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sexta-feira, 5 de maio de 2006

CartaCapital: AS RAZÕES DA BOLÍVIA

Para quem não aguenta mais tanta estupidez e manipulação na mídia corporativa neoliberal/conservadora, recomendamos a CartaCapital desta semana!

AS RAZÕES DA BOLÍVIA

- Não há surpresa na decisão de Morales, a favor de um país espoliado. Conta com a compreensão do governo Lula, mas só falta a mídia pedir o bombardeio de La Paz.

- Quem lembra que a dependência do gás boliviano é obra do governo FHC?

- Os prejuízos da Petrobras são pequenos em comparação com os lucros que ela obétm, graças ao aumento do preço do petróleo.


UMA OUSADIA DE SUCESSO

A nacionalização não pesa muito para a Petrobras, mas pode mudar a Bolívia

- Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa*

No Brasil, é hora de jogar água na fervura. Alguns editoriais e comentaristas de tevê, ansiosos por imitar seus colegas estadunidenses da Fox News, estiveram a um passo de exigir que o governo brasileiro acionasse o Exército e desencadeasse uma operação “Tempestade no Chaco” para promover uma mudança de regime no país vizinho e recuperar os campos nacionalizados. O tom indignado e apocalíptico do noticiário sobre a nacionalização do gás e petróleo boliviano chegou a dar a muitos a impressão de uma catástrofe iminente para a economia brasileira e para a Petrobras, o que está muito longe da realidade.

Medidas como essas foram tomadas várias vezes por outros países, latino-americanos ou não. Seu modelo é a nacionalização do petróleo mexicano, iniciada com a estatização do subsolo em 1917 e completada com a expropriação das empresas estrangeiras em 1938. O próprio Brasil não tem o direito de esquecer da campanha “O Petróleo É Nosso” e da nacionalização de 1953, quatro anos depois da Argentina. A Venezuela fez o mesmo em 1975.

Mas não se pode negar a ousadia da medida e sua importância para a Bolívia. Ao contrário das duas tentativas anteriores de nacionalização do petróleo, de iniciativa de ditaduras militares nacionalistas, esta partiu de um governo eleito democraticamente com ampla maioria. Resulta de dois anos e meio de intensa mobilização social, a partir da campanha contra a exportação de gás através do Chile, que derrubou Sánchez de Lozada em outubro de 2003. A popularidade da medida foi atestada pelo plebiscito de julho de 2004, no qual 92% apoiou a recuperação da propriedade do gás e petróleo na boca do poço.

* Confira a íntegra dessa reportagem na edição impressa

http://www.cartacapital.com.br

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