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sexta-feira, 12 de janeiro de 2007

A pergunta que não quer calar: Por que jornalistas se julgam os "donos da verdade"?



O jornalista Marcelo Salles, do site Fazendo Media e colaborador da revista Caros Amigos, escreveu um texto intitulado "Não existe jornalista imparcial", no qual questionou:

"(...) não quero dizer que o jornalista que se diz imparcial é um babaca. Quero dizer apenas que ele não existe enquanto sua auto-definição. Uma vez inserido num contexto, qualquer pessoa passa a interferir nele: e isso também vale para jornalistas, que são (até onde se sabe) tão seres humanos quanto os demais profissionais. Por que essa tentativa desesperada de se afastar da realidade? Por que certos jornalistas imaginam-se com os pés no Olimpo?".

Bom, eu tenho uma teoria sobre a origem dessa mania do jornalista e, por tabela, dos críticos em geral de se acharem "donos da verdade", verdadeiros "deuses do Olimpo": medo e insegurança. Falo por experiência própria.

Lembro que quando sai da faculdade (sem aprender praticamente nada de importante, exceto como escrever para a Folha de São Paulo), comecei a fazer os seguintes questionamentos: "Caramba, o que farei agora? Não sei projetar pontes, nem fazer contas ou separar átomos. Só sei escrever sobre os acontecimentos, fatos e obras de arte que existem independentes da mim! Ou seja, para sobreviver vou sempre depender do trabalho produtivo ou das ações de outras pessoas..."

Esse pensamento (que passava pela cabeça de vários colegas da minha turma também) me deu uma enorme sensação de inutilidade, insegurança, medo mesmo. Imagino que algo similar passe pelas mentes de todos os profissionais da área, seja de maneira consciente ou inconsciente.

No meu caso, para combater essa sensação de ser um "paria", fui me especializar em algo produtivo - edição de imagens, capacitação que sempre tenho como "carta na manga" no caso de um dia ninguém mais se interessar pelo que escrevo sobre o trabalho dos outros. Isso ao menos me dá mais segurança de continuar trabalhando como jornalista, seja em que área for.

Já no caso desses jornalistas e críticos que sobem para o "monte Olimpo", imagino que, incapazes de identificarem de onde vem a insegurança e o medo que os aflige, optam por vestir a famosa máscara de "dono da verdade", e a partir daí passam a ter certeza de que são cidadãos especiais que vivem acima de tudo e de todos, cujas opiniões jamais podem ser contrariadas ou ratificadas. E aqueles que ousarem contestá-los serão, via de regra, atacados e menosprezados violentamente, de preferência em público e sem direito de resposta.

Acho que qualquer um que já tentou enfrentar um desses seres sobre-humanos sabe bem do que estou falando. Estão aí o senhor Alberto Dines e tantos outros clones dele para não me deixar mentir...

Enfim, essa é minha modesta opinião. Não sou o dono da verdade nem quero escrever tratados psicológicos sobre como funciona a mente dos jornalistas, felizmente... Vejam isso apenas como o relato de uma experiência pessoal, que pode ou não ser transferida para outras pessoas.

Mas, uma coisa é do conhecimento até do mundo mineral: quem precisa ficar o tempo todo se auto-afirmando e posando de intocável e dono da verdade, no fundo, não passa de uma pessoa tremendamente insegura de suas próprias opiniões, convicções e conhecimentos.

Portanto, na dúvida, melhor mesmo para eles calar ou ridicularizar aqueles que ousam tentar fazê-los reverem seus conceitos ou enxergar uma outra realidade que se recusam a conhecer...

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