terça-feira, 31 de outubro de 2006

Artigo: A ESPERANÇA AINDA ESTÁ VIVA

Prezados Leitores, reproduzo abaixo o editorial do Jornalista Mino Carta, publicado na revista CartaCapital desta semana. Vale a pena ler.

E, para meu orgulho e satisfação, tive uma carta de minha autoria publicada pela revista (vejam a reprodução ao lado)!

Prestigiem, comprem, assinem, divulguem CartaCapital, que é um verdadeiro "David" do Jornalismo (com "J" maiúsculo) na desigual luta contra os inescrupulosos "Golias" da mídia corporativa e das oligarquias que as possuem - as mesmas que mandam e desmandam no Brasil desde que Pedro Álvarez Cabral invadiu o país, em 1500. Quer dizer, mandavam, pois agora temos um ex-metalúrgico na presidência!

VALEU, CARTA CAPITAL!

A DEMOCRACIA BRASILEIRA DEVE MUITO AOS SEUS PROFISSIONAIS, JORNALISTAS COM "J" MAIÚSCULO (COISA RARA NO MUNDO ATUALMENTE)!


A ESPERANÇA AINDA ESTÁ VIVA

Sim, os cidadãos da segunda divisão votaram em Lula, mas até quem não votou agora aposta nele. Leia a pesquisa Vox Populi desta edição.

- Por Mino Carta (http://www.cartacapital.com.br/)

Milagre não houve, Lula ganhou. Não ouso contestar outros milagres, alguns provocados mais pelos homens do que pelos espíritos transcendentes. Bons ou maus, os espíritos, depende dos pontos de vista.

Duas observações sobre a reeleição do presidente da República.

Presidente metalúrgico.
Em 30 imagens, a história de um homem do povo que alcançou a Presidência. A maioria dos brasileiros identifica-se com o igual que foi tão longe

Primeira: as razões da reeleição. No meu entendimento. Queiram ou não os vetustos donos do poder, e independentemente da atuação do seu governo no primeiro mandato, Lula representa, desde 2002, uma mudança formidável. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e os conservadores em peso, e a mídia idem, empenharam-se em sustentar que na campanha Lula defendeu a divisão entre pobres e ricos, como se pretendesse precipitar a Tomada da Bastilha, enquanto a diferença se daria entre estados contemporâneos do mundo e os malfadados grotões.

Questões de lã caprina, aparentemente. Lula não é revolucionário, é óbvio. Algo muito mais profundo acontece, contudo, e supera de longe os desequilíbrios regionais para assumir, como é justo, a dimensão nacional. A separação entre os dois Brasis acentuou-se tragicamente, por obra de políticas econômicas que favorecem poucos e diminuem o País.

De um lado, a dita elite, primária e feroz, e os aspirantes à elite, aqueles que sonham freqüentar a Daslu e ter acesso aos carrões importados além das vitrines das fantasmagóricas lojas da avenida Europa em São Paulo. Do outro, remediados, pobres e miseráveis. Setenta, oitenta por cento da população. Sugiro uma visita turístico-sociológica à favela paulistana de Paraisópolis (Paraisópolis?), na concha de um vale, cercada por edifícios senhoriais instalados nas alturas, chamam-se paços, cortes, mansões, palácios. Está aí um dos mais perfeitos símbolos da fratura, vertiginosa.

Há quem suponha que basta erguer muralhas em torno de sua vivenda para se precaver em relação ao futuro. Os anúncios domingueiros de páginas duplas dos jornalões anunciam a construção de castelos, recintos fechados dos quais prorrompem espigões agudos enquanto no rés-do-chão abrem-se espaços encantadores para o esporte e o lazer, quadras, piscinas, saunas, playgrounds, prados de relva inglesa bem penteada. É a Idade Média, na versão afinada com a descoberta da válvula Hydra e do ar-condicionado. Ali, dentro da área privativa, a vida flui em alegria e o contato com o exterior se faz por helicóptero.

Cadê o povão? Ah, que saudade dos tempos da paciência, da resignação. Da cordialidade. Que surpresa, agora vota em Lula. Ele representa a ruptura e está na hora, a considerar seu desempenho do primeiro mandato, em relação ao qual CartaCapital tem muitas críticas, de que sinta toda a grandeza do seu papel.

Temos a tradição do voto de cabresto, mas a eleição de 2002, cujo resultado esta de 2006 confirma, a desfazem. O povo brasileiro fez sua escolha à revelia daqueles que desde sempre pretendem enganá-lo.

Em princípio, não há como esperar que o governo produza alterações abruptas de rota. Algo mais, porém, há de ser feito, além dos tímidos avanços dos últimos quatro anos. Para o Brasil tudo, para a elite a lei.

Segunda: o comportamento da mídia. CartaCapital orgulha-se de ter inaugurado um Dossiê da Mídia, a partir da publicação da série de reportagens assinadas por Raimundo Pereira e Antônio Carlos Queiroz, nas edições 415, 416 e na Extra da semana passada. Mesmo porque compreende que a maioria dos eleitores percebeu a manipulação, tentada mais uma vez por um jornalismo (jornalismo?) a serviço da minoria golpista.

A par da identificação com Lula por parte de quem se empolga ao ver o igual sentado no trono, há motivos para registrar a reação dos milhões de leitores, ouvintes, telespectadores, contra os meios de comunicação determinados a subjugar a opinião pública às suas conveniências.

A mídia foi eficaz na operação que levou ao segundo turno, com a contribuição decisiva do obscuro delegado Bruno. Mas quem deu um tiro no pé, como disse Lula, não foram apenas os trapalhões do PT. De verdade, a mídia foi muito mais aloprada, e o tiro foi de obus. Com sua manobra ofereceu ao presidente da República a chance de uma vitória mais retumbante do que aquela prevista pelas pesquisas no primeiro turno. E a reeleição também significa o fracasso do jornalismo movido a ódio de classe.

Cômico desfecho da trama desastrada. Esta revista, e os autores das reportagens sobre o Dossiê da Mídia, e o acima assinado, foram gravemente ofendidos por alguns mestres do jornalismo nativo, um dos piores do mundo do ponto de vista ético e técnico. Quem duvida, municie-se com um punhado de jornais e revistas estrangeiros credenciados entre os melhores, e compare.

Como de hábito, a tigrada julga por seu próprio metro. CartaCapital age, porém, em nome dos princípios que orientam o jornalismo autêntico e não se vende por razão alguma. Uma consulta a números divulgados há meses pela Folha de S.Paulo, mostra que a revista recebeu menos publicidade governista do que a Exame, quinzenal de business da Editora Abril. Se apoiamos Lula em lugar de Alckmin foi por razões claramente expostas, ao contrário de quem optou pelo tucano enquanto fingia neutralidade.

Neste momento, recomendamos ao presidente reeleito que leve em conta, ao encarar o futuro, a pesquisa da Vox Populi publicada nesta edição. O povo brasileiro, e até cidadãos que não o sufragaram nas urnas, como se depreende da análise dos próprios números, aposta nele, e aí está a extraordinária responsabilidade da sua tarefa. Porque as decepções colecionadas nestes últimos tempos não mataram a esperança.

segunda-feira, 30 de outubro de 2006

Vitória da Democracia contra o Golpe: LULA É REELEITO COM 58 MILHÕES DE VOTOS!

Obrigado, povo brasileiro, por humilhar a direita e sua mídia
canalha e mostrar que é possível sim existir democracia no país!



OUTRO BRASIL VEM AÍ

Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
de outro Brasil que vem aí
mais tropical
mais fraternal
mais brasileiro.
O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados
terá as cores das produções e dos trabalhos.
Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças
terão as cores das profissões e regiões.
As mulheres do Brasil em vez das cores boreais
terão as cores variamente tropicais.
Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil,
todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor
o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.
Qualquer brasileiro poderá governar esse Brasil
lenhador
lavrador
pescador
vaqueiro
marinheiro
funileiro
carpinteiro
contanto que seja digno do governo do Brasil
que tenha olhos para ver pelo Brasil,
ouvidos para ouvir pelo Brasil
coragem de morrer pelo Brasil
ânimo de viver pelo Brasil
mãos para agir pelo Brasil
mãos de escultor que saibam lidar com o barro forte e novo dos Brasis
mãos de engenheiro que lidem com ingresias e tratores europeus e norte-americanos a serviço do Brasil
mãos sem anéis (que os anéis não deixam o homem criar nem trabalhar).
mãos livres
mãos criadoras
mãos fraternais de todas as cores
mãos desiguais que trabalham por um Brasil sem Azeredos,
sem Irineus
sem Maurícios de Lacerda.
Sem mãos de jogadores
nem de especuladores nem de mistificadores.
Mãos todas de trabalhadores,
pretas, brancas, pardas, roxas, morenas,
de artistas
de escritores
de operários
de lavradores
de pastores
de mães criando filhos
de pais ensinando meninos
de padres benzendo afilhados
de mestres guiando aprendizes
de irmãos ajudando irmãos mais moços
de lavadeiras lavando
de pedreiros edificando
de doutores curando
de cozinheiras cozinhando
de vaqueiros tirando leite de vacas chamadas comadres dos homens.
Mãos brasileiras
brancas, morenas, pretas, pardas, roxas
tropicais
sindicais
fraternais.
Eu ouço as vozes
eu vejo as cores
eu sinto os passos
desse Brasil que vem aí.

- Gilberto Freyre

sexta-feira, 27 de outubro de 2006

Alerta Máximo contra fraudes nas urnas: Cartada final da direita golpista vem aí

Preparem-se: hoje e amanhã (sexta e sábado) vão ser dadas as cartadas finais da direita golpista para justificar as fraudes nas urnas eletrônicas que levarão Alckmin à presidência da República.

Os novos factóides criados para prejudicar Lula e o PT nos próximos dias, mais a repercussão dada em cima do debate da rede Globo, a ser realizado nesta sexta-feira, não servirão para fazer Lula perder as eleições no voto, mas serão a senha para que a mídia golpista e a justiça partidária à direita validem a fraude e tentem calar os rebeldes.

Tenho plena convicção de que as eleições no primeiro turno foram fraudadas em favor do candidato da coligação PSDB/PFL/OPUS DEI. Obviamente, não tenho como provar, portanto fica tudo no nível da “opinião” (ou “teoria da conspiração”, como muitos gostam de chamar), mas garanto que tive a confirmação desse fato por nada menos que duas pessoas, cujas identidades preservo em nome do sigilo da fonte.

Faço aqui um parêntese: não entendo porque essas informações cruciais não estão sendo disseminadas entre as bases e militâncias de esquerda, pois somente se todos estivermos efetivamente preparados para a reação é que poderemos impedir o golpe. E preparação passa necessariamente por informação. Sem informação anterior ao fato, as tentativas de mobilizar as pessoas depois que o pior acontecer têm grande chance de fracassar.

Será que as lideranças de esquerda do Brasil não aprenderam nada com o fracasso do stalinismo, que primava pela sonegação das informações e hierarquização das decisões? Ou com Fidel Castro, que nunca escondeu nada do seu povo e, por isso mesmo, sempre contou com o apoio dele nas horas de maior necessidade? Será que não aprendemos nada com os “escândalos” do valerioduto, onde o grupo que comandava o PT tomou uma série de decisões perigosas, mas “esqueceu” de avisar sua militância, que ficou absolutamente atônita e dividida quando tudo veio à tona e deixou seus “comandantes” na mão justamente na hora que mais precisavam de apoio?

Conforme divulgado numa matéria publicada no site Agência Carta Maior, com o título “A votação eletrônica é totalmente confiável?”, o administrador de empresas Roger Chadel, diretor de soluções de produtividade da Sun Software, admite que o sistema de urnas eletrônicas é permeável às fraudes, mas acredita que as dúvidas ainda se articulam no nível da “teoria da conspiração”.

Destaco aqui o trecho mais preocupante: “É bem mais fácil ocorrerem fraudes em âmbito municipal. Em disputas nacionais, elas só têm efeito se o programa for adulterado, num ato vindo de dentro do TSE, que espalharia para todo o país. Há muitos indícios de manipulações no ‘varejo’, mas ainda não existem provas, pois ninguém tem acesso aos programas”, pontua Chadel.

Alguém aqui duvida que o TSE não seria capaz de adulterar os programas das urnas eletrônicas para que, digamos, de cada cinco votos em Lula ou anulados um seria computado para o tucano?

Se me acha louco por afirmar isso, então lembre-se de quem é o presidente do TSE: Marco Aurélio de Mello, primo do Collor, que não faz o menor esforço para esconder sua veia reacionária muito menos o ódio que sente contra o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores. É nesse sujeito venal que estamos depositando a esperança de que o pleito será realizado com total lisura e transparência? Você e eu não temos acesso ao programa das urnas... mas, pergunto, quem tem mesmo? Veja a foto acima e tire suas próprias conclusões. Imagens falam mais do que mil palavras.

Pois é, já não está me achando tão lunático assim, não é mesmo?

Mas nem precisa acreditar em mim, pois os indícios são óbvios demais e o movimento que se iniciou nas duas últimas semanas – particularmente na revista CartaCapital e no site do jornalista Paulo Henrique Amorim – deixam claro que o golpe foi reconhecido. “A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: “Cadê o papelzinho?”, que permite a recontagem do voto?”, afirma Amorim em seu artigo “O 1º golpe de Estado já houve. E o 2º?”.

Hoje, graças ao trabalho desses profissionais do Jornalismo (com J maiúsculo), volto a ter uma mínima esperança que Lula será, de fato, eleito no segundo turno.

Primeiro, porque a conspiração contra a democracia feita entre a turma do PSDB/PFL/OPUS DEI e a mídia corporativa foi desmascarada de maneira retumbante por duas edições da CartaCapital que não deixaram pedra sobre pedra - ao ponto de provocar uma desistência da VEJA em publicar uma nova falsa denúncia pesada contra Lula em sua última edição (a revista foi obrigada a requentar uma matéria velha e sem efeito contra o filho do presidente) e uma reação absolutamente histérica do Diretor de “jornalismo” da rede Globo, um tal de Eli Kamel. Sua longa e patética resposta às reportagens da revista CartaCapital é uma verdadeira ode à hipocrisia, ao cinismo e à mentira. E, pior, é um atestado de culpa da emissora, que novamente serviu de ponta de lança para que a elite conservadora do país atentasse contra a democracia. Não podemos esquecer: para essa gente, democracia só vale quando eles ganham o poder. Se não ganham, então saem por aí proferindo que “o povo é burro” antes de partir para o “tapetão”. Seria risível se não fosse tão trágico.

Segundo, porque Lula cresceu nas pesquisas, ao contrário do que sonhavam os golpistas. Imaginavam que, com as denúncias criadas em laboratório e divulgadas com ênfase brutal pela mídia que os apóia somadas aos ataques feitos pelo candidato do OPUS DEI nos debates, o Presidente cairia na preferência popular o que facilitaria a fraude. Ocorreu o contrário: no confronto direto entre Lula e Alckmin, ficou evidente para todo mundo o quanto o primeiro é superior ao segundo, que padece de carisma, convicção, projeto e verdade. Quanto às denúncias, parece não conseguiram inventar mais nada e ficamos agora por conta do que vão fazer nesses dois últimos dias que antecedem as eleições. O tempo é curto e a garantia do sucesso deles é cada vez menor.

Mesmo assim e por tudo isso, faço um alerta desesperado: vamos continuar lutando pela eleição de Lula e comparecer em massa às urnas. Mas, ao mesmo tempo, vamos ter em mente que a eleição pode muito bem não ser decidida pelo voto, mas sim pelas fraudes.

Indícios de que isso pode acontecer existem aos montes e, reafirmo, já foi feito no primeiro turno – ou você acredita mesmo que Alckmin subiu quase 10 pontos percentuais em míseros dois dias, só por causa da divulgação das fotos do tal dinheiro do dossiê e de Lula não ter comparecido ao debate da Globo?

E, se essa fraude nas urnas acontecer novamente, a nossa resposta deve ser rápida, unida e forte, para que não haja tempo deles consolidarem o golpe de Estado e dividirem as esquerdas novamente. O futuro do Brasil está, mais do que nunca, em nossas mãos!

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Rir para não chorar: Neo encontra Bonner e Homer na Matrix

Vocês têm que ver isso...
Neo encontra Bonner e Homer na Matrix!

É sensacional!!

Podem clicar sem medo, é apenas um link para um vídeo no youtube.

http://www.youtube.com/watch?v=Sv55JusfEC8

Abaixo algumas cenas do vídeo:













terça-feira, 24 de outubro de 2006

Debates na TV: Um exercício de sado-masoquismo



Ontem resolvi assistir ao debate entre Lula e o candidato da direita neoliberal, vulgo Geraldo, na TV Record. Foram duas horas de masoquismo explícito. Cada pronunciamento do direitista era como um soco no fígado ou uma facada nas costas - tanto é que minha coluna até travou, tamanha raiva que passei. Não consigo imaginar o que se passa na cabeça de alguém que consegue proferir tantas mentiras, ilações, agressões e distorções como aquelas que o membro do Opus Dei proferiu. Minto, sei sim o que se passa na cabeça de gente assim: tomar o poder para sua máfia de volta a todo custo, mesmo que isso signifique desrespeitar o jogo democrático. Para a direita, a democracia é linda e maravilhosa - desde que eles estejam no poder, caso contrário, não vale nada.

Sem propostas, sem coerência e sem sentido, Alckmin limitou-se a atacar Lula da cintura para baixo, demonstrando novamente desespero e despreparo para um debate democrático. Por sinal, democracia deve ser uma palavra nova no dicionário do tucano-pefelento, pois como bom fascista que é (lembre-se que seu ídolo político é o general torturador Garrastazu Médici), Alckmin não admite o contraditório nem a diferença e a todo momento se dirigia a Lula como se fosse um ser "inferior", membro de uma representação ideológica que precisa ser varrida da existência - parafraseando assim o senador do PFL, herr Bornhausen, que afirmou querer se ver "livre dessa raça por pelo menos 30 anos".

O que dizer então do posicionamento do Opus Dei frente às privatizações? Vendidas aos incautos como a solução de todos os males do Brasil pelos tucanos na era FHC, agora são tratadas como "terrorismo eleitoral" só porque o PT questiona a validade dessa prática. Chega a ser risível o comportamento dos tucanos em relação a essa questão, afinal obviamente perceberam que as privatizações não solucionaram nada e, pelo contrário, aprofundaram ainda mais o abismo social que existe no Brasil - só as contas de telefonia no país aumentaram cerca de 4.000% durante os oito anos de FHC. Isso sem dizer que ninguém sabe, até hoje, onde foi parar o dinheiro das vendas do patrimônio público brasileiro!

Novamente, a veia autoritária e anti-democrática dos tucanos ficou explicitada na maneira como Geraldinho, o monótono, tratava o PT como uma "quadrilha", desrespeitando assim os quase um milhão de filiados do partido e mais um sem número de militantes e simpatizantes, e repetia ad nauseum a mesma coisa o tempo todo, como se estivesse se dirigindo a um bando de Homer Simpsons - o que faz todo o sentido, afinal a direita pensa igualzinho ao William Bonner, que vê no patriarca da família Simpson o espectador padrão do Jornal Nacional.

Lamentável. Deplorável. Um sujeito assim quer ser presidente do Brasil? Alguém desqualificado, deselegante, que fala de ética como se fosse um santo, enquanto é do conhecimento do mundo mineral que ele fez das tripas coração para abafar o pedido de abertura de 69 CPIs durante seu governo em São Paulo - sendo que várias delas foram pedidas por membros do seu próprio partido!

Olha, tiro o chapéu para o presidente Lula, que consegue se manter calmo e tranqüilo o máximo possível numa situação daquelas, onde seu adversário fala como um papagaio asneiras e mentiras deliberadas que pinçou do "pensamento único" disseminado pela mídia corporativa e seus "vomitadores de opinião" - ou será o contrário, é a mídia que pinça essas pérolas dos relatórios da turma do marketing dos tucanos? Difícil saber. É um cão que morde o própria rabo.

A verdade é que assistir a esses debates - que de debates não têm nada - tornou-se um exercício de masoquismo. Deve ser por isso que os sádicos da direita fascista neoliberal se alvoroçam tanto em cima da idéia de promover ainda mais debates. Afinal, é a oportunidade de ouro para que eles possam agredir violentamente nos "países baixos" todos aqueles que não rezam pela mesma cartilha que eles...

Só para quem tem nervos de aço ou estômago de avestruz - o que não é meu caso, confesso.

segunda-feira, 23 de outubro de 2006

Democracia em perigo: Golpe Branco da direita em andamento



ALERTA MÁXIMO:
GOLPE DE ESTADO CONTRA A DEMOCRACIA ESTÁ EM ANDAMENTO

Atenção cidadãos brasileiros e militantes pela democracia em todo o mundo. A lisura das eleições no Brasil está sendo ameaçada! O Primeiro golpe contra Lula já foi dado: uma fraude midiática levou a eleição ao 2o turno. A mídia prepara um novo golpe?

Uma mídia totalitária, digna representante das elites preconceituosas e excludentes de nosso país, conseguiu levar o seu candidato para o segundo turno e, agora, está se preparando para dar o golpe final!. A reportagem da revista Carta Capital nº 415 não deixa dúvida.

A "Trama que levou ao segundo turno" tem nomes e sobrenomes. Os jornalistas ali mencionados não obtiveram uma informação: foram convocados para receber uma informação. Eles não revelaram o que sabiam: foram chamados à Polícia Federal por equipes da campanha de Serra e Alckmin porque o delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira Bruno queria lhes entregar fotografias de uma montanha de dinheiro, dizendo tratar-se de dinheiro para comprar um dossiê anti-Serra (seria mesmo?), mas lhes pedindo que informassem ao distinto público terem sido as fotos "roubadas" da mesa de trabalho do delegado. E eles, aqueles jornalistas, assim o fizeram. Eles mentiram sabendo que mentiam.

Eles mentiram (sequer investigaram se a dinheirama estaria mesmo relacionada ao caso do "dossiê") sabendo que o objetivo daquele falso "furo" era tão somente ampliar a histeria moralista anti-Lula que pudesse levar as eleições para o segundo turno. Eles coonestaram um ato de prevaricação de um funcionário público e enganaram conscientemente os seus leitores bem como a audiência dos jornais de TV. A campanha falsamente moral da mídia é totalitária e tem um objetivo nítido e anti-democrático: desmontar a vontade popular ou, em segunda instância, inviabilizar a posse do presidente Lula.

Mas seriam os que participaram desta trama os únicos mentirosos? Pelo que se lê diariamente nos jornais e revistas tem se a impressão que quase toda uma categoria profissional, por ação ou omissão, ressalvadas exceções como a Carta Capital, coonesta e participa desta dinâmica que golpeia a democracia sistematicamente. Fieis aos donos do poder de sempre, porta-vozes dos negócios de sempre, colocam-se, com seus patrões, contra o poder da verdade: a vasta mobilização popular para a reeleição de Lula e o aprofundamento das realizações de seu governo. Mas certamente não faltam jornalistas indignados com o que está acontecendo. Os democratas do Brasil esperam destes jornalistas que se posicionem contra o golpe midiático que se arma contra a vontade que haverá de sair das urnas no próximo dia 29.

É preciso barrar a lógica hipócrita da verdade dos donos do poder. Se para eles a quebra do sigilo do caseiro é um crime; a entrega ilegal das fotos do dinheiro por um policial constitui um ato cívico. A verdade dos donos do poder constitui a própria efetivação de seu poder econômico. Sua dimensão escandalosamente totalitária teria envergonhado até a propaganda stalinista. Uma verdade que, com sua violência, nada tem a ver com o poder da verdade: ou seja com as dimensões éticas do único governo de nosso país que, ao mesmo tempo em que realizava consistentes políticas de distribuição de renda, atuou contra as velhas quadrilhas enquistadas no Estado brasileiro e contra a elite sonegadora.

Hoje, nas vésperas do segundo turno e diante do desespero de um candidato oposicionista fabricado e sem proposta nenhuma, as corporações de comunicação não param de anunciar, como num filme de terror, uma nova tentativa de golpe: "só um novo escândalo derruba Lula, só um novo escândalo impede a vitória de Lula, quando será, onde?"

Os cidadãos, eleitores e defensores do governo e da candidatura Lula vivem permanentemente sob uma ameaça ao mesmo tempo desconhecida e concreta. Sob este regime de terror, são criminalizados porque defendem as realizações do presidente e de seu governo, e as perspectivas de aprofundá-las nos próximos 4 anos.

A mídia da elite preconceituosa mente, sua verdade é aquela do poder de sempre: miséria, desigualdade, violência, trabalho escravo e subserviência aos interesses imperiais.

Um novo golpe se anuncia?!

Alertamos os democratas de todo o mundo, para a importância da reeleição de Lula para as lutas dos pobres de todo o mundo, e para a campanha golpista e fraudulenta que as corporações de comunicação e os partidos de oposição estão fazendo para impedir essa reeleição.

Chamamos todos os cidadãos democratas do Brasil para saírem às ruas para defender a reeleição de Lula, garantir a sua posse e as condições para que ele governe e aprofunde o seu programa de governo.

Assinam:

Marilena Chauí (USP)
Ivana Bentes (UFRJ)
Giuseppe Cocco(UFRJ)
Vinicius A. de Lima (UNB)
Peter Paul Pelbart ( PUC-SP)
Marcos Dantas(PUC-Rio)
Rodrigo Guéron (UERJ)
Tatiana Roque(UFRJ)
José Roberto Novaes (IE-UFRJ)
Adriano Pilatti ( PUC-Rio),
Francisco Guimarães(PUC-Rio);
Cecília Teixeira Soares
Alexandre do Nascimento (PVNC).
Fernando Santoro(UFRJ)
Marcelo Backes (escritor)
Barbara Szaniecki (designer - Rio)

Mandem suas assinatura a Rodrigo Gueron.

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Mídia: Os novos cães de guarda da elite

Muito bom o artigo "A mídia e os novos cães de guarda", de Marco Aurélio Weissheimer, publicado no site Agência Carta Maior. Vale a pena ler na íntegra.

No final, há a citação de uma frase genial do grande Noam Chomsky. Confiram:

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Um dia, um estudante americano perguntou a Chomsky: “Gostaria de saber como a elite consegue controlar a mídia?"

Ele replica:

"Como é que ela controla a General Motors? A pergunta não tem razão de ser. A elite não precisa controlar a General Motors uma vez que é sua proprietária”.

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Saiba mais sobre Chomsky nos seguinte sites e artigos:

CHOMSKY.INFO

Noam Chomsky critica a mídia americana

Uma aula de Noam Chomsky sobre "Mídia e terrorismo"

NOAM CHOMSKY E AS ILUSÕES NECESSÁRIAS

Golpe de Estado: Carta Capital e Paulo Henrique Amorim desmascaram conpiração anti-democrática entre PSDB-PFL e a mídia

Eu venho falando disso desde que a eleição foi para o segundo turno, absurdamente.Agora, é o jornalista Paulo Henrique Amorim quem confirma.

As eleições foram e serão fraudadas novamente, agora no segundo turno.

Sabemos que os anti-PT irracionais da classe "mérdia" vão comemorar, sob o som abafado das gargalhadas da nossa mídia canalha que os usa como gado. E sabemos também que, depois, serão os primeiros a chorar quando o país voltar ao estado catastrófico deixado depois dos mais de 500 anos que a direita esteve no poder...

Leia e comprove: a situação é grave. Não existe democracia no Brasil, como eu já havia apontado em meu texto mais abaixo (e, por isso, fui chamado de "paranóico" e coisas do gênero).


O 1º GOLPE DE ESTADO JÁ HOUVE. E O 2º?

A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: “Cadê o papelzinho?”, que permite a recontagem do voto?

- Paulo Henrique Amorim – Jornalista (http://conversa-afiada.ig.com.br/)

Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno. É o que demonstra de forma irrefutável a reportagem de capa da revista Carta Capital que está nas bancas (“A trama que levou ao segundo turno”), de Raimundo Rodrigues Pereira. E merecia um sub-título: “A radiografia da imprensa brasileira”.

Fica ali demonstrado:

1) As equipes de campanha de Alckmin e de Serra chegaram ao prédio da Polícia Federal, em São Paulo, antes dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos;

2) O delegado Edmilson Bruno tirou fotos do dinheiro de forma ilegal e a distribuiu a jornalistas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, do jornal O Globo e da rádio Jovem Pan;

3) O delegado Bruno contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele;

4) O delegado Bruno procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: “Tem de sair à noite na tevê., Tem de sair no Jornal Nacional”;

5) Toda a conversa do delegado com os jornalistas foi gravada;

6) No dia 29, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional omitiu a informação e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro;

7) Ali Kamel, “uma espécie de guardião da doutrina da fé” da Globo, segundo a reportagem, recebeu a fita de audio e disse: “Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos não a temos”, diz Kamel, segundo a reportagem;

8) A Globo omitiu a informação sobre a origem da questão: 70% das 891 ambulâncias comercializadas pelos Vedoin foram compradas por José Serra e seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri.

9) A Globo jamais exibiu a foto ou o vídeo em que aparece José Serra, em Cuiabá, numa cerimônia de entrega das ambulâncias com a fina flor dos sanguessugas;

10) A imprensa omitiu a informação de que o procurador da República Mario Lucio Avelar é o mesmo do “caso Lunus”, que detonou a candidatura Roseana Sarney em 2002, para beneficiar José Serra. (A Justiça, depois, absolveu Roseana de qualquer crime eleitoral. Mas a campanha já tinha morrido.);

11) Que o procurador é o mesmo que mandou prender um diretor do Ibama que depois foi solto e ele, o procurador, admitiu que não deveria ter mandado prender;

12) Que o procurador Avelar mandou prender os suspeitos do caso do dossiê em plena vigência da lei eleitoral, que só deixa prender em flagrante de delito.

13) Que o Procurador Avelar declarou: “Veja bem, estamos falando de um partido político (o PT) que tem o comando do país. Não tem mais nada. Só o País. Pode sair de onde o dinheiro?”

14) A reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira conclui: “Os petistas já foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido.” Na mesma edição da revista Carta Capital, ao analisar uma pesquisa da Vox Populi, que Lula tem 55%, contra 45% de Alckmin, Mauricio Dias diz: “... dois fatos tiraram Lula do curso da vitória (no primeiro turno). O escândalo provocado por petistas envolvidos na compra do dossiê da família Vedoin ... e secundariamente o debate promovido pela TV Globo ao qual o presidente não compareceu.”

Quer dizer: o golpe funcionou.

Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, diz em seu blog, aqui no IG (http://blogdomino.blig.ig.com.br/), que houve uma reedição do golpe de 89, dado com a mão de gato da Globo, para beneficiar Collor contra Lula. “A trama atual tem sabor igual, é mais sutil, porém. Mais velhaca,” diz Mino.

Permito-me acrescentar outro exemplo.

Em 1982, no Rio, quase tomaram a eleição para Governador de Leonel Brizola. Os militares, o SNI, e a Policia Federal (como o delegado Bruno, agora, em 2006) escolheram uma empresa de computador para tirar votos de Brizola e dar ao candidato dos militares, Wellington Moreira Franco. O golpe era quase perfeito, porque contava também com a cumplicidade de parte de Justiça Eleitoral e, com quem mais? Quem mais?
O golpe contava com as Organizações Globo (tevê, rádio e jornal, como agora) que coonestaram o resultado fraudulento e preparam a opinião pública para a fraude gigantesca.Que só não aconteceu, porque Brizola “ganhou a eleição duas vezes: na lei e na marra”, como, modestamente, escrevi no livro “Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral”, editora Conrad, em companhia da jornalista Maria Helena Passos.

Está tudo pronto para o segundo golpe.

O Procurador Avelar está lá.

Quantos outros delegados Bruno há na Policia Federal (de São Paulo, de São Paulo !).

A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: “Cadê o papelzinho?”, que permite a recontagem do voto?

E se for tudo parar na Justiça Eleitoral? O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello já deixou luminosamente claro, nas centenas de entrevistas semanais que concede a quem bater à sua porta, que é favor da candidatura Alckmin.

E o segundo golpe? Está a caminho. As peruas da GW já saíram da garagem.

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terça-feira, 10 de outubro de 2006

Humor: Uma charge que diz tudo...

Manifesto: Mulheres com Lula

Mulheres com Lula por um Brasil soberano, justo e igualitário.

"Nós mulheres de todas as raças, etnias, profissionais, credo, convicções políticas, orientação sexual e classes de renda,

Estamos com Lula neste segundo turno da eleição de 2006 porque seu governo vem cumprindo os compromissos de formulação e implementação de políticas públicas e programas voltados para as mulheres, buscando corrigir injustiças sociais que atingem em especial as mulheres pobres, negras e indígenas,

Estamos com Lula porque no seu governo houve determinação política para o fortalecimento dos espaços de elaboração e monitoramento de políticas para as mulheres, com a criação da Secretaria Especial de políticas para as Mulheres,, a ativa participação do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a Realização da Conferência Nacional de Políticas para as mulheres, com a participação de cerca de 120 000 mulheres em todo país ,

Estamos com Lula porque em seu governo reivindicações históricas dos movimentos sociais, como o acesso à documentação civil para trabalhadoras rurais, foram transformadas em políticas públicas,

Estamos com Lula porque sabemos que é preciso coragem e ousadia e determinação política para aprofundar as mudanças já iniciadas neste governo e que rompem com a lógica das discriminações de gênero e raça,

Estamos com Lula porque em seu governo a violência contra a mulher em todas as suas dimensões, incluindo a exploração sexual de mulheres e meninas e o tráfico de pessoas, foi assumida como questão prioritária, através de políticas nacionais,

Estamos com Lula porque o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher agora tem uma Lei; a Lei Maria da Penha,

Estamos com Lula por uma educação inclusiva e não sexista, pela aprovação e implementação do Fundeb,

Estamos com Lula pelo aperfeiçoamento do SUS, por uma atenção integral á saúde das mulheres, pela ampliação do acesso aos serviços de saúde e pela plena implementação da Política Nacional de Direitos Sexuais e Reprodutivos e de Atenção Oncológica iniciadas neste governo,

Estamos com Lula por mais empregos, pela melhoria da renda das mulheres e pela correção das distorções históricas que as discriminam no mercado de trabalho,

Estamos com Lula pela manutenção e ampliação dos direitos trabalhistas conquistados por trabalhadores e trabalhadoras no campo e nas cidades e porque é necessário seguir incentivando a formalização do trabalho doméstico ,reconhecendo os direitos e a dignidade da maior categoria profissional feminina do país- as empregadas domésticas,

Estamos com Lula pela reforma agrária e porque seu governo garantiu maior acesso à terra e ao crédito específico para as mulheres,
Estamos com Lula por moradias dignas em cidades seguras para as mulheres e suas famílias,

Estamos com Lula por uma previdência social justa com a trajetória de vida das mulheres,

Estamos com Lula por um desenvolvimento econômico sustentável e socialmente referenciado,

Estamos com Lula pela eliminação de todas as formas de discriminação, preconceito , racismo e porque queremos ser protagonistas das mudanças que farão deste país uma Nação mais justa, igualitária , livre da pobreza e de todas as formas de intolerância que violam a dignidade dos seres humanos – mulheres e homens."

As assinaturas deverão ser acompanhadas da qualificação de cada uma, profissão, entidade e/ou instituição a que pertencem.

Enviar os dados para o email do blog "Eu Quero Falar"

segunda-feira, 2 de outubro de 2006

Desabafo: NÃO EXISTE DEMOCRACIA NO BRASIL



Meus piores temores se concretizaram. As eleições para presidente da república foram fraudadas, explicitamente no Sul, no Centro-Oeste e, principalmente, no Sudeste. Não, não tenho nenhuma prova de que isso de fato ocorreu, muito menos posso acusar qualquer pessoa ou órgão. Estou meramente especulando, emitindo uma opinão baseada nas minhas observações da realidade. Todavia, as evidências são gritantes e é só analisarmos o que andou acontecendo nos dias que antecederam as eleições e, especialmente, a cobertura da mídia das apurações para chegarmos a essa conclusão.

Na quinta-feira, os institutos de pesquisas mostravam Lula com vantagem superior a 10% em relação ao segundo colocado. Simplesmente não havia tempo hábil para uma recuperação tão miraculosa do tucano da Opus Dei. No voto, a direita ia perder novamente para Lula. O vazamento (criminoso) das fotos que seriam usadas na compra do malfadado “dossiê” e o massacre realizado pela TV Globo contra a ausência de Lula no debate já estão sendo os argumentos utilizados pelos “vomitadores de opinião” e cientistas políticos para explicar o inexplicável. Mais uma vez, mentiras serão repetidas mil vezes até que se tornem verdades (Adolf Hitler aplaudiria!).

O que ninguém pergunta e que dá claros sinais do esquema de fraude previamente armado: por que o delegado criminoso que vazou fotos proibidas para a imprensa, depois de dizer que elas haviam sido roubadas, falou que ia dar uma entrevista coletiva na segunda-feira? Obviamente, ele já sabia na sexta-feira que ia dar segundo turno e essa seria a primeira pedra atirada para começar o novo massacre midiático.

E o que explica o fato do Estado de São Paulo ter ficado por último na apuração, sem a menor lógica? Simples, quando a vantagem de Lula começava a subir, os votos fraudados de São Paulo entravam com tudo para derrubar o petista.

Não é possível fraudar urnas eletrônicas? Mais fácil acreditar em papai-noel. Qualquer hacker de 14 anos sabe que não existe nenhum equipamento de informática que não possa ser manipulado, reprogramado, invadido ou adulterado. Quem pode afirmar com 100% de certeza que seu voto em Lula foi realmente computado para o petista ou que aqueles que anularam não tiveram votos transferidos para o PSDB-PFL? Ninguém! Mas não devemos culpar as urnas eletrônicas, pois se o voto ainda fosse manual a fraude seria a mesma (vide as eleições no México).

Quem viu a entrevista coletiva do grotesco presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio de Mello, percebeu que ele mal conseguia esconder o sorriso de deboche e cinismo, enquanto proferia novamente palavras de alto teor partidário e anti-PT.

Muitos vão dizer: “Mas se fraudaram, como é que o PT ganhou na Bahia, terra do Toninho Malvadeza?”. Bom, para que conspirações sejam vitoriosas, sacrifícios devem ser feitos. Ou pode ter sido um engano, uma distração? Mas são fatos isolados assim que apenas dão ainda mais legitimidade para os discursos contrários a qualquer fraude, não é mesmo? Ninguém pode fraudar 100% de um pleito e escapar impune. Agora, fraude o principal e deixe o resto acontecer normalmente e pronto. Nenhum questionamento será sequer levantado! Eles querem o governo federal de volta. Todo o resto é secundário. Isso é evidente.

Lula ganhou de Alckmin no primeiro turno por apenas 6,97 pontos percentuais. A soma dos votos de Heloísa Helena e Cristovam Buarque dá 9,49%. Aí está a senha para a próxima fraude e o que vejo pela frente é o seguinte:

1) A mídia corporativa vai deixar de lado qualquer escrúpulo (se é que ainda tem algum) e vai simplesmente massacrar Lula e o PT nas próximas 4 semanas. Os ataques da época do “mensalão” e do “dossiê” serão fichinhas perto do que está por vir.

2) No mínimo mais dois escândalos envolvendo “petistas” (na verdade, agentes duplos que estão infiltrados no PT e serão acionados, como no caso do “dossiê”) vão eclodir e serão explorados com fúria total pela mídia;

3) Heloísa Helena e Cristovam Buarque serão literalmente comprados para ficarem batendo em Lula, sem declarar, todavia, apoio à Alckmin. Assim, não poderão ser acusados de cooptação e a direita poderá dizer simplesmente que a maioria dos eleitores do PSOL e do PDT migrou para o PSDB (o que sabemos de antemão, é uma mentira, pois nem todos que votaram neles são irracionais).

4) A esquerda raivosa do PT e seus seguidores, manipulados pela mesma mídia que dizem repudiar, vão iniciar um processo de caça-às-bruxas, tentando achar culpados para a não eleição no primeiro turno enquanto posam de vestais da ética e da moralidade pequeno-burguesa, deixando de lado o fortalecimento do partido, as articulações e as buscas contra as possíveis fraudes e manipulações do pleito.

5) As pesquisas de opinião serão sutilmente manipuladas com o passar do tempo, começando com vantagem de Lula que vai cair gradativamente até chegar ao “empate técnico” no dia da eleição.

6) A máfia tucana-pefelenta acionará seus fortíssimos tentáculos no Legislativo, no Judiciário, na mídia e no submundo do crime e da corrupção para que as urnas sejam novamente fraudadas, garantindo a vitória do candidato da Opus Dei por uma pequena margem, digamos... 2%. Isso se eles, animados com o massacre midiático, não percam as estribeiras e já apelem para uma manipulação ainda maior, dando ao Alckmin uma vantagem maior que 10% para garantir a “legitimidade” da eleição e a derrota fragorosa do Lulismo.

7) Os “vomitadores de opinião” e os mesmos cientistas políticos de sempre explicarão que Lula perdeu por causa dos novos e velhos “escândalos” e pela migração maciça dos votos de HH e Buarque para Alckmin. A mídia e o Judiciário terão papel fundamental na legitimação do golpe, assim como ocorreu no México.

8) De volta ao poder máximo da nação, enquanto a esquerda baratinada tenta entender o que aconteceu e começa a se auto-destruir novamente, a máfia tucano-pefelenta voltará a instaurar a ditadura midiática no país, as privatarias e tudo aquilo que já vimos. Decretará o fim dos programas sociais como hoje os conhecemos e, acima de tudo, iniciará uma “devassa” contra o ex-governo que vai, na melhor das hipóteses, dizimar a liderança de Lula e pulverizar o PT ainda mais. Isso na melhor das hipóteses, pois já prevejo Lula sendo preso pela PF e os militantes do PT, como um todo, sendo perseguidos como “membros de quadrilha” (a senha já foi dada há tempos pelo Procurador Geral da República).

E nós, o que faremos? Vamos assistir a tudo isso de camarote, cada vez mais indignados, enojados, porém totalmente impotentes para mudar as coisas. Qualquer um que tente se levantar contra isso tudo, será ridicularizado e tratado como demente com mania de perseguição, para depois ser linchado publicamente.

O golpe está dado. Pessimismo? Antes fosse. Gostaria muito de não pensar tudo isso e, acima de tudo, de estar totalmente errado. Porém, eu já havia previsto tudo que vem acontecendo nos últimos 4 anos, inclusive que a vitória de Lula foi permitida pela direita e que os ataques ao PT realizados nos últimos 16 meses foram premeditados. Quem me conhece, sabe.

Não existe a menor possibilidade de Lula continuar na presidência, agora que o país está arrumado, com dinheiro em caixa, e com seu foco voltado para a ajuda aos pobres e à integração com as outras esquerdas da América latina. Simplesmente, não existe a menor hipótese. A direita tem muito dinheiro, poder, tempo e vontade de sobra. A esquerda tem apenas sua ideologia, sua crença e a paixão dos que acreditam na causa. Isso basta para nos deixar vivos e na luta, mas não para enfrentar esse rolo compressor gigantesco e desumano.

Eu quero muito, mas muito mesmo, estar errado. Se eu acreditasse em deus, começaria a rezar agora mesmo para que, no dia 1 de novembro, todos que leram esse texto pudessem apontar o dedo para mim e rir da minha cara, dizendo “Você errou!”. Vou sonhar com isso todos os dias, daqui pra frente.

Mas, infelizmente, quando acordar a triste realidade vai voltar e serei obrigado a enfrenta-la de frente...

Saudações socialistas a todos.

André Lux, jornalista (e profeta)
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