sábado, 17 de dezembro de 2005

CAROS AMIGOS: UMA EDIÇÃO PRA LÁ DE ESPECIAL

Texto abaixo retirado do site Fazendo Media:

CAROS AMIGOS: UMA EDIÇÃO PRA LÁ DE ESPECIAL

Por Marcelo Salles, 14.12.2005

Num momento em que a direita tupiniquim se alvoroça no Congresso Nacional, a revista Caros Amigos novamente leva às bancas uma edição memorável. Dessa vez, sua edição especial (número 26, dezembro de 2005) traz como tema único a direita brasileira e oferece ao leitor amplo panorama sobre a atuação das forças conservadoras no país.

A edição é dividida em sete seções: política, economia, educação, mídia, judiciário, forças armadas e religião, além de trazer artigos com os temas "extremistas", "nacionalismo" e "mentalidade". A direita brasileira é destrinchada em textos de José Arbex Jr., Luiz Gonzaga Belluzo, Natalia Viana, Gilberto Felisberto Vasconcellos, Thiago Domenici e Marina Amaral, entre outros.

Mesmo com todas as dificuldades para a realização de um trabalho como esse, pois, como lembra o editorial, "o direitista não se reconhece como tal" e, portanto, raramente aceita falar sob tal designação, a revista resgata a história dos conceitos de direita e esquerda para depois contextualizá-los no exercício do poder hoje em dia.

Ainda no editorial, Sérgio de Souza escreve: "Ele [o direitista] tem certeza de que jamais existirá - nem ele aceitaria - a distribuição da riqueza entre os homens, por mais que ela tenha resultado do trabalho de todos. Se tiver de optar entre a construção de um presídio e de uma escola, ele escolherá a primeira proposta, porque acredita piamente que os desvios de conduta são originários do DNA da pessoa e não do meio em que foi obrigada a viver". E continua: "Ele acha que o povo é burro, que a maioria é incompetente e por isso não 'subiu' na vida".

No espaço destinado à política, que abre a revista, Marina Amaral apresenta os partidos de direita e suas alianças para se manterem no poder. Na seção sobre economia, além da reportagem de João de Barros e do artigo de Gonzaga Belluzo, há uma entrevista com João Pedro Stedile, que contextualiza a questão agrária brasileira numa espécie de premonição do que aconteceria na CPMI da Terra. Com relação à mídia, em artigo intitulado "O grande partido do país", José Arbex Jr. lembra de saída que no Brasil não há limites para a ação dos donos das empresas de comunicação, como a propriedade cruzada dos veículos.

A leitura desta edição especial, ao lado do acompanhamento dos fatos políticos no dia-a-dia, é fundamental para compreender a disputa política brasileira sem deixar que a manipulação da mídia corporativa direcione nossa percepção.



Mais informações no site da Caros Amigos!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2005

Desabafo: ESTAMOS DE LUTO!

... pelo companheiro José Dirceu, que sacrificou sua vida em favor das causas democráticas e populares, e por isso foi preso, torturado e exilado, mas, mesmo correndo risco de ser morto pela Ditadura Militar, voltou ao Brasil para continuar sua luta;

... pela direita brasileira, representada hoje pela aliança entre os neoliberais do PSDB e os conservadores/racistas do PFL, que não medem esforços para retomar o poder (que perderam por pura incompetência) e voltar a pilhar o patrimônio público da nação;

... pelas hienas amestradas e papagaios de pirata que riem da desgraça alheia e repetem sem pensar aquilo que lhes enfiam goela abaixo todos os dias, sem perceber que estão apenas ajudando a deixar nosso futuro e o das futuras gerações cada dia mais negro;

... por setores da dita "esquerda" brasileira (especialmente os canalhas do P-SOL), que, incapazes de enxergar um palmo à frente do nariz, se uniram ao que há de mais repulsivo no congresso nacional para, num roupante de obsessão vingativa, detonar um partido do qual faziam parte até alguns meses atrás;

... pelo jornalismo brasileiro, refém de uma meia dúzia de barões da mídia e seus lacaios sorridentes que manipulam a opinião pública e a amedrontam a classe média covarde para que tudo continue como sempre foi, a fim de manter seus privilégios;

... por todos aqueles que, como nós, não se deixaram enganar pela imprensa neoliberal/conservadora e defenderam o Estado de Direito contra a campanha de linchamento a que foi e está sendo submetido o Partido dos Trabalhadores e um de seus principais mentores, José Dirceu, eleito com mais de 500 mil votos;

... pela "democracia" brasileira, que foi substituída (se é que um dia existiu) por uma "ditadura do capital", onde quem tem pode, quem não tem que se dane.

MAS A LUTA CONTINUA.

Eles venceram uma batalha, mas jamais vão vencer a guerra!

PT Saudações!
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