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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Golpe midiático: A Revolução Não Será Televisionada

A história do golpe contra Chávez

Finalmente consegui assistir ao filme "A Revolução Não Será Televisionada", feito por cineastas canadenses. Ele começou como um documentário sobre o governo de Hugo Chavez, na Venezuela, e terminou como um poderoso registro do golpe midiático patrocinado pelos EUA para tentar depor o presidente democraticamente eleito. Deu no que deu: o golpe fracassou e Chávez foi trazido de volta nos braços do povo venezuelano (clique nas imagens ao lado para vê-las em tamanho real).

O filme mostra os depoimentos de Chávez, o apoio que tem da imensa maioria da população pobre e marginalizada, a campanha difamatória feita pela mídia privada do país (em conluio com os falcões de Washington), os protestos grotescos das dondocas e playboys da classe média contra o presidente e, finalmente, as impressionantes imagens do fracassado golpe de Estado e da manipulação das notícias.

Durante o golpe, a mídia privada local "omitiu" o fato de que misteriosos atiradores de elite estavam disparando contra manifestantes, tanto a favor como contra Chávez, e mostraram apenas os pró-Cháves de armas em punho, dando a falsa impressão de que eram eles quem atiravam contra a marcha da classe média! Na verdade, eles estavam disparando contra os "snipers" escondidos em locais estratégicos. Essa manipulação é confirmada, no filme, por Andres Izarra, que era na época um dos produtores do telejornalismo da TV local, que pediu demissão por não aceitar essa conduta anti-jornalística.

Reparem como toda a estratégia montada pela elite venezuelana, via os políticos da direita e a sua mídia corporativa, são idênticos à campanha anti-Lula e anti-PT que aconteceu aqui no Brasil durante todo o ano de 2005 e 2006.

A única diferença é que aqui não houve confronto armado, como lá. Mas, as mentiras, as distorções, as omissões, as acusações de corrupção e conluio com Fidel Castro e as patéticas marchas da classe média são idênticas... Não é coincidência que o grupo Cisneiros, dono da maior rede de TV privada da Venezuela, é hoje um dos maiores acionistas da editora Abril, que publica a revista VEJA.

Tudo isso você vê nesse impressionante documentário.
CLIQUE AQUI e não deixe de ver!

Veja abaixo o que diz o repórter da rede Globo (sim, existem bons jornalistas lá ainda!!), Luiz Carlos Azenha, em seu blog:

O golpe do século 21: como os Estados Unidos promovem a "intervenção branca"

Finalmente alguém botou a versão completa do documentário A Revolução Não Será Televisionada no YouTube.

É em espanhol, com legendas em inglês.

Dá uma idéia clara de como funcionam os golpes do século 21, precedidos pela guerrilha midiática.

É a intervenção externa através do marketing político, com o uso clandestino de Organizações Não Governamentais (ONGs) que se dedicam a "promover a democracia".

Nos Estados Unidos existe uma organização que responde pela alcunha de NED - National Endownment for Democracy, ou Fomento Nacional pela Democracia.

Ela engloba os braços internacionais dos partidos Republicano e Democrata, entidades ligadas ao comércio e centrais sindicais.

É financiada com dinheiro público e privado.

E atua no exterior, junto com outros órgãos do governo americano - como a USAID - para promover objetivos estratégicos dos Estados Unidos.

É uma forma de intervenção branca, uma vez que os golpes da CIA já estão muito manjados.

Aqui você pode ler sobre os "investimentos" que o NED está fazendo na Venezuela.

Leia aqui outro texto sobre como funciona essa nova forma de intervenção.

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