu, nem ninguém, temos nada com isso.

Agora, a recíproca teria que ser verdadeira. E, sabemos muito bem, quase nunca ela é.

Infelizmente, como bem disse o personagem interpretado por Robert De Niro no filme "Coração Satânico" (nada menos do que o capeta em pessoa), "existem suficientes religiões no mundo para fazer os homens se odiarem, mas não o suficiente para fazê-los se amarem"...

4 comentários:

Lulis B disse...

Sexo, religião e política são temas q não tem fim de discussão tamanha diversidades de opiniões a respeito dos assuntos. Qd falamos destes assuntos é impossivel se tornar imparcial. Achei conturbada sua abordagem, pq vc comentou sobre a Fè e a Religião mas depois abandonou o assunto se voltando para outro. Fé é uma questão de ordem divina, pq é um DOM q as pessoas possuem de crerem em alguma coisa, por exemplo: ser de direita ou esquerda é preciso crer na causa pra seguir no caminho... pois bem a Fé é dom de Deus, ou a pessoa tem ou não tem. E isso entre os religiosos é uma questão "si ne qua non" não dá pra discutir o assunto. Já a religião é criada pelo Homem, é cheia de doutrinas e regras q um grupo decide aceitar e seguir. Ser de direita ou esquerda tb exige da pessoa uma religiosidade, pq esta precisa aceitar as regras, ideais e doutrinações partidárias. Ai penso q religião e política tem muito em comum. Só uma fé viva é capaz de sucumbir a religiosidade, mas isso é um assunto amplo demais para o contexto.
Sobre a questão sexual e a visão da igreja católica eu concordo com vc na questão do controle da massa. Mas pensando q os animais se relacionam por instinto, nós tb fazemos isso...porém a maior parte da população e em geral a mais carente não tem base nem formação para controlar seus instintos uma vez q somos seres pensantes e por esta razão diferentes dos animais. Da mesma forma q a criança precisa aprender a controlar seu esfincter, o ser humano precisa controlar seu instinto. Pq do contrario sairiamos fazendo sexo como animais a qq hora ou em qq lugar. O problema da visão religiosa me parece q esta muito desatualizada, uma vez q a igreja precisa aproximar as escrituras à realidade de sua comunidade, daí não dá para impor ao povo q vivam o celibato até o casamento da forma como vem sendo imposto. Prova disso é o alto índice de cristãs fervorosas q casam de barriga. falta de orientação sexual e de prevenção. A realidade da sociedade de hj trata a sexualidade abertamente, ao contrario da sociedade em q viveram nossos pais.
Hj doenças estão sendo desseminadas por falta de exclarecimento. Na minha opinião as igrejas deveriam dar orientação sexual aos jovens mostrando os riscos de uma relação de momento e incentivar o uso de camisinhas e contraceptivos orais.
Eu acho q as igrejas católicas, evangélicas estão sufocando o direito da pessoa de ter seu livre arbítrio. Eles até falam do livre arbítrio mas depois jogam os fiéis na fornalha da culpa e do pecado da carne...um sofrimento pro jovem q esta com seus hormônios em ebulição ao mesmo tempo q serve de referêcia para auto-controle...acho dificil chegar a um ponto pacífico, pq como vc mesmo disse este assunto só interessa aos pares envolvidos...e tb aos q são pais de jovens e adolescentes....e cada um cuide de sua vida e da de sua prole...
Lulis B.

André Lux disse...

Não disse que as pessoas devem sair por aí fazendo sexo como animais, pelo contrário. Claro que deve existir o controle dos instintos, mas não da forma como faz a ingreja, que é por meio do terror e da repressão.

Até porque o que a igreja quer não é controlar o sexo por motivos nobres, mas sim usar a culpa que as pessoas vão sentir (pois todo mundo vai continuar fazendo sexo queiram o clérigos ou não) para oferecer o "perdão" como moeda em troca da obediência e do pagamento de dízimos...

Lulis B. disse...

Inclusive no filme "Lutero" esse conntrole da massa fica evidente. Crer acaba virando um comércio bem lucrativo...sobre os dízimos, esta escrito: q cada um dê sua oferta conforme a vontade de seu coração (de livre e espontânea vontade). Logo, alguns lidereses religiosos manipulam e coagem o povo a "darem" o dizimo conforme o q eles dissertaram em púpito como sendo a suprema verdade revelada e o povo sendo muito humilde, e ignorante aceita cegamente as imposições da igreja sem discernimento nem reflexão.
Vc está correto em sua indignação, pq no fundo a igreja católica esta dando não sabe mais como atrair fiéis...

Stefano disse...

você poderia divulgar estes vídeos no seu blog ??
http://www.youtube.com/watch?v=Jr5Q5Volv88
http://www.youtube.com/watch?v=YpcE6Igwr0U
http://www.youtube.com/watch?v=_tKuNmyjG80
http://www.youtube.com/watch?v=rVvNG_DkwzY
http://www.youtube.com/watch?v=YWvl1EKY0jk
http://www.youtube.com/watch?v=K95X2VKqQ9o

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