quarta-feira, 2 de maio de 2007

Memórias de um alienado - parte II: Como eu comecei a ver e sentir a MATRIX...

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Antes de prosseguir com o relato do meu processo de “abertura dos olhos”, gostaria de esclarecer um ponto. Pode ser que meu texto anterior tenha passado a impressão de que sou um sujeito rancoroso, recalcado, que culpa e recrimina os pais e os amigos pelo processo de alienação pelo qual fui submetido durante a infância e a juventude.

Embora seja verdade que esses sentimentos venham à tona quando você percebe que foi, para colocar de maneira bem simples, enganado e induzido por pessoas que gostava a pensar de uma certa forma que não condiz com a realidade, é verdade também que fica fácil entender suas ações e perdoá-los.

Afinal, eles também foram enganados e induzidos durante toda sua vida para pensar e agir daquela forma e, infelizmente, acreditavam estar fazendo o melhor, sem condições ou vontade de quebrar aquele ciclo de alienação e dominação ideológica que os massacrava e os manipulava como gado que vai cantando feliz rumo ao matadouro.

Quando lembro, com um frio na espinha, que eu mesmo poderia estar assim até hoje - cheio de medo, ódio, intolerância e preconceitos - e que, provavelmente, iria educar meus filhos da mesma maneira, fica mais fácil ainda ser condescendente...

Bom, dito isso, vamos prosseguir.

Afinal, como eu consegui “abrir meus olhos”, perceber a Matrix à minha volta e romper a prisão mental da alienação, do ódio e do medo? Vários fatores me ajudaram nessa jornada que, confesso, foi longa e nada fácil. Vou enumerá-los em ordem cronológica, para facilitar.

1) CINEMA: tudo começou quando me levaram para assistir “Guerra nas Estrelas”. Mas, o que esse filme-pipoca roliudiano tem a ver com isso? Antes de torcer o nariz, explico que assisti ao primeiro nos cinemas, quando tinha por volta dos 8 anos de idade. 

Não vou entrar em detalhes a cerca da minha adoração pela obra do George Lucas, que deve ter durado até pouco tempo (confesso), mas basta dizer que foi aquela obra que me abriu para o cinema e, por tabela, para o mundo das artes em geral.

E, mesmo que isso fosse imperceptível para meu limitado cérebro na época, tratava-se da história de um grupo de “rebeldes” idealistas que lutava para derrubar um império “fascista” (embora essa realidade tenha sido deturpada depois pelos extremistas de direita quando Reagan tomou o poder nos EUA, e foi usado como símbolo para a guerra fria, com o Império maligno representando a ex-União Soviética). 

Enfim, aquele filme mudou minha vida. Depois dele nunca mais fui o mesmo, para o bem e para o mal.

2) O MODO DE VIDA NERD: por causa do meu apego ao cinema e tudo que estava relacionada a ele, especialmente as trilhas sonoras dos filmes, nem preciso dizer que me transformei em um verdadeiro nerd. 

Assim, enquanto meus amigos começavam a gostar de tudo que era “normal” naquela sociedade (do rock n’ roll enquadrado aos parâmetros do consumismo, ao consumo de drogas e bebidas alcoólicas) lá estava eu tentando arrumar dinheiro para comprar o disco de “Jornada nas Estrelas” ou o álbum de figurinhas do “Flash Gordon”...

Embora nada disso tenha me ajudado a abrir os olhos naquele momento, certamente me transformou num sujeito meio estranho, marginalizado e com um forte sentimento de inquietação. 

Afinal, eu só tinha amigos nerds como eu e nunca conseguia me enturmar com os “descolados”, que adoram ridicularizar os “diferentes”. Eu comecei a sentir que alguma coisa estava errada, mas eu não sabia o que era e nem me preocupava muito em descobrir. Porém, já era um começo.

3) INFLUÊNCIAS DECISIVAS: fiquei mais ou menos na mesma até o meio da minha adolescência. Foi a partir dos 16 anos, quando um primo entrou na faculdade em Campinas e veio morar conosco, que as coisas começaram a mudar. Não sei dizer se ele era de esquerda ou de direita (talvez fosse ainda indiferente como eu), mas a verdade é que era um sujeito muito mais culto e antenado do que eu – até porque teve uma educação mais rica e politizada que a minha.

Foi graças a esse cara que eu comecei a gostar de qualquer tipo de filme (e não só de ficção científica, aventura e terror) e, mais importante, aprendi a decifrar mensagens e idéias que estavam contidas nas obras de arte. Até então, eu pensava, “um filme é só um filme, puro entretenimento, nada mais”. Ledo engano. Não fosse pelo meu primo, jamais teria assistido (e entendido) a filmes como “Brazil”, “A Missão”, “Coração Satânico”, “Amadeus”, conhecido o Monty Phyton ou lido quadrinhos como “Batman, O Cavaleiro das Trevas”, “Ronin”, “Watchmen” ou “V de Vingança”.

Foi nesse momento que eu comecei a perceber algumas coisas surpreendentes: não existem mocinhos e bandidos na vida real, o USA não era assim um país tão bacana e justo, a religião poderia causar (e causou) grandes males às pessoas e ao mundo, nem sempre quem era chamado de “terrorista” lutava por uma causa ruim, muita coisa que era vendida pela mídia como sendo uma verdade única ou normal tinha um outro lado que não era divulgado, etc. 

Mesmo assim, eu ainda não havia ligado os pontos para formar o grande quadro. Isso só aconteceu quando eu entrei para a universidade.

4) UNIVERSIDADE FEDERAL: ser um jovem alienado e perdido no mundo me trouxe uma grande vantagem naquele ponto. Eu não tinha a menor idéia do que fazer da minha vida. Assim, ao chegar à encruzilhada da adolescência e ter que escolher qual faculdade deveria fazer, mais perdido que cego em tiroteio, optei pelo curso de... Química! 

Prestei vários vestibulares e consegui entrar na Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). E foi ali que tudo começou a mudar em minha vida. O ano era 1989 e estávamos prestes a ter a primeira eleição direita para Presidente da República em mais de 20 anos (embora eu não desse a mínima para esse fato, afinal “odiava política”, lembram?).

Meu primeiro choque, depois de ficar décadas praticamente falando besteiras sem sentido e me relacionando com gente vazia e alienada, foi perceber que existiam pessoas que conheciam, discutiam e debatiam diversos temas que eu não tinha a menor noção do que significavam. E eram jovens da minha idade! Como aquilo era possível? - eu me perguntava.

Obviamente, como eu não entendia quase nada do que discutiam, meus primeiros sentimentos em relação àquelas pessoas foram de raiva e inveja. E, como não poderia deixar de ser, comecei a entrar no meio das conversas transformando esses sentimentos negativos e mesquinhos em petulância, cinismo e provocações baratas. 

Foi naquele período que me tornei oficialmente um “papagaio da direita”, afinal de contas a maioria dos jovens que estudavam lá era de esquerda e defendia a candidatura de Lula contra o marajá das Alagoas, Fernando Collor. Nem preciso dizer que, para irritar “aqueles petistas” eu dizia que ia votar no Collor, que Lula era baderneiro profissional, etc, etc. Tudo aquilo que eu havia “aprendido” na escola da ditadura e que fora reforçado no ambiente em que fui criado.

Fiquei nessa um bom tempo, diria que uns seis meses mais ou menos. Então coisas estranhas começaram a acontecer.

Como é perfeitamente natural após um semestre inteiro de contato diário com um grupo, passei a gostar de várias pessoas e até admirá-las. Percebi que ali havia muita gente bacana, inteligente e companheira, que sabia ouvir meus problemas, me apoiava quando eu precisava de ajuda (principalmente nas matérias, pois eu “boiava” em quase tudo) e, acima de tudo, não me ridicularizava quando dizia que gostava de cinema, música erudita e quadrinhos – pelo contrário. 

Para aquelas pessoas, eu não era mais um “babaca” ou um nerd esquisitão, mas sim um sujeito sensível que gostava de arte! Descobri que muitos ali também gostavam das mesmas coisas, tinham inclusive os mesmos problemas familiares e carências afetivas.

Entretanto, quando eu entrava no modo “papagaio da direita”, aquelas pessoas que, no fundo eu invejava e queria impressionar, simplesmente me deixavam falar e, assim que eu terminava de vomitar minhas asneiras, continuavam o assunto de onde haviam parado. Ninguém me hostilizava, muito menos me ridicularizava. Simplesmente me ignoravam...

Depois de umas três ou quatro situações como essa comecei a me sentir constrangido e patético. Afinal, eu não gostava daquelas pessoas, não as admirava? Não gostava da maneira sensível e humana que me tratavam e ouviam? Então, por que diabos eu estava querendo provocá-las e irritá-las, repetindo coisas ditas pelos meus pais e por outras pessoas que nunca me respeitaram nem me ouviram antes? 

Para piorar tudo, comecei a perceber que os que repetiam aquelas mesmas asneiras provocativas e me davam força para que eu continuasse a proferi-las eram justamente aqueles tipos mais idiotas, os “mauricinhos” e os filhinhos de papai que me cercavam aos montes...

Lembro como se fosse hoje de uma festa realizada na casa da minha primeira namorada, onde toda a moçada estava reunida, tocando violão, comendo churrasco e bebendo cerveja. De repente, começou um papo sobre política e um rapaz, que era inclusive membro do DCE, colocou seu ponto de vista e defendeu Lula com muita propriedade e civilidade. 

Quando eu ia começar a falar asneiras contra o petista, outro sujeito passou na minha frente e verbalizou tudo aquilo que estava na ponta da minha língua. Olhei para ele e vi que era um tipinho que ninguém gostava, um playboy folgado e mesquinho, que chegava a exigir grana dos que moravam com ele para dar carona até a faculdade e vivia invadindo festas mesmo sem ter sido convidado.

Aquilo me transtornou. Quer dizer que eu era igual àquele imbecil? Não era possível! Logo eu, um cara que se julgava tão bacana, sensível, amante das artes, romântico e incompreendido, no fundo me portava igual aos tipos mais desprezíveis e irritantes? Não preciso dizer que foi ali que a ficha caiu e, finalmente, após longos anos de alienação e estupidez eu finalmente comecei a tomar consciência do mundo à minha volta e de todos os problemas reais que existiam nele.

Antes tarde do que nunca, não é mesmo? Ah, esqueci de um outro fator que também foi decisivo para o meu crescimento intelectual e espiritual:

5) AUSÊNCIA DE TELEVISÃO. Quando mudei para São Carlos, fui morar com amigos em uma república. 

Detalhe: ninguém conseguiu levar uma TV! Assim, passei praticamente um ano da minha vida impedido de alimentar meu vício de ficar horas sentado em frente àquela “máquina de fazer doido”. 

No começou quase tive um treco, mas depois de uns dois meses, me acostumei a viver sem aquele monte de lixo ideológico que era enfiado na minha mente e, assim, passei a investir meu tempo em coisas mais importantes, como debates, conversas e leituras.

Só quem passou por isso tem noção do quanto a vida melhora sem a influência nefasta da TV, principalmente a rede Globo que é um verdadeiro câncer que corrói corações e mentes todos os dias!

Tanto é que, depois disso, nunca mais consegui ficar mais de cinco minutos na frente de uma televisão que não apresentasse algo minimamente inteligente e instigante - que, convenhamos, se resume a 1% da programação das redes e olhe lá...

Mas, essa mudança toda em minha consciência trouxe várias conseqüências para a minha vida. Abordarei esse tema num próximo texto. Aguardem!

Leiam aqui a PARTE 3 das minhas "Memórias de Um Alienado".

31 comentários:

ronaldo disse...

de que filme é aquela foto com o cara sentado em frente a tv e um garoto olhando para ele? quero assistir a esse filme.

André Lux disse...

É do filme The Wall, do Pink Floyd.

NEO disse...

andré, admiro o seu blog, mas vc não acha que vc se contradiz um pouco? veja só, vc desse a madeira no cinemão americano, dizendo que ele influencia as pessoas, fazem propaganda imperialista e tudo mais, ai vc escreve esse post, dizendo que vc evoluiu, 'saiu da matrix', primeiro isso soa um pouco pretencioso, é como se vc fosse superior as outras pessoas, que não 'sairam da matrix', e em segundo lugar; o filme matrix, no qual vc se inspirou para escrever este post, é AMERICANO, vc esqueceu?, vc desse a madeira nos filmes e ao mesmo tempo usa um para se inspirar, para mim isso é uma contradiçao, por que não usou um filme europeu por exemplo?

André Lux disse...

Neo, eu malho filmes que são ruins ou fazem propaganda imperialista, da mesma forma que elogio aqueles que são bons ou trazem uma mensagem anti-imperialista, humanista ou contestária. Sejam eles estadunidenses ou não. Não vejo contradição nenhuma aí. O Rambo é nojento seja ele dos EUA ou do Brasil (vide minha crítica ao "Tropa de Elite", que traz a versão tupiniquim do Rambo).

Usei o exemplo de "Matrix" por ser o mais óbvio em relação ao meu caso, de alguém que vivia sendo manipulado pelo sistema e enfim "acordou" para a realidade.

Laís Cavalcanti dos Santos disse...

olá, gostei muito do seu blog e dos seus textos, confesso que eu sempre estive do outro lado, pois fui criada numa família que se dividia entre o pcb(partido comunista do Brasil) e a ccb(congregação cristã no Brasil), o que significa que a tv não fez parte da minha infância pois a igreja proibia e as discussões políticas eram normais nas conversas familiares.
Gostaria que vc visitasse meu blog

http://diariodalucidainsanidade.blogspot.com

também sou fã da sétima arte!

Marivaldo disse...

André, estou lendo teu blog só agora(acho que encontrei o link no PHA ou na C Amigos, não lembro bem) e gostei das memórias. Também nasci em 1971 e detestava política até o fim da década de 1980. Mas foi através da Igreja - pastoral da juventude do meio populaar, da Igrja católica - que comecei a compreender que política é importante. Em 1988 tive a oportunidade de estudar com bons professores que discutiam política na sala e pude entender o que era ideologia. Interessante, em 1999 fiz campanha para Mário Covas para presidente(trabalhava no comitê eleitoral para ganhar um extra) mas no dia da eleição já votei no Lula). Quando chegei a universidade, em 1991, já entrei de cara no movimento estudantil.Também passei um período sem ver televisão e acho que hoje todo jovem deveria passar por esta experiência (e também sem ver internet). aprende-se mais a valorizar outras coisas boas -a leitura, música, cinema, teatro e até mesmo a ouvir as pessoas. E é verdade, desalina um bocado.
Parabéns pelo blog!

Luiz.Monteiro4 disse...

André, sinto muito lhe dizer, mas você ainda continua na Matrix. Lula, Dirceu, Dilma são instrumentos mais aperfeiçoados usados por ela para enganar sujeitos que se acham mais espertos que os outros. Uma prova: Lula também não quer o fim da Matrix. Tanto é que aceita a maior parte dos caprichos da Matrix em troca de poder e luxo. O fim da dominação está na revolução, na democracia popular (e não na representativa), que só será possível com o fim do capitalismo. Leia, por exemplo, Leon Trotsky. Acredite, você está sendo enganado.

André Lux disse...

Luis, não precisa citar Trotsky para me convencer que só a revolução e a derrocada do capitalismo podem melhorar a vida na Terra. Isso é óbvio.

Lula não foi eleito para acabar com a Matrix meu caro. Nem ele nem o Chávez nem o Fidel vão conseguir isso. Porém, é graças às ações de pessoas assim que a visão de mundo de muitos outros se abre e se estende, caminhando assim para uma maior compreensão desse sistema que nos aprisiona e nos consome. E eles sabem bem disso.

Revolução quem tem que fazer é a população politizada e com consciência de classe. E por aqui estamos apenas engatinhando em relação a isso. Mas é melhor do que antes, não? Quando a maioria era manipulada pela Matrix e tudo continuava como sempre foi para a alegria da minoria...

Edy Araujo disse...

Caro André, visitando pela primeira vez o seu blog, posso dizer que admirei seus textos sobre sua mudança do lado "negro" para a "Luz", parabéns não é fácil reconhecer isso, principalmente com a origem de sua postura reacionária do passado, mas ficou em mim uma questão que se possível gostaria que você me respondesse: E quanto aos seus pais, o que eles pensam desta sua trajetória, hoje foram convencidos pelo filho ? Posso lhe garantir que seu blog me será um ótimo ponto de passagem diária. Sucesso !

Edy Araujo

Adriano Senkevics disse...

André,

Acho o texto um pouco pretensioso também. O que enxergo nas suas palavras foi que você encontrou uma "receitinha de ser politizado".

Primeiro porque intolerância e, principalmente ignorância, estão acima de direita x esquerda. Qualquer um dos dois lados podem conter seus preconceitos. Como contêm, de fato.

Segundo porque levantar a bandeira anti-capitalista, sem que haja um projeto que possa subtituí-lo, não é algo que signifique melhora de vida para todos. Eu posso trocar o capitalismo neoliberal por vários Estados isolados, cada um na sua, com um controle rígido sobre a população e instituições. Isto não seria capitalismo, certamente, mas seria uma melhora de vida? O que é mais danoso, o ultraliberalismo ou o ultraestatismo?

A sua caricatura da direita está demasiadamente exagerada. Não é porque o cara é de direita que ele vai rejeitar cinema, música erudita e quadrinhos. Nem tudo na vida se resume à dicotomia política esquerda x direita.

Em muitos aspectos, a esquerda e a direita são simétricas, imagens espelhadas de extremos. Prefiro aqueles que, em vez de simplificar tanto quanto você fez, conseguem transcender este discurso.

Anônimo disse...

Se possível, procure ver o filme "poder além da vida", em inglês o filme ta como "peacefull warrior". Acho q irah gostar bastante...
Abraço.

JRB disse...

Já li os dois artigos das "Memórias de um alienado" várias vezes nos últimos anos e fiquei muito curioso com a terceira parte, sugerida ao término da segunda. Me identifico muito com a sua trajetória pessoal/política, que julgo muitas vezes parecidíssima com a minha. Afinal, ela será redigida ou não? Espero que sim!

Abs

Marcio Carneiro, disse...

Interessante como você "acordou" com um filme - capitalista. Você já pensou que se não fôsse pelo filme CAPITALISTA que você assistiu, você não seria você, seria outro você e não teria como entender que, o que o "você" que você entendeu só estava ali para ser entendido porque você não estaria com seu "nôvo" "você"? Isto é, SEM o CAPITALISMO você, literalmente, NÃO EXISTIRIA - ao menos para "você".

Não seja mal-agradecido, leia Krishnamurti em http://www.krishnamurti.org.br/ e Kalil Gibran. Pense que você talvez fôsse um outro "você" humanista, esotérico, se tivese "começado" com um "você" depois de ler os humanistas.

Leia O Ponto de Mutação e procure um nôvo "você", quântico.

"Você" socialista é um "você" medíocre, "social" mas não universal. A natureza não é socialista, ela "enxerga" muitos outros "você". A natureza não "conhece" "em baixo", "em cima", "dentro", "fora", "prêto", "branco" e tudo que os teus "você" "conhecem.

Leia O Caminho da Servidão, de Von Hayek e saiba, de verdade, de onde vem as coisas e para elas vão.
Eu também comecei com os outros - capitalistas, tôdos êles.
Aliás, você conhece uma Ópera Socialista? Uma música socialista? Uma pintura socialista? O que você desejaria ter: a tanga do chefe zulu ou a camiseta do Michael Jordan?
Êle é capitalista e por isto é "ruim"? A beleza do bola-ao-cêsto que êle pratica é "ruim" porque é capitalista?
Isso me lembra que estudei Cálculo Integral no livro do Pablo Miquel Y Merino, editado em espanhol e publicado pela Faculdade de Matemática da Universidade de Havana, em 1979. Quer dizer que aprendi Cálculo Comunista? Newton - um inglês CAPITALISTA inventou o Cálculo, eu estudei em um livro comunista russo impresso em um "país" comunista Americano .... e daí? Você pensa, mesmo, que um é MELHOR que o outro?
Qual dêles é o sub-produto de qual?

Já que você citou um filme, sugiro que você comece de nôvo.
Assista ao seu "primeiro" filme: Dersu Uzala.
Depois, Blade Runner, Banzé no Oeste, 2001, Laranja Mecânica, Jesus Cristo SuperStar.
Minha geração teve de enfrentar a mediocridade do embate capital x trabalho durante o regime militar e só foi diferente da ditadura do proletariado porque um era o torturado e o outro era o torturador porque se você inverter a ordem, a ordem é a mesma: tortura!
Mas tivemos grandes criadores - CAPITALISTAS - nenhum comunista ou socialista, que "fizeram" a nossa cabeça.
Eu me tornei universal com Pink Floyd, KraftWerk, Mutantes, Raul Seixas, America, Eagles, Ivon Cury.
Tua geração não sabe o que é criador, vocês copiam tudo dos originais mortos de uma ideologia bastarda, violenta, assassina e corrupta.
Tenta te informar sôbre a opinião de Marx sôbre a Polônia e outros países atrasados europeus. Tenta encontar a revista que Marx publicou com Engels. Lá você vai ver a verdadeira face da bêsta, onde está o ninho da serpente e porque os ovos são tão bem espalhados.
Se não fôsse por tôda esta criatividade e beleza você não teria, simplesmente, o que "consertar".

Muito bem, conserte: e depois?
Isto lembra a reunião de Wansee: o que os Alemães fariam depois de exterminarem todos os judeus da Terra?

André Lux disse...

Marcio, das duas uma: você é um idiota ou não leu meu artigo direito. Prefiro pensar que é a segunda opção, caso contrário teria percebido que não acordei vendo um filme capitalista, mas sim por um conjunto de fatos que me aconteceram na juventude. Eu apenas citei "Matrix" por que me senti como o protagonista daquele filme...

Mais atenção da próxima vez, ok?

Marcio Carneiro, disse...

"MENSAGENS OFENSIVAS NÃO SERÃO PUBLICADAS"

Marcio, das duas uma: você é um idiota ou não leu meu artigo direito.

Quer dizer que você filtra as ofensas que recebe mas está à vontade para ofender livremente?

Não, não creio que tenha entendido errado.

... mas você não teceu NENHUM comentário quanto ao conteúdo da carta.
Nem respondeu nada, só ofendeu.

Evelyn In Mars disse...

Nossa, adorei este post, cheguei ao seu blog por acaso e agora serei leitora fiel.
Estou numa fase que vc já passou, estou saindo da Matrix (achava o filme um lixo, mas graças a minha professora de filosofia aprendi o que realmente significa o filme) , mas ainda tenho muito a aprender. Pena que não tenho amigos como vc para me ensinarem algo útil. Assisto TV muito pouco. Chega a ser engraçado como depois de um certo tempo tudo que vc achava legal parece ridículo...até as pessoas que vc anda.Enfim, obrigado por existir e vc ainda me ajudará a ser menos ignorante.

Anônimo disse...

O Marcio Carneiro é que nem aqueles leitores preparados para ler aquele artigo do Walter Benjamin sobre o filme do Lula. O Benjamin fez um texto longo e colocou de propósito um fragmento sobre Lula, sabendo que a direita somente daria atenção a este trecho. Pois bem Alex, o Marcio é o típico leitor que somente se acoberta de um único momento em seu texto.
Chico Mendes.

Davi disse...

Belo texto. Parabéns.

Quanto ao Carneiro, fala do carater plural da natureza, mas termina dizendo que Marx é um bicho papão, que os talentos individuais só são talentos por causa do capitalismo (de Ur ao Sec XXI deveríamos ser gratos ao... capitalimo?), como se os talentos fossem produto apenas do regime politico em que se encontram. E os outros povos? E Krishnamurti? Oras, estes não tem importancia alguma, afinal, não "fizeram a nossa cabeça" (bom, talvez krishnamurti).

Enfim, esse discursinho é velho e não apresenta nada de novo. É a velha tentativa de desqualificar Marx, do mesmo modo que se tenta desqualificar Cuba por não ser santa (e é isso o mínimo que os reacionários esperam de Cuba, a santidade ou nada), enquanto os EUA, ora, são um pais livre, capitalista, e sabemos que todo sistema político tem prós e contras, não se pode esperar perfeição.

Marcio Carneiro, disse...

Você ter "acordado" da alienação que seus "pais biológicos" te proporcionaram para a alienação que recebestes de teus "pais bastardos", isto é, "acordar de uma lienação para outra, não é menor alienação:

"Communist ideology has produced a noticeably conservative, rigid, colorless society. To understand this, one needs only recall Communists' attitude toward their own citizens. As stressed earlier, the materialist philosophy at the root of Communism sees a human being as composed only of matter. It denies the existence of a human soul or spirit, claiming that human consciousness is nothing more than a product of "matter in motion." To the materialist, therefore, human beings are only advanced machines. All their thoughts and feelings are deemed to be the results of chemical reactions happening within the machine.

In other words, materialists believe that the cells and the atoms composing us have consciousness, the ability to think, see and hear, take pleasure in beauty, and feel sorrow when confronted with bad experiences. If you asked these people if an atom can think, they would certainly say no, but they do think that thinking ability arises when some atoms come together to form the brain.

Moreover, Marxist ideology supposes that all of human culture and consciousness is materially based. According to Communist thinking, no independent consciousness exists apart from the material world around us. On the contrary, human consciousness is experienced completely within the world of matter. Marx claimed that, "It is not the consciousness of men that determines their being, but, on the contrary, their social being that determines their consciousness."54 Ludwig Feuerbach, one leading Marxist thinker, summed up the nonsense of materialist logic when he declared, "a person is what he eats."" http://www.fascismandcommunism.com/communism_8.html

Esta é a tua "sociedade sem desigualdades"?

Esta é a tua sociedade "mais justa"?

Esta é a tua sociedade onde os homens não exploram os homens?


SOVIÉTICOS MANTIVERAM CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO NAZISTAS CAPTURADOS NA OCUPAÇÃO DA ALEMANHA.

http://www.youtube.com/watch?v=5u7UPVC-1J8

História da União Soviética Nazista (1/9)

Tudo começa aqui, em http://www.youtube.com/watch?v=ewY_k-jFlvk.

A verdade sôbre o socialismo e sôbre o comunismo não vem do acordar romântico de um menino "alienado" para um mundo sem desigualdades, o que não passa de outra alienação, das"mentiras" dos pais biológicos para as "verdades" dos pais bastardos, prefiro dizer: das ventiras para as merdades.

A História mostra a verdade em filmes, feitos por nazistas e comunistas: http://www.youtube.com/watch?v=jVcNbL6Uqek

Compare com as imagens da propaganda política do Partido Nacional-socialista dos trabalhadores do Brasil - PT, e verá o mesmo traço.

Vocês podem até se gavar de ter um Duda Riefenstahl Mendonça na publicidade.

Serviço completo!

Assitam aos filmes e vejam o que a História declara sôbre vocês e suas crenças.

Não podemos nos esquecer do que realmente representa o socialismo/comunismo , e apesar de seu discurso profético (leia-se dogmático), florido e cheio de erros de todo tipo , o que importa de verdade é o extermínio dirigido que todos os países comunistas/socialistas praticam, além de ser menos eficiente em acabar com a pobreza, transforma um país com milhares de miseráveis em uma nação em sua totalidade de miseráveis, a não ser é claro pelos amigos do rei.

Não discutam comigo, neguem a História, afinal, "todos os homens são iguais, mas uns são mais iguais".
... continua na próxima postagem, pois ficou maior do que os parcos 4K que são permitidos aqui.

Marcio Carneiro, disse...

... continuação...

OS IRRACIONAIS

"Não podemos lutar contra o coletivismo, a menos que lutemos contra sua base moral, o altruísmo. Não podemos lutar contra o altruísmo, a menos que lutemos contra sua base epistemológica, o irracionalismo. Não podemos lutar contra nada - a menos que lutemos por alguma coisa, e aquilo pelo que devemos lutar é a supremacia da razão, e uma visão do homem como ser racional".
Ayn Rand, "Don't Let it Go", in PWNI, p.214 (penúltimo parágrafo do livro).

Aqui em http://www.fascismandcommunism.com/ você vê a extrema-direita em todo o seu esplendor.

Pavlov's Dogs and Lenin's Plans for Human Evolution

E como Lenin tinha planos para a Humanidade em http://www.fascismandcommunism.com/communism_2.html

O LIBERALISMO

Se você leu até aqui, merece uma dose de verdade a seu favor.

Aqui você tem uma mostra do que pessoas de boa índole podem fazer para construir uma Brasil melhor: http://federalistas.ning.com/, e em http://www.mises.org.br/.

Visite http://www.SalveaPatria.org/ e saibe o que a História diz sôbre os genocidas que você, agora um Papagaio da Esquerda, idolatra.

Aqui você aprende a verdade e o que significa aceitar crenças sem conhecimento dos fatos: http://www.ordemlivre.org/files/hayek-ocaminhodaservidao.pdf.

André Lux disse...

Pelo grau de histeria e agressividade dá pra perceber que o meu texto fez o Carneiro vestir a carapuça profundamente...

Davi disse...

HAHAHAHA!

Pobre cordeiro, digo, Carneiro!

Olha, André, esse tipo não está nem aí para Cuba ou qualquer outro país no mundo. A raiva babosa deles, todos sabemos, é preconcebida, tem destino certo. Eles se acham "libertários" (liberais? neo-liberais?), enquanto que a esquerda é sempre (na cabeça deles) bem localizada e bem "enquadradinha". Pobres diabos, estão por fora, ficaram pra trás, são todos velhos e ultrapassados, e farão de tudo para se perpetuarem.

Mas todos já os conhecem. Não ficarão mais expostos. O que eles podem fazer, então? Apenas chorar e apelar, como visto.

Adeus, já vão tarde.

Rafa disse...

Pessoas tão intelectualizadas deveriam saber que o mal não é o capitalismo, ou aquilo que se convencionou chamar de Estado capitalista. Isso é só um sistema que postula a nenhuma ou mínima interferência do Estado na economia. Só isso, loucos...Portanto, o problema são os outros. Vão haver as mesmas atrocidades no regime capitalista, totalitário, socialista etc. E sabe quando alguém escreve ou fala algo com ares de coisa ultra importante? É esse texto aí. Nada de errado, não entenda mal...Mas o texto não se presta a demonstrar aquilo que sugere - ah, mas não mesmo. Os EUA não são os males do mundo, o capitalismo moderno não é a mazela da humanidade. Trata-se de PESSOAS - e aí cai por terra a teoria sedutora Matrix, mas que não engana...As críticas de filmes são bons, já os textos soam um moralismo barato que não gosto de ler. Abraço!

Ivan disse...

Comigo foi bem parecido, a única diferença é que eu tive de aprender sozinho. Mas o que me despertou foi a série Cosmos do Carl Sagan que eu via quando tinha 8 anos. É claro que não acordei com 8 anos, mas isso me fez gostar de ciência, daí foi um pulo. Aos treze anos li meu primeiro livro de Sagan, "Um Pálido Ponto Azul". Mas o momento da epifania deu-se quando li "O Mundo Assombrado por Demônios", do mesmo Sagan. Foi uma experiência indescritível descobrir, na verdade incutir a dúvida de, que tudo que minha família e a sociedade pregavam estava errado. Como esta experiência deu-se quando eu ainda era muito jovem, fiquei extremamente impressionado. A própria idéia da inexistência de Deus já era muito para mim, que achava que eu é que tinha entendido tudo errado. Foi aí que decidi estudar filosofia. O resto você já pode imaginar. rsrs

Anônimo disse...

Caro blogueiro "dorme sujo", desde que descobrí os blogs sujos perdí o interesse pela tv, se antes já não gostava de novelas e realyt shows, agora fiquei seletivo até quanto a jornais, geralmente vejo para comparar como as matérias são veiculadas e depois venho aqui na internet para confirmar.Voce tem razão, a mídia brasileira em geral distorce fatos e transforma vítimas em réus condenados de acordo com seus interesses, veja a exemplo o jn e a folha que tentam impingir a
Dilma um crime cheio de penas tucanas.

Apenas, Marcia disse...

Bacana esse seu encontro com você mesmo. Li os comentários e muitos parecem querer substituir sua mãe. É um caso que só Freud explica! No mais, a minha libertação dos dogmas de Matriz se deu qdo eu tinha 16 anos e estudava no CEFET-RJ. Era o ano de 1980. Na praça central da escola técnica, havia um homem: magro, incríveis olhos verdes. Falava palavras desconexas e vagava o dia inteiro pelos pátios internos. Aquela pessoa me incomodava. Perguntava a todos quem era e ninguém sabia ( ou queria) responder. Um dia, minha professoa de física, ex-militante troktista, me contou a história dele. Em poucas palavras: havia sido aluno da escola, mas fora preso e torturado durante a ditadura. Solto pela anistia que se iniciava, passou a vagar por lá. A história de havia acontecido uma ditadura foi chocante. Eu até então desconhecia o assunto. Só via Tv Bobo e não tinha noção de nada. A partir dali, memso sem internet, comecei a me interessar mais por política e direitos humanos. Cheguei a ser diretora de um sindicato. Mas veio a maternidade e eu tive que dar um tempo na militância pra cuidar de minha filha e de seu educação. Foi nesse período que conheci Paulo Freire e sua maravilhosa pedagogia. Educar para liberdade é tudo para uma criança. Hoje, continuo na luta. A internet facilita o acesso a informação e à opinião de muitas pessoas. Já estou seguindo seu blog. Gostei dos textos. Fuja das patrulhas ideológicas.Siga em frente com o que seu coração e consciência lhe guiarem.

André Lux disse...

Obrigado pelas belas palavras, Márcia!

Elton disse...

André,
Dei uma lida nos comentários deste post e não pude deixar de percaber a presença do tal "Mário Carneiro". O que uma pessoa dessas veio fazer aqui? Melhor seria se ficasse confinado ao blog de um Reinaldo Azevedo. Tentar te convencer de que após tua bela experiência de vida, por sinal semelhante à minha e tuas idéias são baseadas nalgo que "não deu certo" ou "matou mais que nazismo e ascismo juntos", etc, etc. é a pseudo-intelectualidade de direita. Onde se quiser argumentar contra o socialismo, encontrará livros e sites aos montes, sempre com as mesmas besteiras individualistas e rotulantes a nós da esquerda. Não há de se esperar nada de pessoas como o tal "mário". Sempre há pessoas como ele "policiando" blogs como o seu. Deixe-os, se tudo der certo, ainda que daqui a gerações, esses raciocínio tosco estará extinto. Abraço.

Anita disse...

André! Gostei muito do seu blog,tive acesso a ele somente ontem, por meio do Blog do Professor Hariovaldo! Já li vários posts seus e estou adorando todos, em especial as memórias de um alienado, pois identifiquei-me com algumas situações que você descreve! Os outros posts sobre política também são fantásticos e ficam melhores ainda com as charges! Parabéns! Estou divulgando seu blog!!!
abraços

Anônimo disse...

Como outros, cheguei aqui por acaso e após ler o artigo e todos os comentários gostaria de mui humildemente deixar aqui minha contribuição para o enriquecimento do blog.
Lí sobre política e peço que crentes ou ateus não julguem minhas palavras abaixo. Trata-se apenas de uma breve reflexão, manifestação do meu raciocínio lógico que desejo compartilhar, uma abordagem diversa a questão.
A matrix está em tudo que vc vê ou sente, e afirmo, a exceção do profeta Elias e de Moisés, ninguém saiu dela vivo, em carne e osso. Sair da matrix significa ser Jesus, morrer na Cruz, percorrer o Calvário. Quando "tomamos nossa cruz" é como se todas as paixões e desejos da carne estivessem condenados."Eu sou o caminho a verdade e a vida..." Marxistas ou Leninistas ou Stalinistas ou Freudianos ou Lockeanos ou Smithianos ou Hitleristas, etc. Esquerda ou Direita? Nazistas e Fascistas e Socialistas e Capitalistas Quem está certo?
O que todos querem? Poder. Ter o melhor carro, a melhor casa, a melhor comida, a mulher mais bonita. Egoístas é o que somos! Sistema de controle - Matrix
"mas o meu reino não e deste mundo e a minha glória não vem do ouro nem da prata, minhas riquezas não se guardam no cofre ou embaixo do colchão, o que tenho eu as dou de graça".
Discutir política e religião só gerou e continua gerando violência e sabemos o porquê! Porque tudo é forma de controle visando o poder! O eu não existe por sí só, e deixo uma reflexão -o que fizemos de bom hoje que possamos, se pegos de surpresa pela Lei mais justa que o Criador deixou na terra, a qual todos sem exceção somos submetidos, que é a morte, nos justificar perante ao Juiz Supremo? A morte é o que nos impulsiona a buscarmos a evolução e o que temos? Tanta energia desperdiçada e a Caridade? Nesse momento não tenho nada para dizer que abone minhas faltas e você meu irmão?
"Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele".
João 14:21
Encerro dizendo que gostei muito do Post e continuarei lendo.

Anônimo disse...

Solicito ao moderador a gentileza de, se possível, corrigir uma palavra que está errada no comentário acima escrito por mim.
"Encerro dizendo que gostei muito do Blog e não do Post e continuarei lendo"

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