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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Terrorismo Midiático de Veja: O medo a serviço da extrema direita

Graças à editora Abril e a sua grotesca revista semanal Veja, o simples ato de ir até uma banca em busca de uma leitura se tornou algo extremamente penoso e desagradável. Ser obrigado a deparar com as odiosas capas daquele instrumento de provocar medo e outros tipos de sentimentos nada nobres na classe média faz mal para o estômago e para a alma.

Se não enojam pelo que "noticiam", o fazem pelas inacreditáveis omissões - como no caso da tragédia do buraco do metrô em São Paulo, que mesmo matando sete pessoas e destruindo a casa de dezenas de famílias não mereceu manchete na capa nem mesmo foi citada nas páginas internas da revista! Será que o fato de Geraldo Alckmin, José Serra, Banco Mundial e grandes empreiteiras estarem diretamente envolvidos na tragédia tem algo a ver com essa bizarra omissão?

E quando você pensa que os "jornalistas" da Veja não podem se superar, vêm com essa capa asquerosa que explora de maneira lamentável a tragédia ocorrida com uma família de classe média no Rio de Janeiro, cujo filho de 6 anos foi morto barbaramente por bandidos durante um assalto.

Já não basta termos que conviver com esse tipo de violência execrável todos os dias (sim, porque centenas de outros meninos morrem no Brasil diariamente sem que os sabujos da Veja fiquem indignados), ainda temos que aguentar esse lixo panfletário que quer única e exclusivamente aterrorizar os incautos e manipulá-los para que defendam seus interesses mesquinhos e espúrios - os quais, como bem sabemos, não têm nada de democráticos ou sociais! Ou alguém aqui esqueceu ou não sabe que a revista Veja, bem como vários outros órgãos de imprensa que hoje se dizem "democráticos", deram apoio incondicional à ditadura militar no Brasil, que torturou e matou centenas de pessoas, inclusive crianças, por 21 anos?

Na manchete da sua capa torpe e apelativa, Veja pergunta: "...NÃO VAMOS FAZER NADA?". Mas, afinal, o que é os sabujos da Veja querem das pessoas? Você decide:

1) Façam mais uma daquelas ridículas e inúteis passeatas contra a violência;
2) Votem em políticos reacionários, daqueles que pregam "bandido bom, é bandido morto" e redução da idade penal;
3) Comprem armas, alarmes e travas e se tranquem em suas casas, ficando cada vez mais paranóicas e alienadas da vida pública;
4) Coloquem a culpa da violência nos "pobres, pretos e vagabundos" e ajudem a aumentar os níveis de intolerância e racismo no mundo;
5) Voltem-se contra qualquer um que defenda direitos humanos, porque isso "só serve para defender vagabundos e bandidos";
6) Exijam que mais e mais prisões sejam construídas;
7) Todas as opções acima...


Só para aprofundar o que eu já disse, reproduzo abaixo um texto do editor da revista Fórum, Renato Rovai.

Os urubus da barbárie

Como jornalista, sinto raiva de ver veículos de comunicação e coleguinhas se comportando como urubus. Usando o corpo de uma criança para vender sua ideologia sanguinária, racista e discricionária.

- Escrito por Renato Rovai, editor da Fórum

O assassinato do menino João Hélio, 6 anos, revolta pelo sadismo da ação e traz à tona os nossos mais desqualificados sentimentos de reação. Agora, fazer de uma barbaridade como esta um show midiático e torná-la bandeira de debates que deveriam se dar com seriedade e serenidade é deprimente.

Crimes com esse tipo de componente repetem-se a cada tempo. Podem acontecer na Zona Norte do Rio de Janeiro ou numa cidade rica dos EUA. Às vezes têm jovens pobres envolvidos, outras têm filhos de famílias ricas de Brasília. Em alguns momentos são pretos ou mulatos os que os praticam, em outros só ricos brancos.

Se fosse pai de João Hélio, talvez também clamasse por vingança. E se tivesse a oportunidade de matar cada um dos canalhas que participaram da ação, não perderia a chance.

Como jornalista, sinto raiva de ver veículos de comunicação e coleguinhas se comportando como urubus. Usando o corpo de uma criança para vender sua ideologia sanguinária, racista e discricionária.

Os assassinos de João Hélio são os responsáveis diretos por um ato de barbárie. Mas os que lucram com esse tipo de barbárie são outros.

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