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segunda-feira, 13 de junho de 2005

Artigo: "Reação contra o Golpe"

Contra a investida da direita, o governo precisa punir exemplarmente os corruptos, adotar uma agenda positiva, reconformar a maioria e mobilizar a sociedade.

O ataque contra o governo é intenso e a oposição conservadora, que representa principalmente os interesses do grande capital financeiro internacional e brasileiro, usa todos os meios de que dispõe – sua representação parlamentar, governadores de Estado e, principalmente, a grande imprensa, onde prolifera há décadas a defesa do programa neoliberal e da subordinação do Brasil aos interesses do imperialismo.

Essa virulência cujo alvo é um governo que estas forças não controlam não é nova e repete situações semelhantes já ocorridas na história da República, desde Floriano Peixoto. Foram essas mesmas forças, com a mesma bandeira falsamente moralista, que levaram ao suicídio de Getúlio Vargas, em 1964, que tentaram impedir a posse de Juscelino Kubitschek em 1955, que conspiraram contra João Goulart de 1961 a 1964, e que tentaram vilipendiar Itamar Franco em 1993. E que estiveram no governo com os militares direitistas de 1964, com Fernando Collor de Mello em 1990 e com Fernando Henrique Cardoso de 1995 a 2002, forças que estiveram não só atrás dos desmandos dos governos autoritários mas, principalmente, foram o esteio do programa neoliberal contrário aos interesses dos trabalhadores, da economia brasileira e da soberania nacional. Governos que enfrentaram fortes denúncias de irregularidades, jogadas para baixo do tapete por operações abafa de triste memória.

No tiroteio pela imprensa dos últimos dias, uma frase quase não foi notada. Ela foi dita pelo procurador-geral da República, Claudio Fonteles, no dia 7, em discurso na posse de novos procuradores da República, onde relativizou as suspeitas de corrupção levantadas contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Reconhecendo que o Brasil passa por momentos difíceis, disse que a “imprensa hiperavalia” o quadro e “faz um manchetismo danado”, e que não se deve “apavorar nem se amedrontar por causa disso”. É uma opinião importante, dada pela única autoridade que, no país, tem o poder de iniciar, no Supremo Tribunal Federal, qualquer ação contra o presidente da República.

O presidente Lula, aliás, foi autor de outra frase significativa nesta crise.
Durante o 4º Fórum Global de Combate à Corrupção, ocorrido em Brasília, dia 7, ele assegurou que “cortará na própria carne se necessário”, para esclarecer e punir as denúncias. Ao mesmo tempo, garantiu que vai estimular o Congresso a desenvolver suas investigações. “Independentemente do uso político-eleitoral que alguns estão fazendo, no meu governo levarei as investigações até as últimas conseqüências. Por isso jurei a Constituição. Sou o principal guardião das instituições deste país, funcionário público número um”, afirmou o presidente, que recusou o uso de panacéias para “enfrentar problemas que se arrastam por décadas, quando não por séculos”.

O combate é político, e seu alvo é 2006; Lula tem razão: é preciso investigar, julgar e punir aqueles que cometeram crimes contra o patrimônio público. Mas as ações precisam ir adiante, para consolidar a ação do governo, fortalecer a avaliação favorável que o povo faz do governo e derrotar a investida da direita neoliberal. O governo precisa adotar uma agenda positiva, reconformar a maioria parlamentar e mobilizar a sociedade.

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