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quinta-feira, 3 de agosto de 2006

"Democracia" Tucana: PSDB e PFL conseguem censurar "Revista do Brasil"



TSE censura Revista do Brasil a pedido da campanha Alckmin

Numa clara ofensa aos trabalhadores em particular e à liberdade de imprensa no geral, a coligação encabeçada pelo candidato da direita neoliberal, Geraldo Alckmin, sustentou que o primeiro número da revista fazia campanha pró-Lula e contra o tucano. A publicação, que é mensal e teve 360 mil exemplares, é produzida por 23 sindicatos e pela CUT. Cabe recurso.

Prossegue a ânsia neoliberal para calar entidades progressistas e a voz dos trabalhadores. A coligação Por um Brasil Decente (PSDB/PFL) entrou com representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral contra a regional de São Paulo da Central Única dos Trabalhadores (CUT) por conta da veiculação da primeira edição da Revista do Brasil. Nesta quarta-feira (26/7), o ministro Carlos Alberto Menezes julgou procedente a representação, proibindo a distribuição da revista por qualquer meio, sob pena de multa.

Por conta da arbitrariedade, os sindicatos vão recorrer - e o TSE terá a oportunidade de reparar o erro. Na opinião do diretor de imprensa da CUT/SP, Daniel Reis, a decisão da Justiça é uma ofensa aos trabalhadores. "Acredito que o TSE vá rever sua decisão. Não é possível que os trabalhadores sejam proibidos de manter uma publicação própria, que não tenham direito a contar o seu lado da história, como fazem os mais poderosos por meio da grande mídia."

A Agência Carta Maior - que forneceu conteúdo para as duas primeiras edições da publicação - também deixa de disponibilizar na íntegra esses conteúdos. A publicação é produzida por 23 dos maiores sindicatos do país e pela CUT. Foi lançada em maio com o intuito de fazer chegar aos cerca de 360 mil associados desses sindicatos "informação apresentada sob a ótica dos trabalhadores". O primeiro número trazia na capa o presidente Lula e uma matéria analisando os motivos que o levam a permanecer com a popularidade em alta, apesar da crise política do ano passado. O segundo número, que traz na capa uma matéria sobre a Volkswagen, já estava sendo distribuído.

Os dois temas mostram a pertinência da publicação. Trata-se de mais um veículo para a classe trabalhadora expor idéias e se informar de modo crítico. Os textos da revista se aprofundam um a um, na tentativa de contextualizar os leitores. Mas o bloco conservador - capitaneado por PSDB e PFL, mais e interessado na alienação dos trabalhadores - alega que a divulgação da revista faz prática de conduta ilícita. Algumas das matérias acabavam por "ressaltar a suposta força eleitoral do atual presidente da República, ao informar que seu governo não desmantelou programas sociais e não privatizou direitos sociais e culturais", segundo texto divulgado no site do TSE.

Que crime, afinal?

Se o argumento for válido, é preciso fechar praticamente todos os veículos da grande imprensa. A cada rodada de pesquisa de intenção de votos para as eleições de outubro, é notória a força nas camadas mais pobres de Lula, candidato à reeleição. Esse potencial não é gratuito. Analistas políticos, donos dos institutos de pesquisas e até jornalistas do establishment reafirmam justamente o peso dos programas sociais na predisposição do eleitorado.

PSDB e PFL carregam nas tintas, erram a mão. Citam nominalmente as matérias de capa ("O segredo de Lula" - "Diga-me para quem governas") e "Pavor de investigação", sobre as dezenas de CPIs barradas na Assembléia Legislativa de São Paulo. Apontam uma suposta "panfletagem eleitoral" em favor de Lula e "propaganda negativa" em relação ao candidato Geraldo Alckmin. Se a base de sondagem são os trabalhadores, nada mais natural do que a preferência por um candidato egresso desse mesmo meio, cujo governo valorizou o salário mínimo, aumentou os índices de empregos formais e ainda legalizou as centrais sindicais. Interpretações e análises políticas não podem ser confundidas - como fez o TSE - com propaganda eleitoral.

"Criamos a revista com o objetivo de levar à população informações que outras revistas de grande circulação não trazem", conta Luiz Cláudio Marcolino, presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Como exemplo, ele expõe a a matéria de capa na edição 2, sobre as demissões na Volks. "Freqüentemente, o caso é apresentado do ponto de vista da empresa. E nós mostramos a forma como sofrem os trabalhadores e seus familiares." Propaganda política? Onde?

"A revista traz matérias sobre comportamento, saúde, futebol, dicas culturais. Não tem nada de eleitoreira e ofensiva", reforça o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, José Lopez Feijóo. "Revistas como Época, IstoÉ e principalmente a Veja fizeram capas extremamente ofensivas ao presidente da República, ao Partido dos Trabalhadores - e, muitas vezes, fazem isso em relação aos sindicatos e aos trabalhadores, e são tratadas dentro dos parâmetros da liberdade de imprensa". Feijóo e Luiz Cláudio Marcolino são os diretores responsáveis pela revista.

Da Redação, com Agência Carta Maior e CUT-SP

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